sexta-feira, 28 de dezembro de 2018
COMO EXTERMINAR O CULOTE
domingo, 23 de dezembro de 2018
Cyndi Lauper
quarta-feira, 19 de dezembro de 2018
Seios grandes demais - Hipertrofia de mama
Nem toda cirurgia plástica na mama é de aumento, embora a prótese de silicone seja uma das cirurgias mais realizadas atualmente.
Existem mulheres que sofrem com o problema oposto – a hipertrofia das mamas, seios grandes. Esse sofrimento transpassa o lado estético, sendo também um problema funcional.
Seios muito grandes podem causar a dores originada pelas alças nos ombros, dores nas costas, assaduras ao redor das mamas e marcas profundas na pele da alça do sutiã utilizadas para sustentar o peso excessivo das mamas. Essas alterações podem ser irreversíveis caso esse excesso de peso não seja tratado a tempo pois podem alterar a anatomia da coluna vertebral ocasionando hérnias de disco e desvios na coluna.
Sem dúvida a maioria dos casos de hipertrofia de mama (seios desproporcionais ) ocorrem após a primeira menstruação – chamada de hipertrofia puberal, onde as mamas femininas respondem exageradamente ao estímulo hormonal que está se iniciando. Outra forma muito comum de ocorrência é após a gravidez que mesmo cessado o estímulo hormonal deste período, as mamas crescem para proporcionar o aleitamento e não retornam ao tamanho inicial.
Antes desta, e de qualquer cirurgia plástica, após a primeira consulta, é solicitado os exames pertinentes, entre eles o ECG, hemograma , Rx tórax e o Risco Cirúrgico. As minhas pacientes sempre realizam uma mamografia antes da cirurgia, que além de afastarem diagnóstico de câncer de mama servirão para o acompanhamento destas no pós operatório.
A idade mínima para ser realizada esta cirurgia, está em torno dos 15 anos de idade ou quatro após a primeira menstruação no caso de mamas que cresceram muito no período da adolescência.
Em casos queo crescimento se deu após a gravidez o procedimento esta liberado após o período de amamentação, embora o ideal seja esperar mais seis meses após esse fim.
As técnicas de redução mamaria visam basicamente três pontos: 1) retirar o excesso de glândula e/ou gordura; 2) Criar uma forma arredondada à nova mama e 3) reposicionar as aréolas que normalmente estão caídas nestes casos.
Existem diversas técnicas utilizadas para esses propósitos, criadas desde o século VII, sendo que os maioria dos cirurgiões plásticos utilizam técnicas que terminam com a cicatriz ao redor da aréola e uma cicatriz em âncora (o mesmo que T invertido).
cicatriz final de uma mamoplastia redutora – a âncora ou T invertido associada a cicatriz da aréola.
No pós operatório, nos primeiros dias, é comum a mulher sentir leves dores, que são controladas facilmente com o uso de analgésicos comuns. Há de se chamar a atenção para a necessidade de repouso relativo por cerca de duas semanas após esse tipo de cirurgia. Esse consiste em não carregar pesos maiores que 1Kg, evitar movimentos bruscos com os braços e não eleva-los além da altura dos ombros. Retorno ao trabalho esta liberado após cerca de 7 dias. O sutiã modelador deverá ser utilizado por trinta dias e noites seguidas e por mais trinta noites.
Banhos de sol só são permitidos após 60 dias da cirurgia. A cicatriz costuma ser quase imperceptível na maioria dos casos quando acompanhadas adequadamente e tratadas conforme a necessidade com cremes e fitas de silicone.
Após superar todas essas etapas a mulher tem o resultado definitivo de sua cirurgia entre 4 à 6 meses.
Por: Dr. Moises De Melo.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2018
Detran.SP disponibiliza CNH digital
Em caso de dúvidas, acesse o portal: https://servicos.serpro.gov.br/cnh-digital.
domingo, 2 de dezembro de 2018
O DIA EM QUE ETS ''PROMETERAM'' VIR NO BRASIL E UMA CIDADE ACREDITOU
Você já imaginou os alienígenas marcarem hora, data e local para visitar a Terra? Bom, foi mais ou menos isso que aconteceu 1980. Uma cidade inteira parou e se programou para aguardar o tão esperado momento. O ponto de encontro era em uma fazenda distante do centro da cidade e todos foram para o local.
O dia era 8 de março de 1980 e todos foram para o ponto de encontro marcado. Uma pista de pouso foi indicada e o prefeito da cidade chegou a comprar uma enciclopédia para presentear o visitante ilustre. A notícia repercutiu mundialmente e a NASA até mandou um representante para o local. Todas as regalias possíveis foram preparadas para agradar ao visitante alienígena.
Notícia da visita extraterrestre
Edílcio Barbosa é o responsável por espalhar a notícia. Foi ele quem anunciou para as pessoas da cidade sobre a visita alienígena. E não pense que essa seria uma visita simples, seria também uma devolução de quatro seres humanos que haviam sido abduzidos. Enfim, toda a cidade se organizou e se preparou para o momento.
Inclusive, rodava pela cidade uma série de mandamentos que foram espalhados pela cidade. Eram como instruções para ter uma boa relação com o alienígena. No dia e hora marcados, cerca de 8 mil pessoas se reuniram e aguardaram a chegada dos visitantes que, no fim das contas, não apareceram.
Porque os alienígenas não vieram?
Quando as pessoas perceberam que não haveria encontro algum, Edílcio, o responsável por dar a notícia, teve de ser escoltado para longe. As pessoas se revoltaram e partiram para cima do homem. No entanto, em momento algum, ele voltou atrás sobre o que disse, na verdade, ele até tinha uma explicação para a ausência dos alienígenas.
O grande número de pessoas no local, seria o motivo para que os alienígenas não descessem. Ele chegou a anunciar que os jupterianos dariam sinal de vida novamente, dessa vez em uma cidade próxima. No entanto, Edílcio morreu pouco tempo depois e não teve a oportunidade de presenciar o momento que novamente não aconteceu.
Apesar da visita de fato não ter ocorrido, no dia anunciado, algumas luzes bizarras apareceram sob a cidade de Rio Bonito. Mas alienígena que é bom, nada.
E aí, você já sabia desse quase encontro com os aliens? Comenta aqui embaixo o que achou dessa história, no mínimo, engraçada. Aproveita também pra compartilhar com aquele amigo que é doido por alienígenas.
POR LETICIA ROCHA // www.fatosdesconhecidos.com.br
segunda-feira, 26 de novembro de 2018
Fotos tiradas antes de tragédias
As fotografias são um registro de um momento mágico e fugaz. Elas oferecem um aperitivo de um instante e lugar através da perspectiva de outra pessoa. Outras vezes elas servem como recordação de um tempo bom
Foto: Reprodução
Mas Infelizmente, às vezes nos encontramos olhando para um momento de puro infortúnio. Confira a seguir algumas fotos que foram tiradas antes de momentos trágicos.
oto: Reprodução
Isso é mais do que repugnante e possivelmente a imagem mais horripilante dessa lista. Uma menina do Texas de 14 anos chamada Regina Kay Walters foi mantida como refém por um serial killer enlouquecido, que tirou fotos dela em perigo. Ele acabou matando Walters, depois de cortar seus cabelos e fazê-la usar um vestido preto e sapatos de salto alto. Na foto ela aparece claramente apavorada. Robert Ben Rhoades foi posteriormente considerado culpado pelo assassinato e permanece preso até hoje. Acredita-se que ele tenha matado mais de 50 mulheres, embora ele tenha apenas três vítimas confirmadas.
