Líder da igreja, Edir Macedo, e mais nove são réus em ação na Justiça. Doações não são ilegais, mas MP diz que dinheiro foi desviado
Antigos fiéis da Igreja Universal contam que foram pressionados por pastores a fazer doações. Há casos de pessoas que deram todas as economias e até o imóvel onde moravam.
Alguns depoimentos reforçam as acusações do Ministério Público do estado de São Paulo contra o fundador e líder da Universal, Edir Macedo, e mais nove pessoas ligadas a ele.
Todos são réus em processo em andamento na Justiça criminal de São Paulo por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A denúncia aponta ainda enriquecimento pessoal às custas da exploração da fé.
Doações a qualquer igreja não são consideradas ilegais. O MP aponta, no entanto, que alguns líderes da Igreja Universal se beneficiaram da imunidade tributária para desviar o dinheiro para fins particulares e comerciais. Segundo a Constituição, é proibida a cobrança de impostos a "tempos de qualquer culto".
R$ 3 mil
A cabeleireira Simone Vitório, do interior de São Paulo, diz que sempre deu o que pôde para a igreja. Em uma campanha de arrecadação, chamada "Fogueira Santa de Israel", ela diz ter perdido o controle, pressionada pelo discurso do pastor.
Simone conta que entregou as economias de R$ 3 mil depois de um acordo com o pastor. "Ele falou se caso meu esposo não aceitasse ele devolveria."
O marido, Aparecido Vitório, que também frequentava a igreja, não concordou com a atitude da mulher. "Pra receber uma benção acho que não precisa o pastor convencer a pessoa a fornecer tanto dinheiro."
A cabeleireira não conseguiu reaver o dinheiro e deu queixa na polícia. Segundo ela, o pastor disse: "Faz o que você quiser. A igreja é rica e pode pagar quantos advogados quiser."
Apartamento
Durante nove anos, a costureira Maria Pinho fez várias doações à Universal. Chegou a dar para a igreja o apartamento em que morava, no centro de São Paulo.
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"De repente eu me vi na rua, que eu não tinha nem o que comer. Eu ia no mercado, tinha aquelas moças fazendo demonstração, e ali, aquele pouquinho que eu provava, era meu almoço."
A igreja foi condenada a devolver parte do dinheiro. A decisão judicial diz: "É nula a doação de todos os bens, sem reserva de renda suficiente para a subsistência do doador."
Maria de Pinho diz ter dado mais de R$ 100 mil para a igreja, mas afirma que só conseguiu provar a doação de R$ 10 mil em cheque.
"É muito difícil para o advogado ou para o fiel que fez a doação para a igreja conseguir provar essa doação. Porque quando o fiel faz a sua contribuição, ele não tem qualquer recibo", afirmou o advogado de Maria, Amir Labib.
Diploma assinado
O aposentado Edson Luiz de Melo, de Belo Horizonte (MG), que tem doença psiquiátrica, também narra a pressão por parte dos pastores. "Eles falaram o seguinte. Que para gente ser abençoado tinha que dar, tinha que dar dinheiro. Isso é de acordo com a sua fé. “
A mãe dele, Dulce de Melo, entrou na Justiça para reaver parte do que o filho doou. "Ele não tirava dinheiro pra comprar uma bala, então o dinheiro era todo lá pra igreja. A gota d'água foi quando ele começou a dar vale-transporte, tíquete-refeição e andar a pé."
Ele diz ter dado cerca de R$ 60 mil em doações e recebeu, em recompensa, um diploma de colaborador, assinado pelo "Senhor Jesus Cristo". "Eles diziam que usavam o dinheiro na obra de Deus", diz Edson.
Casa em Campos do Jordão
Entre os bens comprados pela Universal com o dinheiro dos fiéis está um mansão com doze suítes e elevador panorâmico, em terreno de 300 mil metros, que entrou para o roteiro turístico de Campos do Jordão (SP).
No trenzinho, a guia informa: "O chalé que tem no alto, lá em cima, pertence ao bispo Edir Macedo. A propriedade é avaliada em R$ 10 milhões.
quinta-feira, 2 de agosto de 2018
Fiéis que foram à falência na Igreja Universal'
Líder da igreja, Edir Macedo, e mais nove são réus em ação na Justiça. Doações não são ilegais, mas MP diz que dinheiro foi desviado
Antigos fiéis da Igreja Universal contam que foram pressionados por pastores a fazer doações. Há casos de pessoas que deram todas as economias e até o imóvel onde moravam.
Alguns depoimentos reforçam as acusações do Ministério Público do estado de São Paulo contra o fundador e líder da Universal, Edir Macedo, e mais nove pessoas ligadas a ele.
Todos são réus em processo em andamento na Justiça criminal de São Paulo por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A denúncia aponta ainda enriquecimento pessoal às custas da exploração da fé.
Doações a qualquer igreja não são consideradas ilegais. O MP aponta, no entanto, que alguns líderes da Igreja Universal se beneficiaram da imunidade tributária para desviar o dinheiro para fins particulares e comerciais. Segundo a Constituição, é proibida a cobrança de impostos a "tempos de qualquer culto".
R$ 3 mil
A cabeleireira Simone Vitório, do interior de São Paulo, diz que sempre deu o que pôde para a igreja. Em uma campanha de arrecadação, chamada "Fogueira Santa de Israel", ela diz ter perdido o controle, pressionada pelo discurso do pastor.
Simone conta que entregou as economias de R$ 3 mil depois de um acordo com o pastor. "Ele falou se caso meu esposo não aceitasse ele devolveria."
O marido, Aparecido Vitório, que também frequentava a igreja, não concordou com a atitude da mulher. "Pra receber uma benção acho que não precisa o pastor convencer a pessoa a fornecer tanto dinheiro."
A cabeleireira não conseguiu reaver o dinheiro e deu queixa na polícia. Segundo ela, o pastor disse: "Faz o que você quiser. A igreja é rica e pode pagar quantos advogados quiser."
Apartamento
Durante nove anos, a costureira Maria Pinho fez várias doações à Universal. Chegou a dar para a igreja o apartamento em que morava, no centro de São Paulo.
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"De repente eu me vi na rua, que eu não tinha nem o que comer. Eu ia no mercado, tinha aquelas moças fazendo demonstração, e ali, aquele pouquinho que eu provava, era meu almoço."
A igreja foi condenada a devolver parte do dinheiro. A decisão judicial diz: "É nula a doação de todos os bens, sem reserva de renda suficiente para a subsistência do doador."
Maria de Pinho diz ter dado mais de R$ 100 mil para a igreja, mas afirma que só conseguiu provar a doação de R$ 10 mil em cheque.
"É muito difícil para o advogado ou para o fiel que fez a doação para a igreja conseguir provar essa doação. Porque quando o fiel faz a sua contribuição, ele não tem qualquer recibo", afirmou o advogado de Maria, Amir Labib.
Diploma assinado
O aposentado Edson Luiz de Melo, de Belo Horizonte (MG), que tem doença psiquiátrica, também narra a pressão por parte dos pastores. "Eles falaram o seguinte. Que para gente ser abençoado tinha que dar, tinha que dar dinheiro. Isso é de acordo com a sua fé. “
A mãe dele, Dulce de Melo, entrou na Justiça para reaver parte do que o filho doou. "Ele não tirava dinheiro pra comprar uma bala, então o dinheiro era todo lá pra igreja. A gota d'água foi quando ele começou a dar vale-transporte, tíquete-refeição e andar a pé."
Ele diz ter dado cerca de R$ 60 mil em doações e recebeu, em recompensa, um diploma de colaborador, assinado pelo "Senhor Jesus Cristo". "Eles diziam que usavam o dinheiro na obra de Deus", diz Edson.
Casa em Campos do Jordão
Entre os bens comprados pela Universal com o dinheiro dos fiéis está um mansão com doze suítes e elevador panorâmico, em terreno de 300 mil metros, que entrou para o roteiro turístico de Campos do Jordão (SP).
No trenzinho, a guia informa: "O chalé que tem no alto, lá em cima, pertence ao bispo Edir Macedo. A propriedade é avaliada em R$ 10 milhões.
quinta-feira, 26 de julho de 2018
Nando Cordel
Nascido no município de Ipojuca, em Pernambuco, foi criado em Ponte dos Carvalhos, no município do Cabo de Santo Agostinho. Filho de um comerciante que também era poeta e repentista, Seu Manoel do Posto, e de uma dona de casa, Dona Nata, Nando é o mais velho de 14 irmãos. Foi na infância e adolescência, como membro do coral da Igreja Católica de Ponte dos Carvalhos, entre cantos e alfaias litúrgicas, então sob os cuidados e o incentivo do padre Geraldo Leite Bastos, que Nando começou a despertar seu talento para a música. Ganhou o primeiro violão do pai aos 15 anos, e aprendeu a tocar sozinho. Com 17 anos já fazia parte de uma banda de baile. Em meados da década de 70, como muitos jovens nordestinos de sua geração, foi tentar a vida no Rio e em São Paulo, e assim começaram as apresentações profissionais.
