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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Mulher sudanesa condenada à morte dá à luz um bebê dentro da cadeia


O caso da mulher condenada à morte no Sudão por ter abandonado a religião islâmica tem provocado protestos e críticas em muitos países nos últimos dias. E nessa terça-feira (27) essa história teve um desdobramento. Dentro da prisão, ela deu à luz uma menina. Meriam Ibrahim, de 27 anos, está presa desde fevereiro. Ela não teve autorização para fazer o parto em um hospital. A filha nasceu em condições precárias na prisão. Há duas semanas, Meriam foi condenada a levar 100 chibatadas por adultério porque se casou com Daniel, um cristão do Sudão do Sul naturalizado americano, o que no país é considerado um adultério. E a morrer na forca por se negar a voltar à religião muçulmana. Esta sentença só será cumprida depois que a filha recém-nascida completar dois anos. Meriam se converteu ao cristianismo, religião da mãe, por que tinha apenas seis anos de idade, quando o pai, muçulmano, abandonou a família. O porta-voz da promotoria disse que é preciso fazer valer as tradições sudanesas. O marido de Meriam recorreu da decisão. "Eu temo pela vida da minha mulher", disse Daniel Wani. O governo do Sudão adota a sharia, o código de leis do islamismo, como referência legal. Várias organizações internacionais de direitos humanos protestaram contra o tratamento dado a Meriam. A Anistia Internacional disse que o caso é um flagrante desrespeito ao que há de mais básico nos direitos humanos. Os Estados Unidos pediram que o Sudão respeite a liberdade de religião garantida pelas leis internacionais.

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