Dermeval Miranda Maciel, mais conhecido como Roberto Ribeiro (Campos dos Goytacazes, 20 de julho de 1940 — Rio de Janeiro, Faleceu dia 8 de janeiro de 1996) foi um cantor e puxador de samba-enredo brasileiro. Sambista do Império Serrano, Roberto Ribeiro construiu uma respeitável carreira de intérprete e compositor desde a segunda metade da década de 1960. De voz bem timbrada e enxuto fraseado, seu repertório incluíam sambas de todos os tipos, como afoxés, ijexás, maracatus e outros ritmos africanos. Tem mais de 20 discos gravados, com sucessos populares como as canções "Acreditar", "Estrela de Madureira", "Todo Menino É um Rei", "Vazio", "Malandros Maneiros", "Fala Brasil" e "Amor de Verdade".
Filho de Antônio Ribeiro de Miranda (um jardineiro) e Júlia Maciel Miranda, Roberto, apesar de não ter nascido no Rio de Janeiro, era um carioca típico, apaixonado por futebol e samba. Aos nove anos de idade, trabalhava como entregador de leite. Naquele tempo, já frequentava a Escola de Samba Amigos da Farra, da cidade de Campos dos Goytacazes, e participava das festas do tradição "Boi Pintadinho".
Ele foi jogador de futebol profissional em sua cidade natal. Depois de passagens por equipes amadoras (Cruzeiro e Rio Branco), ele se tornou goleiro do Goytacaz Futebol Clube. Era conhecido pelo apelido de "Pneu". Em 1965, Roberto mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro em busca de um lugar em um clube grande carioca.
Chegou a treinar no Fluminense, mas acabou desistindo da carreira e começou a trabalhar com música, a se apresentar no programa "A Hora do Trabalhador", da Rádio Mauá, do Rio de Janeiro. Sua performance chamou a atenção da compositora Liette de Souza (que viria a ser sua esposa), irmã do compositor Jorge Lucas. Ela resolveu apresentá-lo aos sambistas da Império Serrano e Roberto passou a frequentar as rodas de samba da tradicional escola de Madureira. A diretoria da Império convidou-o para ser o puxador de samba-enredo da escola no Carnaval de 1971.
Ele aceitou, mas se afastou nos dois carnavais seguintes para gravar seus primeiros discos como cantor. A partir de 1974, Roberto Ribeiro firmou-se como puxador oficial da Império, defendendo a agremiação até o Carnaval de 1981. Dentre os grandes destaques nos desfiles cariocas, estão os sambas-enredo "Brasil, Berço dos Imigrantes", de 1977 (feito em parceria com o cunhado Jorge Lucas), e em "Municipal Maravilhoso, 70 Anos de Glórias", de 1979 (parceria com Jorge Lucas e Edson Passos).
Sua carreira como cantor ganhou impulso a partir de 1972 com gravações de três compactos em parceria com Elza Soares pela Odeon. Satisfeita com o sucesso dos compactos, o selo lançou o LP "Elza Soares e Roberto Ribeiro - Sangue, Suor e Raça". No ano seguinte, Roberto gravou um LP, "Simone et Roberto Ribeiro - Brasil Export 73 Agô Kelofé", junto com a Simone, lançado pela Odeon exclusivamente para o mercado externo. Naquele mesmo ano de 1973, lança o primeiro álbum solo, "Roberto Ribeiro".
Em 1975, a mesma gravadora lançou o compacto duplo "Sucessos 4 sambas", no qual Roberto Ribeiro interpretou "Leonel/Leonor" (de Wilson Moreira e Neizinho). Ainda neste ano, foi lançado o disco "Molejo", que despontou com os sucessos "Estrela de Madureira" (de Acyr Pimentel e Cardoso) e "Proposta amorosa" (de Monarco) e chamou a atenção da crítica. No ano seguinte, foi lançado "Arrasta Povo", LP que destacou mais dois grandes sucessos nas rádios de todo o Brasil: "Tempo Ê" (de Zé Luiz e Nelson Rufino) e "Acreditar" (de Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho).
Gravou em 1977 o LP "Poeira Pura", onde se destacou "Liberdade" (de Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho). Um ano depois, foi lançado o álbum "Roberto Ribeiro", que o colocou outra vez nas lista dos discos mais vendidos, puxado pelos sucessos "Todo menino é um rei" (de Nelson Rufino e Zé Luiz), "Amei demais" (de Flávio Moreira e Liette de Souza), "Isso não são horas" (de Catoni, Chiquinho e Xangô da Mangueira) e "Meu drama (Senhora tentação)" (de Silas de Oliveira e J. Ilarindo) - esta incluída também na trilha sonora da novela "Pai Herói", da Rede Globo. Em 1979, foi a vez do lançamento do LP "Coisas da Vida", que teve entre as mais tocadas "Vazio" (de Nelson Rufino), também conhecida na época como "Está faltando uma coisa em mim", e "Partilha" (de Romildo e Sérgio Fonseca).
No início da década de 1980, Roberto gravou "Fala meu povo". Neste LP, de 1980, constavam algumas composições de sua autoria como "Vem" (parceria com Toninho Nascimento) e sucessos como "Só chora quem ama" (de Wilson Moreira e Nei Lopes) e "Quem lucrou fui eu" (Monarco). Em 1981, foi lançado "Massa, raça e emoção", com o sucesso "Santa Clara Clareou" (de Zé Baiano do Salgueiro).
Em 1 de maio de 1981 realiza participação no especial da TV Globo: Grandes Nomes - Luiz Gonzaga Jr., no qual canta em parceria com o homenageado (Gonzaguinha) as seguintes músicas: Fala Brasil e E Vamos A Luta (de autoria do Próprio Gonzaguinha).
Em 1983, foi lançado o disco "Roberto Ribeiro", com o sucesso "Algemas" (parceria com Toninho Nascimento). Em 1984, no seu LP "De Palmares ao tamborim", obteve êxito com "Lágrima Morena" (outra parceria sua com Toninho Nascimento). Naquele ano participou do disco "Partido alto nota 10", de Aniceto do Império, no qual interpretaram em dueto a faixa "Chega Devagar", de autoria de Aniceto do Império.
Em 1985, foi lançado o LP "Corrente de Aço", que contou com a participação de Chico Buarque de Hollanda na música "Quem te viu, quem te vê" (do próprio Chico) e de Nei Lopes, em "Malandros maneiros" (Nei Lopes e Zé Luiz). Em 1987, Roberto Ribeiro gravou o disco "Sorri pra Vida", obtendo sucesso com a faixa "Ingrata Paixão" (de Mauro Diniz, Adílson Victor e Ratinho) e, um ano depois, "Roberto Ribeiro", que contou com a participação especial de Alcione na faixa "Mel pra minha dor" (de Nelson Rufino e Avelino Borges) e do Grupo Raça, em "Malandro mais um" (de Ronaldinho e Carlos Moraes).
Passou a sofrer de um seriíssimo problema de vista e, em Janeiro de 1996, faleceu em virtude um atropelamento no bairro de Jacarepaguá, Rio de Janeiro. Perdeu um olho em razão de uma contaminação por fungo agravada pelo diabetes).
Em 1995, a EMI-Odeon lançou a coletânea "O Talento de Roberto Ribeiro", na qual compilou 22 sucessos de seus vários discos. Roberto participara ainda naquele ano do disco-homenagem "Clara Nunes com Vida", produzido por Paulo César Pinheiro, no qual interpretou (com sua voz acrescida posteriormente) um dueto com Clara Nunes, "Coisa da Antiga" (de Wilson Moreira e Nei Lopes).
Sua vida foi contada em livro de autoria de sua própria esposa, Liette de Souza Maciel, com o título "Dez anos de saudade" (Potiguar Editora).
Passou a sofrer de um seriíssimo problema de vista e, em Janeiro de 1996, faleceu em virtude um atropelamento no bairro de Jacarepaguá, Rio de Janeiro. Perdeu um olho em razão de uma contaminação por fungo agravada pelo diabetes).
domingo, 4 de novembro de 2018
ROBERTO RIBEIRO
Dermeval Miranda Maciel, mais conhecido como Roberto Ribeiro (Campos dos Goytacazes, 20 de julho de 1940 — Rio de Janeiro, Faleceu dia 8 de janeiro de 1996) foi um cantor e puxador de samba-enredo brasileiro. Sambista do Império Serrano, Roberto Ribeiro construiu uma respeitável carreira de intérprete e compositor desde a segunda metade da década de 1960. De voz bem timbrada e enxuto fraseado, seu repertório incluíam sambas de todos os tipos, como afoxés, ijexás, maracatus e outros ritmos africanos. Tem mais de 20 discos gravados, com sucessos populares como as canções "Acreditar", "Estrela de Madureira", "Todo Menino É um Rei", "Vazio", "Malandros Maneiros", "Fala Brasil" e "Amor de Verdade".
Filho de Antônio Ribeiro de Miranda (um jardineiro) e Júlia Maciel Miranda, Roberto, apesar de não ter nascido no Rio de Janeiro, era um carioca típico, apaixonado por futebol e samba. Aos nove anos de idade, trabalhava como entregador de leite. Naquele tempo, já frequentava a Escola de Samba Amigos da Farra, da cidade de Campos dos Goytacazes, e participava das festas do tradição "Boi Pintadinho".
Ele foi jogador de futebol profissional em sua cidade natal. Depois de passagens por equipes amadoras (Cruzeiro e Rio Branco), ele se tornou goleiro do Goytacaz Futebol Clube. Era conhecido pelo apelido de "Pneu". Em 1965, Roberto mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro em busca de um lugar em um clube grande carioca.
Chegou a treinar no Fluminense, mas acabou desistindo da carreira e começou a trabalhar com música, a se apresentar no programa "A Hora do Trabalhador", da Rádio Mauá, do Rio de Janeiro. Sua performance chamou a atenção da compositora Liette de Souza (que viria a ser sua esposa), irmã do compositor Jorge Lucas. Ela resolveu apresentá-lo aos sambistas da Império Serrano e Roberto passou a frequentar as rodas de samba da tradicional escola de Madureira. A diretoria da Império convidou-o para ser o puxador de samba-enredo da escola no Carnaval de 1971.
Ele aceitou, mas se afastou nos dois carnavais seguintes para gravar seus primeiros discos como cantor. A partir de 1974, Roberto Ribeiro firmou-se como puxador oficial da Império, defendendo a agremiação até o Carnaval de 1981. Dentre os grandes destaques nos desfiles cariocas, estão os sambas-enredo "Brasil, Berço dos Imigrantes", de 1977 (feito em parceria com o cunhado Jorge Lucas), e em "Municipal Maravilhoso, 70 Anos de Glórias", de 1979 (parceria com Jorge Lucas e Edson Passos).
Sua carreira como cantor ganhou impulso a partir de 1972 com gravações de três compactos em parceria com Elza Soares pela Odeon. Satisfeita com o sucesso dos compactos, o selo lançou o LP "Elza Soares e Roberto Ribeiro - Sangue, Suor e Raça". No ano seguinte, Roberto gravou um LP, "Simone et Roberto Ribeiro - Brasil Export 73 Agô Kelofé", junto com a Simone, lançado pela Odeon exclusivamente para o mercado externo. Naquele mesmo ano de 1973, lança o primeiro álbum solo, "Roberto Ribeiro".
Em 1975, a mesma gravadora lançou o compacto duplo "Sucessos 4 sambas", no qual Roberto Ribeiro interpretou "Leonel/Leonor" (de Wilson Moreira e Neizinho). Ainda neste ano, foi lançado o disco "Molejo", que despontou com os sucessos "Estrela de Madureira" (de Acyr Pimentel e Cardoso) e "Proposta amorosa" (de Monarco) e chamou a atenção da crítica. No ano seguinte, foi lançado "Arrasta Povo", LP que destacou mais dois grandes sucessos nas rádios de todo o Brasil: "Tempo Ê" (de Zé Luiz e Nelson Rufino) e "Acreditar" (de Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho).
Gravou em 1977 o LP "Poeira Pura", onde se destacou "Liberdade" (de Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho). Um ano depois, foi lançado o álbum "Roberto Ribeiro", que o colocou outra vez nas lista dos discos mais vendidos, puxado pelos sucessos "Todo menino é um rei" (de Nelson Rufino e Zé Luiz), "Amei demais" (de Flávio Moreira e Liette de Souza), "Isso não são horas" (de Catoni, Chiquinho e Xangô da Mangueira) e "Meu drama (Senhora tentação)" (de Silas de Oliveira e J. Ilarindo) - esta incluída também na trilha sonora da novela "Pai Herói", da Rede Globo. Em 1979, foi a vez do lançamento do LP "Coisas da Vida", que teve entre as mais tocadas "Vazio" (de Nelson Rufino), também conhecida na época como "Está faltando uma coisa em mim", e "Partilha" (de Romildo e Sérgio Fonseca).
No início da década de 1980, Roberto gravou "Fala meu povo". Neste LP, de 1980, constavam algumas composições de sua autoria como "Vem" (parceria com Toninho Nascimento) e sucessos como "Só chora quem ama" (de Wilson Moreira e Nei Lopes) e "Quem lucrou fui eu" (Monarco). Em 1981, foi lançado "Massa, raça e emoção", com o sucesso "Santa Clara Clareou" (de Zé Baiano do Salgueiro).
Em 1 de maio de 1981 realiza participação no especial da TV Globo: Grandes Nomes - Luiz Gonzaga Jr., no qual canta em parceria com o homenageado (Gonzaguinha) as seguintes músicas: Fala Brasil e E Vamos A Luta (de autoria do Próprio Gonzaguinha).
Em 1983, foi lançado o disco "Roberto Ribeiro", com o sucesso "Algemas" (parceria com Toninho Nascimento). Em 1984, no seu LP "De Palmares ao tamborim", obteve êxito com "Lágrima Morena" (outra parceria sua com Toninho Nascimento). Naquele ano participou do disco "Partido alto nota 10", de Aniceto do Império, no qual interpretaram em dueto a faixa "Chega Devagar", de autoria de Aniceto do Império.
Em 1985, foi lançado o LP "Corrente de Aço", que contou com a participação de Chico Buarque de Hollanda na música "Quem te viu, quem te vê" (do próprio Chico) e de Nei Lopes, em "Malandros maneiros" (Nei Lopes e Zé Luiz). Em 1987, Roberto Ribeiro gravou o disco "Sorri pra Vida", obtendo sucesso com a faixa "Ingrata Paixão" (de Mauro Diniz, Adílson Victor e Ratinho) e, um ano depois, "Roberto Ribeiro", que contou com a participação especial de Alcione na faixa "Mel pra minha dor" (de Nelson Rufino e Avelino Borges) e do Grupo Raça, em "Malandro mais um" (de Ronaldinho e Carlos Moraes).
Passou a sofrer de um seriíssimo problema de vista e, em Janeiro de 1996, faleceu em virtude um atropelamento no bairro de Jacarepaguá, Rio de Janeiro. Perdeu um olho em razão de uma contaminação por fungo agravada pelo diabetes).
Em 1995, a EMI-Odeon lançou a coletânea "O Talento de Roberto Ribeiro", na qual compilou 22 sucessos de seus vários discos. Roberto participara ainda naquele ano do disco-homenagem "Clara Nunes com Vida", produzido por Paulo César Pinheiro, no qual interpretou (com sua voz acrescida posteriormente) um dueto com Clara Nunes, "Coisa da Antiga" (de Wilson Moreira e Nei Lopes).