Foto: Reprodução
Em 2008, um vendedor chamado Travis Alexander foi morto por sua ex-namorada, Jodi Arias. Esta foto dele foi tirada no chuveiro às 15h29 do dia da sua morte. Seu corpo sem vida foi mais tarde achado no chão do banheiro. Antes ele foi esfaqueado e baleado pela antiga companheira. Acredita-se que ele foi morto momentos depois dessa foto ter sido tirada.
Foto: Reprodução
Em 1970, o australiano Keith Sapsford, de 14 anos, inexplicavelmente se escondeu na roda de um avião com destino ao Japão saindo de Sydney. Um fotógrafo amador testando sua nova lente da câmera registrou sem querer a queda livre do menino. Ele caiu cerca de 200 pés até parar no chão. Infelizmente o jovem não sobreviveu para contar essa história.
Foto: Reprodução
Um pedestre chamado Darsh Patel foi morto por um urso enquanto caminhava pela floresta de Nova Jersey em 2014. Ele conseguiu capturar imagens desse animal de 300 quilos antes que de ser morto. O telefone de Patel foi recuperado posteriormente, com algumas marcas dos dentes do urso. Verdadeiramente assustador!
Foto: Reprodução
Em 1961, um boeing 707 caiu enquanto viajando de Nova Iorque para a Bélgica. No total, 73 pessoas morrerem por conta do trágico choque. O acidente matou toda equipe americana de patinação artística que estava em rota para um campeonato mundial em Praga. Aqui, a equipe aparece feliz antes de embarcar para uma viagem sem volta.
Foto: Reprodução
Mais uma história triste em nossa lista. O destemido russo Pavel Kashin estava gravando seu novo vídeo no topo de um prédio quando resolveu fazer um backflip na sacada. Infelizmente, ele perdeu o equilíbrio e despencou do 16º andar. Na foto ele aparece bem na hora que tentava a arriscada manobra.
Foto: Reprodução
Uma história chocante que virou um famoso e premiado filme. Esta é a última foto tirada do lendário transatlântico de luxo Titanic antes dele afundar no Oceano Atlântico em 15 de abril de 1912. Mais de 1.500 pessoas morreram no horrível acidente marítimo. Quem não conhece essa história? Confira a seguir outras imagens chocantes.
Foto: Reprodução
Aqui está o ator Paul Walker entrando no Porsche modelo Carrera GT de 2005. A estrela da saga “Velozes e Furiosos” acabou morrendo minutos depois do registro fotográfico, após uma colisão que ocasionou um incêndio fatal. A jovem filha de Paul, Meadow Walker, entrou com um processo de homicídio culposo contra a Porsche.
Foto: Reprodução
A devastação atingiu o sudeste da Ásia em 26 de dezembro de 2004, quando um tsunami massivo tomou conta do litoral. Mais de 200 mil pessoas morreram no desastre. Deborah Garlick, 31 anos, estava de férias na Tailândia na época e foi morta pelo tsunami. Os pais de Deborah acharam essa foto em sua câmera depois que recuperaram seus pertences.
Foto: Reprodução
Esta é a última foto perturbadora do Vôo 182 da Pacific Southwest Airlines. A aeronave colidiu com outro avião sobre San Diego em 25 de setembro de 1978 às 9h da manhã. Todos os 137 passageiros a bordo morreram, além de sete civis no solo. Para piorar, vinte e duas casas foram totalmente destruídas com o impacto do avião.
Foto: Reprodução
Budd Dwyer foi o tesoureiro da Pensilvânia durante os anos 80. Em 22 de janeiro de 1987, ele convocou uma coletiva de imprensa. Para surpresa de todos, ele pegou um revólver e deu um tiro na cabeça. Seu suicídio foi visto em aparelhos de televisão em todo o estado. Esta foto foi tirada logo após Dwyer puxar a arma para fora. Inacreditável!
Foto: Reprodução
Moira Smith, uma oficial do Departamento de Polícia de Nova Iorque, é vista aqui ajudando um homem ferido longe do World Trade Center logo após os ataques terroristas de 11 de setembro. Minutos depois, ela correu para a torre sul do WTC para ajudar a evacuar mais vítimas, mas o prédio também desmoronou. Ela foi a única oficial do NYPD que morreu nos ataques. Ela também foi a primeira policial a relatar os ataques depois de testemunhar o primeiro prédio atingido pelo avião.
Foto: Reprodução
Ki-Suk Han, um pai de 58 anos, é retratado momentos aqui no momento de sua morte prematura. A foto foi tirada depois que ele foi empurrado na frente de um trem que se aproximava no metrô de Nova York. Ao olhar para a foto, podemos ver claramente o destino trágico que ele teve.
Foto: Reprodução
Um menino inocente chamado James Bulger foi sequestrado, torturado e assassinado por dois garotos de dez anos na Inglaterra em 1993. O pobre James foi tirado de um shopping center local, e seu sequestro foi registrado por câmeras de vigilância.
Foto: Reprodução
Em 1986, o ônibus espacial da NASA, o Challenger, quebrou apenas 73 segundos após o lançamento. Todos os sete tripulantes foram mortos. Aqui estão eles, enquanto se preparam para embarcar na nave poucas horas antes do acidente. A explosão foi transmitida ao vivo por canais de TV de todo o mundo, tornando o acidente da Challenger uma ferida profunda no orgulho norte-americano.
Foto: Reprodução
O primeiro surto de Ebola, em 1976, matou 280 pessoas. Esta mulher acima é uma enfermeira chamada Mayinga N’Seka, retratada apenas alguns dias antes de sucumbir ao vírus que ela ajudou a combater.
Foto: Reprodução
Vale fazer de tudo para tirar uma boa selfie? Esta menina acima é Xenia Ignatyeva. A jovem de 17 anos queria uma selfie dramática, e ela conseguiu. Logo depois que essa foto foi tirada, ela perdeu o equilíbrio e caiu. Infelizmente ela acabou morrendo.
Foto: Reprodução
William Becker foi o prefeito de St. Louis de 1941-1943. Em 1º de agosto de 1943, ele participou de uma demonstração de uma nova aeronave. Assim que o avião decolou, sua ala direita partiu ao meio e todos os dez passageiros acabaram morrendo. Um verdadeiro desastre! Este é o grupo retratado antes da decolagem.
Foto: Reprodução
Mais um registro surpreendente em nossa lista! Esta foto dos dois irmãos (Michael McQuilken, 18 anos, e seu irmão, Sean, 12) foi tirada em um acampamento em 1975, no Sequoia National Park, na Califórnia. Os dois jovens foram atingidos por um raio logo após a foto ser tirada e, felizmente, ambos sobreviveram. Menos mal!
http://www.desafiomundial.com
terça-feira, 20 de novembro de 2018
Despedida do Arnaldo Cezar Coelho
© Reprodução Arnaldo Cezar Coelho se emociona antes do amistoso entre Brasil e Camarões
Chorando ao lado do companheiro de transmissões, o narrador Galvão Bueno, Arnaldo disse que “valeu, e estão valendo” os anos de trabalho na emissora. “Além de termos feito uma amizade grande e bonita entre nós – nos falamos quase todos os dias nesses últimos 30 anos em que estamos juntos -, eu aprendi muito com você. Você me ensinou muito, a ser mais paciente. Entre chutar o balde e engolir sapos, me ensinou a engolir um pouco mais de sapos. Eu te agradeço muito, fará uma falta muito grande”, disse Galvão Bueno, também emocionado.
