Postagem em destaque

Qual é o significado do Ramadã?

Hossein Kamaly é um professor do Barnard College especializado em estudos islâmicos e história do Oriente Médio. Nesta entrevista, ele exp...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Não tire conclusões precipitadas.


E se você anda inquieto com a sua vida e tira conclusões precipitadas daquilo que vê, quero aqui compartilhar uma história que li num livro de Max Lucado. Leia e medite. Aprenda a não tirar conclusões precipitadas e confiar em Deus… Havia um senhor que morava em uma pequena vila. Embora fosse pobre, todos o invejavam porque era dono de um lindo cavalo branco. As pessoas ofereciam preços fabulosos por ele mas o senhor sempre recusava: “Este cavalo não é um cavalo pra mim,” ele dizia. “Considero como uma pessoa. Como você poderia vender uma pessoa?” O homem era pobre e a tentação era grande. Mas ele nunca vendeu o cavalo. Uma manhã, ele viu que o cavalo não estava no estábulo. Toda a vila veio vê-lo. “Nós te avisamos que ele seria roubado. Você é tão pobre. Como você podia imaginar que iria proteger um animal tão valioso? Seria melhor tê-lo vendido. Você poderia ter conseguido qualquer preço que quisesse. Nenhuma quantia seria muito alta. Agora o cavalo se foi e você foi atingido por essa infelicidade.” O senhor calmamente respondeu: “Não vão tão longe. Digam apenas que o cavalo não está no estábulo. Isso é tudo que sabemos; o resto é dedução. Se foi uma desgraça ou não, como vocês podem saber? Como vocês podem julgar?” O povo da vila ria. Pensavam que o homem estava louco. Aquele pobre lenhador, um senhor idoso ainda trabalhava cortando lenha e arrastando-a para fora da cidade para vendê-la. Mas depois de quinze dias, o cavalo voltou. Ele não tinha sido roubado. Apenas fugiu para a floresta. Não só voltou, como também trouxe uma dúzia de cavalos selvagens com ele! E mais uma vez, o povo da cidade se juntou em volta do lenhador: “Senhor, você estava certo e nós estávamos errados. O que pensávamos que era uma desgraça era na verdade uma bênção. Por favor nos perdoe.” Então o homem respondeu: “Mais uma vez vocês foram longe demais. Digam apenas que o cavalo voltou. Digam apenas que doze cavalos vieram com ele mas não façam suposições. Como vocês sabem se é uma bênção ou não? Vocês vêem apenas uma parte. Estou feliz com o que sei por enquanto. E não estou perturbado com o que não sei.” Então todos falaram pouco. Mas lá no fundo, sabiam que ele estava errado. Sabiam que era uma bênção afinal, doze cavalos selvagens vieram com um cavalo. Com um pouco de trabalho, os animais poderiam ser domesticados e vendidos por muito dinheiro… Aquele lenhador tinha um filho, um único filho. O jovem começou a domesticar os cavalos selvagens e depois de alguns dias, caiu de um dos cavalos e quebrou as duas pernas. Mais uma vez os moradores da vila se juntaram ao redor do senhor e lançaram seus julgamentos: “Você estava certo ! Os doze cavalos não eram uma bênção. Eram uma desgraça. Seu único filho quebrou as pernas e, agora com idade avançada, você não tem ninguém para te ajudar. Agora você está mais pobre do que nunca.” E o senhor falou novamente. “Vocês são obcecados por julgamento. Não vão longe demais. Digam apenas que meu filho quebrou as pernas. Quem sabe se é uma desgraça ou uma benção? Ninguém sabe.” Aconteceu que, algumas semanas depois, o país entrou em guerra contra um país vizinho. Todos os homens jovens da vila foram convocados para entrar no exército e apenas o filho do senhor foi excluído porque estava ferido. Mais uma vez o povo se juntou em volta do senhor chorando e lamentando porque seus filhos foram levados: “Você estava certo, senhor,” eles choravam. Deus sabe que você estava certo. O acidente do seu filho foi uma bênção. Suas pernas podem estar quebradas mas ao menos ele está com você. Nossos filhos se foram para sempre.” O senhor falou de novo. “É impossível conversar com vocês. Vocês sempre tiram conclusões. Ninguém sabe. Digam apenas isso: seus filhos foram pra guerra e o meu não. Ninguém é sábio demais para saber. Só Deus sabe.” E aquele lenhador estava certo. Apenas sabemos uma parte. Os infortúnios e horrores da vida são apenas uma página de um grande livro. Não devemos ficar tirando conclusões. Devemos esperar para tirar conclusões das tempestades da vida até sabermos a história inteira. Não sei onde o lenhador aprendeu a ter paciência. Talvez com um outro lenhador da Galiléia. Porque foi um Carpinteiro que disse: “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã. Basta a cada dia o seu mal”. talitapagliarin.wordpress.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário