sexta-feira, 19 de março de 2010

GREVE DOS PROFESSORES


Professores decidem mais uma vez manter a greve e fazem passeata por SP

Após bloquear os dois sentidos da Paulista, manifestantes deixam via.
Categoria pede reajuste salarial de 34%.
Do G1, em São Paulo
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Foto: Gustavo Petró/G1

Professores mantêm greve em São Paulo. (Foto: Gustavo Petró/G1)



Eles pedem um reajuste salarial de 34% e o fim das provas dos professores temporários e do programa de promoção. Após interromper o trânsito nos dois sentidos da Avenida Paulista na tarde desta sexta-feira (19), os professores da rede estadual decidiram mais uma vez manter a greve.


De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), houve lentidão na avenida durante a tarde. O trânsito chegou a ser desviado na altura do Masp.

Os manifestantes decidiram seguir em passeata até a o prédio da Secretaria da Educação, na Praça da República.


Na semana passada, quando houve uma manifestação no mesmo local, a CET chegou, inclusive, a oficiar a Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo para garantir o cumprimento de uma decisão judicial "que coíbe o sindicato solicitante de promover passeatas em vias de circulação de São Paulo, por onde trafeguem veículos automotores". Os professores ignoraram a recomendação novamente.

A PM monitorou o protesto e auxiliou as ambulâncias a chegar aos hospitais na região. A manifestação foi considerada "pacífica" no local.

De acordo o governo do estado, a folha de pagamentos da Secretaria de Educação cresceu 33% entre 2005 e 2009, passsando de R$ 7,8 bilhões para R$ 10,4 bilhões. Em relação às gratificações, segundo a secretaria, são feitas na medida das disponibilidades orçamentárias. 
_ Olhe que me desculpe todos os professores, acho que todos tem seus direitos de fazer greve sim , mas dai atrapalhar a vida dos outros, eu não concordo, o patrão dos professores é o governador do estado, então vai fazer greve lá no palacio do governo. E não  como estão fazendo atrapalhando  a vida de quem não tem nada com isso.

quarta-feira, 17 de março de 2010

O Flamengo parece um antro de marginais…



seg, 15/03/10
por Marco D'Eca |
categoria Esporte

adrianoO centro-avante Adriano é um cachaceiro marginal e descontrolado, protegido pela mídia flamenguista e financiada por quem quer vê-lo na Copa.
Wagner Love é marginal mesmo – no sentido social do termo - destes que participam de festas com traficantes e acham normal a convivência.
O goleiro Bruno se revela um marido brutamontes, agressor de mulher e farrista inveterado, com as declarações bisonhas que deu à mídia.
wagnerlove1Além deles, vários jogadores rubro-negros participam de farras e bebedeiras antes, depois e até durante os jogos do Flamengo.
Nenhum outro time de futebol no Brasil abriga tanta gente desajustada quanto o Flamengo – marginais no sentido amplo da palavra, aqueles que vivem, por exclusão ou opção, à margem da sociedade organizada e civilizada.
brunoNenhum outro time registra tantos jogadores com problemas sociais quanto o Flamengo.
Até os dirigentes do clube – incluindo a atual presidente – têm o sotaque da gíria malandra carioca, de gente que gosta de bagaceira e festança baixo nível.
Este é o Flamengo, parece  um antro de marginais.
Movidos, no mínimo, pela ausência de bom senso, os donos da Choppana, em São Luís, resolveram abrir a casa para acompanhamento compatrilhado de torcidas durante os jogos.
FLAMEN~1Os vascaínos disseram não à idéia estapafúrdia e procuraram outro local para se concentrar e fazer a festa do futebol.
Porque sabem ganhar e perder com a mesma educação.
Não dá para compartilhar o mesmo espaço em ambientes públicos com flamenguistas – jogadores ou torcedores.
É pedir por agressão…
O pior que ele tem razão nos fatos que ja foram apresentados.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Acusado de filmar repórter nua


Chorando, ele se desculpou com a jornalista Erin Andrews, da ESPN.
Mas ela o chamou de 'predador sexual' e pediu ao tribunal pena maior.
Da AP
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Ampliar FotoFoto: AP

A repórter da ESPN Erin Andrews durante transmissão de jogo de futebol americano. (Foto: AP)

O executivo de seguros de Chicago acusado de gravar escondido a repórter da ESPN Erin Andrews nua em quartos de diferentes hoteis dos Estados Unidos foi sentenciado nesta segunda-feira (15) a 27 meses de prisão.

Michael Barrett reconheceu sua culpa em dezembro e agora teve sua pena anunciada por um tribunal federal em Los Angeles.

Em lágrimas, ele pediu desculpas à vítima.

Mas Erin não aceitou, chamou-o de "predador sexual" e pediu ao tribunal que determinasse uma sentença mais rigorosa.

Andrews trabalha como repórter de campo em jogos de futebol americano. Ela também vai aparecer na nova temporada do programa da ABC "Dancing with the Stars" (Dançando com as estrelas)



Em dezembro do ano passado, Barrett aceitou confessar que perseguiu a mulher em vários Estados. Ele havia sido preso em 3 de outubro no aeroporto de Chicago, quando chegava de Buffalo, Nova York, de acordo com o FBI.