“Quando estreei há 29 anos, eu me propus a explicar a regra do futebol de forma didática, porque é o esporte mais praticado dentro do Brasil e poucos sabiam de regras. Hoje eu acho que meu dever está cumprido. Acho que todos nós conhecemos um pouco mais de regra e discutimos um pouco mais”, afirmou Arnaldo.
Valeu Arnaldo!!!
jogo mais importante da carreira dele.
fonte:www.msn.com
segunda-feira, 19 de novembro de 2018
Dia Nacional da Consciência Negra
Origem do Dia Nacional da Consciência Negra
O Dia da Consciência Negra foi estabelecido pelo projeto Lei nº 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. No entanto, apenas em 2011 a presidente Dilma Roussef sancionou a Lei 12.519/2011 que cria a data, sem obrigatoriedade de feriado.
No entanto, atualmente, o Dia Nacional da Consciência Negra é considerado feriado em mais de mil municípios
História de Zumbi
No período do Brasil colonial, Zumbi simbolizou a luta do negro contra a escravidão que sofriam os africanos. Zumbi morreu enquanto defendia a sua comunidade e lutava pelos direitos do seu povo.
O Quilombo dos Palmares, localizado no atual estado de Alagoas, liderado por Zumbi, formavam a resistência ao sistema escravocrata que vigorava. Ali os negros escravizados recuperavam sua liberdade, preservavam a cultura africana na colônia e viviam do plantio e do comércio realizado com cidades próximas.
O assassinato de Zumbi o transformou num mito entre os africanos escravizados e sua história foi passando de geração em geração.
Zumbi lutou até a morte contra a escravidão, que só terminaria em 13 de maio de 1888, com a abolição oficial da escravatura no Brasil, cerca de 193 anos após sua morte.
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sexta-feira, 16 de novembro de 2018
VIADUTO QUE PODE CAIR
O Secretário de Mobilidade e Transportes de São Paulo, João Octaviano Machado Neto, disse à GloboNews que a Prefeitura vai fazer obras de escoramento do trecho onde ouve a ruptura do viaduto que cedeu na Marginal Pinheiros na manhã desta quinta-feira (15). Ainda não há previsão de quando toda a obra de recuperação deverá ser finalizada e a pista liberada.
"A estrutura precisa ser estabilizada para depois fazer o trabalho da estrutura para fazer o alinhamento da via para dar segurança", disse o secretário. "A Marginal Pinheiros vai ficar interditada este período. Equipe da engenharia da CET quer fazer operação para retirar veículos da pista local para a Gastão Vidigal."
Os técnicos analisam a estrutura que sustenta o viaduto. Na parte que cedeu, a estrutura foi esmagada pelo bloco gigante de concreto da pista expressa da Marginal. "O melhor cenário é que a estrutura esteja íntegra para sofrer 'macaqueamento' (ser reposicionada com macaco hidráulico gigante) ao alinhamento da pista. Assim poderemos fazer testes de materiais no trecho para saber se podemos fazer a liberação", disse Octaviano.
"É uma interdição importante. Vamos trabalhar com que a interdição seja a menor possível desde que seja a mais rápida possível. Fazer as medidas de contenção e iniciar imediatamente o processo de recuperação."
A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras (SIURB) informou que vai realizar o escoramento do viaduto na marginal de Pinheiros para que possam ser feitos os ensaios para apurar as causas do acidente e dar início às obras de recuperação. Ainda não é possível prever um prazo para conclusão dos trabalhos.
O escoramento é necessário para aliviar a carga no pilar onde houve o rompimento da estrutura e garantir a segurança dos profissionais que irão trabalhar no local.
A secretaria informa, em nota, que durante as vistorias não foram constatados riscos estruturais.
Veja a parte debaixo do viaduto que cedeu na Marginal Pinheiros — Foto: TV Globo/Reprodução
Marcos Penido, secretário das subprefeituras da Prefeitura de São Paulo, disse que o escoramento é importante para garantir não só a estabilidade desse trecho como também a segurança de todos os técnicos que vão ficar embaixo dessa viga para poder refazer o ponto de sustentação do pilar.
"Já foi acionado para que iniciemos esse processo de escoramento. Hoje é um feriado, nós temos de buscar todo esse material e equipamentos, mas por se tratar de uma questão emergencial a nossa previsão é que se faça isso o mais rápido possível, nós queremos entrar com essa tubulação imediatamente e terminar a manhã para que a gente possa efetivamente entrar com o serviço de recuperação. Há uma previsão de que a gente possa começar amanhã com o trabalho de engenharia propriamente dito", afirmou.
"Vamos recompor o aparelho de apoio, como a gente fala na engenharia, a cabeça do pilar, seria usar um macaqueamento hidráulico, levantar essa viga, recompor o pilar e novamente descansar a viga sobre o pilar. Não costuma ser um processo demorado, mas só poderemos emitir qualquer laudo de prazo a partir do momento que nós tivermos a condição dos técnicos avaliarem no local todo o acontecimento, construir no projeto o que tem de ser feito. Nós precisamos de fazer um projeto para que toda a distribuição de carga da viga seja bem equilibrada."
Perguntado se há risco de o viaduto cair, Penido disse: "Houve uma estabilização, o projeto está estável, não vamos permitir que ninguém fique nesse canteiro de obras da CPTM por motivos de segurança e a operação da CPTM por não passar embaixo desse trecho não está comprometida".
Técnicos observam a parte que cedeu no viaduto da Marginal Pinheiros — Foto: TV Globo/Reprodução
Por Paula Araújo, GloboNews
g1.globo.com
segunda-feira, 12 de novembro de 2018
O Barulho é tema sério
Foto: Free-Photos/Creative Commons
Já a hiperatividade do eixo hipotalâmico-hipofisário-adrenal (HHA) está associada a situações de estresse crônico, quando o corpo secreta o hormônio cortisol. Sentimentos de aflição, ansiedade e depressão estão associados a esse quadro, aponta o relatório. Ou seja, a exposição recorrente a muito barulho causa a liberação desregulada de hormônios, o que afeta negativamente o organismo.
A OMS recomenda que uma pessoa não esteja exposta a mais de 30 decibéis A-ponderados (dB(A)) no quarto de dormir. Igualmente, é recomendado que escolas restrinjam o barulho em sala de aula a menos do que 35 dB(A), para garantir condições de ensino ideais.
Por exemplo, zero dB(A) é considerado o ponto em que uma pessoa começa a ouvir sons. Um sussurro a cerca de 90cm de distância equivale a 30 dB(A). Uma autoestrada a 15 metros de distância corresponde a cerca de 80 dB(A). Já uma motosserra chega a até 110 dB(A).
A exposição a sons que ultrapassem os 120 dB(A) sem o uso de proteção pode causar dor física.
