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quarta-feira, 10 de abril de 2019

Aneurisma da aorta abdominal: sintomas, tratamentos e causas


O que é Aneurisma da aorta abdominal? Um aneurisma da aorta abdominal é uma dilatação (protuberância) dessa artéria na altura do abdômen. A aorta é a maior artéria do corpo humano. Ela leva sangue do coração para todos os órgãos, passando pelo tórax e abdômen. É uma doença grave, com altas taxas de mortalidade, mas com grandes chances de cura quando diagnosticado precocemente. Cerca de 4% da população sofre com o problema e, em pessoas com mais de 60 anos, o percentual aumenta para 6%. Algumas vezes pode se apresentar em faixas mais jovens da população, mas é raro. Causas Os dados são estatísticos e tudo indica que se deve à aterosclerose, que é caracterizada pela presença de placas de gordura nas artérias. Entretanto, estudos recentes mostram sua relação com uma alteração na estrutura da parede da aorta. Se não for tratado, o aneurisma cresce, tornando as paredes da artéria mais frágeis, até que se rompam. A ruptura de um aneurisma da aorta abdominal pode levar à morte. Fatores de risco Os fatores de risco para o desenvolvimento de um aneurisma da aorta abdominal incluem: Idade acima dos 60 anos Tabagismo Hipertensão Colesterol alto Ser do sexo masculino Histórico de aneurisma na família. Sintomas Sintomas de Aneurisma da aorta abdominal Os aneurismas desenvolvem-se lentamente, geralmente ao longo de muitos anos e mais da metade dos doentes não apresenta sintomas. Pessoas diagnosticadas com essa condição relatam sinais de pulsação abdominal, dor na região lombar ou sensação de peso abaixo das costelas. O mecanismo que leva à morte é uma rotura ou um buraco que se abre na parede da aorta abdominal, com consequente hemorragia vultosa, que pode matar em minutos. O paciente sangra, leva um choque chamado de hipovolêmico e vai a óbito. Muitas vezes, o paciente não tem tempo hábil para chegar ao hospital. Então, o rompimento do aneurisma da aorta abdominal é um evento dramático. É o problema vascular de maior mortalidade que temos. Diagnóstico e Exames Buscando ajuda médica O melhor tratamento é a prevenção, portanto, quem possui um dos fatores de risco ou mais deve procurar um angiologista ou cirurgião vascular. O diagnóstico é realizado através de exame clínico, ultrassonografia com Doppler e angiotomografia do abdômen e pelve. Ou seja, exames acessíveis e pouco invasivos. Em casos de ruptura do aneurisma, a taxa de morte é de 90%. Metade dos pacientes com rotura não chega com vida ao hospital. Atendimento médico e imediato é essencial nesses casos. Na consulta médica Especialistas que podem diagnosticar um aneurisma da aorta abdominal são: Angiologista Cirurgião Vascular Clínico Geral Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações: Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar. O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como: Quando os sintomas surgiram? Os sintomas são ocasionais ou frequentes? Qual a intensidade dos sintomas? Você sente dores? Qual a intensidade? Diagnóstico de Aneurisma da aorta abdominal Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações: Normalmente, o aneurisma da aorta abdominal é detectado por meio de exames de rotina. Em outros casos, durante a consulta médica, o especialista pode solicitar alguns exames para ter certeza da origem dos sintomas. Estes incluem: Ultrassonografia abdominal com Doppler Angiotomografia do abdômen e da pelve Ressonância magnética. Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar. O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como: Quando os sintomas surgiram? Os sintomas são ocasionais ou frequentes? Qual a intensidade dos sintomas? Você sente dores? Qual a intensidade? Tratamento e Cuidados Tratamento de Aneurisma da aorta abdominal Há duas formas de tratar. Uma é o tratamento clínico, quando o aneurisma é fusiforme, ou seja, ambas as paredes da aorta estão dilatadas, mas é pequeno. Esse aneurisma requer acompanhamento e controle dos fatores de risco. A cada seis meses ou anualmente, o médico avalia a sua evolução. A outra forma é cirúrgica. Neste caso, o paciente tem um aneurisma fusiforme maior, com diâmetros considerados perigosos pela literatura médica. Nestes casos, a cirurgia pode ser feita de duas maneiras: através de uma técnica convencional, com abertura da cavidade abdominal, ou de uma técnica minimamente invasiva chamada de cirurgia endovascular. Aqui, o acesso é pelas artérias femorais localizadas na virilha, com implantação de uma endoprótese, que evita que o sangue continue empurrando a parede já dilatada da aorta. Tem grandes vantagens, como diminuição do tempo de internação e menor incidência de complicações nos primeiros 30 dias. É uma técnica que veio revolucionar o tratamento do aneurisma da aorta abdominal. Se o paciente apresentar hemorragia interna originária de um aneurisma da aorta abdominal, então, ele será submetido a uma cirurgia para reparar o dano. Convivendo (prognóstico) Convivendo/ Prognóstico O uso de medicamentos vendidos sem necessidade de prescrição médica em farmácias ajuda no tratamento e na recuperação de um aneurisma da aorta abdominal. O tratamento recomendado pelo médico é essencial para o paciente, a fim de evitar e prevenir uma ruptura do aneurisma. Complicações possíveis Quando um aneurisma da aorta abdominal se rompe, trata-se de uma emergência médica. A dissecção aórtica ocorre quando a parte mais profunda da artéria se abre e o sangue vaza por meio da parede da artéria. Isso geralmente ocorre na aorta dentro do tórax. Outras complicações decorrentes deste problema incluem: Embolia arterial Infarto Choque hipovolêmico Insuficiência renal crônica Acidente vascular cerebral (AVC). Aneurisma da aorta abdominal tem cura? O resultado do tratamento geralmente é bom, especialmente em caso de cirurgia. No entanto, quando ocorre a ruptura do aneurisma, o caso é muito mais grave. Menos de 10% dos pacientes sobrevivem a um aneurisma da aorta abdominal rompido. Para reduzir o risco de desenvolver aneurismas da aorta abdominal, mantenha uma dieta saudável para o coração, exercite-se, pare de fumar e reduza a tensão do dia a dia. Controle também seu colesterol por meio de medicamentos que o médico poderá lhe recomendar. Além disso, se lhe forem receitados medicamentos para pressão arterial ou diabetes, siga a orientação médica corretamente. Prevenção Prevenção Para reduzir o risco de desenvolver aneurismas da aorta abdominal, mantenha uma dieta saudável para o coração, exercite-se, pare de fumar e reduza a tensão do dia a dia. Controle também seu colesterol por meio de medicamentos que o médico poderá lhe recomendar. Além disso, se lhe forem receitados medicamentos para pressão arterial ou diabetes, siga a orientação médica corretamente.Referências Revisado por: Dr. Julio Peclat, presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro (SBACV-RJ) - CRM: 609748 Ministério da Saúde Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular. www.minhavida.com.br