Nando é adepto do Espiritismo.
O sobrenome Cordel surgiu a partir do momento em que a gravadora disse que seu nome não venderia discos, fazendo com que ele usasse o nome artístico 'Nando' (apelido de Fernando) e 'Cordel' (junção do início de seus sobrenomes Correia e Manoel). Mas também é uma homenagem a um tipo de arte popular, a literatura de cordel, patrimônio cultural do nordeste brasileiro.
Como compositor, Nando desde o início centrou seus trabalhos na MPB e na cultura musical pernambucana e nordestina, como forrós e xotes. O artista sofre ainda grande influência de outros ritmos, como a salsa e reggae. Nando Cordel também compõe para diferentes estilos e gerações de intérpretes. Por conta disso, as composições dele são bem diversificadas, como as românticas, dançantes e até infantis.
Tem suas canções gravadas por grandes figuras da música popular brasileira, como Elba Ramalho, que transformou em sucesso sua primeira parceria com Dominguinhos: De Volta pro Aconchego.
Sua fama como compositor é bem maior do que como intérprete. Já teve músicas gravadas por Chico Buarque, Zizi Possi, Fagner, Maria Bethânia, Fábio Jr, Martinho da Vila, Fafá de Belém, Ivete Sangalo e outros. Alguns de seus sucessos são Isso Aqui Tá Bom Demais, com Dominguinhos, Hoje é Dia de Folia, interpretada por Xuxa, e Gostoso Demais. Tem cerca de 500 músicas gravadas por grandes nomes da música brasileira.
Como intérprete, já lançou cerca de 25 discos e uma coleção de 12 cds dedicados a músicas para meditação e relaxamento. Segundo ele, essas músicas são um encontro com a paz, a serenidade e a meditação. Com títulos que definem muito bem o que se vai ouvir, a coleção para meditação é composta por músicas instrumentais: Doces Canções, Doce Harmonia, Doce Paz, Doce Luz, Doce Natureza, Dedicado às Flores, Dedicado a Vida, Dedicado à Beleza, Dedicado à Voz e Iluminando a Alma.
Nando Cordel, nome artístico de Fernando Manoel Correia (Ipojuca, 13 de dezembro de 1953) é um cantor, compositor e instrumentista brasileiro.
sábado, 21 de julho de 2018
Médico afirma que Michael Jackson foi quimicamente castrado pelo pai
(Carlo Allegri/Getty Images)
Duas semanas após sua morte, o nome de Joe Jackson, pai de Michael Jackson, está no centro de mais um escândalo. Segundo o médico Conrad Murray, o patriarca da família Jackson teria castrado Michael quimicamente. A acusação foi feita através de um vídeo publicado pelo site The Blast.
De acordo com Murray, a castração foi feita na infância para que o astro mantivesse a voz aguda mesmo após torna-se adulto. Na Itália diversos cantores de ópera foram submetidos a essa prática cruel até o início do século 20. Tais artistas eram conhecidos como castrati.
Não é primeira vez que Joe é acusado de ter sido um péssimo pai. Ele foi responsável por alavancar os Jackson 5 e os membros do grupo já falaram publicamente sobre os mal tratos cometidos pelo pai em nome do sucesso deles.
O próprio Conrad Murray já havia dito que Joe “foi um dos piores pais da história”. Mesmo assim, essa nova acusação é a mais pesada de todas até o momento.
Murray é cardiologista e foi o médico pessoal de Michael durante anos. Em 2011, ele foi condenado pelo homicídio culposo (quando não há intensão de matar) do astro. Era Murray quem ministrava os remédios de Michael e ele veio a falecer por causa de uma dose excessiva de propofol (um medicamento para insônia), em 2009.
O empresário americano Joe Jackson, pai do cantor Michael Jackson (1958-2009), morreu nesta quarta-feira (27), informou o TMZ. De acordo com o site, ele tinha câncer e estava em estado terminal.
A agência de notícias Associated Press confirmou a notícia com uma fonte da família.
Na última sexta-feira (22), a imprensa americana disse que Joe estava hospitalizado com uma doença grave.
mdemulher.abril.com.br
Michael Jackson, o Rei do Pop concedeu uma entrevista para Oprah Winfrey em fevereiro de 1993 onde falou sobre o início de carreira, das exigências do pai, do sofrimento na adolescência, dos tablóides que divulgam mentiras ao seu respeito, sobre sua pele, as acusações de pedofilia e sobre o amor a música. Com participações de Liz Taylor e Priscilla Presley.
quarta-feira, 18 de julho de 2018
MANÉ GARRINCHA
Manuel Francisco dos Santos, o Mané Garrincha ou simplesmente Garrincha (Magé, 28 de outubro de 1933 — Rio de Janeiro, 20 de janeiro de 1983) foi um futebolista brasileiro que se notabilizou por seus dribles desconcertantes apesar do fato de ter suas pernas tortas. É considerado por muitos o maior jogador de futebol de todos os tempos e o mais célebre ponta-direita da história do futebol. No auge de sua carreira, passou a assinar Manuel dos Santos, em homenagem a um tio homônimo, que muito o ajudou. Garrincha também é amplamente considerado como o maior driblador da história do futebol.
Garrincha, "O Anjo de Pernas Tortas" , foi um dos principais jogadores das conquistas da Copa do Mundo de 1958 e, principalmente, da Copa do Mundo de 1962 quando, após a contusão de Pelé, se tornou o principal jogador do time brasileiro. Morreu em 1983, aos 49 anos, em decorrência do alcoolismo.
Autoria da frase "combinar com os russos "
Na Copa de 1958, conta a história que, antes do jogo com a URSS, vencido pelo Brasil por 2×0, o treinador Vicente Feola fazia sua preleção, incentivando os jogadores até que olhou para o ponta-direita Garrincha, o anjo das pernas tortas, onde se prosseguiu o seguinte diálogo:
- Garrincha, é o seguinte: você pega a bola e dribla o primeiro beque. Quando chegar o segundo, você dribla também. Aí vai até a linha de fundo, cruza forte para trás, para o Vavá marcar (o gol)”.
Garrincha, calado, assustado com as instruções, falou:
- Tudo bem, Feola, mas o senhor já combinou com os russos?
De origem humilde, com quinze irmãos na família, Manuel dos Santos era natural de Pau Grande, um distrito de Magé, no estado do Rio de Janeiro. Sua irmã o teria apelidado de Garrincha, fazendo uma associação com o pássaro de mesmo nome, muito comum na região.
Uma das características marcantes que envolvem a figura de Garrincha relaciona-se a uma distrofia física: as pernas tortas. Sua perna direita, seis centímetros mais curta que a esquerda, era flexionada para o lado esquerdo, e a perna esquerda apresentava o mesmo desenho. Ambas as pernas eram, pois, tortas para o seu lado esquerdo. Garrincha era destro. Afirma Ruy Castro em seu livro que já teria nascido assim, mas há vários depoimentos no sentido que tal característica tenha sido sequela de uma poliomielite.
Com quatorze anos de idade, começou a jogar amadoramente no Esporte Clube Pau Grande e seu talento, já manifestado, despertou a atenção de Arati: um ex-jogador do Botafogo. Não se sabe com certeza quem o levou a fazer um teste no Botafogo, mas nos minutos iniciais do primeiro treino, ele teria dado vários dribles em Nílton Santos, o qual já era um renomado jogador.
Garrincha casou-se com Nair, namorada da infância, com quem teve nove filhas. Suas filhas Tereza e Nadir já estão falecidas. Separou-se de Nair e foi casado com Elza Soares por 15 anos, de 1968 a 1983. Os dois tiveram um filho, Manuel Garrincha dos Santos Júnior (9 de julho de 1976 — 11 de janeiro de 1986), morto aos 9 anos de idade num acidente automobilístico. Neném, o filho dele com Iraci, anterior ao casamento com Elza, também morreu num acidente em Portugal em 20 de janeiro de 1992, aos 28 anos. Garrincha também é pai de um filho sueco: Ulf Lindberg, fruto de um relacionamento com uma sueca da cidade de Umeå, durante uma excursão do Botafogo à Europa em 1959.
Por praticamente toda a sua carreira (95% das partidas), Garrincha defendeu o Botafogo (no período de 1953-1965), além da Seleção Brasileira (de 1957-1966).
Já em fim de carreira jogou alguns meses no Sport Club Corinthians Paulista (1966), no Clube de Regatas do Flamengo (1969), e no Olaria Atlético Clube, porém já estava longe de seu auge. Integrou o elenco do Vasco, em um amistoso contra a seleção da cidade de Cordeiro (RJ), marcando um gol nesta partida. Sua contratação não foi fechada pela equipe cruzmaltina devido a sua má condição física e foi devolvido ao Sport Club Corinthians Paulista após o supracitado amistoso.
Enquanto esteve no Corinthians, o Jornal da Tarde de 26 de outubro de 1966 assim escreveu sobre Garrincha: "Mané veio para ser a alegria do Corinthians, não foi. É um homem triste que só vê a bola em treino no Parque São Jorge".
