terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O que os homens e as mulheres querem, segundo o Google


Participação especial da jornalista e amiga Luciana Silveira, a perspicaz autora do blog “Letras Miúdas”, onde uma versão deste post foi publicada originalmente)

Dan Ariely, autor do blog Predictably Irrational e professor de economia do comportamento da Duke University, nos Estados Unidos, descobriu o quanto a função de auto-preenchimento do buscador Google revela sobre o comportamento dos sexos opostos. Essa função é aquela que oferece expressões alternativas quando você está prestes a fazer uma busca no Google. Sabe quando você está escrevendo “vitruvius“ e aparece “vitrola bar londrina” e “vitrine 25 de maio? Então, Dan usou essa função para descobrir o que o Google oferece quando escrevemos “como fazer o meu namorado…?” e “como fazer a minha namorada…?”. O resultado (assustador) foi o seguinte:

Como fazer meu namorado….                            
- me pedir em casamento?                                  
- passar mais tempo comigo?                              
- voltar a me amar?                                                  
- confiar em mim?
- ser mais romântico                                                
- parar de fumar?                                                      
- ser mais afetuoso?
- terminar comigo                                                
- “durar” mais tempo na cama?                        
- parar de beber?                                                      

Como fazer minha namorada….
- fazer sexo oral?
- dormir comigo?
- perder peso?
- confiar em mim?
- voltar a me amar?
- se depilar?
- terminar comigo?
- me perdoar?
- me beijar?
- me amar?

A análise tem sentido (ou quase) porque o Google não faz essas sugestões baseado em seus poderes mediúnicos — ele usa as buscas mais comuns feitas por outros usuários. Além de invocar a velha discussão sobre o Google e privacidade, essa constatação chama a atenção para outras duas perguntas importantes:

1) Quem é que pergunta isso para o Google?
Eu pergunto várias coisas para o Google. Querido Google, quanto devo pagar por um serviço de dedetização? Onde posso achar esse vídeo do Take That? Quem é que dirigiu esse clipe? Enfim. Várias perguntas (geralmente sem o “Querido Google”, provavelmente com aspas e possivelmente com um providencial “-viagra”/”-twilight”/”-’michael jackson’”). E o Google costuma me responder.
Mas convenhamos que “Querido Google, o que eu preciso fazer para ser chutado pelo/a meu/minha namorado/a?” vai um pouco além. (Quer uma dica? Deixe a pessoa ver o seu histórico do navegador.)

2. Eu estou viajando ou as linhas são correspondentes?
Pergunta: Como eu faço para o meu namorado voltar a me amar?
Resposta: Perca peso.

Pergunta: Como eu faço para o meu namorado passar mais tempo comigo?
Resposta: Durma com ele.

Pergunta: Como eu faço para a minha namorada voltar a me amar?
Resposta: Pare de beber.

Definitivamente, homens e mulheres que fazem esse tipo de busca, vocês foram feitos um para o outro.
MARCELA BUSCATO

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Seleção brasileira e povo do Haiti

País mais pobre do continente americano, o Haiti vive um momento delicado. Um terremoto de sete graus na escala Richter (que vai até dez) atingiu o seu território na última terça-feira (dia 12), causando mortes e destruição. O governo local calcula que o número de mortos possa chegar a 100 mil (1% da população haitiana). O abalo sísmico agrava a situação de um país que tenta se recuperar economicamente de anos de governos acusados de corrupção e violência, e de confrontos entre grupos rivais armados. O Brasil já proporcionou felicidade ao povo do Haiti. Em uma área em que o nosso país é reconhecido mundialmente. E que os haitianos adoram.