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Seio maior que o outro


Ter um seio maior que o outro é uma condição bastante frequente. Estima-se que 50% das mulheres tenham, às vezes de modo quase imperceptível, uma mama maior que a outra. A situação também pode afetar os homens. O QUE PODE SER UMA MAMA MAIOR QUE A OUTRA? Os seios estão em constante mudança ao longo da vida da mulher. Em geral, eles começam seu crescimento cerca de dois anos depois da menarca (primeira menstruação) e continuam seu desenvolvimento durante dois a quatro anos. No princípio, é comum que o tamanho e a forma dos seios não seja igual, mas com o tempo essa situação tende a se ajustar. Posteriormente, as mudanças são observadas mês a mês, de acordo com os ciclos menstruais da mulher. Além disso, o passar do tempo atua de maneira determinante, pois com o avanço da idade, os seios devem apresentar aparência mais flácida. Por fim, a gestação e o período de aleitamento também podem provocar alterações significativas no tamanho das mamas. ASSIMETRIA MAMÁRIA E NORMAL? Falamos em assimetria mamária quando a forma, tamanho e/ou posição de uma mama é diferente da outra. A assimetria pode afetar todo o peito ou restringir-se à aréola. Em geral, a assimetria é imperceptível. No entanto, em algumas mulheres ela pode causar desconforto estético e problemas de autoestima. Apenas nestes casos, uma intervenção cirúrgica pode ser recomendada por um cirurgião plástico, mas o procedimento só apresenta resultados se um dos seios for ao menos um número maior que o outro. Para outros casos, tratamentos com cremes corretores e prática de exercícios de musculação podem solucionar o problema. MAMA MAIOR QUE A OUTRA NA ADOLESCÊNCIA Na adolescência, o início do processo de desenvolvimento dos seios faz com que as chances de uma mama se apresentar maior que a outra sejam maiores. Na maioria dos casos, tal situação se ajusta com o passar do tempo e tende a se tornar pouco perceptível. MAMAMAIOR QUE A OUTRA NA AMAMENTAÇÃO Muitas mulheres que estão amamentando percebem que um dos seios produz mais leite que o outro. Isso se deve ao fato de que cada seio possui uma quantidade diferente de dutos para produção. Assim, quanto mais leite o seio produzir, maior ele será, podendo surgir um quadro de assimetria. Essa condição é totalmente normal e não deve provocar preocupação pois, ao final do aleitamento, ambos voltarão a ter o mesmo tamanho. Tal situação também pode ser decorrência de um hábito da mulher de alimentar o filho mais de um lado que o outro. Aquele lado mais utilizado tenderá a produzir mais leite e, portanto, ficar maior. MAMA MAIOR QUE A OUTRA EM HOMENS Enquanto a diferença de tamanho de uma mama para a outra é frequente entre mulheres, essa alteração em homens pode ser sinal de um câncer de mama, condição rara mas possível entre o sexo masculino. Tal situação normalmente é escondida pelo homem por vergonha da ocorrência, o que faz com que o câncer seja detectado já em estágio mais avançado, o que piora o prognóstico de recuperação. O aumento da mama costuma ser acompanhado de dor na região afetada. A distinção do câncer para uma ginecomastia é simples e feita a partir da observação já que a ginecomastia provoca aumento das duas mamas. Foto: © Alexandr Porubaymykh - Shutterstock.com CCM Saúde é uma publicação informativa realizada por uma equipe de especialistas de saúde e redatores supervisionados pela Dra. Marta Marnet (número de registro 19741 no Colégio de Médicos de Barcelona, Espanha).

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

COMO EXTERMINAR O CULOTE


Sabe aquela gordurinha situada na lateral das coxas (culote), difíceis de eliminar? Saiba que eles podem ser suavizados de forma bastante simples. Se você já pensou: apenas uma lipoaspiração resolveria o meu problema, nada de desânimo. Com uma alimentação saudável (que todas as partes do nosso corpo agradecerão no futuro), baixa ingestão de gordura e exercícios você pode tirar do armário aquele vestidinho mais apertadinho. Diga-se de passagem, as dicas não melhoram apenas o nosso indesejável amiguinho, mas também auxilia na manutenção da beleza de forma geral, da cabeça aos pés. Outro super aliado nessa batalha é a drenagem linfática, uma vez que auxilia na eliminação das toxinas e gordura, ativa a circulação sanguínea e ainda diminui drasticamente a retenção de líquidos. Espantar a preguiça, criar uma rotina saudável e dinâmica só vai te fazer bem. Você terá mais disposição para as coisas e ainda vai dar pulinhos de alegria quando colocar todas as roupas que há séculos não usava e perceber que agora é possível desfilar com qualquer uma delas. Por Paula Perdiz

domingo, 16 de setembro de 2018

Não é gordura, sua barriga está inchada – Aprenda o que fazer para desinchar!