Grupos vulneráveis
Alguns grupos são mais vulneráveis a esse tipo de problema, segundo a OMS: "As crianças passam mais tempo na cama do que os adultos, elas ficam mais expostas ao ruído à noite".
"Doentes crônicos e idosos são mais sensíveis a distúrbios e os trabalhadores noturnos correm maior risco, porque sua estrutura de sono está sob estresse", exemplifica o relatório.
Além disso, as populações mais pobres, que muitas vezes não podem escolher morar em bairros mais calmos ou ter residências com isolamento adequado, também sofrem desproporcionalmente mais.
O comprometimento do desenvolvimento e da educação na primeira infância causado pelo ruído "pode ter efeitos ao longo de toda a vida no desempenho acadêmico e na saúde" alerta a OMS.
A exposição contínua de crianças a ruídos altos como o de aeronaves prejudica o desempenho cognitivo, afeta o bem-estar diminuindo a motivação e atua sobre a pressão sanguínea e secreção de hormônios.
Foto: Counselling/Creative Commons
Qualidade de vida perdida
Avaliando os níveis de poluição sonora na Europa Ocidental, a OMS quantificou a perda de anos de vida saudável em decorrência da exposição ao barulho. O impacto das doenças foi calculado numa medida única, que soma os anos de vida perdidos por mortalidade prematura e os anos vividos sofrendo de incapacidade decorrente da má saúde.
"Esses resultados indicam que ao menos um milhão de anos de vida saudável são perdidos a cada ano em decorrência do barulho ambiental causado pelo trânsito na Europa Ocidental", diz o documento.
Cerca de 40% da população europeia está exposta a ruídos de transito que excedem 55 db(A), sendo que 20% da população sofrem diariamente com uma exposição ainda mais intensa, que chega a níveis de 65 dB(A).
"A poluição sonora nas nossas cidades está aumentando, arruinando as vidas de muitos cidadãos europeus. Mais do que um incômodo, barulho excessivo é um risco de saúde, contribuindo para doenças cardiovasculares, por exemplo. Precisamos agir contra as muitas fontes de poluição ambiental - de veículos motorizados a discotecas e shows - para proteger nossa saúde", disse a dra. Zsuzsanna Jakab, diretora da OMS para Europa em comunicado.
O escritório regional da OMS não soube informar estimativas específicas para o Brasil, mas ressaltou que as recomendações para limitar o nível de poluição sonora são globais.
Obesidade e barulho
O pesquisador do Instituto Karolinska da Suécia, dr. Andrei Pyko, estuda os efeitos da poluição sonora na saúde humana e seus levantamentos serviram de base para as recomendações da OMS. Ele constatou que há uma relação entre exposição ao barulho do trânsito e a obesidade.
"O barulho do trânsito, por exemplo, poder influenciar funções cardiovasculares e metabólicas por meio de distúrbios do sono e estresse crônico. O sono é um importante moderador da liberação de hormônios, da regulação de açúcares e de funções cardiovasculares. Distúrbios do sono podem afetar as funções imunológicas, influenciar o controle central do apetite e o gasto de energia, bem como aumentar os níveis do hormônio de estresse", explicou à BBC News Brasil.
"No nosso estudo, vimos que o ruído do tráfego rodoviário foi significativamente relacionado com a circunferência da cintura, com um aumento de 0,21 cm por 5 dB (A). Isso significa que uma pessoa na média dos nossos dados tinha 0,21 cm de circunferência da cintura maior em comparação com aqueles expostos 5dB (A) a menos de ruído", disse Pyko.
"Ou se compararmos as médias da circunferência da cintura entre aquelas pessoas expostas a 45 dB, em contraste, as médias daqueles expostos a 65 dB (diferença de 20 dB ou quatro vezes por 5 dB) esperaríamos uma diferença das médias de 4 * 0,21 = 0,84 cm", exemplificou.
Então, os brasileiros deveriam evitar ter o hábito de tocar música alta em espaços públicos?
"Há amplas evidências de que altos níveis de ruído causam danos auditivos e que intervenções para reduzir a exposição ao ruído são eficazes na diminuição desse risco. Reduzir a exposição prejudicial ao ruído de lazer não requer recursos intensivos, mas se concentra em mudanças de comportamento que podem ser difíceis de implementar devido a fatores culturais", disse à BBC News Brasil Dorota Jarosińska, do centro europeu para meio ambiente e saúde da OMS em Bonn, na Alemanha.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE (OMS)
quarta-feira, 7 de novembro de 2018
Sexóloga do Altas Horas Afirma: É a forma mais rápida e segura de acabar com a disfunção masculina
healthreports24.com
domingo, 4 de novembro de 2018
ROBERTO RIBEIRO
Dermeval Miranda Maciel, mais conhecido como Roberto Ribeiro (Campos dos Goytacazes, 20 de julho de 1940 — Rio de Janeiro, Faleceu dia 8 de janeiro de 1996) foi um cantor e puxador de samba-enredo brasileiro. Sambista do Império Serrano, Roberto Ribeiro construiu uma respeitável carreira de intérprete e compositor desde a segunda metade da década de 1960. De voz bem timbrada e enxuto fraseado, seu repertório incluíam sambas de todos os tipos, como afoxés, ijexás, maracatus e outros ritmos africanos. Tem mais de 20 discos gravados, com sucessos populares como as canções "Acreditar", "Estrela de Madureira", "Todo Menino É um Rei", "Vazio", "Malandros Maneiros", "Fala Brasil" e "Amor de Verdade".
Filho de Antônio Ribeiro de Miranda (um jardineiro) e Júlia Maciel Miranda, Roberto, apesar de não ter nascido no Rio de Janeiro, era um carioca típico, apaixonado por futebol e samba. Aos nove anos de idade, trabalhava como entregador de leite. Naquele tempo, já frequentava a Escola de Samba Amigos da Farra, da cidade de Campos dos Goytacazes, e participava das festas do tradição "Boi Pintadinho".
Ele foi jogador de futebol profissional em sua cidade natal. Depois de passagens por equipes amadoras (Cruzeiro e Rio Branco), ele se tornou goleiro do Goytacaz Futebol Clube. Era conhecido pelo apelido de "Pneu". Em 1965, Roberto mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro em busca de um lugar em um clube grande carioca.
Chegou a treinar no Fluminense, mas acabou desistindo da carreira e começou a trabalhar com música, a se apresentar no programa "A Hora do Trabalhador", da Rádio Mauá, do Rio de Janeiro. Sua performance chamou a atenção da compositora Liette de Souza (que viria a ser sua esposa), irmã do compositor Jorge Lucas. Ela resolveu apresentá-lo aos sambistas da Império Serrano e Roberto passou a frequentar as rodas de samba da tradicional escola de Madureira. A diretoria da Império convidou-o para ser o puxador de samba-enredo da escola no Carnaval de 1971.
Ele aceitou, mas se afastou nos dois carnavais seguintes para gravar seus primeiros discos como cantor. A partir de 1974, Roberto Ribeiro firmou-se como puxador oficial da Império, defendendo a agremiação até o Carnaval de 1981. Dentre os grandes destaques nos desfiles cariocas, estão os sambas-enredo "Brasil, Berço dos Imigrantes", de 1977 (feito em parceria com o cunhado Jorge Lucas), e em "Municipal Maravilhoso, 70 Anos de Glórias", de 1979 (parceria com Jorge Lucas e Edson Passos).