Sua vida foi contada em livro de autoria de sua própria esposa, Liette de Souza Maciel, com o título "Dez anos de saudade" (Potiguar Editora).
Passou a sofrer de um seriíssimo problema de vista e, em Janeiro de 1996, faleceu em virtude um atropelamento no bairro de Jacarepaguá, Rio de Janeiro. Perdeu um olho em razão de uma contaminação por fungo agravada pelo diabetes).
quarta-feira, 31 de outubro de 2018
Conheça a trajetória de Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (PP-RJ) faz um coração com as mãos ao presidir sessão no plenário da Câmara dos Deputados — Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
Ele saltou de 120,6 mil votos em 2010 para 464,5 mil em 2014, sendo o deputado federal mais votado do Rio de Janeiro.
Antes mesmo da eleição, em abril de 2014, ele já havia anunciado da tribuna da Câmara que colocava seu nome à disposição do PP para concorrer à Presidência com a “cara da direita”, mas foi ignorado pela própria legenda, que apoiou a campanha de Dilma.
Àquela época, Bolsonaro já sabia para qual direção queria levar o país. "Eu estou disposto em 2018, seja o que Deus quiser, tentar jogar pra direita esse país", disse em novembro de 2014 na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ).
“Qual a cara da direita, que é a minha cara? É a defesa da redução da maioridade penal. É uma política de planejamento familiar. É a defesa da família contra o kit gay. É a revogação do Estatuto do Desarmamento. É o fim da indústria de demarcação de terras indígenas. É o respeito e a valorização das nossas Forças Armadas”, disse Bolsonaro na oportunidade.
“Com ele, não tem politicamente correto. As pessoas podem estranhar, mas enxergam que ele é franco e não tem medo de se posicionar”, afirma o presidente licenciado do PSL Luciano Bivar, que se reelegeu deputado nesta eleição.
'Mito, mito, mito...'
No fim de 2014, recém-eleito para o sétimo mandato consecutivo, o deputado percorreu o país, realizou carreatas, estampou camisetas e adesivos, posou para “selfies” com eleitores e proferiu palestras. Ganhou um público jovem e ligado nas redes sociais, que o apelidou de "mito" e distribuiu memes com frases do político.
E passou a compartilhar nas redes sociais tudo o que vivia e fazia, cada momento. Como o vídeo de um protesto contra a corrupção em Copacabana, em 15 de março de 2015, em que ouviu de apoiadores: "Um, dos, três, quatro, cinco mil... queremos Bolsonaro presidente do Brasil!". Ou o registro de uma visita a Belém também em 2015: "Assim, a cada dia, ficamos mais capacitados para dar um voo mais alto".
No segundo semestre de 2015, foi recebido aos gritos por seus futuros eleitores em aeroportos lotados em Fortaleza ("Bolsonaro, guerreiro, orgulho brasileiro!"), Cuiabá ("Mito, mito, mito..."), João Pessoa ("Olé, olé, olé... mito, mito!"), Manaus, entre outros. A reação o deixou confiante no futuro.
Sobre o apelido de "mito", Bolsonaro já disse:
“Mito, eu não sei de onde veio isso aí. Até brinquei, deve ser do meu apelido de criança, ‘parmito’”.
O plano presidencial passou a ser revelado em 2015 para colegas, que não levavam a sério a viabilidade da empreitada, já que a polarização entre PT e PSDB parecia sólida. O general Mourão foi procurado à época.
“Lá por 2015 ele disse que poderia precisar de mim em algum momento, pois queria um vice de absoluta confiança. Fiquei paradinho”, contou o general, que foi para a reserva do Exército em 2018 e virou o vice da chapa de Bolsonaro após a desistência de outros nomes.
O candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, posa para foto ao lado do general Mourão durante sua posse na presidência do Clube Militar, no centro do Rio de Janeiro, em junho de 2018 — Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo
Ciente de que seria deixado de lado pelo PP outra vez, Bolsonaro migrou para o PSC e, finalmente, chegou ao PSL, partido que teve apenas um deputado eleito em 2014 e, em 2018, , conseguiu eleger uma bancada com 52 deputados.
Infância no interior paulista
Eleito sete vezes deputado federal pelo Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro cresceu no interior de São Paulo. Um dos seis filhos do casal Percy Geraldo e Olinda, nasceu em 21 de março de 1955, na cidade de Glicério, que tem pouco mais de 4 mil habitantes, mas foi registrado em Campinas.
A devoção da mãe pela religião e a paixão do pai por futebol acabaram dando o nome de batismo do novo presidente do Brasil: Jair Messias Bolsonaro.
"Nasci em 1955, minha querida mãe ainda está viva. Uma gestação bastante complicada, ela como católica, botou o nome em mim, botou um dos meus nomes de Messias. Mas não sou o salvador da pátria. Quem vai salvar essa pátria somos nós. O Jair veio porque, naquele dia, 21 de março, era aniversário do Jair Rosa Pinto, meia-esquerda da seleção brasileira e do Palmeiras. E o meu pai, como palmeirense, botou o nome em mim de Jair."
Dentista prático, o pai do futuro presidente passou com a mulher e os filhos por várias cidades até se fixar em Eldorado, município onde a família ainda vive, distante cerca de 250 km de São Paulo. Percy faleceu na década de 1990.
Em entrevista à revista “Crescer”, em 2015, Olinda relatou que o filho era um rapaz "humilde", "manso" e "reservado", que não era dado a "falar besteira". O garoto magro e de olhos azuis viveu na pacata cidade do Vale do Ribeira entre estudos, jogos de futebol e pescarias.
Em Eldorado, quando tinha 15 anos, Bolsonaro conta que ajudou soldados do Exército que precisavam encontrar os melhores caminhos pela mata. Eles estavam à procura do guerrilheiro Carlos Lamarca, um dos líderes da luta armada de esquerda no Brasil nos anos 70.
"Eu andava naquela região toda, eu extraía palmito nativo do mato. Morei muito tempo numa fazenda de nome Kirongozi. Então, essa conversa de característica da mata passou muito por mim conversando com o pessoal do Exército que estava acampado lá", disse.
Carreira no Exército
Decidido a entrar para o Exército, Bolsonaro trocou São Paulo pelo Rio de Janeiro. Concluiu em 1977 o curso da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende (RJ).
Com aptidão para esportes, como o atletismo, fez o curso da Escola de Educação Física do Exército.
Contemporâneo de Bolsonaro, o deputado Alberto Fraga, policial militar, relembra a amizade que começou durante o curso e se manteve ao longo dos anos quando se reencontraram na Câmara dos Deputados.
Fraga conta que Bolsonaro era um “baita de um corredor” e se destacava no pentatlo militar, modalidade esportiva que inclui corrida, tiro com rifle e lançamento de granada (não explosiva), o que rendeu a ele o apelido de “Cavalo” ou “Cavalão”.
O amigo o descreve como uma pessoa “correta” e preocupada com os demais, que “brigava com os colegas do Exército para defender os policiais militares” que também faziam o curso.
“Teve um episódio interessante. Na travessia marítima Flamengo-Urca, eu vinha nadando junto com ele, e um colega teve cãibra de abdômen no meio da travessia. Eu o vi gritando e nadei até perto dele, o Bolsonaro também chegou e o ajudamos até chegar o barco [para tirá-lo da água]. Ele sempre foi um bom parceiro”, conta Fraga sobre a tradicional prova que marca o término do curso.
Depois, Bolsonaro fez cursos de salto na Brigada Paraquedista do Rio e de mergulho autônomo no Corpo de Bombeiros do Rio.