Foto: AP

A repórter esportiva Erin Andrews chora ao comentar a sentença de prisão contra seu 'stalker', nesta segunda-feira (15), no centro de Los Angeles, na Califórnia. (Foto: AP)


Segundo a polícia federal americana, ele é acusado de ter "espionado" Andrews para conseguir as imagens. Depois, teria tentado vender os vídeos para o website TMZ e publicado as imagens na internet.

Várias TVs e jornais americanos mostraram trechos dos vídeos em julho.

Os advogados de Barrett inicialmente negaram as acusações.



Foto: AP

A repórter Erin Andrews em foto de 15 de julho de 2009. (Foto: AP)


À época da prisão, a jornalista agradeceu à polícia por sua atuação no caso, afirmou estar aliviada e disse que esperava que sua história pudesse ajudar outras vítimas de golpes semelhantes.

As acusações contra Barrett foram feitas em Los Angeles, onde fica o TMZ e onde Andrews tomou conhecimento da existência dos vídeos. 

Os agentes do FBI explicaram que 7 dos 8 vídeos postados na web foram filmados com uma câmera de celular, através de um olho-mágico modificado, enquanto Andrews, de 31 anos, estava sozinha e nua em quartos de hotel em Nashville, no estado americano do Tennessee, em setembro de 2008.

Barrett descobria onde ela estava hospedada e conseguia um quarto ao lado do dela. Ela não conseguiu identificar onde foi feito o oitavo vídeo, segundo os investigadores.

O acusado tentou vender os vídeos ao TMZ, mas um funcionário do site denunciou o caso aos advogados de Andrews, o que deu início à investigação policial.

Segundo os representantes de Andrews, ela -que foi considerada a 'jornalista esportiva mais sexy' pela Playboy dos EUA em 2008 e 2009- sofreu psicologicamente com o caso. Ela disse que foi ameaçada e que também temia que viessem a público imagens "ainda mais íntimas".

O CASO NARDONI


Promotoria levará maquete do apartamento ao julgamento dos Nardoni

Casal será julgado pela morte da menina Isabella a partir de 22 de março.
Intenção é que os jurados entendam circunstâncias da morte, diz promotor.
Do G1, com informações do Fantástico
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O promotor Francisco Cembranelli, responsável pela acusação no julgamento do casal Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, acusados de matar a menina Isabella em 2008, afirmou que vai levar ao júri uma maquete do Edifício London e do apartamento onde a família vivia. Segundo a acusação, pai e madrasta jogaram a criança pela janela.

"Muito difícil o jurado, em qualquer júri, entender olhando uma simples fotografia", explica Cembranelli.


Defesa e acusação intensificam os preparativos para o julgamento do casal Nardoni, que começa na próxima segunda-feira (22). Alexandre e Ana Carolina Jatobá são acusados de matar Isabella, então com 5 anos, em março de 2008 em São Paulo.

Ampliar FotoFoto: Arquivo Pessoal

Isabella ao lado da mãe Ana Carolina (Foto: Reprodução)

O julgamento do casal Nardoni pode durar até quatro dias e trará o depoimento de mais de 20 testemunhas, entre elas policiais, médicos legistas e peritos que trabalharam no caso. Dois depoimentos devem atrair mais atenção: o da delegada Renata Pontes, que comandou a investigação, e o de Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella.

É em uma sala do Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, que sete jurados vão decidir o futuro do pai e da madastra de Isabella.

O advogado de defesa do casal Nardoni é Roberto Podval, que só perdeu dois dos 15 júris dos quais participou. "Eu estou recluso já há praticamente três semanas me preparando para o júri."



A defesa vai manter a tese de que o pai e a madrasta são inocentes. Logo após a morte de Isabella, em entrevista ao "Fantástico", os dois negaram o crime.

No tribunal onde o casal será julgado, há seus mil pessoas inscritas para participar de júris. Neste caso, 40 pessoas foram sorteadas, 23 mulheres e 17 homens. Os 40 participam de novo sorteio e, conforme o nome é anunciado, promotor e advogado podem recusar, no máximo, três vezes. Ao final, o júri fica com sete pessoas.
Opiniões
O "Fantástico" ouviu dez renomados criminalistas brasileiros, entre eles advogados e desembargadores. A reportagem perguntou a cada um: "Qual é a melhor estratégia que a Defesa e a Acusação do casal Nardoni devem adotar no julgamento?".

Entre as respostas está a importância da escolha dos sete jurados. Eles avaliam que a defesa deve preferir homens solteiros e sem filhos. A acusação deve preferir mais mulheres porque, em tese, elas se comovem mais em casos como o de Isabella.

"Naturalmente participam de julgamentos e tenho aceitado os jurados que são sorteados porque eles atendem uma intimação judicial e merecem todo o respeito", diz o promotor Francisco Cembranelli.

Até o fim do julgamento, os jurados não podem voltar para casa e nem comentar o caso. Ficam isolados no fórum.