Jogou sessenta partidas pelo Brasil entre 1955 e 1966. Em todos os seus jogos, participou de apenas uma derrota (de 3 a 1 para a Hungria na Copa de 66). Com Garrincha e Pelé jogando juntos, o Brasil nunca perdeu.
Mesmo na Seleção Brasileira, Garrincha nunca abandonou sua forma irreverente de jogar. Voltava a driblar o jogador oponente, no mesmo lance, ainda que desnecessariamente, só pela brincadeira em si.
Nos clubes, jogou 614 vezes, marcando 245 gols pelo Botafogo e sua carreira profissional se prolongou de 1953 a 1972.
Participou de um amistoso jogando pela equipe Gaúcha do Novo Hamburgo contra o Internacional, partida foi realizada no Estádio Beira Rio. Ele vestiu a camisa 7 na noite de 2 de julho de 1969, o Internacional venceu o Novo Hamburgo por 3 X 1. Garrincha saiu de campo aos 15 minutos do segundo tempo, sendo muito aplaudido pelos torcedores gaúchos. Antes da partida, Garrincha fez um treino no Estádio Santa Rosa, quando conheceu um pouco do clube e o grupo de jogadores.
O último gol de Garrincha aconteceu no empate do Olaria Atlético Clube em 2 a 2 com o Comercial, dia 23 de março de 1972, no Estádio Palma Travassos em Ribeirão Preto. Foi, inclusive, o único gol de Mané pelo Olaria.
Garrincha faleceu aos 49 anos em 20 de janeiro de 1983, vítima de cirrose hepática, tendo sido velado num caixão sob a bandeira do Botafogo. Em seu epitáfio lê-se "Aqui jaz em paz aquele que foi a Alegria do Povo – Mané Garrincha." Conviveu com o excesso de ingestão bebida alcoólica ao longo de sua vida, principalmente cachaça. O fato do seu gosto pela branquinha era tão conhecido que algumas marcas traziam seu nome.
Em 2010, torcedores do Botafogo custearam uma estátua de quatro metros e meio e cerca de 300 kg, ao custo de R$ 56.000,00 pagos ao artista plástico Edgar Duvivier. Essa estátua encontra-se hoje em frente ao Estádio Olímpico Nilton Santos, onde o Botafogo manda seus jogos.
Já em novembro de 2011 durante a convenção mundial de futebol Soccerex, Eusébio, maior jogador português e contemporâneo tanto de Pelé quanto Garrincha, declarou abertamente que considerava Garrincha o melhor jogador de todos os tempos.
Garrincha foi considerado o mais habilidoso jogador que já existiu em todos os tempos pois sua capacidade de driblar e envolver seus adversários era impressionante. Pelo Brasil perdeu apenas uma das 61 partidas que fez com a camisa da Seleção. Em 1998, foi escolhido para a seleção de todos os tempos da FIFA, em eleição que contou com votos de jornalistas do mundo inteiro.
A força do seu carisma ficou marcada rapidamente nas palavras do poeta de Itabira, Carlos Drummond de Andrade, numa crônica publicada no Jornal do Brasil, no dia 21 de janeiro de 1983, um dia após a morte do genial Garrincha:
“
Se há um Deus que regula o futebol, esse Deus é sobretudo irônico, farsante, e Garrincha foi um de seus delegados incumbidos de zombar de tudo e de todos nos estádios. Mas, como é também um Deus cruel, tirou do estonteante Garrincha a faculdade de perceber sua condição de agente divino. Foi um pobre e pequeno mortal que ajudou um país inteiro a sublimar suas tristezas. O pior é que as tristezas voltam e não há outro Garrincha disponível. Precisa-se de um novo que nos alimente o sonho.
quinta-feira, 12 de julho de 2018
De salário maior a vantagens fiscais: os atrativos econômicos para CR7 na Itália
Logo após deixar a Copa, Cristiano Ronaldo trocou o Real Madrid pela Juventus (Foto: Hannah McKay/REUTERS)
A saída de Cristiano Ronaldo do Real Madrid com destino à Juventus levantou diversos questionamentos no mundo do futebol. Com uma passagem vitoriosa no clube merengue, muitos se perguntam quais os motivos para o craque começar do zero em Turim. Além do lado esportivo e de performance, existem razões financeiras e econômicas que podem ter sido determinantes para o atacante deixar para trás a carreira dos sonhos que alcançou em Madri e iniciar uma nova trajetória na Juve.
Salário
Um salário maior é sempre um fator a ser considerado no momento de trocar de empresa. No Real Madrid, o salário de Cristiano Ronaldo girava em torno de € 21 milhões (R$ 94 milhões) por ano. Na Juventus, de acordo com o jornal "AS", a expectativa é que o craque recebe € 30 milhões (R$ 135 milhões).
Processo por sonegação na Espanha
Não é novidade para ninguém a rigidez fiscal na Espanha. Diversos astros do futebol espanhol, como Messi, Neymar, na época do Barcelona, e até o próprio Cristiano Ronaldo, foram denunciados por crime de sonegação. CR7 é acusado de fraude fiscal de € 14,7 milhões (cerca de R$ 66 milhões) por não declarar direitos de imagem e desviar dinheiro a paraísos fiscais. Ao todo, o português soma quatro delitos contra a Fazenda na Espanha.
O envolvimento em um caso de fraude fiscal vinha incomodando Cristiano Ronaldo. Segundo o jornal "A Bola", o problema despertou no atacante a vontade de deixar a Espanha. Advogado especializado em direito desportivo, Cristiano Caús ressalta que outros jogadores já saíram do solo espanhol por conta de problemas tributários.
– Existe esse aspecto do processo que enfrentou na Espanha. Muito se fala de jogadores que passaram por esse processo na receita espanhola e preferiram deixar o país, porque passaram por dificuldades, tiveram que fazer acordo para não serem presos. Evitar problemas com o fisco espanhol pode ser uma motivação grande para sair – disse Caús.
Cristiano Ronaldo foi acusado de sonegação (Foto: Reuters)
Mesmo mudando de país, Cristiano ainda terá que resolver as questões tributárias na Espanha. De acordo com o programa "Antena 3", existe um convênio entre as agências tributárias espanholas e italianas, o que poderia embargar o salário do português na Juventus, caso não haja o pagamento.
Os agentes de Cristiano propuseram um acordo à Advocacia do Estado espanhol, segundo informações do jornal "El País". O jogador estaria disposto a aceitar € 18,8 milhões (R$ 85 milhões) de multa e uma condenação de dois anos, sem obrigação de ingresso – a lei da Espanha permite que penas inferiores a dois anos sejam cumpridas em liberdade.
Impostos e questão fiscal na Itália
Se o fisco na Espanha era um problema para CR7, na Itália, por sua vez, ele pode ser uma solução. A questão de impostos na nova casa do português é mais favorável que em solo espanhol. Desde março de 2017, a lei de finanças italiana estabeleceu um imposto de € 100 mil (R$ 450 mil) por ano para receitas adquiridas fora do país.
Desta forma, Cristiano Ronaldo e a Juventus pagariam normalmente os impostos na parte do futebol, como salário, premiações e direitos de imagem. Para todos os rendimentos adquiridos e mantidos pelo craque fora da Itália, incluindo patrocínios individuais, imóveis e empresas, o atacante pagaria o valor de € 100 mil por ano.
Cristiano Ronaldo terá que pagar valores menores na Itália (Foto: Paul Hanna/Reuters)
Vale destacar que a taxa de tributação do imposto de renda na Itália pode ir até 43% em valores acima de € 75 mil (R$ 337 mil) anuais, ou seja, os valores pré-determinados promoveriam uma economia significativa para o português.
Cristiano Caús destaca que esse tipo de incentivo do governo italiano é bastante atrativo para um jogador com receitas milionárias também fora dos gramados, como é o caso de CR7. Além disso, Caús explica que existem manobras fiscais para que o atleta consiga pagar menos impostos.
– É um incentivo grande. Existem várias engenharias fiscais no futebol, como receber via contrato de imagem ou direto de patrocinadores. O clube paga, mas não entra como salário e não desconta o imposto de renda. Existem condições de receber dentro ou fora do país em que você trabalha, além da possibilidade de abrir estruturas políticas e empresariais para receber fora do país. São estruturas tributárias legais para diminuir a carga fiscal. Isso é pensado na gestão jurídica para fazer com que eles paguem menos imposto. Não é o salário, mas a forma como ele vai ser recebido que pesa muito – conta.
globoesporte.globo.com
Por Jamille Bullé, Rio de Janeiro
sábado, 7 de julho de 2018
Brasil eliminado da Copa: como ajudar crianças a superar a frustração
Criança brinca antes da transmissão do jogo Brasil contra a Costa Rica, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, no dia 22 de junho (Foto: Fábio Tito/G1)
Nunca é fácil lidar com frustração: a sensação de aperto no peito, aquela alegria "extra" da idealização da vitória que desapareceu. Ver o Brasil ser eliminado da Copa, então... Mas não adianta fingir que nada aconteceu, dizem especialistas. Para quem viu o jogo e colocou expectativa na vitória, a decepção certamente virá.
