domingo, 18 de abril de 2010

Fãs prestam solidariedade a Roberto Carlos por morte de Lady Laura


Admiradores do cantor se reuniram em frente à casa dele, no Rio.
Mãe de Roberto Carlos morreu no sábado (17), aos 96 anos.

Do G1, com informações do Fantástico
A casa na Urca, onde o cantor Roberto Carlos vivia com a mãe, Laura Moreira Braga, de 96 anos atraiu fãs de todo o Brasil. Um grupo do Recife aproveitou o passeio pelo Rio de Janeiro para ser solidário com o cantor.
"Eu sinto como se ele fosse da minha família", disse uma fã. A mãe de Roberto Carlos morreu na noite de sábado (17), de insuficiência respiratória decorrente de uma pneumonia.
A música “Lady Laura”, escrita em 1976 com o parceiro Erasmo Carlos, foi cantada em frente ao prédio como uma homenagem ao ídolo.
Laura Moreira Braga nasceu em Mimoso (MG). Já casada com o marido, Robertino, se mudou para Cachoeiro do Itapemirim.
Ela sonhava que Roberto Carlos tivesse um diploma de médico, mas foi pelas mãos dela que ele se encantou com a música. Com Lady Laura, aprendeu os primeiros acordes de violão.
Quando Roberto Carlos cantou pela primeira vez no rádio, ainda pequeno, encontrou na mãe uma grande incentivadora. Ao longo de toda a vida, ela sempre esteve perto do filho, como na homenagem que a escola de samba Unidos do Cabuçu fez a Roberto.
  O cantor sempre retribuiu tamanha dedicação. Para desbravar o mar, uma de suas grandes paixões, ele teve barcos sempre com o mesmo nome: Lady Laura.

A mãe de Roberto Carlos ficou 18 dias internada num hospital particular da Zona Sul do Rio. Durante esse período, ela apresentou melhoras. Por causa disso, o cantor decidiu viajar e cumprir a turnê nos Estados Unidos que já tinha sido adiada por causa da saúde da mãe.
O médico que a acompanhou nos últimos 20 anos testemunhou várias vezes a forte ligação entre mãe e filho. “Ele sempre pedia a benção da mãe antes dos shows. Era uma ligação muito forte”, conta o médico Milton Kazuo Yoshino. O cantor soube da notícia da morte da mãe durante um show em Nova York, no Radio City Music Hall.
Pouco antes de entrar no palco, ele soube que a saúde da mãe havia piorado e desabafou com a maquiadora Neide de Paula: "Quando a gente estava se arrumando, ele falou que estava muito preocupado com a mãe porque tinha tido a notícia de que ela estava sedada e que tinha piorado um pouquinho. Estava triste, muito preocupado. Já estava prevendo alguma coisa, mas não esperava que fosse tão rápido."
No palco, Roberto Carlos cantou antigos sucessos e a música "Lady Laura". Nos bastidores, a equipe já sabia que a mãe do cantor havia morrido. "Sabíamos que havia acontecido", disse a maquiadora. Segundo ela, foi uma tentativa de poupar o cantor. "Para não haver qualquer problema pra ele, ele só soube quando terminou o show".
Roberto Carlos se despediu do público e seguiu para os bastidores, onde soube da notícia. No palco, o maestro avisou a plateia. Os fãs então se concentraram na saída do teatro e tentaram animar o ídolo. O cantor acenou e partiu em silêncio. "Ele chorou muito, ficou muito desesperado, muito triste de não estar do lado dela na hora", contou a maquiadora Neide de Paula.

Alvo de racismo, Daniel Alves ignora ofensas no estádio do Espanyol


‘O futebol é muito maravilhoso para dar importância a este tipo de coisa’, disse o lateral do Barcelona
GLOBOESPORTE.COMBarcelona
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Expulso no segundo tempo do empate sem gols entre Barcelona e Espanyol, o lateral-direito Daniel Alves foi alvo de ofensas racistas no estádio Cornellá El Prat neste sábado. Após o jogo, o brasileiro preferiu ignorar os torcedores que cantavam os insultos.