Sua carreira como cantor ganhou impulso a partir de 1972 com gravações de três compactos em parceria com Elza Soares pela Odeon. Satisfeita com o sucesso dos compactos, o selo lançou o LP "Elza Soares e Roberto Ribeiro - Sangue, Suor e Raça". No ano seguinte, Roberto gravou um LP, "Simone et Roberto Ribeiro - Brasil Export 73 Agô Kelofé", junto com a Simone, lançado pela Odeon exclusivamente para o mercado externo. Naquele mesmo ano de 1973, lança o primeiro álbum solo, "Roberto Ribeiro".
Em 1975, a mesma gravadora lançou o compacto duplo "Sucessos 4 sambas", no qual Roberto Ribeiro interpretou "Leonel/Leonor" (de Wilson Moreira e Neizinho). Ainda neste ano, foi lançado o disco "Molejo", que despontou com os sucessos "Estrela de Madureira" (de Acyr Pimentel e Cardoso) e "Proposta amorosa" (de Monarco) e chamou a atenção da crítica. No ano seguinte, foi lançado "Arrasta Povo", LP que destacou mais dois grandes sucessos nas rádios de todo o Brasil: "Tempo Ê" (de Zé Luiz e Nelson Rufino) e "Acreditar" (de Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho).
Gravou em 1977 o LP "Poeira Pura", onde se destacou "Liberdade" (de Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho). Um ano depois, foi lançado o álbum "Roberto Ribeiro", que o colocou outra vez nas lista dos discos mais vendidos, puxado pelos sucessos "Todo menino é um rei" (de Nelson Rufino e Zé Luiz), "Amei demais" (de Flávio Moreira e Liette de Souza), "Isso não são horas" (de Catoni, Chiquinho e Xangô da Mangueira) e "Meu drama (Senhora tentação)" (de Silas de Oliveira e J. Ilarindo) - esta incluída também na trilha sonora da novela "Pai Herói", da Rede Globo. Em 1979, foi a vez do lançamento do LP "Coisas da Vida", que teve entre as mais tocadas "Vazio" (de Nelson Rufino), também conhecida na época como "Está faltando uma coisa em mim", e "Partilha" (de Romildo e Sérgio Fonseca).
No início da década de 1980, Roberto gravou "Fala meu povo". Neste LP, de 1980, constavam algumas composições de sua autoria como "Vem" (parceria com Toninho Nascimento) e sucessos como "Só chora quem ama" (de Wilson Moreira e Nei Lopes) e "Quem lucrou fui eu" (Monarco). Em 1981, foi lançado "Massa, raça e emoção", com o sucesso "Santa Clara Clareou" (de Zé Baiano do Salgueiro).
Em 1 de maio de 1981 realiza participação no especial da TV Globo: Grandes Nomes - Luiz Gonzaga Jr., no qual canta em parceria com o homenageado (Gonzaguinha) as seguintes músicas: Fala Brasil e E Vamos A Luta (de autoria do Próprio Gonzaguinha).
Em 1983, foi lançado o disco "Roberto Ribeiro", com o sucesso "Algemas" (parceria com Toninho Nascimento). Em 1984, no seu LP "De Palmares ao tamborim", obteve êxito com "Lágrima Morena" (outra parceria sua com Toninho Nascimento). Naquele ano participou do disco "Partido alto nota 10", de Aniceto do Império, no qual interpretaram em dueto a faixa "Chega Devagar", de autoria de Aniceto do Império.
Em 1985, foi lançado o LP "Corrente de Aço", que contou com a participação de Chico Buarque de Hollanda na música "Quem te viu, quem te vê" (do próprio Chico) e de Nei Lopes, em "Malandros maneiros" (Nei Lopes e Zé Luiz). Em 1987, Roberto Ribeiro gravou o disco "Sorri pra Vida", obtendo sucesso com a faixa "Ingrata Paixão" (de Mauro Diniz, Adílson Victor e Ratinho) e, um ano depois, "Roberto Ribeiro", que contou com a participação especial de Alcione na faixa "Mel pra minha dor" (de Nelson Rufino e Avelino Borges) e do Grupo Raça, em "Malandro mais um" (de Ronaldinho e Carlos Moraes).
Passou a sofrer de um seriíssimo problema de vista e, em Janeiro de 1996, faleceu em virtude um atropelamento no bairro de Jacarepaguá, Rio de Janeiro. Perdeu um olho em razão de uma contaminação por fungo agravada pelo diabetes).
Em 1995, a EMI-Odeon lançou a coletânea "O Talento de Roberto Ribeiro", na qual compilou 22 sucessos de seus vários discos. Roberto participara ainda naquele ano do disco-homenagem "Clara Nunes com Vida", produzido por Paulo César Pinheiro, no qual interpretou (com sua voz acrescida posteriormente) um dueto com Clara Nunes, "Coisa da Antiga" (de Wilson Moreira e Nei Lopes).
Sua vida foi contada em livro de autoria de sua própria esposa, Liette de Souza Maciel, com o título "Dez anos de saudade" (Potiguar Editora).
Passou a sofrer de um seriíssimo problema de vista e, em Janeiro de 1996, faleceu em virtude um atropelamento no bairro de Jacarepaguá, Rio de Janeiro. Perdeu um olho em razão de uma contaminação por fungo agravada pelo diabetes).
quarta-feira, 31 de outubro de 2018
Conheça a trajetória de Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (PP-RJ) faz um coração com as mãos ao presidir sessão no plenário da Câmara dos Deputados — Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
Ele saltou de 120,6 mil votos em 2010 para 464,5 mil em 2014, sendo o deputado federal mais votado do Rio de Janeiro.
Antes mesmo da eleição, em abril de 2014, ele já havia anunciado da tribuna da Câmara que colocava seu nome à disposição do PP para concorrer à Presidência com a “cara da direita”, mas foi ignorado pela própria legenda, que apoiou a campanha de Dilma.
Àquela época, Bolsonaro já sabia para qual direção queria levar o país. "Eu estou disposto em 2018, seja o que Deus quiser, tentar jogar pra direita esse país", disse em novembro de 2014 na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ).
“Qual a cara da direita, que é a minha cara? É a defesa da redução da maioridade penal. É uma política de planejamento familiar. É a defesa da família contra o kit gay. É a revogação do Estatuto do Desarmamento. É o fim da indústria de demarcação de terras indígenas. É o respeito e a valorização das nossas Forças Armadas”, disse Bolsonaro na oportunidade.
“Com ele, não tem politicamente correto. As pessoas podem estranhar, mas enxergam que ele é franco e não tem medo de se posicionar”, afirma o presidente licenciado do PSL Luciano Bivar, que se reelegeu deputado nesta eleição.
'Mito, mito, mito...'
No fim de 2014, recém-eleito para o sétimo mandato consecutivo, o deputado percorreu o país, realizou carreatas, estampou camisetas e adesivos, posou para “selfies” com eleitores e proferiu palestras. Ganhou um público jovem e ligado nas redes sociais, que o apelidou de "mito" e distribuiu memes com frases do político.