Reclamação sobre soldo e eleição para vereador
No Exército, Bolsonaro chegou ao posto de capitão. Segundo o general Hamilton Mourão, com quem conviveu quando estava na ativa, Bolsonaro demonstrava “coragem moral” para sustentar opiniões e era “determinado”.
Em 1986, ficou preso por 15 dias depois de escrever um artigo na revista “Veja” reivindicando aumento de salário para os militares.
“Sou um cidadão brasileiro cumpridor dos meus deveres, patriota e portador de uma excelente folha de serviços. Apesar disso, não consigo sonhar com as necessidades mínimas que uma pessoa do meu nível cultural e social poderia almejar”, escreveu Bolsonaro.
O texto rendeu 15 dias de prisão ao militar por indisciplina, conforme o jornal “O Globo”.
Em 1987, a revista publicou que Bolsonaro e outro militar planejavam explodir bombas pra pressionar o comando do exército a reajustar salários. Bolsonaro negou as acusações da revista. O caso chegou ao Superior Tribunal Militar e o capitão foi absolvido.
No mesmo ano do julgamento, Jair Bolsonaro decidiu trocar a farda pelo paletó e gravata. Foi eleito vereador no Rio de Janeiro e, por isso, foi para a reserva no Exército.
No Parlamento
A trajetória de Jair Bolsonaro como vereador foi curta. Em 1990, dois anos depois de eleito, o militar da reserva conquistou o primeiro dos sete mandatos consecutivos de deputado federal – no período, passou pelos partidos PDC, PPR, PPB, PTB, PFL, PP, PSC e PSL.
Bolsonaro tomou posse em 1991 na Câmara dos Deputados. Da tribuna, criticou presidentes pelo tratamento conferido às Forças Armadas, cobrou reajustes salariais, ressaltou feitos da ditadura militar e defendeu o controle de natalidade como forma de combater a miséria.
Bolsonaro ainda foi um dos principais críticos de um projeto voltado ao público adolescente que o Ministério da Educação estudava adotar nas escolas para discutir a diversidade e combater a homofobia.
“A relação entre um homem e uma mulher já não é mais normal. Aonde vamos parar?”, reclamou em 2011.
De tempos em tempos, a língua afiada e as atitudes do parlamentar renderam representações no Conselho de Ética da Câmara ou ações na Justiça. Ele foi alvo de quatro processos desde a instalação do conselho.
Um dos embates mais emblemáticos ao longo da sua trajetória na Câmara foi com a deputada Maria do Rosário (PT-RS). Em 2014, Bolsonaro repetiu da tribuna ofensas contra a parlamentar dizendo que só não a estuprava porque ela “não merecia”.
Ele foi condenado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) a pagar uma indenização por danos morais. Bolsonaro também é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por apologia ao crime de estupro e injúria.
Como deputado, Bolsonaro votou a favor dos impeachments dos presidentes Fernando Collor (1992) e Dilma Rousseff (2016) e pelo prosseguimento das duas denúncias apresentadas pela Procuradoria Geral da República (PGR) contra o atual presidente Michel Temer (2017).
Na gestão de Temer, o parlamentar votou a favor da reforma trabalhista e da emenda que estabeleceu o teto de gastos. No passado, segundo reportagem do jornal “O Globo”, não teve o perfil liberal que propagou na campanha: votou contra o Plano Real, contra a quebra dos monopólios do petróleo e das telecomunicações e contra as reformas administrativa e da Previdência.
Bolsonaro tentou por quatro vezes presidir a Câmara. Não conseguiu. Durante a vida parlamentar, aprovou dois projetos que viraram lei:
Projeto que estendia o prazo para isenção do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para bens de informática;
Projeto que autorizava o uso da fosfoetanolamina, a “pílula do câncer”, cuja pesquisa foi suspensa por não ter eficácia comprovada em testes.
Polêmicas e explicações
Analistas políticos, adversários e mesmo aliados duvidavam que o deputado com 28 anos de Congresso pudesse chegar ao Palácio do Planalto.
"Ele tinha me dito: 'Olha, este é o meu último mandato aqui. Eu não quero mais, eu vou disputar a Presidência da República'. E eu disse: ‘Rapaz, tenta o Senado, o Senado é o melhor quadro para você. Você se elege tranquilamente’. Ainda brinquei com ele: ‘Você sabe que nós somos pessoas polêmicas’", relembra o deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF), que conhece Bolsonaro desde os anos 70.
Sobre as polêmicas, o amigo estava certo. Bolsonaro era mais conhecido pelas declarações que deu. Criou polêmica:
Com homossexuais: "Prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí. Para mim ele vai ter morrido mesmo" (Revista "Playboy");
Ao negar a ditadura militar: "E nós passamos, sr. presidente, 20 anos de período, não de ditadura, mas de um regime com autoridade, em que o Brasil cresceu, tivemos pleno emprego, respeito aos direitos humanos – porque hoje em dia a violência está aí fora –, segurança, amor à pátria e democracia. E mais ainda, nenhum presidente militar ou militar enriqueceu, respondeu a qualquer processo por corrupção" (em 20/11/2013);
Ao homenagear durante o impeachment de Dilma Rousseff o ex-coronel Brilhante Ustra, o primeiro militar condenado pela Justiça brasileira por tortura durante a ditadura militar: "Pela memória do Coronel Carlos Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff!" (ao votar em 17/04/2016).
Na campanha, foi explicando as polêmicas.
Em entrevista ao Jornal Nacional, cobrado, pediu desculpas pela frase sobre preferir um filho morto a um filho gay: "Não, tem muito gay que é pai, que é mãe, e concorda comigo. As declarações foram fortes, foram algumas caneladas. Peço até desculpas, mas foi um momento de temperatura alta em comissões, que quase houve vias de fato em muitas discussões, porque o ativismo LGBT levava para isso" (JN, 28/09/2018).
Também condenou quem quer dividir o Brasil entre homos e héteros: "Nenhum país do mundo tem o que nós temos: riquezas minerais, biodiversidade, água potável, regiões turísticas. Temos tudo, tudo para ser uma grande nação. Para isso, temos que unir o nosso povo. Unir os cacos que nos fez o governo da esquerda no passado, botando de um lado negros e brancos, jogando nordestinos contra sulistas, jogando pais contra filhos, até mesmo quem tem opção sexual, homo contra héteros" (em pronunciamento após a vitória no 1º turno, em 07/10).
Disse que nada tem contra os gays: "Nada contra os homossexuais. Cada qual vai ser feliz da maneira que bem entender, mas querer impor nas escolas precocemente que as crianças despertem para o sexo, não, Haddad" (em entrevista, 11/10).
E também no Jornal Nacional, em 8 de outubro, defendeu a democracia e a Constituição brasileiras: "Estamos disputando as eleições porque nós acreditamos no voto popular, e seremos escravos da nossa Constituição".
A primeira dama do Brasil a partir de 1º de janeiro, Michele Bolsonaro, refuta a imagem que os adversários fizeram do presidente eleito. “Ele não é nada disso. Ele é tachado, ele não é essa pessoa que falam. Eu sou prova disso. Quem convive conosco também. Então, assim, é uma infelicidade de quem fala que ele é racista, machista, homofóbico, é tudo mentira.”
“Como ele é em casa?”, perguntou um repórter. “Um príncipe. Um maridão.”
Jair Bolsonaro, acompanhado da esposa Michelle, vota na Escola Municipal Rosa da Fonseca, no bairro da Vila Militar, zona norte do Rio, no domingo (28) — Foto: Estadão Conteúdo/Wilton Junior
Filhos na política
Bolsonaro é descrito na vida pessoal como um sujeito “família” e “brincalhão”, distante do estilo durão dos embates políticos.
Tem cinco filhos com três companheiras diferentes. A atual mulher se chama Michelle, com quem o político teve a única filha, Laura.