Em agosto de 2004, brasileiros foram enviados para o país da América Central com uma missão: dar alegria, por um dia que fosse, a uma população tão sofrida. Esses brasileiros eram conhecidos mundialmente. Não eram soldados, mas conseguiram fazer com que grupos adversários deixassem suas armas de lado. E os viajantes foram vitoriosos, cumprindo seu objetivo. O país parou para ver Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Roberto Carlos, Julio Cesar, Juan, Gilberto Silva, Nilmar e outros desfilarem pela capital, Porto Príncipe, em tanques, acenando para uma multidão que corria atrás do comboio, não conseguindo esconder a emoção por poder ver de perto aqueles heróis dos campos de futebol, que enfrentaram a seleção hatiana. Um exemplo do poder político que o esporte pode ter.
O jornalista Thiago Lavinas teve a oportunidade de acompanhar a histórica viagem da seleção brasileira para a realização do “Jogo da Paz” em Porto Princípe, capital do Haiti. E relembra no texto abaixo a emoção de brasileiros e haitianos com um episódio que certamente ficará marcado na mente daqueles que o puderam presenciar.
Estive no Haiti em 2004 com a seleção para o chamado Jogo da Paz. O Exército brasileiro havia acabado de chegar ao país, e a partida foi uma ação diplomática para aproximar os dois povos. O Haiti estava totalmente destruído por causa da guerra civil e não tinha condições de hospedar os jogadores brasileiros. Por isso, a seleção ficou em Santo Domingo, na República Dominicana, e viajou por cerca de uma hora e meia de avião até Porto Príncipe, local do amistoso.
Junto com o Jogo da Paz foi promovida uma campanha de desarmamento junto à população. O Haiti era (e continua sendo) o país mais pobre das Américas. A taxa de desemprego chegava a 70% e o índice de analfabetismo era de 47% em 2004. Não havia saneamento básico, metade da população não tinha acesso à água e a capital possuía apenas 14 horas de eletricidade por dia. A renda per capita anual do Haiti era de US$ 361 (menos de um dólar por dia).
A seleção brasileira chegou a capital Porto Príncipe duas horas antes da partida. A equipe tinha muitos desfalques, mas Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho eram os embaixadores. Na época, o Milan não aceitou liberar Dida, Cafu e Kaká, e o Bayern de Munique também barrou as idas de Zé Roberto e Lúcio.
Do alto, ainda no avião fretado, era possível ver a difícil situação do país. O mar no litoral era negro, totalmente poluído pelo esgoto que era despejado sem qualquer tratamento. Não havia reservatórios de água doce, a cidade era seca. Sem prédios e com 90% das ruas sem asfalto. E pensar que estávamos na capital do Haiti.
Os jogadores brasileiros foram recepcionados pelo Exército brasileiro. No comando estava o general Augusto Heleno. A seleção foi dividida em três tanques de guerra e seguiu para o estádio. A imprensa foi em outros dois blindados e saiu atrás. Foi um city tour pela miséria do país. Milhares de pessoas foram às ruas para recepcionar os jogadores. De bicicleta ou correndo, os haitianos tentavam acompanhar os ídolos brasileiros. A pobreza impressionava. Assim como o carinho da população local.




Quem estava naquela delegação realmente se impressionou com o que viu. Em praticamente todo trajeto, a capital Porto Príncipe parecia uma grande favela. Em alguns trechos era possível observar mães dando banho em crianças com a água que saía do esgoto.
Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho, os mais assediados, acenavam para a multidão. E viam a retribuição nos rostos de adultos e crianças. As pessoas surgiam de todos os lados. Galhos de árvore eram disputados a tapa. Foram cinco quilômetros de histeria do aeroporto até o estádio.
O pequeno e único estádio de Porto Principe estava lotado, com cerca de 15 mil pessoas. Paulo César de Oliveira foi o árbitro. O calor era quase insuportável. Enormes pedras de gelo foram colocadas nas laterais do gramado para diminuir a sensação térmica. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez questão de apertar a mão de cada jogador. A foto histórica das duas seleções, juntas, foi tirada antes de a bola rolar. Na hora do hino brasileiro, todos os torcedores se levantaram no estádio em sinal de respeito como fosse o hino de sua nação.
Quando o jogo começou, o Brasil dominou com facilidade. Mas o resultado era o que menos importava. Ronaldinho Gaúcho ainda fez um golaço, driblando quatro adversários e o goleiro. O estádio aplaudiu de pé. No fim, seleção 6 a 0. Ronaldinho Gaúcho (3), Roger (2) e Nilmar marcaram os gols.
Partida realizada em Porto Príncipe foi uma forma de chamar a atenção do mundo para os problemas econômicos e sociais do país caribenho e terminou com vitória da equipe verde-amarela por 6 a 0.



