sábado, 31 de março de 2018
Copa do Mundo de 1950 - Brasil
sexta-feira, 30 de março de 2018
Chico Anysio
Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho, conhecido artisticamente como Chico Anysio (Maranguape, 12 de abril de 1931 — Rio de Janeiro, 23 de março de 2012), foi um humorista, ator, comentarista, compositor, diretor de cinema, escritor, pintor, radialista e roteirista brasileiro, notório por seus inúmeros quadros e programas humorísticos na Rede Globo, emissora onde trabalhou por mais de 40 anos.
Ao dirigir e atuar ao lado de grandes nomes do humor brasileiro no rádio e na televisão, como Paulo Gracindo, Grande Otelo, Costinha, Walter D'Ávila, Jô Soares, Renato Corte Real, Agildo Ribeiro, Ivon Curi, José Vasconcellos e muitos outros, tornou-se um dos mais famosos, criativos e respeitados humoristas da história do Brasil.
Chico Anysio mudou-se com sua família para o Rio de Janeiro quando tinha sete anos de idade. Decidiu tentar fazer um teste para locutor de rádio quando a sua irmã também faria. Saiu-se excepcionalmente bem no teste, ficando em segundo lugar, somente atrás de outro jovem iniciante, por coincidência, o próprio Silvio Santos. Na rádio na qual trabalhava, a Rádio Guanabara, exercia várias funções: radioator, comentarista de futebol, etc. Participou do programa Papel carbono de Renato Murce. Na década de 1950 trabalhou nas rádios Mayrink Veiga, Clube de Pernambuco e Clube do Brasil. Nas chanchadas da década de 1950, Chico passou a escrever diálogos e, eventualmente, atuava como ator em filmes da Atlântida Cinematográfica.
Na TV Rio estreou em 1957 o Noite de Gala. Em 1959 estreou o programa Só Tem Tantã, lançado por Joaquim Silvério de Castro Barbosa, mais tarde chamado de Chico Total. Além de escrever e interpretar seus próprios textos no rádio, televisão e cinema, sempre com humor fino e inteligente, Chico se aventurou com relativo destaque pelo jornalismo esportivo, teatro, literatura e pintura, além de ter composto e gravado algumas canções.
Chico Anysio foi um dos responsáveis pela intermediação referente ao exílio de Caetano Veloso em Londres. Quando completou dois anos de exílio, Chico enviou uma carta para Veloso, para que este retornasse ao Brasil.
Caetano e Gilberto Gil haviam sido presos em São Paulo, duas semanas depois da decretação do AI-5, o ato que dava poderes absolutos ao regime militar. Trazidos ao Rio de carro, os dois passaram por três quartéis, até viajarem para Salvador, onde passaram seis meses sob regime de prisão domiciliar. Em seguida, em meados de 1969, receberam autorização para sair do Brasil, com destino a Londres, onde só retornariam no início de 1972.
Desde 1968 esteve ligado à Rede Globo, onde conseguiu o status de estrela num elenco que contava com os artistas mais famosos do Brasil; e graças também a relação de mútua admiração e respeito que estabeleceu com o executivo Boni.
Após a saída de Boni da Globo em 1996, Chico perdeu paulatinamente espaço na programação, situação agravada no mesmo ano por um acidente em que fraturou a mandíbula.
Em 2005 fez uma participação no Sítio do Pica-pau Amarelo, onde interpretava o "Dr. Saraiva" e, recentemente, participou da novela Sinhá Moça, na Rede Globo.
Em 2009, participou da dublagem brasileira de Up - Altas Aventuras como o protagonista Carl Fredericksen. O elenco também incluía seu filho Nizo Neto.
Em julho de 2010, o ator reportadamente publicou um texto comentando a morte de Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães, atropelado aos 18 anos por um carro no Rio de Janeiro. Chico Anysio também falou sobre o caso Eliza Samudio, a fome na África e os conflitos no Oriente Médio para declarar serem essas as razões pela qual ele era ateu.
Mas e então? Que Deus é este que deixa que morra um menino de 18 anos, à espera de começar seu caminho na vida e deixa vivo e solto o animal que o atropelou, o débil mental que faz de um túnel uma pista de corrida e simplesmente arranca da vida um ser bonito, jovem, ansioso por começar a viver, filho de uma mãe maravilhosa, como colega, como amiga e como pessoa?, escreveu.