Adultos têm mais facilidade para seguir adiante: a rotina volta ao normal e há maior entendimento sobre como funciona a natureza do esporte. Sabemos que há uma alternância natural entre ganhar e perder.
Crianças, no entanto, podem levar mais tempo para chegar a esse entendimento e precisam de ajuda. Uma boa orientação nessa hora pode ser a diferença tanto para lidar com a frustração momentânea quanto para aprender a superar possíveis decepções futuras, dizem especialistas.
"Algumas crianças não têm ferramentas para lidar com frustração. Será um momento propício para conversar sobre tolerância, sobre expectativas, sobre a natureza da vida e do esporte", explica Rodolfo Rasmusen, psicólogo especialista em esporte em São Paulo.
O psicólogo explica que nem todos os pequenos vão agir da mesma forma. O nível de frustração vai depender de cada torcedor mirim -- e dificilmente vai estar atrelado ao momento da partida somente. A criança entende a natureza do esporte? Tem bons exemplos em casa? Aprendeu a lidar com frustrações em outras situações? Ela teve muita expectativa?
Cristiano Oliveira, de 10 anos, . Ele comemora todos os aniversários com o tema futebol. Ele conta que ficou depressivo na eliminação do Brasil em 2014, mas conseguiu se distrair e esquecer (Foto: Arquivo Pessoal)
"A frustração é proporcional à expectativa. O ambiente familiar influencia muito a expectativa da criança. Mas ela também tem sua esperança individual, como sujeito. Sua reação vai depender de como ela lidou com experiências prévias de frustração", diz Rasmusen.
O ambiente familiar e a expectativa podem ter contribuído para a frustração de Caio Oliveira Mello Miranda, 14, na eliminação do Brasil durante a Copa de 2014 no fatídico 7x1 contra a Alemanha. Ele tinha 9 anos na época e viu o jogo com toda a família em Petrolina (PE).
"Todos falavam que o Brasil ia ganhar porque tinha um bom time. Também diziam que o Brasil teria mais garra porque o Neymar se machucou. Quando o jogo começou, e eu vi o Brasil levando uma surra, chorei muito. Não achava que aquilo ia acontecer. Quis parar de torcer para o Brasil" -- Caio Oliveira Mello (14).
O torcedor mirim atribuiu sua frustração em 2014 ao seu baixo entendimento de futebol. "Todo mundo falava que o time era o melhor, então, eu acreditava", diz.
"Hoje em dia olhando melhor, aquele time que nós tínhamos era muito ruim. Não tínhamos a menor chance de ganhar a Copa. Estavamos iludidos", continua Caio.
Caio demonstra que conseguiu lidar com a frustração e compreender como funciona o futebol com o passar do tempo, a exemplo da orientação de psicólogos. De fato, algumas crianças podem inclusive lidar melhor que adultos: sabem que perder o jogo faz parte e conseguem até "apostar" numa possível derrota do Brasil.
O estudante capixaba Felipe José Nader Ribeiro, de 14 anos, por exemplo, chegou a ganhar um bolão na Copa de 2014 ao acertar que a Alemanha venceria o Brasil por 7 x1.
"Eu não torci contra o Brasil de jeito nenhum, mas achei que o time da Alemanha era muito melhor naquele momento", justifica.
Como ajudar a criança a superar a frustração:
A frustração é normal. Ela ajuda a criança a se tornar mais forte, mais resiliente.
Caso a criança chore, promova acolhimento: abrace, explique, converse sobre o assunto.
Não mascare o ocorrido, desviando a atenção da criança para doces ou outros assuntos. Aproveite a oportunidade para explicar o que aconteceu. O desvio pode acontecer depois da conversa.
Converse sobre o que aconteceu, explicando a natureza do esporte e da vida.
Exemplos de superação e histórias são boas maneiras de explicar o ciclo do esporte e da vida, dizem especialistas. Há uma alternância natural entre ganhar e perder.
Na Copa do Mundo, uma maneira de ajudar na superação é explicar toda a preparação para um campeonato como esse e discorrer sobre as dificuldades. Trata-se de um ciclo de quatro anos, com ótimas seleções, e muita preparação.
Especialistas também sugerem valorizar os ganhos do processo e relembrar os bons momentos do Mundial.
Cabe controlar um pouco a frustração da própria família. Segundo especialistas, claro que todo mundo tem o direito e vai ficar triste, mas a criança absorve o sentimento do entorno.
Observe como a criança lidou com a eliminação. A dificuldade de frustração ocorreu em outros momentos e as conversas não têm sido eficazes? Se sim, talvez seja o caso de procurar ajuda.
De modo geral, a frustração é um processo natural, mas níveis muito altos de frustrações, dizem especialistas, indicam que há questões para além do jogo. Há que considerar a experiência da criança em outras situações; e, se for o caso, buscar ajuda.
"Dependendo do grau dessa frustração e de outras circunstâncias em que ela se apresente, pode ser necessária uma investigação mais profunda", diz Alberto Santos.
"Um caso isolado como um jogo nunca vai ser indicativo de uma patologia ou de algo mais grave. É necessário investigar o conjunto" -- Rodolfo Rasmusen, psicólogo especialista em esporte em São Paulo.
g1.globo.com - Por Monique Oliveira
quinta-feira, 5 de julho de 2018
Eliminado, Osorio critica brasileiros: Choro de perdedor
Osorio fez críticas a estilo de jogo dos brasileiros - PILAR OLIVARES / REUTERS
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SAMARA — O técnico da seleção do México, Juan Carlos Osorio, usou a coletiva de imprensa após a derrota por 2 a 0 para o Brasil para disparar contra o que classificou como "faltas fake" conseguidas pela seleção brasileira no jogo pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Sem esconder a revolta, Osorio não citou nominalmente Neymar, mas claramente referiu-se a lances envolvendo o camisa 10 brasileiro.
— Tivemos um jogo, no primeiro tempo, de 53% a 47% na posse de bola. Tivemos grande parte do controle de jogo. Desafortunadamente, é uma vergonha que no futebol se perca tanto tempo com um só jogador. A perda da veemência que tivemos foi por causa da arbitragem. Os jogadores foram cansando das paralisações. Uma teve quatro minutos. Não me parece ser um bom exemplo para o futebol, sobretudo para as crianças. Este deve ser um jogo viril, de homens, e não com tanta palhaçada — disparou Osorio, que em uma resposta seguinte referiu-se às "faltas fake":
Em uma pergunta seguinte, foi indagado diretamente se estava atacando Neymar, mas saiu pela tangente:
— Não o mencionei.
Os jornalistas insistiram no assunto e, indagado sobre a imagem que mostra um pisão de Layún quando Neymar estava à beira do campo, Osorio minimizou e reclamou de novo:
— É um contato muito simples. Toda a hora o árbitro parou o jogo.
Confusão à parte, Osorio entende que o México será um adversário mais duro no futuro para as grandes seleções se tiver mais jogadores nos grandes centros do futebol.
— Jogar mano a mano contra um time como o Brasil fala muito bem da postura e da atitude do México. Evidentemente é um processo que se deve continuar, ter mais jogadores na Europa, que compitam com esses jogadores brasileiros a cada fim de semana — finalizou.
Vale lembrar que o México caiu pela sétima vez seguida nas oitavas de final da Copa do Mundo.
Leia mais: https://oglobo.globo.com
-ISSO AQUI E CONVERSA DE CHORÃO PERDEDOR, FORA OZORIO NAO SABE NADA.
segunda-feira, 2 de julho de 2018
Rafa Márquez é alvo da justiça nos EUA
Fotos Hector Vivas/Getty Images
Os jornalistas que têm acompanhado os treinos do México na Rússia têm notado algo inusitado. Jogador mais experiente do elenco comandado por Juan Carlos Osório, o veterano Rafa Márquez tem usado um uniforme "limpo" diferente dos demais jogadores, que treinam com uma camisa com as logomarcas de três patrocinadores. Segundo o New York Times, Rafa Márquez vem sendo boicotado pelas três empresas. O zagueiro, inclusive, não pode beber a mesma água do restante do elenco para não exibir o rótulo de um dos patrocínios da seleção mexicana.
O motivo do boicote é que o jogador de 39 anos está com o nome sujo nos Estados Unidos. Em 2017, a Justiça Americana abriu investigação de lavagem de dinheiro contra o mexicano. Rafa Márquez é acusado de abrir empresas nos Estados Unidos para movimentar dinheiro oriundo do narcotráfico. Segundo o New York Times, a cervejaria que patrocina o prêmio de melhor jogador de cada partida pediu para que o nome de Márquez fosse evitado. O zagueiro também está proibido de dar entrevistas no banner oficial da Copa.
Jogadores da seleção mexicana com a camisa repleta de patrocinadores (Foto: Hector Vivas/Getty Images)
O boicote a Rafa Márquez vai além. De acordo com o NYT, o zagueiro não receberá a premiação por participação no Mundial - cerca de 1,5 milhão de Euros por equipe -, uma vez que o banco que repassa os prêmios é americano. Márquez teria concordado em ficar de fora do rateio.