O primeiro-ministro do Haiti, Gerard Latortue, chegou a oferecer US$ 1.000 para o jogador haitiano que marcasse um gol na seleção brasileira. O valor era uma verdadeira fortuna no país. Mas ninguém nem chegou perto do gol de Julio César.
No país não havia celular. E os jornalistas dividiam um telefone do Exército para passar as informações. Cinco minutos para cada durante o jogo. Porque assim que o árbitro terminou a partida toda a comitiva seguiu para o aeroporto. Quando o avião decolou já era noite. Poucas luzes acessas eram vistas na cidade. Mas todos comentavam sobre o dia inesquecível. As cinco horas em que a seleção ficou no Haiti foram intensas. E o futebol levou alegria para um povo tão sofrido.
HAITI 0 x 6 BRASIL
Data: 18/8/2004
Local: Estádio Sylvio Cator, em Porto Príncipe (HAI)
Árbitro: Paulo César de Oliveira (BRA)
Gols: Roger (19 e 41 do primeiro tempo), Ronaldinho Gaúcho (32 do primeiro, 21 e 36 do segundo tempo) e Nilmar (40 do segundo tempo)
HAITI: Gabard (Luiogi), Descouines, Bruny (Desir), Jacques (Peter Germain) e Stephane; Mones, Guillaune, Bourdot (Barthelmy) e Dersi; Telamour (Gilles) e Mac Herold Max. Técnico: Carlo Marcelin
BRASIL: Julio Cesar (Fernando Henrique), Belletti, Juan (Cris), Roque Júnior e Roberto Carlos (Adriano); Gilberto Silva (Renato), Edu (Magrão), Juninho Pernambucano e Roger (Pedrinho); Ronaldo (Nilmar) e Ronaldinho Gaúcho. Técnico: Carlos Alberto Parreira


domingo, 17 de janeiro de 2010

ASSINATURA DE TELEFONE

STF suspende lei que proíbe cobrança de assinatura de telefone em SP

Decisão foi tomada pelo ministro Gilmar Mendes.
Associação das empresas entrou com ação de inconstitucionalidade.

A lei paulista que proíbe a cobrança da assinatura básica mensal pelas concessionárias de serviços de telecomunicações, como telefonia fixa, foi suspensa em caráter liminar pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (15).

A decisão foi tomada pelo ministro Gilmar Mendes com base em ação direta de inconstitucionalidade (ADI) ajuizada no STF pela Associação Brasileira de Concessionárias de Serviço Telefônico Fixo Comutado (Abrafix).
 De acordo com o ministro, compete exclusivamente à União legislar sobre cobrança em matéria de telecomunicações. Gilmar Mendes lembrou ainda, a propósito de sua decisão, que a lei paulista já havia sido vetada pelo governador de São Paulo - Gealdo Alckmin (PSDB), em 2006 - justamente porque invadia competência privativa da União.

O veto do governador, no entanto, foi derrubado pela Assembléia Legislativa de São Paulo, levando a Abrafix a entrar com a ação de inconstitucionalidade. A decisão de Gilmar Mendes ainda depende do referendo posterior do plenário do STF.

Histórico


O projeto, de autoria do deputado Jorge Caruso (PMDB), foi apresentado em 2002 e havia sido vetado em 2006 pelo então governador Geraldo Alckmin. Em votação em novembro do ano passado, os deputados estaduais decidiram derrubar o veto, por unanimidade. Segundo o projeto, “as concessionárias de serviços de telecomunicações só poderão cobrar de seus usuários por serviços efetivamente prestados”. 


O projeto previa uma multa de dez vezes a assinatura mensal cobrada em caso de descumprimento. “Ninguém mais quer pagar por algo que não usa. Houve uma satisfação muito grande em derrubar esse veto”, justificou, na ocasião, o deputado Jorge Caruso.


sábado, 16 de janeiro de 2010

ALEXANDRE PIRES

Alexandre Pires grava 'Aquarela do Brasil' para projeto da Disney
 O cantor Alexandre Pires é uma das estrelas do projeto Disney Adventures in Samba, que apresenta versões revisitadas em ritmo de samba de clássicos dos filmes Disney com grande nomes da música brasileira - além sambas propriamente ditos.

Aquarela do Brasil, clássico de Ary Barroso de 1937, cantada por Alexandre Pires, se tornou conhecida mundialmente ao ser incluída na trilha de Alô, Amigos!, primeiro filme do personagem Zé Carioca, de 1942

Participam do disco astros como Martinho da Vila, Arlindo Cruz, Alcione, Daniela Mercury, Jorge Aragão, entre outros.