A medicina natural acredita que a maioria das doenças tem como causa um intestino intoxicado. Esse órgão tão importante do aparelho digestivo é responsável por armazenar resíduos sólidos para depois excretá-los. No entanto, uma dieta pobre e um estilo de vida sedentário prejudicam essa função, levando o órgão a uma intoxicação crônica. Quando temos problemas digestivos, como prisão de ventre, os sedimentos se acumulam no cólon e aderem às paredes do intestino. Estes resíduos, junto com microrganismos e outras toxinas, fermentam dentro do organismo e viajam através da corrente sanguínea para o restante do corpo. Há a formação de gases e o inchaço em toda a barriga. Manter o cólon limpo, com desintoxicações regulares, ajuda a prevenir muitos problemas, como fadiga, alergias, prisão de ventre, falta de apetite, excesso de peso e mau hálito. Existem muitas maneiras de limpar o intestino, destacando-se laxantes potentes, enemas e receitas naturais. Os laxantes, muitas vezes, prejudicam a flora intestinal e outros órgãos, como o fígado, e acostumam o organismo a um movimento intestinal estimulado de forma artificial. Os enemas costumam ser eficazes, mas precisam ser feitos sob a supervisão de um competente profissional, pois existe o risco de causar fissura anal, infecções e outras doenças. A medicina natural oferece limpezas intestinais menos arriscadas e igualmente efetivas. Hoje você vai aprender uma dessas soluções. É uma bebida supersimples que vai realizar uma profunda limpeza intestinal sem nenhum risco para o seu corpo. Os ingredientes desta receita muito especial possuem alta atividade depurativa. Eles são ricos em antioxidantes, em vitaminas como a A e a C, e contêm muita água, que vai ajudar a expulsar os resíduos presos às paredes intestinais. É também um suco que evita a produção de gases, o que torna a limpeza mais suave. Além disso, é diurético, qualidade que o faz ser um aliado dos que estão em luta contra a balança. E tem mais: é anti-inflamatório e, pela sua riqueza de nutrientes e antioxidantes, anticancerígeno. Quer aprender a receita agora? Aqui está ela: INGREDIENTES 1 abacaxi 2 laranjas 1 pepino 1 maçã 1 limão 1 colher (sopa) do gel/baba de babosa/aloe vera 2 copos de água MODO DE PREPARO Descasque o abacaxi e a maçã e corte-o em pedaços. Descasque as laranjas. Fatie o pepino sem descascar. Extraia o gel da babosa: descasque a folha e, com o auxílio de uma colher, retire o gel, que é a parte pegajosa da planta, conhecida como “baba”. Coloque tudo no liquidificador e adicione os 2 copos de água. Bata muito bem. Adicione o suco de 1 limão espremido na hora. Beba três copos diariamente por três dias. O primeiro copo você bebe assim que preparar a bebida. Guarde o restante na geladeira e tome os outros dois copos durante o dia. Contraindicação: para as grávidas, que não devem fazer nenhuma desintoxicação durante o período de gestação. www.topbuzz.com

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Você está dormindo certo?