Era filho de Francisco Anysio de Oliveira Paula, que possuía uma empresa de ônibus. A mãe chamava-se Haydeé Vianna de Oliveira Paula, que sofria de um problema no coração, o que a levou a ser internada várias vezes, vindo a falecer aos 89 anos. É pai do ator Lug de Paula
(famoso por interpretar o personagem Seu Boneco na Escolinha do Professor Raimundo), do casamento com a atriz e comediante Nancy Wanderley;
do ator, comediante e dublador Nizo Neto
(Seu Ptolomeu da Escolinha, filho da atriz Rose Rondelli);e do diretor de imagem Rico Rondelli, também filho da atriz e vedete Rose Rondelli; do DJ Cícero Chaves,
da união com a ex-frenética Regina Chaves; e do ator/escritor Bruno Mazzeo, do casamento com a ex modelo e atriz Alcione Mazzeo. e Rodrigo e Vitória com a ex-ministra Zélia Cardoso de Mello, e de André Lucas, filho adotivo;
É irmão da falecida atriz Lupe Gigliotti, com quem contracenou em vários trabalhos na televisão; do cineasta Zelito Viana; e do industrial, compositor e ex-produtor de rádio Elano de Paula. Também é tio do ator Marcos Palmeira, da atriz e diretora Cininha de Paula e é tio-avô da atriz Maria Maya, filha de Cininha com o ator e diretor Wolf Maya.
Era casado com a empresária Malga Di Paula.
quarta-feira, 28 de março de 2018
Copa do Mundo de 1938 - França
sábado, 24 de março de 2018
Copa do Mundo de 1934 - Itália
quarta-feira, 21 de março de 2018
Copa do Mundo de 1930 - Uruguai
quarta-feira, 14 de março de 2018
História da Copa do Mundo do Futebol - Origem
Muito beijo, pouca mordida
A informação faz sentido para o caso de você ter hibernado nos últimos quatro anos. Baseado na obra da escritora E. L. James lançada em 2011, a adaptação hollywoodiana da diretora Sam Taylor-Johnson para a história que já vendeu mais de 100 milhões de exemplares no mundo todo (a trilogia), no entanto, está mais para o make love do que para o fuck, ao contrário do que preconiza o protagonista.
Para além das frases de efeito (que ele pronuncia), da voz sussurrada (que ela entoa), das interpretações sofríveis (na verdade, bem mais dele do que dela, Dornan, quase robótico, parece ter sido orientado a seguir contido, mas só transparece tensão), uma trilha original de um pornô de quinta e de todo o riso involuntário que o conjunto provoca, há, sim, nudez a dar com pau, como se diz (muito mais dela do que dele, há de se observar o conservadorismo). E esse é o ponto “ousado” (aspas que se justificam pelo caráter da discriminação de gênero) do filme.
Passada a primeira metade de um moralismo vergonhoso (além de exigir exclusividade na relação, ela nem sequer pode consumir álcool, a pedido do "dominador"), os dois embarcam na relação sexual propriamente dita. Há boas cenas, de fato bem dirigidas, mas, ao contrário do que se poderia imaginar, o sexo é politicamente correto no trato, asséptico (ninguém sua) até na construção do cômodo que deveria ser palco de altas sacanagens – e com câmera lenta para suavizar a chicotada.
E a narrativa é contraditória. O personagem que bate o pé ao dizer que não é do tipo “corações e flores”, na cena seguinte está passeando de mãozinhas dadas com a donzela indefesa. Apesar de machista, a submissão de Ana não chega a ser misógina, afinal, é consentida e prevista em um inacreditável e literal contrato, como os de aluguel, dos mais chatos, que ele propõe – e cujas cláusulas mais “chocantes” ela faz questão de excluir, em mais uma atitude retrógrada.
Era de se esperar, no entanto. Hollywood não gosta de quebrar tabus. Mas o buraco é mais embaixo quando, para justificar uma preferência sexual, digamos, não convencional, a obra impõe a necessidade de atrelá-la a um trauma (mesmo que o filme não se alongue na questão), a uma condição “fora do normal”. E precisa de justificativa? O sexo, mesmo o não convencional, não pode ser prazeroso pura e simplesmente (desde que acordado entre as partes)?
Ok, vamos assumir que se trata de uma história de amor, acima de tudo. Sob essa ótica, Cinquenta Tons de Cinza é (só) mais um melodrama açucarado no cardápio de Hollywood - de final surpreendente, diga-se. Enquanto não se decide se ele cede ao romantismo dela ou se ela abre mão das suas convicções para brincar no mundo dele, há um interessante jogo de perseguição – bem-humorado – entre os dois.
Mas as situações resultam repetitivas ao longo das duas horas de projeção. E os conflitos seguem fracos. No fim, o filme está muito mais para a palheta sépia mórmon da saga Crepúsculo do que para a sensualidade de cores vibrantes de 9 1/2 Semanas de Amor. Ou seja, muito beijo, pouca mordida.
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