No último domingo, Rafa Márquez tornou-se o capitão de uma seleção a atuar em mais edições de Copas do Mundo: cinco. Ele começou o jogo contra a Alemanha no banco de reservas, entrando aos 27 minutos do segundo tempo no lugar de Guardado. Após a partida, o zagueiro conversou rapidamente com os jornalistas na zona mista do Estádio Olímpico Lujnik, em Moscou.
_ Agora mim fala uma coisa, por que o tecnico Ozorio levou esse jogador pra copa?
na minha opinião e que tal la no mexico ecomo em outros lugares no mundo, dão lugares para esse tipo de coisa, não estou falando somente do mexico, para algumas pessoas esses caras fora da lei são bem visto, isso é uma vergonha.
quarta-feira, 20 de junho de 2018
Juninho Pernambucano
Juninho Pernambucano não faz mais parte do quadro de funcionários da “Globo”. O ex-jogador deixou a emissora após a polêmica envolvendo uma declaração feita durante participação no “Seleção SporTV”,
Ex-meia do Vasco da Gama e seleção brasileira deixou, por ora, a função de comentarista esportivo. Juninho Pernambucano atuava em três veículos: TV Globo, SporTV e Rádio Globo. Motivos alegados pelo Grupo Globo para a saída são distintos de informações veiculadas por colunistas e sites
A pouco menos de um mês para o início da Copa do Mundo na Rússia, o Grupo Globo sofreu desfalque para a cobertura do evento esportivo. Contratado desde 2014, Juninho Pernambucano deixou o conglomerado de mídia. Apesar de empresa afirmar que a decisão ocorreu na última semana, a notícia foi divulgada pela imprensa nesta segunda-feira, 7. Os motivos relacionados à baixa divergem. A comunicação global vai por um lado, enquanto órgãos da imprensa defendem outras teses.
Oficialmente, a TV Globo informou, conforme ressaltado pelo colunista Flávio Ricco, que o ex-jogador pediu para deixar a emissora. “Na última sexta-feira, dia 4, Juninho Pernambucano solicitou a rescisão de seu contrato de trabalho com o Grupo Globo. Ele se afastará de suas funções como comentarista da Globo e do SporTV para tratar de assuntos pessoais”. A equipe de comunicação da emissora ressaltou, com isso, que a razão foi de inteira responsabilidade de seu contratado e sem relação com possíveis atritos internos.
Reportagem do UOL aponta, porém, para outra versão. De acordo com o material apurado por Dassler Marques, Gabriel Vaquer e Pedro Ivo Almeida, Juninho Pernambucano pediu rescisão por entender que não teria mais clima para ele na emissora. “Havia dentro do canal um clima de insatisfação com a postura do ex-jogador”, crava a matéria.
Na mesma linha, Cosme Rímoli, do R7.com, afirma que a TV Globo “estava incomodada pela agressividade” do ex-jogador. “Ele não tinha mais o menor ambiente nas emissoras cariocas”, pontuou o jornalista. “Juninho Pernambucano era agressivo demais nos seus comentários. Destoava do grupo Globo. Era nítido que o desconforto estava cada vez maior, quando ele participava dos programas que duram horas falando de futebol”, prosseguiu o blogueiro do site mantido pela Record.
Unesco premia trabalhos fotográficos sobre tolerância no futebol. Veja como participar
Polêmica recente
A saída de Juninho Pernambucano no Grupo Globo foi definida dias após ele se envolver em polêmica. Ao participar do ‘Seleção SporTV’ de 30 de abril, o então comentarista teceu críticas aos setoristas – como são chamados os repórteres esportivos que acompanham o dia a dia dos clubes de futebol. Na ocasião, ele disse que os profissionais de hoje eram “muito piores” e que alguns serviam para repassar o que dirigentes querem colocar na imprensa.
“Matéria no sábado, o cara do UOL escreveu que os jogadores exigiram a troca de ônibus do Flamengo porque quicava. Mentira. Exige a troca porque ninguém quer sair com a bandeira do clube. Você é louco de sair com a bandeira e correr o risco de levar uma pedrada? Aí o cara irresponsavelmente, porque tem relação com o dirigente, setorista, vai e põe uma pilha dessa. Quem vê quer matar, Rizek. Os setoristas são muito piores hoje em dia. Eu sei que ganham mal, mas cada um tem o caráter que tem”, criticou o ex-jogador.
A análise de Juninho fez a direção do Grupo Globo se posicionar de forma imediata. Durante a mesma edição do ‘Seleção SporTV’, o apresentador André Rizek leu nota emitida pelo comando da empresa de mídia. “O SporTV não concorda com a
opinião e nem com a generalização. Há bons e maus profissionais. Temos mais de 30 setoristas trabalhando no grupo Globo e a eles toda a solidariedade”.
Presença multimídia
Nos últimos tempos, Juninho Pernambucano vinha atuando em três veículos mantidos pelo Grupo Globo. Além de comentar jogos na televisão aberta, ele colaborava frequentemente com o SporTV e com a Rádio Globo. Previamente escalado para cobrir a Copa do Mundo diretamente da Rússia, o ex-meia do Vasco será substituído – nos canais de TV – pelo também ex-jogador Roger Flores. Pelas suas redes sociais, Juninho Pernambucano ainda não comentou publicamente o que o fez deixar a função de comentarista esportivo. A última postagem a respeito foi dar retuíte a informação de Flávio Ricco na última semana, de que a situação dele na empresa estava “insustentável”. Tudo leva a crer que, de fato, o “clima” do ex-jogador com colegas pesou na decisão.
Anderson Scardoelli
Jornalista, 28 anos. Formado pela Universidade Nove de Julho (Uninove) e pós-graduado em "Jornalismo Digital" pela ESPM. Há oito anos no Grupo Comunique-se, onde idealizou os projetos 'Correspondente Universitário', 'Leitor-Articulista' e 'C-SE Acadêmico'. Na empresa, já atuou como freelancer (inserção de conteúdo), estagiário de pesquisa, estagiário de redação, trainee de redação, subeditor e editor-júnior. É, desde maio de 2016, o editor-pleno responsável pelo Portal Comunique-se e pelo conteúdo do Prêmio Comunique-se.
OPINIÃO:
Olha eu acho o seguinte, quanto ele fala sobre setoristas, ele esta coberto de razão, a maioria fala somente o que interessa ao clube, e tem emissoras que nem se quer manda um setorista, la para fazer o trabalho, fica em estudio falando de venda de jogadores, lamentavel.
segunda-feira, 18 de junho de 2018
COPA DAS ZEBRAS
Capa jornal As zebras na Copa (Foto: Reprodução)
Com o título de “Rebelião Mundial”, o madrileno “AS” parece resumir o clima que inicialmente paira na Rússia após quatro dias da mais importante competição do futebol, pois mesmo obtendo vitória em suas estreias, outras chamadas favoritas passaram um autêntico sufoco para conquistarem o resultado positivo. Um gol quase nos acréscimos (assinalado por José Maria Giménez) salvou o Uruguai de ficar no 0 a 0 com o Egito na sexta-feira, enquanto no sábado a forte França só garantiu os três pontos graças a um contra marcado por um defensor australiano (Aziz Behich).
Na mesma linha segue o francês "L'Èquipe, que abre sua adição desta segunda estampando os desolados Mesut Özil e Neymar sob a manchete "Preocupação para os grandes". Já o catalão "Sport" ressalta o belo gol do blaugrana Philippe Coutinho, mas adverte para o "Mundial das surpresas"
Capa L'Equipe zebras na Copa (Foto: Reprodução)
Capa Sport zebras na Copa (Foto: Reprodução
sexta-feira, 15 de junho de 2018
Felipe Melo, que deveria ter sido expulso por entrada fortíssima em Vinicius Júnior, só levou amarelo
que deveria ter sido expulso por entrada fortíssima em Vinicius Júnior, só levou amarelo.
Após a partida, Vinicius Júnior perdoou Felipe, a quem considera um amigo.
“Não discuti com o Felipe (Melo), é meu amigo, meu paizão. Mas ali o jogo esquentou muito, o juiz acabou não controlando, deixou rolar. Só dava falta para um lado”, disse Vinicius, ainda em campo.
“Acabou chegando um pouquinho forte, mas é do jogo... mas acho que tinha que ter expulsado...”, acrescentou o garoto na zona mista.
Já o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello,
não perdoou o volante revelado pelo Rubro-Negro, nem o árbitro.
“Podíamos ter ganho se não fosse a arbitragem... parece que faz parte do pacote... toda vez que a gente vem aqui, é isso... Recuperamos a tradição (de sermos prejudicados)... é ridículo o Felipe Melo não ter sido expulso, lance covarde, em cima de uma criança... Era pra ter saído de camburão”, disse Bandeira, também na zona mista.
“Como estavam sem goleiro (depois das expulsões), esqueceu dos outros três minutos de acréscimo... não dá pra ficar calmo”, finalizou o mandatário do Flamengo.