Um show de lançamento com os artistas do CD está previsto para acontecer no dia 25 de janeiro, no Rio.

Veja abaixo as músicas do CD
Aquarela do Brasil / Alexandre Pires
1- Na Baixa do Sapateiro (Bahia) / Daniela Mercury
2- Tico Tico no Fubá / Leci Brandão
3- A Estrela Azul (When You Wish Upon a Star) / Martinho da Vila
4- Você já foi à Bahia? / Margareth Menezes
5- Aqui no Mar (Under the Sea) / Diogo Nogueira
6- A Bela e A Fera (Beauty and the Beast) / Alcione e Sylvinha
7- Eu Vou (Heigh Ho) / Grupo Molejo
8- O Que Eu Quero Mais É Ser Rei (I Just Can't Wait To Be King) / Exaltasamba
9- Somente o Necessário (The Bare Necessities) / Dudu Nobre
10- Supercalifragilisticexpialidoso / Ana Costa
11- Amigo Estou Aqui (You've Got A Friend In Me) / Jorge Aragão
12- Os Quindins de Yaya / Casuarina
Pagode na Disney / Arlindo Cruz

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

MORRE O HOMEM MAIS FORTE DO MUNDO



Joe Rollino se auto-intitulou "O homem mais forte do mundo" nos anos 20.



Joe Rollino 'soca o ar' em pose para fotógrafo em foto de 19 de março de 2008, no dia de seu aniversário de 103 anos em Nova York. (Foto: AP)

Ex-boxeador, ele completaria 105 anos no dia 19 de março.
O famoso fisiculturista que uma vez ergueu cerca de 130 quilos em Coney Island, no seu auge, e continuava em plena forma aos 104 anos, morreu nesta segunda (11) depois de ser atropelado por uma van.

Joe Rollino foi atingido quando cruzava a Bay Ridge Parkway, no Brooklyn, em Nova York, e teve uma fratura na pélvis, traumatismo craniano e costelas quebradas. Ele morreu poucas horas depois no hospital. Segundo a polícia, o motorista do carro estava dentro do limite permitido de velocidade e não tinha bebido.
Durante sua vida, Rollino assistiu a Jack Dempsey nocautear Jess Willard e foi próximo a Mario Lanza
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Sueco de 70 anos é multado por dar tapa em garoto que o chamou de 'velhote'
Aposentado terá de pagar multa de 3.000 coroas suecas (R$ 730).


O aposentado Ronald Fasth disse ainda não ter decidido se vai recorrer ou não de multa de 3.000 coroas (R$ 730) (Foto: Reprodução / The Local)

"Você tem que exigir um pouco de respeito", disse Ronald Fasth.
“Eu acho que isso [a decisão] foi errado. Não tem a ver com o dinheiro, mas com princípios. Eu ainda não decidi se vou recorrer”, disse o aposentado.]
Fasth admite ter batido no garoto, alegando que o fez para manter a paz. “Você tem que exigir um pouco de respeito, se não eu deveria ter estapeado a mim mesmo”, disse.

O caso ocorreu em julho no Folkets Park em Varnamo, afirma o jornal. Fasth teria dado a bofetada no garoto de 12 anos, após ele ter insultado o aposentado e andado de bicicleta sobre um campo de golfe.

Ronald Fasth trabalha como voluntário no parque desde os anos 1960.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

TERREMOTO NO HAITI

 Número de mortos no terremoto do Haiti pode passar de 100 mil, afirma premiê.


Informação foi dada pelo primeiro-ministro em entrevista à CNN.
Tremor devastou a capital, Porto Príncipe, e matou 12 brasileiros.
O premiê do Haiti, Jean-Max Bellerive, disse nesta quarta-feira (13) à rede CNN que teme que o número de mortos pelo terremoto que atingiu o país na tarde de terça supere 100 mil pessoas. O número equivale a mais de 1% da população do país da América Central.
O Comando do Exército confirmou a morte de 11 militares brasileiros no Haiti, vítimas do tremor de magnitude 7. O Brasil comanda uma missão de paz da Organização das Nações Unidas no país. Outra morte confirmada é a da fundadora da Pastoral da Criança, a médica Zilda Arns.