E passou a compartilhar nas redes sociais tudo o que vivia e fazia, cada momento. Como o vídeo de um protesto contra a corrupção em Copacabana, em 15 de março de 2015, em que ouviu de apoiadores: "Um, dos, três, quatro, cinco mil... queremos Bolsonaro presidente do Brasil!". Ou o registro de uma visita a Belém também em 2015: "Assim, a cada dia, ficamos mais capacitados para dar um voo mais alto".
No segundo semestre de 2015, foi recebido aos gritos por seus futuros eleitores em aeroportos lotados em Fortaleza ("Bolsonaro, guerreiro, orgulho brasileiro!"), Cuiabá ("Mito, mito, mito..."), João Pessoa ("Olé, olé, olé... mito, mito!"), Manaus, entre outros. A reação o deixou confiante no futuro.
Sobre o apelido de "mito", Bolsonaro já disse:
“Mito, eu não sei de onde veio isso aí. Até brinquei, deve ser do meu apelido de criança, ‘parmito’”.
O plano presidencial passou a ser revelado em 2015 para colegas, que não levavam a sério a viabilidade da empreitada, já que a polarização entre PT e PSDB parecia sólida. O general Mourão foi procurado à época.
“Lá por 2015 ele disse que poderia precisar de mim em algum momento, pois queria um vice de absoluta confiança. Fiquei paradinho”, contou o general, que foi para a reserva do Exército em 2018 e virou o vice da chapa de Bolsonaro após a desistência de outros nomes.
O candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, posa para foto ao lado do general Mourão durante sua posse na presidência do Clube Militar, no centro do Rio de Janeiro, em junho de 2018 — Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo
Ciente de que seria deixado de lado pelo PP outra vez, Bolsonaro migrou para o PSC e, finalmente, chegou ao PSL, partido que teve apenas um deputado eleito em 2014 e, em 2018, , conseguiu eleger uma bancada com 52 deputados.
Infância no interior paulista
Eleito sete vezes deputado federal pelo Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro cresceu no interior de São Paulo. Um dos seis filhos do casal Percy Geraldo e Olinda, nasceu em 21 de março de 1955, na cidade de Glicério, que tem pouco mais de 4 mil habitantes, mas foi registrado em Campinas.
A devoção da mãe pela religião e a paixão do pai por futebol acabaram dando o nome de batismo do novo presidente do Brasil: Jair Messias Bolsonaro.
"Nasci em 1955, minha querida mãe ainda está viva. Uma gestação bastante complicada, ela como católica, botou o nome em mim, botou um dos meus nomes de Messias. Mas não sou o salvador da pátria. Quem vai salvar essa pátria somos nós. O Jair veio porque, naquele dia, 21 de março, era aniversário do Jair Rosa Pinto, meia-esquerda da seleção brasileira e do Palmeiras. E o meu pai, como palmeirense, botou o nome em mim de Jair."
Dentista prático, o pai do futuro presidente passou com a mulher e os filhos por várias cidades até se fixar em Eldorado, município onde a família ainda vive, distante cerca de 250 km de São Paulo. Percy faleceu na década de 1990.
Em entrevista à revista “Crescer”, em 2015, Olinda relatou que o filho era um rapaz "humilde", "manso" e "reservado", que não era dado a "falar besteira". O garoto magro e de olhos azuis viveu na pacata cidade do Vale do Ribeira entre estudos, jogos de futebol e pescarias.
Em Eldorado, quando tinha 15 anos, Bolsonaro conta que ajudou soldados do Exército que precisavam encontrar os melhores caminhos pela mata. Eles estavam à procura do guerrilheiro Carlos Lamarca, um dos líderes da luta armada de esquerda no Brasil nos anos 70.
"Eu andava naquela região toda, eu extraía palmito nativo do mato. Morei muito tempo numa fazenda de nome Kirongozi. Então, essa conversa de característica da mata passou muito por mim conversando com o pessoal do Exército que estava acampado lá", disse.
Carreira no Exército
Decidido a entrar para o Exército, Bolsonaro trocou São Paulo pelo Rio de Janeiro. Concluiu em 1977 o curso da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende (RJ).
Com aptidão para esportes, como o atletismo, fez o curso da Escola de Educação Física do Exército.
Contemporâneo de Bolsonaro, o deputado Alberto Fraga, policial militar, relembra a amizade que começou durante o curso e se manteve ao longo dos anos quando se reencontraram na Câmara dos Deputados.
Fraga conta que Bolsonaro era um “baita de um corredor” e se destacava no pentatlo militar, modalidade esportiva que inclui corrida, tiro com rifle e lançamento de granada (não explosiva), o que rendeu a ele o apelido de “Cavalo” ou “Cavalão”.
O amigo o descreve como uma pessoa “correta” e preocupada com os demais, que “brigava com os colegas do Exército para defender os policiais militares” que também faziam o curso.
“Teve um episódio interessante. Na travessia marítima Flamengo-Urca, eu vinha nadando junto com ele, e um colega teve cãibra de abdômen no meio da travessia. Eu o vi gritando e nadei até perto dele, o Bolsonaro também chegou e o ajudamos até chegar o barco [para tirá-lo da água]. Ele sempre foi um bom parceiro”, conta Fraga sobre a tradicional prova que marca o término do curso.
Depois, Bolsonaro fez cursos de salto na Brigada Paraquedista do Rio e de mergulho autônomo no Corpo de Bombeiros do Rio.
Reclamação sobre soldo e eleição para vereador
No Exército, Bolsonaro chegou ao posto de capitão. Segundo o general Hamilton Mourão, com quem conviveu quando estava na ativa, Bolsonaro demonstrava “coragem moral” para sustentar opiniões e era “determinado”.
Em 1986, ficou preso por 15 dias depois de escrever um artigo na revista “Veja” reivindicando aumento de salário para os militares.
“Sou um cidadão brasileiro cumpridor dos meus deveres, patriota e portador de uma excelente folha de serviços. Apesar disso, não consigo sonhar com as necessidades mínimas que uma pessoa do meu nível cultural e social poderia almejar”, escreveu Bolsonaro.
O texto rendeu 15 dias de prisão ao militar por indisciplina, conforme o jornal “O Globo”.
Em 1987, a revista publicou que Bolsonaro e outro militar planejavam explodir bombas pra pressionar o comando do exército a reajustar salários. Bolsonaro negou as acusações da revista. O caso chegou ao Superior Tribunal Militar e o capitão foi absolvido.
No mesmo ano do julgamento, Jair Bolsonaro decidiu trocar a farda pelo paletó e gravata. Foi eleito vereador no Rio de Janeiro e, por isso, foi para a reserva no Exército.
No Parlamento
A trajetória de Jair Bolsonaro como vereador foi curta. Em 1990, dois anos depois de eleito, o militar da reserva conquistou o primeiro dos sete mandatos consecutivos de deputado federal – no período, passou pelos partidos PDC, PPR, PPB, PTB, PFL, PP, PSC e PSL.
Bolsonaro tomou posse em 1991 na Câmara dos Deputados. Da tribuna, criticou presidentes pelo tratamento conferido às Forças Armadas, cobrou reajustes salariais, ressaltou feitos da ditadura militar e defendeu o controle de natalidade como forma de combater a miséria.