Segundo as últimas pesquisas, 1 em cada 5 brasileiros adultos sofre com as dores do refluxo. Se você faz parte dessa estatística, sabia que há um lado certo para dormir, no qual as dores podem ser apaziguadas? Segundo estudo publicado na célebre The Journal of Clinical Gastroenterology, dormir do lado esquerdo alivia a sensação de acidez no estômago Isso ajuda, mas infelizmente NÃO vai resolver o seu problema. Em compensação, uma xícara deste chá pela manhã pode efetivamente expulsar a sensação de acidez e queimação do seu corpo. A bebida faz parte de um método comprovadamente eficaz contra a azia e o refluxo. Você já deixou de comer o que mais gosta por medo dele aparecer… Você já é obrigado a dormir de um só jeito, de um só lado… Você já até comprou uma almofada parecida com esta… … e mesmo com tudo isso, seu refluxo continua não te deixando dormir. A sensação é horrível, eu sei. A comida não sai de jeito nenhum do seu peito… Parece que um ácido está corroendo a sua garganta… E você, instintivamente, começa a se arrepender. “Por que eu fui comer aquele bife?” “Eu bem que devia ter recusado o café”. Você pode até se acostumar, mas não precisa viver com todas essas restrições. É pedir muito, poder dormir sem a queimação no estômago? Ou mesmo comer e beber o que você mais gosta? A resposta é não – NÃO É PEDIR MUITO. Você só precisa seguir algumas recomendações corretas, porém pouco divulgadas. Quer dizer, para ser bem honesto, é pior do que pouco divulgadas. Você não terá acesso a essas informações em nenhum outro lugar. O motivo disso é muito simples, mas antes de entrar nesse assunto, permita-me assegurar: Você pode SIM restabelecer as funções naturais do seu sistema digestório e, desta forma: ✓ Conseguirá “esquecer que faz digestão”, deixando para trás toda a sensação de queimação, comida parada e acidez que tanto te tortura; ✓ Colocará um fim à dor da gastrite e do refluxo, que te impede de dormir; ✓ E poderá, finalmente, recuperar o prazer de comer. Tudo isso é plenamente possível. Você só precisa ter acesso a essas recomendações que poucas entidades sérias estão dispostas a te oferecer. Entre essas recomendações, a mais importante é a seguinte: Os remédios mais vendidos para distúrbios digestivos, quando em uso contínuo, são também os mais perigosos Eis aqui o motivo pelo qual você NÃO encontrará essas revelações em outro lugar. Não são todas as empresas que têm a coragem de contrariar os interesses da poderosa indústria farmacêutica. A grande mídia, de vez em quando, até assume esse risco e aparece com algumas denúncias… … mas para por aí. Você não irá encontrar em nenhuma matéria da internet uma recomendação séria, vinda de uma autoridade em saúde.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Os 9 sintomas de câncer de mama que toda mulher deve conhecer