Relatos de aliados indicam que o capitão tem poucas pessoas em seu círculo de confiança, com espaço de destaque para os três filhos do primeiro casamento: Carlos, Flávio e Eduardo.
Os três se tornaram políticos. Carlos é vereador no Rio de Janeiro, Flávio é deputado estadual e se elegeu senador pelo Rio, e Eduardo conquistou o segundo mandato de deputado federal por São Paulo com a maior votação do país – 1,8 milhão de votos, recorde para uma eleição de deputado federal.
Os três filhos ajudaram o pai a traçar sua estratégia política e digital. Por meio das redes sociais e de grupos de mensagem no WhatsApp, Bolsonaro virou “Bolsomito” e consolidou a imagem de candidato de direita com uma linguagem simples e direta, divulgada em cards, gifs e vídeos compartilhados em série.
Jair Bolsonaro com os filhos Carlos, Flávio e Eduardo — Foto: Flickr/família Bolsonaro.
Ao contrário de outros candidatos que reforçam a comunicação digital apenas em período eleitoral, Bolsonaro manteve atenção constante nas redes, estratégia que resultou em uma legião de seguidores.
No início de 2014, Bolsonaro tinha 204 mil seguidores no Facebook. Em quatro anos, o número saltou para quase 8 milhões. No Twitter, ele chegou a 1,9 milhões e no Instagram, a 5,4 milhões de fãs. Os números são de 26 de outubro.
Na mesma data, seu adversário Fernando Haddad (PT) tinha 1,7 milhão de seguidores no Facebook, 931 mil no Twitter e 975 mil no Instagram.
“Foi meu filho, o zero dois, o Carlos, ele começou a usar e no início de 2015 eu passei a ser o dono das matérias do Facebook, eu passei a ser o dono”, disse Bolsonaro à TV Globo.
Um amigo, que ele não diz o nome, é o responsável pelo tom das mensagens. “Hoje é um cara bastante amigo, um segundo tenente do Exército que mora em Brasília. Então, mando pra ele WhatsApp, e daí: ‘Cabra da peste, posso colocar isso aí?’ O cara tem cabeça, né? Não é na redação, ele ajuda muito no sentimento”, conta o presidente eleito.
Quando faltava pouco mais de uma semana pro segundo turno, o jornal Folha de S.Paulo denunciou um suposto esquema de envio de mensagens em massa no WhatsApp contra o candidato do PT, Fernando Haddad. Bolsonaro negou qualquer relação com o suposto esquema.
O TSE abriu uma investigação sobre o caso. Já a PGR pediu que a Polícia Federal abrisse um inquérito para investigar a campanha dos dois candidatos, e não somente de Bolsonaro.
Nas ruas, as posições polêmicas provocaram reações diferentes nos brasileiros. Parte da população combateu as ideias dele, mas outra parcela se identificou com Bolsonaro. No sábado, dia 29 de setembro, milhares de pessoas tomaram as ruas nos 26 estados do Brasil e no Distrito Federal para dizer “ele não”. No dia seguinte, simpatizantes do candidato fizeram manifestações em 17 estados e no Distrito Federal para dizer “ele sim”.
Em outubro, houve novas manifestações. No dia 20, atos contra Bolsonaro ocorreram em 29 cidades do país. No dia 21, apoiadores de Bolsonaro participaram de manifestações em 57 cidades.
Atentado
Com um forte discurso antipetista, de defesa da família, da ordem e da autoridade, Bolsonaro liderou a maior parte da corrida para presidente, mesmo depois de ter sido obrigado a parar a campanha por causa do atentado que sofreu em Juiz de Fora, em 6 de setembro. Adélio Bispo de Oliveira o atacou com uma faca de 25 centímetros na região do abdômen. Atualmente, o agressor está preso preventivamente na Penitenciária Federal de Campo Grande.
Jair Bolsonaro é socorrido pouco depois de ter levado uma facada em Juiz de Fora (MG) — Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo
Bolsonaro foi levado para a Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, onde passou pela primeira cirurgia. Recebeu dois litros de sangue para compensar a enorme hemorragia. Os médicos identificaram três perfurações no intestino delgado e uma lesão no intestino grosso. Cortaram um pedaço de cerca de 10 centímetros do intestino grosso e realizaram uma colostomia. Bolsonaro ficou com uma bolsa externa para armazenar as fezes.
Ainda na UTI, ao lado de filhos e amigos, ele descreveu o momento do ataque. “Eu tava muito preocupado que parecia apenas uma pancada na boca do estômago. Nós já levamos uma bolada no futebol, a dor era insuportável e parecia que tinha algo mais grave acontecendo. Essa equipe maravilhosa e abençoada por Deus detectou e evitou que o mal maior acontecesse.”
No dia seguinte ao ataque, 7 de setembro, o então candidato do PSL foi transferido para o hospital Albert Einstein em São Paulo. Três dias depois, passou por uma nova cirurgia por causa de uma inflamação que provocou uma aderência – uma obstrução – no intestino.
Ele recebeu alta no dia 29 de setembro, depois de 23 dias de internação. Em casa, Bolsonaro conta que o atentado o fez pensar ainda mais na filha caçula, Laura, de 8 anos. “Ela ficou sabendo sete dias apenas o que aconteceu com o pai dela. A minha grande preocupação é não deixá-la órfã. Talvez isso me dê força.”
Como até hoje se recupera da cirurgia, nos últimos 50 dias praticamente não foi às ruas. Ainda assim, a maioria dos eleitores o escolheu.
Equipe do novo presidente
Cotado para assumir a Casa Civil no novo governo, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) aderiu ao projeto em 2017 e integrou o núcleo duro da campanha, junto com os filhos de Bolsonaro, o general da reserva do Exército Augusto Heleno, o advogado Gustavo Bebbiano, que interinamente preside o PSL, e o economista Paulo Guedes, espécie de embaixador da candidatura junto ao mercado e que deverá chefiar a equipe econômica. Com Guedes, a campanha passou a defender uma agenda mais liberal para a economia, com menor presença do Estado.
Jair Bolsonaro Paulo Guedes no Hospital Albert Einstein, em São Paulo — Foto: Arquivo pessoal
Para Onyx, o impeachment de Dilma Rousseff, que encerrou 13 anos de gestão do PT em 2016, reforçou a imagem de Bolsonaro junto ao eleitor como a antítese da esquerda brasileira, ponto reiterado na campanha eleitoral.
“O Jair tem como característica ser um cara francão, né? Ele diz o que ele pensa. [...] Daqui a pouco você sobe o tom além do necessário [...]. Agora, essa franqueza, essa honestidade, não apenas de palavra, de forma que ele tem, que ele carrega, a escolha que ele fez de trabalhar com princípios e valores, eu acho que isso construiu essa conexão que ele tem com todo o Brasil hoje”, diz Onyx.
Primeiras medidas
Uma das principais promessas de campanha deve inaugurar seu governo, em 1º de janeiro. Ele quer mandar um projeto para o Congresso mudar o Estatuto do Desarmamento.
“Mudar, porque o cidadão de bem ele quer fazer com que o referendo de 2005 seja respeitado, o povo decidiu pelo direito de comprar armas e munições. Eu não estou inventando nada.”
Para ele, a medida representa o desejo da população. “Quando eu estive em todos os momentos tratando este assunto, quer seja na área urbana, quanto na área rural, a aceitação foi excepcional. Nós achamos que foi bem-vinda a lei do feminicídio, mas muitas vezes eu chamava cinco, seis, mulheres pro tablado e dizia sobre a lei do feminicídio: ‘Você prefere uma lei do feminicídio no bolso ou uma pistola na bolsa?’ Na maioria das vezes, ela optava pelas duas questões.”