O advgado de defesa, Roberto Podval, disse esperar que as pessoas "estejam abertas" para ouvir a defesa. Na semana passada, Podval entrou com recurso na Justiça alegando cerceamento de defesa.
O casal Nardoni
O advogado de defesa disse também que o casal atualmente "vive com a angústia" de quem se prepara para um julgamento". "Mas numa expectativa de que, embora difícil, será possível reverter o caso e absolver o casal", completou.

Se condenados, Alexandre e Ana Carolina saem do julgamento direto para a cadeia. Eles podem pegar, no mínimo, 12 anos de detenção. Quem definirá o tempo é o juiz Maurício Fossem. Se inocentados, podem voltar imediatamente para casa.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Médicos condenam bebida alcoólica


Mas reforçam declaração de Ricardo Teixeira

Profissionais de clubes alertam para malefícios, porém citam concessões: taça de vinho em dia de jogo, uma cerveja diária, três chopes à noite...
Bernardo FerreiraRio de Janeiro
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Ampliar FotoEditoria de Arte/GLOBOESPORTE.COM

Cerveja: parte do cotidiano do jogador de futebol?

Depois que o vice de futebol Marcos Brazrevelou a recaída de Adriano com o consumo exagerado de bebida alcoólica, duas declarações no mesmo dia reforçaram a polêmica e estenderam o tema para fora do universo do atacante do Flamengo. José Luiz Runco, responsável pelo departamento médico do clube carioca e da seleção brasileira, deu a entender que o álcool faz parte do cotidiano do futebol e que não interfere no rendimento do atleta. Algumas horas depois, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, afirmou que só veria problema caso o jogador bebesse não apenas "uma cervejinha", mas um engradado.     

Médicos de três dos principais clubes brasileiros ressaltam que álcool e esporte de alto rendimento não combinam, mas admitem pequenas concessões no consumo, reforçando a frase de Ricardo Teixeira.   

- No Grêmio, não temos uma política proibitiva. Apenas pedimos para que os jogadores se comportem de maneira profissional. Nunca se fez consideração aqui sobre quantidade de bebida, mas, se você me perguntar o que acho razoável, eu diria que, com dois ou três chopes numa noite, o jogador se recupera totalmente para o dia seguinte - disse Márcio Bolzoni, responsável pelo departamento médico do clube gaúcho. 

No entanto, ele acrescenta que o consumo habitual de álcool, mesmo em quantidades não exageradas, pode diminuir o rendimento do atleta devido a mudanças no metabolismo (confira no vídeo abaixo os problemas decorrentes do álcool). 

Rodrigo Lasmar, do Atlético-MG, não vê problema caso o jogador beba um copo de cerveja diariamente, durante uma refeição. O médico, que costuma recomendar aos atletas que não façam uso de bebida alcoólica por 24 horas antes de uma partida, diz que o problema maior é o consumo exagerado e combinado com noite mal dormida e alimentação inadequada.

-  Técnico, médico e preparador físico conseguem identificar quem tem rendimento prejudicado pela bebida. E o consumo frequente aumenta o risco de lesão, pois o jogador está desidratado, disperso, com menos controle motor e menos concentrado. Aumenta a chance de torção no tornozelo e no joelho.

Para o palmeirense Vinícius Martins, nem mesmo uma taça de vinho no dia do jogo seria capaz de atrapalhar o rendimento do atleta, desde que ele esteja acostumado a isso. 

- Na Europa, é comum beber cerveja ou vinho no dia do jogo. É uma questão cultural. Lá, até médicos tomam uma taça de vinho e não deixam de operar por causa disso. Mas que fique claro que existe uma diferença entre uma taça e uma garrafa. Se o jogador quiser beber uma taça de vinho no almoço, com um jogo à noite, não vai ter problema algum. O problema é cultural. Como o brasileiro não está acostumado a isso, poderá ficar zonzo, por exemplo.  


'Qual jogador não bebe?'

Os três médicos não têm uma mesma opinião ao comentar a declaração do colega José Luiz Runco, que perguntou qual jogador não bebe. Para os profissionais do Grêmio e do Palmeiras, os atletas que consomem álcool representam uma minoria. Para o médico do Atlético-MG, é um fato tão comum quanto em qualquer outro setor da sociedade. 

  • Aspas
    Se o jogador quiser tomar uma taça de vinho no almoço, com um jogo à noite, não vai ter problema algum. O problema é cultural. Como o brasileiro não está acostumado a isso, poderá ficar zonzo, por exemplo"
O ex-jogador Marcelo Djian, que continua no mundo do futebol como empresário, concorda com o atleticano. Conviveu com atletas que sabiam se controlar e com outros para os quais o álcool se tornou um vício.

- Às vezes chegávamos até um jogador e pedíamos para ele maneirar na bebida. O grande problema não é o dia do jogo, porque para isso existe a concentração. E o treinador sabe o grupo que tem e às vezes antecipa a concentração em alguns dias. O problema é que o jogador precisa do dia a dia. Se ele vai mal nos treinos, a tendência é de queda de rendimento nos jogos. Alguns aguentam mais tempo levando essa vida, mas outros têm uma condição física inferior - argumenta o agente, que diz não ingerir bebida alcoólica.

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