Existem ladrões de testerona
Seu corpo até produz a testosterona necessária, mas o hormônio é drenado ou convertido em outras substâncias…
INCLUSIVE EM HORMÔNIO FEMININO.
Isso mesmo.
A valiosa substância que seu corpo está gerando para lhe dar caraterísticas masculinas está sendo convertida em estrogênio – O hormônio feminino.
Fique calmo. Vou explicar em seguida como esse processo ocorre para que você interrompa isso IMEDIATAMENTE.
O que você precisa saber agora é que seu corpo tem capacidade de produzir 100% da Testosterona que você precisa para a sua idade.
Mas alguns hábitos fazem com que você desperdice boa parte dessa produção.
É o pior dos mundos. Além da queda de produção natural que vem com o tempo, você ainda está utilizando apenas 10%, 20% ou talvez 30% da SUA TESTOSTERONA.
O restante, você está perdendo!
Pense que seu corpo é como um carro. E a testosterona é o seu combustível. Neste momento, seu tanque está furado e você está desperdiçando todo o seu combustível da virilidade.
Jogando pelo ralo ou convertendo em substâncias que você não precisa. Inclusive em hormônio feminino.
E você sabe. Sem combustível, uma Porsche e um fusquinha se equivalem. Ambos ficam parados.
Não importa a potência do seu motor, o tamanho do seu cilindro ou quanta quilometragem você já percorreu.
Sem a quantidade certa de testosterona no seu tanque, você fica:
✘ Cansado e sem ânimo
✘ Com a libido baixa
✘ Sem coragem
✘ Com o corpo flácido
Então responda:
Por que você se contentaria com esse cenário, sendo que você pode ter 100% da sua testosterona trabalhando para você?
Já pensou o que você poderia fazer se cada miligrama que corre nas suas veias fosse destinado para o propósito que você mais deseja?
Para você se sentir como se tivesse 30 anos novamente…
Para você recuperar tudo aquilo que lhe foi tirado.
Por falar nisso…
Quando foi a última vez que a sua parceira pediu bis?
Garanto que se você perguntar para seus amigos se eles estão deixando as suas parceiras 100% satisfeitas, provavelmente todos vão se gabar de como são verdadeiros garanhões na cama.
E, se você está inseguro sobre o assunto, essas respostas até te deixam constrangido ou te forçam a inventar histórias sobre como você sempre tira o fôlego da sua parceira.
Mas saiba que a sua insegurança tem embasamento científico. As chances da sua mulher não estar feliz na cama são muito grandes.
Uma pesquisa[1] da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) concluiu que 53% das brasileiras não têm orgasmo nas relações sexuais. O levantamento ouviu 3.000 participantes com idade entre 18 e 70 anos.
Isso mesmo. Mais da metade das mulheres não se sentem realizadas na cama.
Porém, não espere que elas digam isso para você. A imensa maioria das mulheres nunca vai reclamar do desempenho do parceiro…
Mas no fundo você sabe que podia mais. Você sabe que ela não terminou com aquela expressão de satisfação de antigamente…
E nós sabemos muito bem a razão dela não estar realizada na cama.
A sua testosterona, que deveria estar sendo canalizada para garantir ereções firmes, desejo constante e virilidade, está sendo roubada de você.
É o mesmo que acontecia com o professor de matemática da cidade de Londrina. Vou chamá-lo de João, para preservar sua identidade.
“Eu não entendia o que estava acontecendo. Os exames davam sempre normais, mas eu sabia que não era o mesmo de antigamente. Deixei de ser o homem que eu era. Minha mulher estava cada vez mais distante de mim. Eu sentia que aquilo não ia terminar bem…”
João estava pra baixo. Não tinha ânimo para nada e sua autoestima estava destruída. Em um e-mail muito detalhado, ele relatou que era comum ficar cerca de 2 meses sem fazer sexo com a esposa.
E, quando fazia, era por obrigação.
Apesar da esposa não fazer reclamações abertas, ele sabia que isso estava acabando com a relação.
Estou falando de hábitos simples, mas com um potencial inacreditável.
Em apenas 3 semanas, João relatou o seguinte:
“Olá, doutor,
Quem está escrevendo hoje é um novo homem. Tudo aqui em casa mudou. Parece que eu estou casado com a mulher sorridente e disposta que conheci na faculdade. Somos um novo casal, que agora fica trocando mensagens durante o dia sobre o que vamos fazer à noite na cama. Me sinto um adolescente novamente.”
Ficou intrigado sobre o que João fez?
Pois bem. Ele aplicou a técnica que vou relevar a seguir e deixou de usar apenas 10% ou 20% da sua testosterona.
Agora ele faz uso de 100% da testosterona que suas células produzem nos testículos.
Tudo que é produzido fica na corrente sanguínea e é utilizado para:
✓ Aumentar o desejo sexual;
✓ Dar ânimo e vitalidade;
✓ Aumentar a construção muscular.
E o melhor de tudo. Os resultados são quase instantâneos.
Quando você entende como o processo de perda da testosterona ocorre e sabe como combatê-lo, seu corpo inicia uma mudança quase que imediata.
Como aconteceu com um paciente de 63 anos que atendi há alguns meses.
O seu nível de testosterona total no sangue era de 192 ng/dL, bem abaixo do padrão considerado “normal” para um homem adulto (de 241 a 827 ng/dL).
Com as recomendações do método que desenvolvi, em poucas semanas, seu nível de testosterona passou para 808,32 ng/dL – o mesmo de um homem de 30 anos.
Um aumento de 421%!
Sabe o que estava acontecendo com o paciente quando ele me procurou?
A sua testosterona estava sendo desviada da corrente sanguínea e convertida em outras substâncias.
Inclusive em hormônio feminino, como explicarei em detalhes a seguir.
Esse processo aumenta a concentração de gordura na região abdominal, aumenta a flacidez e produz a famosa ginecomastia.
Talvez, por esse nome, você não saiba o que significa ginecomastia. Mas é simples. Estou falando do aumento das mamas masculinas.
Sabe aquela resistência em tirar a camisa no futebol ou na praia? Pois bem, ela começa justamente quando seu corpo deixa de usar 100% da testosterona produzida.
Um homem sem sua testosterona não é nada.
Por isso, quero reforçar algo muito importante.
Talvez você ainda esteja na dúvida sobre como a testosterona age em no seu corpo. Talvez você ainda esteja achando que sua falta de virilidade e libido seja coisa da idade ou algo genético.
Não é nada disso.
Mais do que aumentar, aproveitar 100% da testosterona que seu corpo produz naturalmente só traz benefícios à sua saúde.
Um estudo publicado na New England Journal of Medicine[2], conduzido por pesquisadores da University of Pennsylvania, comprovou que o aumento desse hormônio é capaz de melhorar todas as funções sexuais.
Para a pesquisa, foi realizado um teste clínico com 790 homens, todos com mais de 65 anos e baixos níveis de testosterona.
Após três meses de tratamento, os participantes relataram terem feito mais sexo com as suas parceiras.
Observaram também um aumento significativo do desejo sexual e ereções mais firmes.
E após 12 meses do início do tratamento? Todos os resultados positivos se mantiveram.
Não restam dúvidas de que, se você deseja viver de forma ativa e se sentindo um homem de verdade, você precisa acabar com a perda de testosterona.
Você precisa começar a usar 100% da sua testosterona.ALERTA: Fuja das reposições sintéticas (quimicamente modificadas) de testosterona.
Não cometa o mesmo erro que muitos homens da sua idade.
Quando estou dando palestras pelo Brasil ou falando com meus pacientes, começo explicando a necessidade de você ter 100% de aproveitamento da sua testosterona.
Exatamente o que já fizemos até aqui.
Mas, ao longo dos meus 35 anos de prática médica, percebi que muitos homens não esperam para saber o caminho e já perguntam sobre reposições artificiais.
Esse tipo de terapia costuma trazer muito mais problema do que solução.
São recomendadas apenas em casos muito específicos e com o acompanhamento constante do médico.
Pois, na maioria dos casos, o uso desses “esteroides” pode ocasionar:
✗ Aumento do risco de infarto;
✗ Atrofia do órgão sexual e dos testículos;
✗ Aumento do risco câncer da próstata;
✗ Problemas no fígado e no cérebro;
✗ Mudanças bruscas de humor e aumento da irritabilidade;
✗ Bloqueio da produção natural de testosterona.
Quem faz uso de hormônio sintético passa um recado muito negativo para o corpo. Sem entender o que está acontecendo, como que num gesto de defesa, o corpo para de produzir a substância naturalmente.
As consequências desse processo podem ser terríveis e irreversíveis.