O novo presidente diz que sabe como pretende convencer parlamentares. “Não foram apenas 52 deputados que meu partido fez. Vários parlamentares candidatos usaram meu nome por aí, eu não dei bola pra isso, com essas bandeiras, e chegaram lá. Então, essa bandeira do desarmamento está bastante viva, não só na cabeça do povo, mas também com os parlamentares que estão chegando a Brasília agora.”
Tá ok?
Bolsonaro mostra segurança, mas muitas vezes parece querer saber se foi mesmo entendido. Quando responde a uma pergunta, é comum terminar a frase com um “tá ok?”.
Por exemplo: “Vai ter a livre concorrência aqui, com toda certeza, isso pode acontecer, tá ok?”
Se está ok? Para a maioria dos eleitores, sim. É assim que a democracia funciona.
BOLSONARO É ELEITO PRESIDENTE.
FONTE:g1.globo.com
domingo, 28 de outubro de 2018
TODOS PRESIDENTES
Deodoro da Fonseca ficou conhecido por... ser o primeiro presidente. Ele não foi eleito democraticamente, foi escolhido pelos revolucionários. Ele liderou o governo provisório que organizou a nova república, preparando as leis principais do país. Durante o governo de Deodoro da Fonseca houve muita instabilidade política.//
2. Floriano Peixoto (1891-1894)
Floriano Peixoto sucedeu a Deodoro da Fonseca quando este se demitiu. Ele também não foi eleito mas ajudou a estabilizar um pouco o país, que estava em um estado caótico depois da revolução.//
3. Prudente de Morais (1894-1898)
Prudente era prudente. Ele foi o primeiro presidente eleito pelo povo brasileiro e também o primeiro presidente que não era militar. Ele diminuiu o poder do exército no governo e, sempre que podia, usava a diplomacia em vez da guerra para resolver conflitos.//
4. Campos Sales (1898-1902)
O foco principal deste presidente era a estabilidade. Ele negociou com os bancos ingleses para mudar o pagamento da grande dívida externa do Brasil. Também fez outros esforços para tirar o país da crise econômica.//
5. Rodrigues Alves (1902-1906)
Rodrigues Alves enfrentou algumas revoltas mas teve bastante sucesso como presidente. Ele organizou grandes obras na cidade de Rio de Janeiro e desfrutou de uma economia forte. Foi durante o seu mandato que o Acre se tornou parte do Brasil.//
6. Affonso Penna (1906-1909)
Affonso Penna organizou a construção de vários caminhos de ferro, que facilitaram o transporte dentro do país. Também apoiou a povoação do país, com a ajuda da imigração.//
7. Nilo Peçanha (1909-1910)
Nilo Peçanha assumiu a presidência quando Affonso Penna morreu. Seu governo foi curto e marcado por instabilidade política, mas ele ainda conseguiu criar o Serviço de Proteção aos Índios (antecessor da Funai).//
8. Hermes da Fonseca (1910-1914)
O governo de Hermes da Fonseca foi marcado por várias revoltas civis e militares. Ele também enfrentou problemas econômicos e teve de renegociar a dívida externa.//
9. Venceslau Braz (1914-1918)
Venceslau Braz enfrentou vários conflitos durante seu mandato, que coincidiu com a 1ª Guerra Mundial. Mas os conflitos mais complicados que ele teve de resolver foram entre militares e entre estados brasileiros.//
Quase 10. Rodrigues Alves
Ele ganhou as eleições mas morreu antes de poder assumir seu segundo mandato como presidente.//
10. Delfim Moreira (1918-1919)
Delfim Moreira assumiu o cargo de presidente apenas temporariamente, até se realizarem novas eleições. Mas ele ainda conseguiu realizar algumas reformas no Código Civil.//
11. Epitácio Pessoa (1919-1922)
Epitácio Pessoa foi o único presidente que ganhou uma eleição quando nem estava no país! Quando as eleições para presidente ocorreram, ele estava em França, participando do Tratado de Versalhes, que terminou a 1ª Guerra Mundial. Epitácio tentou melhorar a situação do povo no Nordeste, que sofria com a falta de água.//
12. Artur Bernardes (1922-1926)
O mandato de Artur Bernardes foi marcado por uma guerra civil em Rio Grande do Sul e revoltas militares. Foi também durante seu governo que o Brasil saiu da Liga das Nações (antecessora da ONU).//
13. Washington Luís (1926-1930)
Washington Luís construiu várias estradas que facilitaram a circulação dentro do país. Seu mandato começou bem mas acabou em uma revolução.//
Quase 14. Júlio Prestes
Júlio Prestes foi eleito presidente e deveria ter sucedido Washington Luís. Mas, por causa da revolução de 1930, ele nunca chegou a tomar posse.//
14. Getúlio Vargas (1930-1945)
Getúlio Vargas foi o presidente que esteve mais tempo no poder. Ele tomou o poder através da revolução de 1930 e dentro de poucos anos se assumiu como ditador do país, reprimindo a oposição. Ele mudou a Constituição e criou o Estado Novo, com muitos poderes concentrados em si. Apesar de ser ditador, Vargas tomou várias medidas para ganhar o apoio do povo.//
15. José Linhares (1945-1946)
José Linhares foi presidente durante apenas 3 meses, entre a queda de Getúlio Vargas e a eleição de Eurico Gaspar Dutra. Ele ficou conhecido por colocar muitas pessoas de sua família no governo.//
16. Eurico Gaspar Dutra (1946-1951)
Dutra foi o primeiro presidente eleito em muito tempo, mas ganhou porque tinha o apoio de Getúlio Vargas. Durante seu ministério, ele procurou desenvolver as infraestruturas essenciais que o país precisava. A primeira Copa do Mundo realizada no Brasil aconteceu durante seu governo, em 1950.//
17. Getúlio Vargas (1951-1954)
Apesar de ter sido ditador, Getúlio Vargas era muito popular e conseguiu ser eleito. Apesar de ganhar democraticamente, seu governo foi marcado por muita controvérsia e muita pressão para se demitir. O reinado de Vargas terminou abruptamente quando ele se suicidou.//
18. Café Filho (1954-1955)
Café Filho tinha sido vice-presidente e sucedeu Getúlio Vargas até a realização de novas eleições. Seu governo não durou muito, porque ficou doente e teve de ser afastado.//
19. Carlos Luz (1955)Carlos Luz foi o presidente que durou menos tempo no governo: 3 dias. Ele foi forçado a deixar o posto por suspeita de não querer entregar o governo ao novo presidente eleito – Kubitschek.//
20. Nereu Ramos (1955-1956)
Nereu Ramos foi presidente durante menos de 3 meses, até a tomada de posse de Kubitschek. Seu governo curto foi marcado pelo caos que ainda se sentia por causa do suicídio de Vargas.//
21. Juscelino Kubitschek (1956-1961)
Jucelino Kubitschek apostou muito no fortalecimento da economia do Brasil. Ele fez muitos investimentos mas também acumulou muitas dívidas. Mas o maior feito do governo de Kubitschek foi a construção de Brasília.//
22. Jânio Quadros (1961)
Jânio Quadros herdou de Kubitschek uma grande crise econômica, que ele não conseguiu resolver. Por causa de sua política neutra na Guerra Fria, negociando livremente com países capitalistas e comunistas, ele foi acusado de apoiar o comunismo. Jânio Quadros ficou sem apoio político e se demitiu depois de 7 meses.//
23. Ranieri Mazzilli (1961)
Mazzilli assumiu a presidência durante apenas 13 dias, entre a renúncia de Quadros e a volta do vice-presidente João Goulart, que estava em outro país.//
24. João Goulart (1961-1964)
O governo de João Goulart foi marcado por muita instabilidade política e econômica. Seus planos de reforma do país não foram bem acolhidos e ele foi acusado de tentar criar um regime comunista no Brasil. Em 1964, aconteceu um golpe militar e Goulart fugiu, abandonando a presidência.//
25. Ranieri Mazzilli (1964)
Mais uma vez, Mazzilli assumiu a presidência por 13 dias, enquanto a nova ditadura militar escolhia um presidente.//
26. Humberto Castelo Branco (1964-1967)
O governo de Castelo Branco marcou o início da ditadura militar no Brasil, que durou até 1985. Ele mudou a Constituição, fechou o Congresso Nacional e instaurou a censura à imprensa. Além disso, Castelo Branco aboliu todos os partidos políticos, exceto dois favoráveis ao regime, e tirou o voto das mãos do povo.//
27. Artur da Costa e Silva (1967-1969)
Costa e Silva aumentou a repressão à oposição e concentrou muitos poderes em si. Ele reduziu ainda mais a democracia e legalizou a perseguição política, retirando vários direitos a quem fosse uma ameaça ao seu poder. A presidência de Costa e Silva terminou quando ele teve um derrame cerebral.//
27.2. Aurélio de Lira Tavares, Augusto Rademaker e Márcio de Sousa Melo (1969)
A doença do presidente Costa e Silva foi súbita e o regime levou algum tempo a se reorganizar. Durante dois meses, o Brasil foi governado por uma junta provisória, até o regime militar estar pronto para empossar um novo presidente.//
28. Emílio Garrastazu Médici (1969-1974)
O governo de Emílio Garrastazu Médici ficou conhecido pelo “milagre brasileiro”. A economia do país cresceu muito e as condições de vida da população melhoraram. Mas seu governo também foi marcado pela repressão violenta e a tortura de opositores.//
29. Ernesto Geisel (1974-1979)
Ernesto Geisel prometia, aos poucos, tornar o Brasil mais democrático durante seu governo. Mas, apesar disso, ele continuou a reprimir a oposição e a tortura de presos políticos gerou muito escândalo. Suas políticas evitaram o colapso da economia brasileira mas deixaram o país com grandes dívidas.//30. João Figueiredo (1979-1985)
O governo de João Figueiredo marcou uma abertura muito maior à democracia. Ele permitiu a existência de mais de 2 partidos e permitiu eleições um pouco mais livres. Seu governo também modernizou muito a agricultura do país. Ele foi o último presidente do regime militar.