Bolsonaro ainda foi um dos principais críticos de um projeto voltado ao público adolescente que o Ministério da Educação estudava adotar nas escolas para discutir a diversidade e combater a homofobia.
“A relação entre um homem e uma mulher já não é mais normal. Aonde vamos parar?”, reclamou em 2011.
De tempos em tempos, a língua afiada e as atitudes do parlamentar renderam representações no Conselho de Ética da Câmara ou ações na Justiça. Ele foi alvo de quatro processos desde a instalação do conselho.
Um dos embates mais emblemáticos ao longo da sua trajetória na Câmara foi com a deputada Maria do Rosário (PT-RS). Em 2014, Bolsonaro repetiu da tribuna ofensas contra a parlamentar dizendo que só não a estuprava porque ela “não merecia”.
Ele foi condenado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) a pagar uma indenização por danos morais. Bolsonaro também é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por apologia ao crime de estupro e injúria.
Como deputado, Bolsonaro votou a favor dos impeachments dos presidentes Fernando Collor (1992) e Dilma Rousseff (2016) e pelo prosseguimento das duas denúncias apresentadas pela Procuradoria Geral da República (PGR) contra o atual presidente Michel Temer (2017).
Na gestão de Temer, o parlamentar votou a favor da reforma trabalhista e da emenda que estabeleceu o teto de gastos. No passado, segundo reportagem do jornal “O Globo”, não teve o perfil liberal que propagou na campanha: votou contra o Plano Real, contra a quebra dos monopólios do petróleo e das telecomunicações e contra as reformas administrativa e da Previdência.
Bolsonaro tentou por quatro vezes presidir a Câmara. Não conseguiu. Durante a vida parlamentar, aprovou dois projetos que viraram lei:
Projeto que estendia o prazo para isenção do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para bens de informática;
Projeto que autorizava o uso da fosfoetanolamina, a “pílula do câncer”, cuja pesquisa foi suspensa por não ter eficácia comprovada em testes.
Polêmicas e explicações
Analistas políticos, adversários e mesmo aliados duvidavam que o deputado com 28 anos de Congresso pudesse chegar ao Palácio do Planalto.
"Ele tinha me dito: 'Olha, este é o meu último mandato aqui. Eu não quero mais, eu vou disputar a Presidência da República'. E eu disse: ‘Rapaz, tenta o Senado, o Senado é o melhor quadro para você. Você se elege tranquilamente’. Ainda brinquei com ele: ‘Você sabe que nós somos pessoas polêmicas’", relembra o deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF), que conhece Bolsonaro desde os anos 70.
Sobre as polêmicas, o amigo estava certo. Bolsonaro era mais conhecido pelas declarações que deu. Criou polêmica:
Com homossexuais: "Prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí. Para mim ele vai ter morrido mesmo" (Revista "Playboy");
Ao negar a ditadura militar: "E nós passamos, sr. presidente, 20 anos de período, não de ditadura, mas de um regime com autoridade, em que o Brasil cresceu, tivemos pleno emprego, respeito aos direitos humanos – porque hoje em dia a violência está aí fora –, segurança, amor à pátria e democracia. E mais ainda, nenhum presidente militar ou militar enriqueceu, respondeu a qualquer processo por corrupção" (em 20/11/2013);
Ao homenagear durante o impeachment de Dilma Rousseff o ex-coronel Brilhante Ustra, o primeiro militar condenado pela Justiça brasileira por tortura durante a ditadura militar: "Pela memória do Coronel Carlos Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff!" (ao votar em 17/04/2016).
Na campanha, foi explicando as polêmicas.
Em entrevista ao Jornal Nacional, cobrado, pediu desculpas pela frase sobre preferir um filho morto a um filho gay: "Não, tem muito gay que é pai, que é mãe, e concorda comigo. As declarações foram fortes, foram algumas caneladas. Peço até desculpas, mas foi um momento de temperatura alta em comissões, que quase houve vias de fato em muitas discussões, porque o ativismo LGBT levava para isso" (JN, 28/09/2018).
Também condenou quem quer dividir o Brasil entre homos e héteros: "Nenhum país do mundo tem o que nós temos: riquezas minerais, biodiversidade, água potável, regiões turísticas. Temos tudo, tudo para ser uma grande nação. Para isso, temos que unir o nosso povo. Unir os cacos que nos fez o governo da esquerda no passado, botando de um lado negros e brancos, jogando nordestinos contra sulistas, jogando pais contra filhos, até mesmo quem tem opção sexual, homo contra héteros" (em pronunciamento após a vitória no 1º turno, em 07/10).
Disse que nada tem contra os gays: "Nada contra os homossexuais. Cada qual vai ser feliz da maneira que bem entender, mas querer impor nas escolas precocemente que as crianças despertem para o sexo, não, Haddad" (em entrevista, 11/10).
E também no Jornal Nacional, em 8 de outubro, defendeu a democracia e a Constituição brasileiras: "Estamos disputando as eleições porque nós acreditamos no voto popular, e seremos escravos da nossa Constituição".
A primeira dama do Brasil a partir de 1º de janeiro, Michele Bolsonaro, refuta a imagem que os adversários fizeram do presidente eleito. “Ele não é nada disso. Ele é tachado, ele não é essa pessoa que falam. Eu sou prova disso. Quem convive conosco também. Então, assim, é uma infelicidade de quem fala que ele é racista, machista, homofóbico, é tudo mentira.”
“Como ele é em casa?”, perguntou um repórter. “Um príncipe. Um maridão.”
Jair Bolsonaro, acompanhado da esposa Michelle, vota na Escola Municipal Rosa da Fonseca, no bairro da Vila Militar, zona norte do Rio, no domingo (28) — Foto: Estadão Conteúdo/Wilton Junior
Filhos na política
Bolsonaro é descrito na vida pessoal como um sujeito “família” e “brincalhão”, distante do estilo durão dos embates políticos.
Tem cinco filhos com três companheiras diferentes. A atual mulher se chama Michelle, com quem o político teve a única filha, Laura.
Relatos de aliados indicam que o capitão tem poucas pessoas em seu círculo de confiança, com espaço de destaque para os três filhos do primeiro casamento: Carlos, Flávio e Eduardo.
Os três se tornaram políticos. Carlos é vereador no Rio de Janeiro, Flávio é deputado estadual e se elegeu senador pelo Rio, e Eduardo conquistou o segundo mandato de deputado federal por São Paulo com a maior votação do país – 1,8 milhão de votos, recorde para uma eleição de deputado federal.
Os três filhos ajudaram o pai a traçar sua estratégia política e digital. Por meio das redes sociais e de grupos de mensagem no WhatsApp, Bolsonaro virou “Bolsomito” e consolidou a imagem de candidato de direita com uma linguagem simples e direta, divulgada em cards, gifs e vídeos compartilhados em série.
Jair Bolsonaro com os filhos Carlos, Flávio e Eduardo — Foto: Flickr/família Bolsonaro.
Ao contrário de outros candidatos que reforçam a comunicação digital apenas em período eleitoral, Bolsonaro manteve atenção constante nas redes, estratégia que resultou em uma legião de seguidores.
No início de 2014, Bolsonaro tinha 204 mil seguidores no Facebook. Em quatro anos, o número saltou para quase 8 milhões. No Twitter, ele chegou a 1,9 milhões e no Instagram, a 5,4 milhões de fãs. Os números são de 26 de outubro.