O abalo devastou a capital, Porto Príncipe, e afetou a estrutura de telecomunicações no país. As informações sobre vítimas e danos ainda são desencontradas. 

Bellerive disse que, apesar de a capital ter ficado devastada, com milhares de prédios destruídos, a população está se comportando "com calma".

"As pessoas estão se ajudando umas às outras, tentando se organizar", disse. Ele insistiu em que o país precisa de ajuda internacional para ajudar as vítimas e resgatar os cadáveres.

Ele disse que é necessário recuperar o aeroporto da capital, que precisa voltar a funcionar para receber cargas de ajuda humanitária e pessoal especializado.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, já embarcou rumo ao Haiti para monitorar a situação. Ele está acompanhado do comandante da Marinha, Almirante Júlio Soares de Moura Neto, o Comandante do Exército, General Enzo Martins Pery, o secretário executivo da Secretaria Especial de Direitos Humano, Rogério Sotilli, o senador Flávio Arns (PSDB-PR), sobrinho de Zilda Arns, além de representantes do Ministério da Saúde, do Ministério das Relações Exteriores e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O Itamaraty já anunciou que será enviada uma ajuda humanitária de mais de US$ 10 milhões. Além do dinheiro, o governo brasileiro também disponbilizará até sexta-feira (15) 28 toneladas de alimento. Segundo o ministério da Agricultura, serão enviados ao Haiti açúcar, leite em pó, sardinha e fiambre. Os alimentos irão para o Haiti em dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). O primeiro, com 14 toneladas, deve partir ainda nesta quarta-feira (13). 


O ministério das Relações Exteriores também decidiu reforçar a embaixada brasileira em Santo Domingo, na República Dominicana, país vizinho ao Haiti. Segundo o Itamaraty, há no país 1.310 brasileiros - destes, 1.266 são militares das forças de paz.


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

ACIDENTES NO TRANSITO


No Brasil mais de 40.000 pessoas perdem a vida anualmente em acidentes de transito, porém acredita-se que estes números são maiores pois as estatísticas são falhas.  Em todo o mundo o transito ceifa vidas, porém os números brasileiros são alarmantes e disparam na frente de qualquer país do mundo.
CAUSAS MAIS COMUNS DE ACIDENTES DE TRANSITO

Erro humano, em todo o mundo, é responsável por mais de 90 % dos acidentes registrados. Principais imprudências determinantes de acidentes fatais no Brasil: por ordem de incidência:
Velocidade excessiva;
Dirigir sob efeito de álcool;
Distancia insuficiente em relação ao veiculo dianteiro;
Desrespeito à sinalização;
Dirigir sob efeito de drogas.
Fatores determinantes das imprudências:
Impunidade / legislação deficiente;
Fiscalização corrupta e sem caráter educativo;
Baixo nível cultural e social;
Baixa valorização da vida;
Ausência de espírito comunitário e exacerbação do caráter individualista;
Uso do veículo como demonstração de poder e virilidade.