- O futebol é muito maravilhoso para dar importância a este tipo de coisa - disse o atleta, segundo o jornal “Mundo Deportivo”.

O site do diário “Sport” mostrou-se indignado com a atitude do árbitro Undiano Mallenco, que nada fez para parar os gritos contra Daniel Alves. De acordo com o jornal, dava para ouvir pela transmissão de rádio e televisão torcedores imitando macacos quando o brasileiro tocava na bola: “A única maneira de não escutar no campo era ser surdo”.

- Esta é uma pergunta para o senhor Pochettino (técnico do Espanyol), porque ele conhece melhor sua torcida - afirmou Pep Guardiola ao ser questionado, após a partida, sobre o incidente.

Sobre a expulsão, aos 16 minutos da etapa final, Daniel disse que não merecia receber o segundo cartão amarelo.

- Sou um dos jogadores que menos fazem faltas e no final fui o primeiro a sair.


Agência/AFP

Daniel Alves foi expulso no segundo tempo do clássico catalão

Zagueiro palmeirense afirma que errou ao cuspir e chamar rival de 'macaco' e vê time paranaense querendo criar clima hostil para jogo na Arena
Julyana TravagliaSão Paulo
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Depois de ficar por mais de duas horas prestando esclarecimentos no 23º Distrito Policial, o zagueiro palmeirense Danilo apareceu na Academia de Futebol para, pela primeira vez, dar a sua versão do episódio envolvendo o zagueiro Manoel, do Atlético-PR. Antes de iniciar a entrevista coletiva, o atleta pediu a palavra para se desculpar com o rival do time paranaense.

- Estou aqui para responder tudo, mas, principalmente, para pedir desculpas ao Manoel, que é um profissional. Estou arrependido. Não se cospe na cara de um homem, e não gostaria que fosse comigo. Aquele jogador de ontem, as pessoas que acompanham o Palmeiras e convivem comigo no futebol sabem que não é o Danilo. As pessoas me conhecem. Estou arrependido e peço desculpas a todos que me conhecem. Isso não vai mais acontecer – disse o camisa 23 palmeirense.


 
A vitória do Alviverde sobre o Atlético-PR por 1 a 0, pela primeira disputa das oitavas de final da Copa do Brasil, perdeu os holofotes e acabou terminando na delegacia. Ainda no primeiro tempo da disputa, Danilo e Manoel se estranharam na pequena área palmeirense. As imagens da transmissão da partida mostram uma cabeçada do jogador do time paranaense no palmeirense, que revidou com uma cusparada. No lance, Danilo ainda ofendeu Manoel, que foi chamado de “macaco do c**” e registrou boletim de ocorrência.

Ao zagueiro rival, Danilo pediu desculpas. Ao Atlético-PR, porém, o atleta palmeirense disparou duras acusações, afirmando que foi usado pelo clube paranaense para criar um clima ruim para a próxima partida, marcada para quarta-feira, na Arena da Baixada.

- Meu ato foi errado, mas não sou bandido. Eles acharam um bode expiatório e eu caí de gaiato. Dei brecha. Estou aqui de cara limpa para assumir que errei. Vou para lá (Curitiba) e quero jogar para ajudar o Palmeiras. Vou ser xingado e isso é coisa do futebol. Não vai ser um jogo normal por tudo o que foi criado, e o Atlético-PR é especialista nisso, em criar um clima hostil em decisões. Mas esse foi um ato do Danilo e não vai acovardar o Palmeiras – continuou o camisa 23 do Alviverde.
Confira os principais trechos da entrevista: 
“Macaco do c**”