Quase 31. Tancredo Neves
Tancredo Neves, do partido de oposição a João Figueiredo, ganhou as eleições de 1985 mas adoeceu subitamente e morreu sem tomar posse.//
31. José Sarney (1985-1990)
Imagem de: Palácio do Planalto
José Sarney, o vice-presidente de Tancredo Neves, tomou posse e governou em seu lugar. Ele restabeleceu a democracia, aprovando uma nova Constituição, realizando eleições diretas e acabando com a repressão política. Mas, na economia, a inflação ficou descontrolada.//
32. Fernando Collor de Mello (1990-1992)
Imagem de: Agência Brasil / EBC
Collor de Mello foi o presidente mais jovem do Brasil. Seu governo foi marcado por políticas econômicas controversas, que não conseguiram travar a inflação descontrolada. Em 1992, ele foi afastado da presidência por um processo de impeachment, por envolvimento em corrupção.//
33. Itamar Franco (1992-1995)
Imagem de: Radiobrás
Sendo o vice-presidente, Itamar Franco assumiu a presidência quando Collor de Mello foi afastado. Depois de algumas tentativas falhadas para restaurar a economia, ele criou o Plano Real, que resolveu a crise de inflação.//
34. Fernando Henrique Cardoso (1995-2003)
Imagem de: Agência Brasil
Fernando Henrique Cardoso foi o primeiro presidente a servir por dois turnos seguidos. Ele continuou com o Plano Real, que estabilizou a economia, mas mais tarde enfrentou outra crise econômica. Seu governo foi marcado por muitas privatizações, uma forte aposta na política internacional e políticas para melhorar a educação.//
35. Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2011)
Imagem de: Ricardo Stuckert/Presidência da República
Enquanto servia como presidente, Lula era muito popular e conseguiu ser eleito duas vezes. Suas políticas diminuíram a pobreza e a desigualdade no país e conseguiram manter a economia estável. Seu governo foi muito elogiado internacionalmente mas ele também foi acusado de corrupção.//
36. Dilma Rousseff (2011-2016)
Imagem de: Palácio do Planalto
Dilma Rousseff foi a primeira mulher a se tornar presidente (ou “presidenta”) do Brasil e foi eleita duas vezes. Ela continuou com as políticas sociais de Lula mas quando o país entrou em crise rapidamente perdeu a popularidade. Seu governo organizou a Copa do mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Dilma foi afastada por um processo de impeachment.
37. Michel Temer (2016-)
Imagem de: Beto Barata/PR
Como vice-presidente de Dilma Rousseff, Temer assumiu o poder quando ela foi afastada. Seu governo tem sido marcado pela Operação Lava Jato, uma investigação sobre corrupção em grande escala entre os políticos brasileiros. Ele também é suspeito de corrupção.//
FONTE:www.maioresemelhores.com
terça-feira, 23 de outubro de 2018
Rei Pelé, o maior atleta de todos os tempos, comemora 78 anos
No dia 23 de outubro de 1940, nascia na mineira Três Corações, no estado de Minas Gerais, Edson Arantes do Nascimento, o eterno Rei Pelé. Sobre ele praticamente tudo já se falou ou se escreveu desde o seu início no Santos Futebol Clube, no ano de 1956, quando chegou à Vila Belmiro trazido pelas mãos de Valdemar de Brito, um ex-jogador de futebol que era o técnico do garoto no infantil do Bauru Atlético Clube, o popular Baquinho, quando o futuro Atleta do Século dava os primeiros sinais de que um dia viria a reinar soberano no mundo da bola.
Apesar de ter nascido em Três Corações a infância do garoto precoce foi vivida em Bauru, onde chegou no ano de 1945. No seio familiar o apelido do melhor jogador de futebol em todos os tempos era conhecido como Dico. Mas então por quê Pelé.Um nome hoje talvez o mais famoso e admirado em todo o mundo. Dico costumava assistir aos jogos do time do seu pai Dondinho com seu tio Jorge. Na época, seu pai jogava no Vasco da Gama de São Lourenço, que tinha um goleiro chamado Bilé, que era uma das atrações maiores da equipe do Vasco, e influenciado pela torcida que sempre gritava: “Boa, Bilé”; “Segura Bilé”; “Grande Bilé”. E isso ficou na cabeça do garoto Dico. Nas peladas de rua, em Bauru, cada vez que jogava no gol nas brincadeiras com os outros garotos ele mesmo gritava, se auto-elogiando “Boa Bilé”. Os garotos não entendiam direito o que o futuro Rei gritava e achavam que era “Boa Pelé”, e então passaram a chamá-lo de Pelé. Daí nasceu o nome Pelé, que segundo ele não achava graça nenhuma em ser assim chamado e por emburrar com o apelido o mesmo acabou pegando. Hoje, o Rei agradece aqueles garotos pelo fato do apelido Pelé ter se transformado em marca mundial conhecida em todos os quatro cantos do planeta.
Frases ditas sobre o Rei Pelé pelos antigos companheiros do Santos:
“Vou fazer uma confissão: durante os 12 anos que joguei junto com o Pelé, aprendia com ele em campo, como se fosse meu professor. No décimo segundo ano em 69, em campo, ele continuava a criar jogadas. Eram bem diferentes das que havia criado no começo da carreira… Criava lances que você não via nos treinos e, de repente, no jogo, ele fazia, como a tabela na perna do zagueiro, por exemplo”. (Pepe).