ELEMENTO HUMANO NA DIREÇÃO


O veículo a motor, como qualquer outra máquina, exige que o ser humano esteja qualificado tecnicamente e mentalmente para opera-lo seguramente.  O cidadão comum não dispõe de qualquer outra maquina ou dispositivo que lhe dê a sensação de tanto poder.  Um indivíduo com um carro importado de alto valor pode cometer todo tipo de infração apenas para satisfazer seu ego, ao passo que um indivíduo com carro velho e de baixo valor pode cometer os mesmos tipos de infrações também para satisfazer seu ego.
No mundo atual o veículo a motor é o meio mais barato e mais fácil que o cidadão comum possui para extravasar seu estado emocional, tanto para o bem como para o mal. Como nos países subdesenvolvidos (até pela própria natureza de subdesenvolvimento) o número de pessoas dotadas de estado emocional voltado para ações negativas é muito grande, por esta razão o trânsito transforma-se em verdadeira carnificina.
A velocidade fascina o ser humano, a ponto de correr simplesmente pelo prazer de correr, mesmo que não tenha nenhum objetivo a ser atingido.
Tempo de Reação
Para que uma pessoa responda adequadamente a determinado estimulo, é necessário que esteja "alerta", caso contrário poderá causar um acidente. Este estado de "alerta" é afetado por muitos fatores, fazendo com que as pessoas respondam com maior ou menor rapidez em situações de emergências.
O intervalo de tempo entre o reconhecimento de uma situação perigosa e a ação de resposta a esta situação é chamado de tempo de reação, e depende da condição física e do estado emocional do indivíduo. 
O tempo médio de reação de uma pessoa jovem em bom estado de saúde é de aproximadamente 0,75 segundos. Este é praticamente o tempo que o cérebro necessita para processar as informações que está recebendo e definir uma ação.
Fatores que influenciam o tempo de reação:
Definitivos: idade, deficiência física (visão, audição, paralisias etc.);
Temporários: enfermidades passageiras (resfriado comum, dor de cabeça etc.), álcool, drogas, medicamentos, estado emocional
ÁLCOOL E DROGAS - podem retardar consideravelmente o tempo de reação. As estatísticas americanas de acidentes no transito indicam que o álcool está envolvido em quase 50 % dos acidentes com mortes. Alguns especialistas indicam que dependendo da pessoa, apenas dois copos de cerveja podem fazer seu tempo de reação aumentar para 2 segundos.
ESTADO EMOCIONAL - também pode retardar os reflexos e o tempo de reação de um motorista. O indivíduo que trás para o volante suas preocupações de: emprego, salário, conjugais, e frustrações decorrentes de seu dia a dia, poderá alterar muito seu tempo de reação principalmente em função do baixo nível de concentração na atividade de dirigir.
Indivíduos imaturos também constituem um grupo de grande propensão para o acidente no trânsito uma vez que sua necessidade de auto-afirmação faz com que hajam impulsivamente e agridam e desrespeitem os direitos e a vida das outras pessoas. Este tipo de comportamento é altamente difundido no trânsito brasileiro.



DISTÂNCIA MÍNIMA NECESSÁRIA PARA PARAR UM VEÍCULO COM BASE NO TEMPO DE REAÇÃO E NA VELOCIDADE DO VEÍCULO.
VELOCIDADE (km/h)
NORMAL
(0.75 segs.)
RETARDADO
(2 segs.)

DISTÂNCIA ( m)
DISTÂNCIA ( m )
50
10
28
80
16
44
90
18
37
100
20
41
110
22
45
120
25
66
CONDIÇÃO PROVOCADA DE ACIDENTE INEVITÁVEL


Muitos indivíduos ao conduzirem seus veículos criam condições ideais e irreversíveis para que o acidente ocorra, isto normalmente ocorre em função da completa ignorância em relação aos fatores causadores dos mesmos. Usando a tabela acima facilmente identificaremos tais fatores que proliferam em grande intensidade nas rodovias e ruas brasileiras.
Reação normal + distancia incompatível com a velocidade - tornado impossível a parada de emergência, no momento necessário;
Reação retardada + não reconhecimento de tal situação + distância incompatível com velocidade. Parada impossível e situação irreversível;
Reação retardada + reconhecimento da situação + distância incompatível com a velocidade. Parada impossível.
No Brasil o número de acidentes causados pela imprudência dos motoristas, batendo na traseira do veículo que vai a frente, é tão grande, que a jurisprudência considera quem bate atrás como culpado. A mídia está repleta de depoimentos de motorista causadores acidentes que afirmam que os "freios" de seu veículo não funcionaram a tempo de evitá-lo.

PROCEDIMENTOS QUE JÁ SALVARAM MUITAS VIDAS

Jamais dirija após ingerir bebidas alcoólicas - porém se desejar fazê-lo, reconheça que seu "tempo de reação" ficará alterado e, portanto procure dirigir em velocidades muito mais baixas do usual na via que estiver trafegando.
Não utilize drogas antes e nem durante a condução de veículos. Embora algumas drogas sejam usadas para estimular habilidades, com relação ao "tempo de reação" produzem efeito comprovadamente contrário;
Reduza a velocidade quando seu estado emocional estiver comprometido ou evite dirigir;
Mantenha sempre distância de segurança em relação aos outros veículos;
Utilize sempre e adequadamente os dispositivos de segurança;
Respeite e procure entender a razão da sinalização de transito, isto poderá evitar um acidente;
Evite colocar - se em uma condição causadora de acidente;
Finalmente, considere que todo acidente pode e deve ser evitado.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

TEMPOS MODERNOS

A nova novela global começou nessa segunda, e vamos conversar com autor Bosco Brasil que fala sobre a trama de “Tempos Modernos”O dramaturgo Bosco Brasil nasceu em Sorocaba e começou sua vida profissional em São Paulo, onde a novela é ambientada. No centro da capital paulista, viveu seus dias como office-boy antes de começar a escrever para o teatro e para a TV. São mais de 30 peças de sua autoria e sete novelas que tiveram sua colaboração, como “Anjo Mau”, “Torre de Babel” e “Coração de Estudante”. Na Rede Globo, é a primeira vez que assina uma obra, sob a supervisão de Aguinaldo Silva.