Na mesma data, seu adversário Fernando Haddad (PT) tinha 1,7 milhão de seguidores no Facebook, 931 mil no Twitter e 975 mil no Instagram.
“Foi meu filho, o zero dois, o Carlos, ele começou a usar e no início de 2015 eu passei a ser o dono das matérias do Facebook, eu passei a ser o dono”, disse Bolsonaro à TV Globo.
Um amigo, que ele não diz o nome, é o responsável pelo tom das mensagens. “Hoje é um cara bastante amigo, um segundo tenente do Exército que mora em Brasília. Então, mando pra ele WhatsApp, e daí: ‘Cabra da peste, posso colocar isso aí?’ O cara tem cabeça, né? Não é na redação, ele ajuda muito no sentimento”, conta o presidente eleito.
Quando faltava pouco mais de uma semana pro segundo turno, o jornal Folha de S.Paulo denunciou um suposto esquema de envio de mensagens em massa no WhatsApp contra o candidato do PT, Fernando Haddad. Bolsonaro negou qualquer relação com o suposto esquema.
O TSE abriu uma investigação sobre o caso. Já a PGR pediu que a Polícia Federal abrisse um inquérito para investigar a campanha dos dois candidatos, e não somente de Bolsonaro.
Nas ruas, as posições polêmicas provocaram reações diferentes nos brasileiros. Parte da população combateu as ideias dele, mas outra parcela se identificou com Bolsonaro. No sábado, dia 29 de setembro, milhares de pessoas tomaram as ruas nos 26 estados do Brasil e no Distrito Federal para dizer “ele não”. No dia seguinte, simpatizantes do candidato fizeram manifestações em 17 estados e no Distrito Federal para dizer “ele sim”.
Em outubro, houve novas manifestações. No dia 20, atos contra Bolsonaro ocorreram em 29 cidades do país. No dia 21, apoiadores de Bolsonaro participaram de manifestações em 57 cidades.
Atentado
Com um forte discurso antipetista, de defesa da família, da ordem e da autoridade, Bolsonaro liderou a maior parte da corrida para presidente, mesmo depois de ter sido obrigado a parar a campanha por causa do atentado que sofreu em Juiz de Fora, em 6 de setembro. Adélio Bispo de Oliveira o atacou com uma faca de 25 centímetros na região do abdômen. Atualmente, o agressor está preso preventivamente na Penitenciária Federal de Campo Grande.
Jair Bolsonaro é socorrido pouco depois de ter levado uma facada em Juiz de Fora (MG) — Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo
Bolsonaro foi levado para a Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, onde passou pela primeira cirurgia. Recebeu dois litros de sangue para compensar a enorme hemorragia. Os médicos identificaram três perfurações no intestino delgado e uma lesão no intestino grosso. Cortaram um pedaço de cerca de 10 centímetros do intestino grosso e realizaram uma colostomia. Bolsonaro ficou com uma bolsa externa para armazenar as fezes.
Ainda na UTI, ao lado de filhos e amigos, ele descreveu o momento do ataque. “Eu tava muito preocupado que parecia apenas uma pancada na boca do estômago. Nós já levamos uma bolada no futebol, a dor era insuportável e parecia que tinha algo mais grave acontecendo. Essa equipe maravilhosa e abençoada por Deus detectou e evitou que o mal maior acontecesse.”
No dia seguinte ao ataque, 7 de setembro, o então candidato do PSL foi transferido para o hospital Albert Einstein em São Paulo. Três dias depois, passou por uma nova cirurgia por causa de uma inflamação que provocou uma aderência – uma obstrução – no intestino.
Ele recebeu alta no dia 29 de setembro, depois de 23 dias de internação. Em casa, Bolsonaro conta que o atentado o fez pensar ainda mais na filha caçula, Laura, de 8 anos. “Ela ficou sabendo sete dias apenas o que aconteceu com o pai dela. A minha grande preocupação é não deixá-la órfã. Talvez isso me dê força.”
Como até hoje se recupera da cirurgia, nos últimos 50 dias praticamente não foi às ruas. Ainda assim, a maioria dos eleitores o escolheu.
Equipe do novo presidente
Cotado para assumir a Casa Civil no novo governo, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) aderiu ao projeto em 2017 e integrou o núcleo duro da campanha, junto com os filhos de Bolsonaro, o general da reserva do Exército Augusto Heleno, o advogado Gustavo Bebbiano, que interinamente preside o PSL, e o economista Paulo Guedes, espécie de embaixador da candidatura junto ao mercado e que deverá chefiar a equipe econômica. Com Guedes, a campanha passou a defender uma agenda mais liberal para a economia, com menor presença do Estado.
Jair Bolsonaro Paulo Guedes no Hospital Albert Einstein, em São Paulo — Foto: Arquivo pessoal
Para Onyx, o impeachment de Dilma Rousseff, que encerrou 13 anos de gestão do PT em 2016, reforçou a imagem de Bolsonaro junto ao eleitor como a antítese da esquerda brasileira, ponto reiterado na campanha eleitoral.
“O Jair tem como característica ser um cara francão, né? Ele diz o que ele pensa. [...] Daqui a pouco você sobe o tom além do necessário [...]. Agora, essa franqueza, essa honestidade, não apenas de palavra, de forma que ele tem, que ele carrega, a escolha que ele fez de trabalhar com princípios e valores, eu acho que isso construiu essa conexão que ele tem com todo o Brasil hoje”, diz Onyx.
Primeiras medidas
Uma das principais promessas de campanha deve inaugurar seu governo, em 1º de janeiro. Ele quer mandar um projeto para o Congresso mudar o Estatuto do Desarmamento.
“Mudar, porque o cidadão de bem ele quer fazer com que o referendo de 2005 seja respeitado, o povo decidiu pelo direito de comprar armas e munições. Eu não estou inventando nada.”
Para ele, a medida representa o desejo da população. “Quando eu estive em todos os momentos tratando este assunto, quer seja na área urbana, quanto na área rural, a aceitação foi excepcional. Nós achamos que foi bem-vinda a lei do feminicídio, mas muitas vezes eu chamava cinco, seis, mulheres pro tablado e dizia sobre a lei do feminicídio: ‘Você prefere uma lei do feminicídio no bolso ou uma pistola na bolsa?’ Na maioria das vezes, ela optava pelas duas questões.”
O novo presidente diz que sabe como pretende convencer parlamentares. “Não foram apenas 52 deputados que meu partido fez. Vários parlamentares candidatos usaram meu nome por aí, eu não dei bola pra isso, com essas bandeiras, e chegaram lá. Então, essa bandeira do desarmamento está bastante viva, não só na cabeça do povo, mas também com os parlamentares que estão chegando a Brasília agora.”
Tá ok?
Bolsonaro mostra segurança, mas muitas vezes parece querer saber se foi mesmo entendido. Quando responde a uma pergunta, é comum terminar a frase com um “tá ok?”.
Por exemplo: “Vai ter a livre concorrência aqui, com toda certeza, isso pode acontecer, tá ok?”
Se está ok? Para a maioria dos eleitores, sim. É assim que a democracia funciona.
BOLSONARO É ELEITO PRESIDENTE.
FONTE:g1.globo.com
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