“Acho que a bola, quando chegava pra ele, vinha com cola. Foi o jogador mais perfeito que eu vi dominar a bola, de peito, no ar. A técnica dele era fantástica de se ver. Eu aprendi muito com ele, claro. Era meu ídolo. Mas isso era coisa dele. É um dom, é nato. O Homem lá de cima falou pra ele:
“Você vai ser o cara”. (Edu).
“Pelé tinha um físico impressionante e driblava para frente, não para o lado. Por isso, quando passava o adversário, não conseguiam mais pegar ele. Além disso, tinha seu domínio de jogo, sua visão de jogo e capacidade para antever os lances. Enquanto passava um lance pela minha cabeça, tenho certeza de que na dele passavam dois ou três”. (Lima).
“De vez em quando, ele tava meio apático e, de repente, tum!, explodia. Cada gol que ele fazia que era brincadeira! Você tinha que tirar o chapéu. Tinha que chegar e dizer: “Para tudo. Acabou o futebol”. (Dorval).
“Quando perdemos o Pelé (na Copa de 62), foi o maior susto da história pra nós. Foi uma distensão muscular, então sabíamos que ele não ia jogar o resto da Copa. Quer dizer, então nós perdemos meio time, né? O Pelé era nosso maior artilheiro, então foi difícil assimilar a saída dele. Mas no fim deu certo. O Amarildo entrou e foi muito bem. Mas que foi um susto muito grande foi, né? O time do Brasil era muito bom, mas Pelé era fenômeno”. (Zito
“Aprendeu a chutar com as duas pernas, Chutava com um só, Aí com a outra ele começou a chutar e ficou maestro com as duas. Treinava muito. Ele, Pagão, Tite, Raimundinho, Del Vecchio. Esses que ficavam chutando até escurecer. E o seu Rocha, que era o roupeiro, queria ir embora pra casa e não podia por que tinha que ficar esperando eles”. (Formiga).
“Eu posso falar com convicção, pois estive com ele, convivi todo dia com ele. Então é um jogador que nem precisa estar comparando com ninguém. Não tem comparação nenhuma, nenhuma, nenhuma”. (Mengálvio).
“Ele conseguia agradar a gregos e a troianos. Então acho que para falar do Pelé sobre qualidade, deixa a desejar, não tem porque. Todas as qualidades dele foram sensacionais. Eu tive o privilégio de estar lá, de jogar foram sensacionais. Eu tive o privilégio de estar lá, de jogar ao lado dele, como outros jogadores. Então, se eu não tivesse sido jogador de bola, eu gostaria de estar em todos os jogos que ele jogou, para ver a beleza que era o negócio. Eu vi de pertinho”. (Coutinho).
Texto: Guilherme Guarche – Centro de Memória e Estatística
domingo, 21 de outubro de 2018
ASSACINOS FAMOSOS QUE ESTÃO VIVOS ATÉ HOJE
Pensar que existem pessoas de todo jeito nesse mundo parece ser uma coisa boa, mas dentre essas pessoas estão também aqueles que são maus e cometem crimes. Dentre essas pessoas têm aquelas dispostas a matar e as que estão dispostas a chegar perto o bastante para atacar um líder mundial.
Geralmente, as pessoas que assumem esses riscos têm várias armas e não vivem muito mais do que seus alvos, ou então recebem pena de prisão perpétua. Mas surpreendentemente existem os assassinos que já saíram da prisão por vários motivos e você pode cruzar com eles na rua a qualquer momento. Listamos alguns deles aqui.
1 - Sirhan sirhan -
O crime aconteceu em 5 de junho de 1968, quando Robert Kennedy tinha ganhado a primária presidencial democrata na Califórnia. Depois do seu discurso de vitória, em um hotel, ele foi em direção aos partidários para os cumprimentar, quando os tiros foram ouvidos. Ele foi atingido três vezes e morreu no hospital no dia seguinte.
O assassino era Sirhan Bishara Sirhan, um palestino de 24 anos. Em 1969, ele foi condenado à morte, mas em 1972, a Califórnia aboliu temporariamente a pena de morte e todos que estavam no corredor tiveram suas punições para prisão perpétua. Hoje ele está com 74 anos e foi elegível a condicional 15 vezes.
2 - SARA JANE MOORE -
Ela era uma contadora moderada que morava em São Francisco. Em 1975, ela tentou matar alguém. Moore ficou três horas fora do hotel onde o presidente Gerald Ford, estava falando no dia 22 de setembro. Quando ele saiu do hotel, ela atirou e por centímetros perdeu a cabeça do presidente.
Quando foi sentenciada, Moore disse: "eu finalmente entendi e juntei-me àqueles que têm apenas destruição e violência por um meio de fazer mudanças - e entendi que a violência às vezes pode ser construtiva". Ela foi libertada em 2007 com 77 anos.
3 - THOMAS HAGAN -
No dia 21 de fevereiro de 1965, Malcolm X tinha 39 anos e foi baleado várias vezes. Os problemas dele começaram quando ele rompeu com a Nação Islã e adotou o islamismo ortodoxo.
Thomas Hagan era um membro radical da Nação Islã e ficou irritado com as declarações de Malcolm X. Depois de tê-lo assassinado, ele tentou fugir mas foi baleado na perna e espancado pela multidão. Depois de 1992, ele ficava dois dias na prisão e depois totalmente em liberdade condicional.
4 - THIAGO HENRIQUE GOMES ROCHA -
O serial killer de Goiânia foi preso no dia 14 de outubro de 2014. Uma semana depois da prisão a polícia já tinha comprovado pelo menos que oito vítimas tinham sido executadas com a arma que tinha sido apreendida na casa de Thiago.
Quando foi interrogado, Thiago descreveu suas vítimas por números até chegar ao 39º assassinato. Ele cometeu seus crimes entre 2011 e 2014 e suas vítimas eram, em sua maioria, mulheres. Em abril de 2015 ele foi condenado a 12 anos e quatro meses de prisão. Em 2016 foi réu em dois juris populares pela morte de duas estudantes e foi condenado a 20 anos por cada um dos crimes.
5 - FRANCISCO DE ASSIS PEREIRA -
Esse assassino conhecido como Maníaco do Parque começou seus crimes em 1998 e foi condenado por matar sete mulheres e estuprar 9. O assassino patinava no Parque Ibirapuera em São Paulo e convencia as garotas de que tiraria fotos na mata para um catálogo de produtos de beleza. E quando as garotas subiam na garupa da moto não tinham ideia do que aconteceria com elas.
Os corpos foram sendo encontrados entre janeiro e agosto de 1998. Os quatro julgamentos do assassino aconteceram entre 2001 e 2002 sendo a primeira condenação em 2001. Mesmo tendo sido condenado a mais de 280 de prisão ele deverá ser solto em agosto de 2028.
6 - MEHMET ALI AGCA -
Dia 13 de maio de 1981, o papa João Paulo II estava na Praça de São Pedro em um carro aberto quando foi atingido quatro vezes. O papa foi levado às pressas para uma cirurgia e sobreviveu.
Agca nunca disse o porquê da tentativa de assassinato. Ele foi condenado à prisão perpétua e recebeu a visita do papa, que o perdoou publicamente. Mesmo com a sentença, ele foi liberado 19 anos depois. Ele foi deportado para Turquia, onde ficou preso por outro assassinato e saiu de novo em 2010.
7 - JARED LEE -
Em 8 de janeiro de 2011, a deputada Gabrielle Giffords fez uma reunião no estacionamento de um supermercado no Arizona para conversar com seus eleitores e foi aí que Jared fez seus disparos. Seis pessoas morreram e 14 ficaram feridas. A deputada teve ferimentos graves mas sobreviveu.
Em 2012, ele se declarou culpado, evitou sua pena de morte e está cumprindo sua sentença de prisão perpétua.
www.fatosdesconhecidos.com.br
POR BRUNO DIAS
Assinar:
Postagens (Atom)