- A palavra macaco foi errada da minha parte. Eu deveria ter caído (depois da cabeçada de Manoel). Mas não justifica o macaco. De repente poderia xingar a mãe dele, como ele xingou a minha. Macaco era impróprio no momento. Deveria ter sangue frio e pensar mais. Mas não aconteceu...
Lembrança do episódio entre Zago e Jeovânio, em 2006 
- O que aconteceu com o Antônio Carlos é problema dele. Ele tem de se defender. Vou falar por mim. O Manoel tinha dito que era coisa do jogo, tanto que no segundo tempo teve outros empurrões. O que guardo dele (Manoel) é que é um baita jogador, de futuro imenso. Ele foi mal assessorado pelo Atlético-PR porque conheço as pessoas lá. Não guardo mágoa do que falou porque tem razão. Eu o hostilizei, mas não vai acontecer. Vamos esperar que tenha futebol na quarta que vem.
‘Não sou branquinho. Não sou racista’ 
- Fiquei surpreso (com a repercussão) porque sou jogador. Na delegacia, ouvi que eles tinham de prender bandido. (Macaco) Foi uma palavra e não uma ideia minha. Não sou branquinho. Na minha família mesmo, minha esposa é descendente de indígenas, e isso gera uma situação complicada. Não sou racista e polêmico, como estão falando.
Problemas no jogo na Arena da Baixada 
- É uma situação criada por mim e por dirigentes do Atlético-PR. Vou ser hostilizado, pois essa situação quem criou fui eu e não o Palmeiras. Vou pagar por isso.
Denúncia na Justiça Comum 
- Ainda está recente. Não parei para descansar, não consegui dormir. Vamos deixar as coisas rolarem para ter uma posição melhor.
Possibilidade de pegar um gancho pesado 
- É complicado porque acho que o Palmeiras tem chances de chegar na final. Não fizemos um jogo brilhante, mas de superação. Entramos com espírito que o torcedor queria. Vou pagar pelo meu erro, é natural tomar um gancho e vou respeitar.

outro assunto aqui que vou abordar éo arbitro do jogo Santos e São Paulo nesse domingo.
José Henrique de Carvalho foi punido com 30 dias de gancho por ter errado na partida Atlético-MG e Chapecoense, pela Copa do Brasil
GLOBOESPORTE.COMSão Paulo
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O paulista José Henrique de Carvalho, de 36 anos, será o árbitro da segunda semifinal do Campeonato Paulista, entre Santos e São Paulo, que será realizada no próximo domingo, na Vila Belmiro, a partir das 16h. Ele foi o escolhido no sorteio realizado na sede da Federação Paulista de Futebol na tarde desta quinta-feira e será auxiliado por Celso Barbosa de Oliveira e Giovanni Cesar Canzian.


O curioso é que o juiz está suspenso por 30 dias pela Comissão de Arbitragem da CBF. A punição aconteceu pelo erro cometido na partida Atlético-MG 6 x 0 Chapecoense, pela Copa do Brasil, realizada no dia 1º de abril. Ele não pode apitar partidas de campeonatos organizados pela entidade. Isso, no entanto, não se aplica ao Paulistão, que é de responsabilidade da Federação Paulista de Futebol.

Na ocasião, o zagueiro Rodrigo, do time catarinense, acertou o atacante atleticano Obina no primeiro minuto de jogo. O juiz sequer advertiu o infrator. O atacante, com ruptura dos ligamentos laterais, precisou ser operado e só retornará ao futebol dentro de três meses 
(Reveja o lance acima)

Em Santo André
No duelo entre Santo André e Grêmio Prudente, que será realizado no estádio Bruno José Daniel, no ABC, o árbitro será Rodrigo Braghetto, que será auxiliado por Rafael Ferreira da Silva e Leonardo Ferreira Alves.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Moradores do Morro do Bumba reclamam da falta de assistência