Então, se você deseja conseguir, de forma muito rápida:
✓ Aumentar o desejo sexual
✓ Obter reconstrução muscular
✓ Ganhar potência e virilidade
quinta-feira, 14 de junho de 2018
As camisas das 32 seleções da Copa
Uma taça, oito marcas, 32 países e 64 camisas estarão presentes na Copa do Mundo. Entre as oito cores do Mundial, vermelho e branco darão o tom na Rússia . Já Adidas e Nike dominam o mercado, com 22 seleções - 12 da empresa alemã e outras 10 da americana. A Puma, que em 2006 contava com 12 times, entre eles a campeã Itália, vê seu cartel cair para quatro - depois que Camarões, Gana, Argélia, Costa do Marfim, além da Azzurra, ficaram sem vagas. New Balance, Umbro, Hummel, Erreà e Uhlsport são as outras fornecedoras.
Grupo A
RÚSSIA
Desde 2006, a Rússia deixou o branco para adotar o vermelho na camisa titular. O modelo, como a Adidas vem fazendo com outras seleções, tem uma inspiração em versões do final dos anos 80 e início dos 90. No caso russo, a referência é o clássico uniforme utilizado pela União Soviética nos Jogos de 1988 – apenas sem a sigla CCCP no peito. No escudo, a seleção da casa leva o brasão de armas na camisa - a águia de duas cabeças e São Jorge, padroeiro do país, matando o dragão. Simboliza a unidade da Igreja e do Estado.
ARÁBIA SAUDITA
O uniforme principal é uma homenagem à equipe que participou Copa de 1994, na melhor campanha da história do país, ocasião em que chegou às oitavas de final nos Estados Unidos. Na nuca, é possível ver uma fita verde com o brasão de armas do país em branco que traz uma palmeira com duas espadas cruzadas. Esse era o escudo da federação até 2017, quando passou a adotar a águia, símbolo do país.
EGITO
Foi o primeiro time africano a jogar uma Copa, ainda em 1934 (perdeu na estreia para a Hungria, por 4 a 2). À época, o uniforme era verde, antiga cor da bandeira. Com a Revolução Egípcia na década de 50, a bandeira mudou de cor, assim como a seleção. O vermelho, que simboliza a história do país, predomina na camisa titular. O branco, representando a queda da monarquia sem derramamento de sangue, está presente no calção e no kit reserva. O preto, que significa o final da ocupação britânica no país, aparece no meião.
URUGUAI
Após transitar entre outras cores, a tradicional camisa foi adotada em 1910 como homenagem ao triunfo do time amador local River Plate F.C. sobre o poderoso argentino Alumni. Na ocasião, o River jogou com seu segundo uniforme, camisa azul celeste. Nesta versão, além de detalhes negros, "Un sol para Atlántida", famosa escultura de Montevidéu, ganha destaque no peito. O escudo traz a sigla da Associação Uruguaia de Futebol (AUF) em um pilar dourado cercado por louros e uma bola. Teria sido inspirado na torre principal do Estádio Centenário, em Montevidéu.
Grupo B
PORTUGAL
As cores da bandeira dão o tom uniforme português. Porém, as tonalidades de rubro mudam a cada Copa. Dessa vez, com detalhes dourados, a camisa faz referência ao título europeu de dois anos atrás. Cristiano Ronaldo e a moderna realeza também são elementos que ajudaram a construir a nova versão do kit lusitano. No emblema no peito, os escudos azuis com pontos brancos representam as chagas de Cristo, com a Cruz da Ordem de Cristo ao fundo.
ESPANHA
O uniforme é dominado, como de hábito, pelo vermelho que representa a união da nação e vem sendo utilizado desde a primeira participação da equipe numa Copa do Mundo, em 1934. A novidade é o padrão retrô da Adidas, inspirado na Copa de 94 que leva o amarelo da bandeira para a lateral da camisa. Diferentemente do azul da última Copa, o modelo reserva volta a ser todo branco.
MARROCOS
Já teve o verde como uniforme titular. Hoje predomina o vermelho, cor que tem um significado histórico considerável no Marrocos - ela proclama a descendência da dinastia real alaouita. Na bandeira, representa resistência, força e bravura, enquanto o verde (do calção) é a cor do Islã. No escudo, o pentagrama é o selo de Salomão.
IRÃ
Agora vestida de Adidas, a seleção iraniana mantém o mesmo padrão desde a primeira Copa disputada pelo país, em 1978: camisa titular basicamente branca, com a reserva vermelha – ambas cores da bandeira. Ambos os modelos prezam pela simplicidade e fogem da linha retrô da fornecedora alemã. No peito, o emblema vermelho no centro da bandeira é uma composição estilizada de vários elementos islâmicos. Sua forma de tulipa simboliza os valores de patriotismo e autossacrifício, referindo-se à lenda em estas flores crescem do sangue derramado pelos mártires.
Grupo C
FRANÇA
Desde a primeira participação, em 1930, bandeira francesa sempre inspirou o uniforme. O azul, da camisa, representa o poder legislativo. O branco, do calção (e que predomina na versão reserva), o poder executivo. O vermelho, do meião, o povo francês. O mote da campanha da fornecedora é a diversidade francesa, e um escudo estampado dentro de um hexágono (a forma geométrica da França) no uniforme avisa: “Nos Differences Nous Unissent” (Nossas diferenças nos unem).
AUSTRÁLIA
Olhando as cores e o fornecedor, quase dá para dizer que é a seleção canarinho, apesar de a bandeira australiana adotar as cores do Reino Unido. A inspiração do uniforme titular dos Socceroos vem da acácia, árvore símbolo da nação, cujas flores verdes e amarelas foram as primeiras cores adotadas pelo país. No escudo, a seleção usa no peito o emblema de armas, com os brasões dos estados da Austrália. Em volta dele, o emu, o canguru e a acácia, representando a fauna e flora local.
PERU
A camisa titular sempre teve a tonalidade blanquirroja das cores da bandeira, mas a tradicional listra diagonal só foi introduzida nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936. Na primeira aparição peruana num Mundial, em 1930, ela era basicamente branca com um detalhe vermelho no peito. Na atual versão, a novidade são os detalhes dourados vistos nas bordas da faixa vermelha e também nos ombros. Segundo a fornecedora, elas representam a riqueza da cultura inca.
DINAMARCA
A tradicional cruz escandinava é um padrão em todos os países nórdicos. A primeira bandeira a surgir com esse design, entretanto, foi a da Dinamarca, que dá o tom no único uniforme produzido pela Hummel no Mundial da Rússia. Predominante desde a primeira vez que o país disputou uma Copa, em 1986, o vermelho que toma conta na bandeira dá o tom na camisa titular. Cabe ao branco ser a cor do kit reserva.
Grupo D
ARGENTINA
Mais um exemplo de uniforme inspirado numa versão mais antiga. A camisa titular tem como base aquela usada no título da Copa América de 1993, a última grande conquista da seleção argentina. No que diz respeito às cores, o azul e o branco da bandeira predominam, mas o preta surgiu no calção junto com as tradicionais listras. No escudo, o fundo dourado representa a glória pura e radiante como o sol. Os louros na parte de baixo representam a vitória.
ISLÂNDIA
O uniforme da estreante Islândia combina as cores tradicionais do país: azul, vermelho e branco – que representam três dos elementos que compõem a ilha. O vermelho (da camisa de goleiro) é o fogo produzido pelos vulcões da ilha, o branco (da reserva) lembra o gelo e a neve que cobrem a Islândia e o azul (da titular) das montanhas. Para o povo islandês, a coloração da bandeira representa uma visão da paisagem de seu país. É a única seleção da Copa na qual os kits são produzidos pela marca italiana Erreà.
Islândia lança uniforme, e presidente do país pede apoio da torcida brasileira
CROÁCIA
O tradicional xadrez que virou ícone desde 1998 veio em versão repaginada, com quadrados bem maiores do que o comum. A origem vem do brasão de armas, simbolizando os reis croatas desde o século X, e a inspiração seria uma flor comum no país chamada kockavica. O vermelho, o branco e o azul, esse último da camisa reserva, seguem o padrão da maioria dos países do leste europeu, que usam as cores Pan-Eslavas.
NIGÉRIA
O verde da bandeira, que representa a agricultura, está presente nos dois modelos, sobretudo o reserva. A diferença é que o titular - inspirado na versão em 94, a primeira Copa da Nigéria - ganhou muitos detalhes brancos, que tomam conta do uniforme (um sucesso de vendas). No escudo, o desenho traz uma águia esverdeada sobre uma bola, dentro de um círculo onde se lê, em vermelho, o nome da entidade e a referência à capital, Abuja. A inspiração foi o próprio brasão nacional, no qual a ave representa honra.
BRASIL
O uniforme tem origem na bandeira, sendo que a opção pela camisa amarela e o calção azul surgiu em 1954, após um concurso realizado para ver qual mais agradava. Utilizado nos primórdios da Seleção, o branco da camisa titular foi utilizado nos quatro primeiros Mundiais e acabou abolido por conta da derrota para o Uruguai na final da Copa de 50. Na versão atual, batizada de Ouro Samba (Samba Gold), a Amarelinha é inspirada no manto do tricampeonato em 70 e tem a cor mais vibrante das últimas duas décadas. Na parte de trás da nuca, uma faixa vertical na gola traz, depois de 50 anos, o azul de volta à camisa principal.