Em mais de 20 anos de carreira, Bosco também já atuou como diretor teatral e roteirista. Ao longo de sua trajetória, recebeu diversos prêmios, nos quais foi eleito o melhor ahttp://blogdojvieira.blogspot.com.br/utor. O autor declara ser fã tanto da comédia quanto do drama, principalmente quando esses gêneros conversam entre si, como será visto em “Tempos Modernos”. Mas ele explica que não se trata de uma tragicomédia e sim de histórias trágicas vividas por personagens cômicos. 
Qual foi a principal motivação para escrever “Tempos Modernos”?
“Há uns três anos, essa história vem tomando forma. Primeiro, pensei na nossa interação com a tecnologia, que rende situações bem engraçadas. Às vezes parece que essa tecnologia ganha vida própria, só para debochar da nossa cara. Outra questão que me incomoda muito é essa moda de vender uma ilusão chamada segurança com risco zero, coisa que definitivamente não existe. Hoje pagamos para ser vigiados. Foi desta forma que cheguei ao universo dos edifícios inteligentes. Depois, faltava apenas achar um lugar onde encaixar isso tudo. Escolhi a região pela qual tenho mais carinho, o centro antigo de São Paulo, lugar que conheço bastante e que tem uma riqueza humana incrível”.   
Por que uma história que se passa no centro de São Paulo?
“Se você quer saber onde está o seu tesouro, você precisa ir aonde o seu coração te leva. O meu está no centro velho de São Paulo. Até o século 20, a cidade se restringia ao triângulo onde a novela se passará. Não é incrível? O interessante dali são as pessoas, os personagens e os relacionamentos. E é nesta região onde todos se encontram e se unem pelas diferenças. Essa população é livre, vive no anonimato e tem sua identidade guardada neste ponto da cidade. Eu tenho uma visão mítica do centro, onde as pessoas podem se reunir. Mas hoje em dia sei que o local virou uma periferia da cidade. A vontade de ter um centro revitalizado é um sentimento que existe no paulistano de maneira geral. Percebo que há uma intenção de ocupar o lugar culturalmente e transformar a região num núcleo de atividades como se fosse uma praça de artes. Na novela, vamos poder acelerar isso”.

Como você desenha os seus personagens?
“Em ‘Tempos Modernos’ os personagens agem no calor da paixão. As situações são trágicas e os personagens, cômicos, pois o bom humor é o único recurso que eles têm para sobreviver. Claro, sem cair no exagero. Essas figuras não compreendem a dimensão do que se passa a seu redor, como alguém com uma personalidade trágica faria. Mas esses personagens compreendem o que se passa em seus corações, em seus sentimentos. Essa característica tão sanguínea permite que os erros humanos sejam cometidos, pois ninguém age com a razão, apenas com o coração. Todos reagem emocionalmente, de forma muito rápida, fazendo o bem ou o mal. E isso é percebido nos diálogos”.

Quem é o Frank?
“É um computador temperamental, amalucado, que conta piadas e meias verdades. Ele quer ‘ganhar’ da humanidade. É uma grande brincadeira da novela. O Frank é o comentarista da cena e o público vai poder se enxergar nele. É o ponto de vista do telespectador, quase um jogo metalinguístico, permitindo que o público entenda as razões concretas dos personagens. O Frank é um convite ao telespectador para interagir e interferir nas histórias”.

Qual é o grande desafio em escrever uma história com características de comédia?
“Esta é uma comédia livre, de invenção, sem extrapolar os níveis de absurdo. Gosto de mexer com os papéis sociais que estão em jogo, principalmente com o masculino. Quem é esse novo homem que precisa lidar com uma mulher que ganha cada vez mais proeminência na sociedade? Em personagens como o de Zeca e Portinho, vamos ver certas inversões. E isso também obriga as mulheres a um exercício interessante, que é conviver com o antigo modelo feminino. Isso com certeza irá causar muitas risadas”. 