Bernardo TabakDo G1, do Rio
Marcos Araújo diz que tem medo, mas não vai para um abrigo.Marcos Araújo diz que tem medo, mas não vai para um abrigo. (Foto: Bernardo Tabak)
Moradores do Morro do Bumba, em Niterói, na Região Metropolitana no Rio, reclamam da falta de informações e de agilidade dos órgãos públicos para dar soluções às vítimas da tragédia da semana passada, que deixou 46 mortos na comunidade. As principais críticas são quanto ao pagamento do aluguel social e às vistorias nas casas pela Defesa Civil Municipal de Niterói.
Uma faixa mostra a indignação dos moradores do Bumba.Uma faixa mostra a indignação dos moradores
do Bumba. (Foto: Bernardo Tabak)
Muitos moradores que perderam ou tiveram as casas interditadas reclamam da lotação e da falta de estrutura nos abrigos. “As pessoas estão voltando para as casas que a Defesa Civil mandou desocupar. As igrejas próximas ao morro não tem mais vagas”, disse o autônomo Marcos José Araújo, de 32 anos. Desde 2003, ele mora no Morro do Bumba, com a irmã e dois sobrinhos pequenos. A casa deles é uma das que a Defesa Civil mandou evacuar.
Entretanto, Araújo diz que a Defesa Civil nem sequer vistoriou a casa dele. “O pessoal da Defesa Civil só passou olhando, dizendo que as casas estavam condenadas”, contou.

Ele ressalta que gostaria de sair da favela, mas não tem condições para isso. “Tenho medo de cair um outro pé d’água daqueles, mas para abrigos nós não vamos”, disse ele.
Maria Aparecida aponta a fenda que surgiu nos fundos da casa dela.Maria Aparecida aponta a fenda que surgiu nos
fundos da casa dela. (Foto: Bernardo Tabak)
Família foge pela segunda vez de deslizamento
A diarista Maria Aparecida Caldeira Martins, de 52 anos, e o marido dela, Antonio Leonardo Martins, 62, estão de saída do Morro do Bumba. “É a segunda vez que estamos fugindo de um deslizamento. Há seis anos, nos tivemos que sair pelo mesmo motivo do Morro da Caixa d’água, onde morávamos”, contou aparecida.

Eles estão de mudança para a casa de parentes no município de Itaboraí. Maria Aparecida conta que ficou muito assustada com as enormes fendas que apareceram no solo, nos fundos da casa dela. “Fiquei muito assustada quando voltei para casa depois daquela tragédia. Não tem mais condição de ficar aqui, depois que me deparei com essa situação”, contou Maria Aparecida, apontando para as fendas no chão.
O marido dela diz que cadastrou a família no posto improvisado da Defesa Civil Municipal de Niterói, aos pés do Morro do Bumba, para receber Aluguel Social. “Não falaram uma data exata, mas prometeram que vamos receber o Aluguel Social. No cadastramento, falaram que viria uma assistente social aqui em casa até esta segunda-feira (19)”, afirmou Antonio Leonardo. “Nós só queremos uma solução para sabermos onde vamos morar”, enfatizou.
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Fábio não aguentou ficar em um abrigo, e voltou para casa, ao lado de um deslizamento.Cansado de abrigos, Fábio voltou para casa, ao
lado de um deslizamento. (Foto: Bernardo Tabak)
Faixas de interdição da Defesa Civil estão sem controle
Muitas casas que estão dentro da área de interdição da Defesa Civil não receberam as fitas de isolamento. Com isso, não existe um controle das áreas interditadas. Em outros casos, moradores não respeitam as fitas.
“A Defesa Civil colocou uma fita na entrada da minha casa na quinta-feira (8). Eu fiquei quatro dias no abrigo, mas cansei”, contou o mecânico de automóveis, Fábio de Carvalho. Ele disse que o padrasto arrebentou a fita de isolamento.
“Voltei na terça-feira (13), mas meu irmão ficou no abrigo, com medo. Se a gente for esperar por Aluguel Social, vamos ficar em abrigo por uma eternidade”, afirmou ele, com descrença. “Se chover forte de novo, volto para o abrigo”, resume.
 
Defesa Civil pode usar PM para retirar moradores
A assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Defesa Civil de Niterói informou que ainda não tem uma previsão de quando será fornecido o Aluguel Social para as vítimas de deslizamentos da cidade.
A secretaria informou que pode usar a Polícia Militar caso moradores se recusem a sair de casas interditadas. Entretanto, a secretaria informou que não trabalha com hipóteses de resistência dos moradores de comunidades atingidas por deslizamentos em Niterói.
Sobre a falta de controle sobre as áreas interditadas, a Defesa Civil não foi encontrada para comentar o assunto.