Já a versão reserva recebeu o título de Azul Celestial (Soar Blue) e tem marca d’água, em estampa de mosaico, formada por estrelas que partem do escudo. Relembra dois importantes fatos marcados na história do nosso futebol: o Mundial da Suécia (1958), primeira vez em que o azul foi adotado, oficialmente, como a segunda cor da Seleção; e a primeira estrela a ser fincada no peito, uma honra oferecida apenas aos campeões do mundo. Os números, como na época da competição, voltam a ter a cor amarela. Calção branco e meias azuis completam o uniforme.
SUÍÇA
Símbolo e cores da bandeira sempre dominaram o uniforme principal da equipe suíça – o vermelho predominando no kit titular, e o branco no reserva. Simples assim. Do lado esquerdo do peito, a cruz branca faz referência à bandeira do Cantão de Schwyz, uma das áreas territoriais que deram origem ao país. Do direito, o escudo conta com a silhueta estilizada de um jogador de futebol e as siglas da Federação Suíça de Futebol em francês e italiano (ASF) e alemão (SFV) línguas oficiais do país.
COSTA RICA
O vermelho, que representa o sangue derramado pelos mártires pela independência, domina a camisa. O azul, referente ao mar do Caribe e do Oceano Pacífico está no calção. Só que o uniforme dividiu opiniões no país. Segundo a fornecedora de material, a camiseta está "sóbria e simples", representando o ecossistema local, mas a Costa Rica é dona de uma das maiores diversidades de fauna e flora, fazendo do país referência em ecoturismo. O que causou uma certa insatisfação na torcida.
SÉRVIA
A exemplo de Rússia e Croácia (além de outras nações do leste europeu que não estão na Copa), usa as cores Pan-Eslavas na bandeira, que inspira o uniforme. Utilizado nos únicos três únicos jogos de Copa da Sérvia como nação independente, em 2010, o vermelho predomina no kit principal, um dos mais básicos da Puma. O grande destaque está na versão reserva, onde a bandeira do país atravessa a frente da camisa, predominantemente branca. Ele também aparece na parte superior das costas, logo abaixo da gola.
Grupo F
ALEMANHA
A inspiração é totalmente retrô. A camisa titular se baseia naquela utilizada no tricampeonato mundial em 1990. A reserva, na cor verde, vem de outros carnavais – foi utilizada na campanha do bi em 1974, na final de 86 e a última vez que foi vista num Mundial foi na semifinal de 90. O preto e branco predominante vem da bandeira da Prússia, que deu origem ao país (veja abaixo). A partir de 1988, a camisa ganhou detalhes nas cores alemã. No escudo, a águia é símbolo da extinta Alemanha Ocidental e homenageia o emblema da família Hohenzollern, que unificou a Prússia.
MÉXICO
Mais uma camisa da Adidas com pegada retrô. A do México, com três faixas de cada lado, lembra os modelos criados pela empresa alemã para a Copa de 94 (muito embora os Aztecas tenham utilizado um uniforme completamente diferente nos Estados Unidos, produzido pela Umbro). Em comum, as cores da bandeira: branco é a paz e a unidade, o verde é a esperança e as riquezas naturais, e o vermelho é o sangue dos heróis nacionais. No escudo, o desenho sobre o qual a ave se apoia é o mapa da antiga cidade, que teria dado origem ao povo mexicano.
SUÉCIA
Mais uma versão retrô da Adidas, sendo que aqui o uniforme titular usa duas referências da virada dos anos 80 para os 90. Há uma influência da camisa utilizada na campanha da classificação para a Copa de 90, após longos anos de ausência sueca no Mundial. Já o formato da gola deriva do uniforme de 1992 (usada na Euro em casa, ocasião em que foi até a semifinal). A tradicional cor amarela é bem mais fraca se comparado com o modelo de 1990, assim como as três listras da marca alemã estão agora dispostas nas laterais do corpo, embora continuem azuis. Na nuca da camisa reserva, a palavra “Sverige” pode ser lida.
COREIA DO SUL
O vermelho (Yang), o azul (Ying) presentes no símbolo “Teageuk” da bandeira sempre estiveram na camisa. Mas, desde a Copa de 98, os sul-coreanos assumiram de vez o tom avermelhado na versão titular. A maior novidade é o escudo simplificado em preto e branco projetado para, segundo a fornecedora, dar uma “sensação viva e contemporânea”. Já o modelo reserva leva a sério o “Teageuk” e é inteiramente inspirado na bandeira sul-coreana, representando a “influência global do país”.
Grupo G
BÉLGICA
Tradicionalmente conhecidos como “Red Devils”, os belgas vestem agora Adidas, que também utiliza uma espécie de versão retrô ao adotar um detalhe xadrez no peito, a exemplo da equipe que disputou a Eurocopa de 1984, na França. O vermelho é a cor dominante na camisa titular, mas as outras duas cores da bandeira inspirada no brasão de armas do Ducado de Brabant aparecem nas golas mangas e faixa no peitos. No escudo, há no entorno louros e uma coroa na parte de cima, concedida pelo Rei Albert I em 1920 como homenagem dos 25 anos de fundação da federação.
PANAMÁ
Estreante na Copa, o Panamá é, ao lado da vizinha Costa Rica, uma das duas seleções parceiras da New Balance. Segundo a fornecedora, as camisas inspiram-se no pássaro nacional do Panamá, o Harpy Eagle, no hino nacional e no horizonte da Cidade do Panamá. As cores sãs as mesmas da bandeira nacional. O vermelho predominando na versão titular, e o branco, com detalhes em azul, na reserva.
TUNÍSIA
O único uniforme produzido pela alemã “Uhlsport” não vem com muitas inovações e, como nas outras quatro Copas disputadas pelas Águias de Cartago, segue as cores da bandeira local. A versão principal é basicamente vermelha, com detalhes em branco – no kit reserva, as cores se invertem. No escudo, a águia está acompanhada das imagens do sol, da lua e de uma estrela do deserto, símbolos da bandeira nacional.
INGLATERRA
Um dos mais tradicionais. Sem grandes inovações desde a primeira Copa, em 1950, o branco toma conta de basicamente todo o primeiro uniforme, mas o azul (do calção) e o vermelho (que predomina no reserva e aparece em detalhes na camisa titular) da bandeira do Reino Unido estão representados. No escudo, os três leões são do brasão da família real desde o reinado de Ricardo Coração de Leão, na Era Medieval, e foram incluídos na seleção como uma forma de distinguir o time.
Grupo H
POLÔNIA
Os uniformes refletem as cores da bandeira nacional, adotadas em 1831 com inspiração no brasão da Comunidade Polaco-Lituana. Exceto por pequenos detalhes (na década de 20, por exemplo, os meiões eram listrados), o desenho permanece inalterado desde 1921. O titular tem camisa branca, calções vermelhos e meias brancas; o kit reserva é todo vermelho (embora às vezes usado com calções brancos). A águia branca, brasão polonês e símbolo da seleção nacional, está estampada do lado esquerdo do peito, que deixa de lado o emblema da federação de futebol, como é padrão na maioria das seleções. Desde 2009, os uniformes são fornecidos pela Nike.
SENEGAL
De fornecedor novo desde a virada do ano, Senegal leva a sério o apelido Leões de Teranga. Símbolo da seleção africana, até mesmo no escudo, o rei da selva está presente com destaque nos dois uniformes da equipe, estilizado em marca d’água na região do peito. A camisa titular é predominantemente branca, como era em 2002. O verde da bandeira dá o tom na versão reserva, enquanto o logo da FSF (Federação Senegalesa de Futebol) é aplicado no lado esquerdo do peito.
COLÔMBIA
Mais uma que adota as cores da bandeira no uniforme. A camisa titular virou amarela de vez nos anos 90 - a Copa de 94 foi a primeira com a nova padronização e, antes disso, variava entre azul, laranja e vermelho. O modelo é inspirado naquele utilizado no Mundial da Itália, ocasião em que Higuita, Rincón e Valderrama levaram a seleção cafetera até as oitavas de final jogando de vermelho. Já o reserva reedita o laranja, com destaque para a faixa vertical no lado esquerdo, em tom de azul escuro representando “La Mulera”, uma peça de vestuário usada por camponeses em algumas regiões do país.
JAPÃO
Apesar da bandeira branca com o sol nascente, o azul é a cor oficial da seleção japonesa, uma homenagem ao Oceano Pacífico e significa juventude na tradição local. Foi escolhida nos anos 30 para que a bandeira chamasse a atenção no peito dos jogadores. Sem o mesmo conceito retrô dos outros uniformes da Adidas, o uniforme titular é inspirado em uma armadura samurai – muito embora a versão reserva, com detalhes em cinza no ombro esquerdo, seja inspirada, na de 1992, ano do primeiro título da Copa da Ásia.
São essas as cores das seleções que irão correr atrás da bola a partir de amanhã.
Por Claudio Assis, Enderson Silva, Lucas Loos, Tarso Moura e Vinicius Souza, Rio de Janeiro
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