A grávida Maria José da Silva, de 37 anos, tentava chegar a uma maternidade em São Mateus, na Zona Leste de São Paulo, na noite desta quinta-feira (17) para o parto de seu terceiro filho quando começou a passar mal. Acompanhada do marido, saiu do vagão do metrô na República e logo foi auxiliada por funcionários da estação, que a levaram para um canto. Poucos minutos depois, a filha Kaiane estava em seu colo, saudável e com 2,640 quilos.
O parto de emergência foi realizado pela agente de segurança Flávia Souza, que acreditava que aquele seria um dia normal no trabalho. "A rotina aqui é bem corrida, acontece muita coisa diferente, mas isso eu nunca esperava. Quando vi a mãe, já disse: vai ter que ser aqui mesmo. Em menos de um minuto a bebê nasceu." Em todas as estações há um "kit parto", com grampos para colocar no cordão umbilical, panos, gaze, tesoura, pulseirinha de identificação e até manta. Os funcionários também passam frequentemente por treinamentos no Hospital das Clínicas que incluem instruções para o caso de nascimentos.
De acordo com Flávia, o que mais lhe preocupava era o pai, que estava extremamente nervoso. "Assim que nasceu, ela já chorou, limpei e dei no colo da mãe. Quando o pai viu que a bebê estava bem, me agradeceu e falou que se não fosse a gente, não saberia o que fazer." O casal já tinha ido a um hospital em Franco da Rocha, que estava em greve e tentava chegar a outra unidade, em São Mateus. Depois, mãe e filha foram levadas para a Santa Casa, em Santa Cecília. Segundo o hospital, as duas deram entrada às 21h40, continuam internadas e passam bem.
A segurança Flávia e outros funcionários do Metrô acompanharam as duas até o hospital para garantir que tudo estivesse bem. Na manhã desta sexta-feira (18), colegas de Flávia brincavam com ela, dizendo que deveria ser madrinha da menina. "É bom ser conhecida assim, por trazer uma vida ao mundo", disse.
domingo, 20 de julho de 2014
BEBÊ NASCE DENTRO DA ESTAÇAO DO METRÔ
A grávida Maria José da Silva, de 37 anos, tentava chegar a uma maternidade em São Mateus, na Zona Leste de São Paulo, na noite desta quinta-feira (17) para o parto de seu terceiro filho quando começou a passar mal. Acompanhada do marido, saiu do vagão do metrô na República e logo foi auxiliada por funcionários da estação, que a levaram para um canto. Poucos minutos depois, a filha Kaiane estava em seu colo, saudável e com 2,640 quilos.
O parto de emergência foi realizado pela agente de segurança Flávia Souza, que acreditava que aquele seria um dia normal no trabalho. "A rotina aqui é bem corrida, acontece muita coisa diferente, mas isso eu nunca esperava. Quando vi a mãe, já disse: vai ter que ser aqui mesmo. Em menos de um minuto a bebê nasceu." Em todas as estações há um "kit parto", com grampos para colocar no cordão umbilical, panos, gaze, tesoura, pulseirinha de identificação e até manta. Os funcionários também passam frequentemente por treinamentos no Hospital das Clínicas que incluem instruções para o caso de nascimentos.
De acordo com Flávia, o que mais lhe preocupava era o pai, que estava extremamente nervoso. "Assim que nasceu, ela já chorou, limpei e dei no colo da mãe. Quando o pai viu que a bebê estava bem, me agradeceu e falou que se não fosse a gente, não saberia o que fazer." O casal já tinha ido a um hospital em Franco da Rocha, que estava em greve e tentava chegar a outra unidade, em São Mateus. Depois, mãe e filha foram levadas para a Santa Casa, em Santa Cecília. Segundo o hospital, as duas deram entrada às 21h40, continuam internadas e passam bem.
A segurança Flávia e outros funcionários do Metrô acompanharam as duas até o hospital para garantir que tudo estivesse bem. Na manhã desta sexta-feira (18), colegas de Flávia brincavam com ela, dizendo que deveria ser madrinha da menina. "É bom ser conhecida assim, por trazer uma vida ao mundo", disse.
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