Você é fã de tecnologia ou é daqueles que perde feio na disputa com aparelhos eletrônicos?
“Fico completamente enrolado com essas coisas, a verdade é essa! Sou o oposto do meu irmão mais velho, um homem totalmente tecnológico. Eu sempre tive dificuldades em ler manuais e descobri que não sou o único. É claro que a tecnologia veio para nos ajudar. Mas a realidade é que ela cria uma série de necessidades novas, com as quais não estávamos habituados”.

Você é um autor com grande experiência no teatro. Como foi o encontro com a TV?
“A minha carreira começa no teatro. É uma grande paixão, e será para toda a vida. Iniciei como ator em 1977, mas eu sempre quis ser autor. Então decidi estudar artes cênicas com especialização em dramaturgia. Neste período, nunca deixei de trabalhar nos palcos. Fiz de tudo: atuação, direção, iluminação e até administração de sala de teatro. Vieram as oportunidades para trabalhar como autor, e, depois de um tempo, fui para o rádio com a função de escrever radionovelas. O primeiro contato que tive com a TV foi um convite que recebi para a adaptação de uma novela. Foi apenas o ponto de partida para colaborar em diversas obras. Eu tive sorte de trabalhar com autores maravilhosos como Walter George Durst, Maria Adelaide Amaral, Alcides Nogueira e Silvio de Abreu, que me ensinou muitas coisas, entre elas, a estruturar uma novela. Eu costumo brincar que fiz a minha formação básica com o Durst, a faculdade com o Silvio e, agora, a pós-graduação está sendo com o Aguinaldo, um autor que sempre admirei pelo jeito tranquilo como trabalha a realidade”.   

Há alguma trama que seja baseada em história pessoal?
“É claro que a novela traz um pouco da minha memória emotiva. As lembranças de São Paulo estão muito vivas em mim. Foi no ‘Centrão’, como é conhecido o centro velho desta cidade, onde cresci, estudei e me tornei office-boy. Inclusive escrevi um livro, ‘Office-boy em apuros’, que relata um pouco deste período. Uma das surpresas da novela é a entrada de um personagem, um menino que perdeu o pai muito cedo. Na trama, ele deve ter uns 12 anos, a mesma idade que eu tinha quando o meu pai faleceu. É claro que é uma realidade que eu conheço bastante”

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

ASSALTO CONTRA A PRÓPRIA MÃE


Jovem é suspeita de tramar assalto contra a própria mãe Ela e o namorado estão foragidos. Rapaz é suspeito de integrar quadrilha de sequestro a gerentes de bancos. A dupla queria que tudo parecesse um roubo de carros comum. Mas eles estavam sendo monitorados pela polícia. Jovem, bonita e bem educada, Lauren Mayá Portella, de 19 anos, estudante de direito, é suspeita de formação de quadrilha. O namorado, Marcos Vinícius, segundo a polícia, é suspeito de integrar uma quadrilha que sequestra gerentes de bancos. Em escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, ele aparece conversando com Lauren para tramar o assalto à mãe da namorada. Cinco suspeitos dos dez integrantes da quadrilha de Marcos Vinícius foram presos na semana passada. Mas o casal ainda está foragido. Lauren dá todas as dicas ao namorado. Com detalhes precisos, a quadrilha não teve problemas para executar o assalto a cerca de 300 metros da casa da vítima, em Nova Iguaçu, na noite de quarta-feira (6). Além do carro, a vítima teve carteira e celular roubados. Filha de uma professora universitária e de um procurador federal, ela nunca levantou suspeitas entre os vizinhos. Há cerca de 2 anos, ela conheceu e começou a namorar o office boy de uma distribuidora de bebidas. Marcos Vinícius, que logo conquistou a confiança da família. A mãe de Lauren, que ainda não prestou depoimento, contou à polícia informalmente que o Marcos parecia um rapaz de boa índole e que costumava frenquentar a casa da família. Segundo o diretor do Departamento de Polícia Especializada, Rodrigo Oliveira, a jovem teria sido extremamente calculista, visando unicamente conseguir vantagem financeira, sem se importar com os riscos que a mãe estava correndo. Inclusive, o de ser morta, caso reagisse ao assalto.