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MANÉ GARRINCHA

sábado, 2 de julho de 2011

JOGO, DROGA E AMIZADE SÁO OS PERIGOS DO VICIO.

Desde criança sei que os grandes vícios dos homens são três: o jogo, o alcoolismo e a droga. O jogo é um vício da metrópole e da província. Quanta gente não conhece o caso de um ex-fazendeiro rico que perdeu tudo nas jogatinas das cidades do interior. O Jogador, de Dostoievski, é uma obra prima sobre a matéria. Recomendo aos jovens com tendências a freqüentar Las Vegas. O alcoolismo é a grande praga da sociedade brasileira. A cachaça é barata, relaciona os solitários e ilude os desgraçados. Quem não teve um bêbado emblemático na história da família? A droga é o grande vício da juventude, da maconha ingênua à cocaína. A venda é farta e bem distribuída. Os viciados têm uma grande capacidade apologética e de envolvimento. Como experimentar não é pecado, muita gente cai na tentação. Sabemos que coçar é só começar.
Agora, o deputado Edmar Ribeiro revela um vício novo. O maior de todos. Contagiante, Inebriante. Altamente qualificado. O vicio da amizade. Este vício justifica todas as mutretas corporativas. O caso da Câmara dos Deputados é exemplar, serve de exemplo a todas as corporações.Todo mal que se pratica em favor dos amigos terá a benção das instituições.Ninguém será castigado enquanto o deputado Edmar Ribeiro for presidente da Corregedoria da Câmara.Até aí ninguém reclamou, tanto é que Edmar foi eleito segundo vice presidente da mesa, com grande votação.
O que pegou Edmar foi o mau gosto explícito. Construiu um palácio em Minas Gerais, para sediar um cassino, nos bons tempos do Collor. Todos nós sabemos que um cassino é a mãe generosa de todos os vícios: jogo, alcoolismo e a droga. Um castelo é sempre um castelo, mas castelo não declarado é crime fiscal, e um castelo feio como aquele chama atenção.
Desde Al Capone, a única coisa que pega gangster é o crime fiscal. Edmar foi pego com a boca na botica da receita federal.
A única justificativa que teve foi a célebre frase: Eu tenho o vício irresistível da amizade.
ESSE ARTIGO FOI PUBLICADO POR jORGE DA CUNHA LIMA

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