Embora alguns sinais possam ser decorrentes de outras patologias menos perigosas do que o câncer, diante da menor suspeita devemos consultar um especialista para obter um diagnóstico precoce.O câncer de mama é uma doença crônica que se desenvolve quando as células do tecido mamário crescem de forma anormal. É um dos cânceres mais comuns nas mulheres, e embora também possa afetar aos homens, é a segunda causa de morte nesta população. Ainda que o tratamento e os métodos de prevenção tenham avançado, continua sendo um dos mais agressivos devido a sua fácil proliferação. As células malignas conseguem se movimentar pelos vasos sanguíneos e linfáticos e, quando não são tratas de forma oportuna, afetam outras partes do corpo. Devido a isso, é fundamental saber como a doença se manifesta em suas etapas iniciais e quando é conveniente consultar um médico para fazer exames específicos. Hoje queremos revelar 9 sintomas que, embora possam surgir em decorrência de outras doenças, não devem ser descartados como possíveis sinais. Descubra-os! 1. Massas nos seios podem ser sinais de câncer de mama O surgimento repentino de massas ou pequenas protuberâncias nos seios e axilas é um sinal que deve ser analisado de forma minuciosa, preferivelmente com a ajuda de um profissional. Este sintoma é comum nas pacientes com câncer de mama, dado que a doença afeta os processos inflamatórios e a atividade do sistema linfático. No entanto, muitas vezes são nódulos benignos, causados por uma infecção ou cistos. 2. Sangramentos anormais Os sangramentos anormais são um sintoma comum naquelas que sofrem de desequilíbrios hormonais. Apesar disso, é fundamental dar-lhes atenção, sobretudo quando surgem de forma incomum. No caso do câncer de mama, muitas mulheres podem sofrer um leve sangramento em um ou em ambos os mamilos. Se este for o caso, o melhor é solicitar exames médicos o antes possível. 3. Alterações na pele dos seios 4. Afundamento do mamilo Toda mulher deve analisar seus seios de forma regular e, depois de uma observação cuidadosa, deve avaliar se os mamilos apresentam alguma anormalidade. A retração ou afundamento de um ou de ambos é um sintoma evidente de tumores nas mamas. 5. Dor e sensibilidade Nas etapas iniciais deste tipo de câncer é muito raro sentir dor ou sensibilidade ao apalpar os seios. No entanto, conforme avança o crescimento das células, este sintoma começa a se manifestar de forma recorrente. Embora não possamos descartar que seu surgimento se deva por causa do câncer, é preciso levar em conta que também é comum pela tensão pré-menstrual, a mastite e as mudanças hormonais bruscas. 6. Secreções incomuns As secreções nos seios podem surgir durante a etapa da amamentação ou ser produto de uma infecção nos mamilos. No entanto, um grande número de pacientes com este tipo de câncer apresenta este sintoma quando a doença avança. Nestes casos, detecta-se uma secreção de cor transparente, branca ou amarelada que, muitas vezes, libera um odor desagradável. 7. Mudanças no tamanho das mamas O crescimento anormal das células no tecido mamário pode causar mudanças no tamanho, seja em uma ou em ambas as mamas. Se alguma delas parece estar inflamada ou tem um tamanho diferente do normal, isso é suficiente para solicitar uma consulta médica. 8. Perda de peso repentina As mulheres que perdem peso de forma repentina e inexplicável devem se preocupar. Embora para algumas possa parecer um benefício, por trás disso pode estar escondido um transtorno grave. A presença de células malignas afeta a atividade metabólica do corpo e, ao causar deficiências nutricionais, leva à perda alarmante de peso. 9. Fraqueza e cansaço No entanto, ela deixa de ser algo normal quando ocorre de forma repentina e recorrente, inclusive quando são mantidos hábitos de vida saudáveis. Manter este estado indica que algo não está bem no corpo e, provavelmente, a energia está sendo usada para combater este problema. Você identifica um ou vários sintomas em seu corpo? Se este for o caso, consulte um médico para receber a atenção adequada o antes possível. Lembre-se de que quanto mais rápido for feito o diagnóstico, maior é a chance de sucesso do tratamento.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Comer ovo faz bem ou mal?


Afinal, o ovo faz bem ou mal à saúde? Esta não é uma resposta simples, já que ele é um dos alimentos mais polêmicos que existem, e ao longo dos anos foi condenado e absolvido inúmeras vezes por diferentes estudos e pesquisas, principalmente por sua associação constante com o colesterol. Apesar da má fama, descobertas recentes mostraram que o ovo é, na verdade, um alimento extremamente saudável, e a melhor fonte de proteína natural que existe. Exceto em alguns casos específicos que descreveremos a seguir, não há motivo para se preocupar com o colesterol alto, e podemos aproveitar sem medo todos os benefícios que o ovo tem a oferecer para a nossa nutrição e saúde. O ovo é considerado uma fonte de proteína quase perfeita, sendo uma das melhores e mais completas que existem. Ele possui a combinação ideal de aminoácidos essenciais para o desenvolvimento do organismo. É riquíssimo nutricionalmente, e possui inúmeras vitaminas e minerais em sua composição, como a vitamina A, B2, B5, B6 e B12, além de ferro, zinco, cálcio, selênio e fósforo. O ovo também possui uma quantidade significativa de antioxidantes poderosos, como a luteína e a zeaxantina, que favorecem a saúde dos olhos e previnem a degeneração macular. É rico em colina, um nutriente fundamental para a memória e a função cerebral. Recomenda-se, inclusive, que mulheres grávidas aumentem o consumo de colina, já que ela ajuda no desenvolvimento do feto. Os ovos também podem se tornar aliados importantes para quem quer perder peso. Sua combinação de proteínas e gorduras oferece saciedade, sendo uma ótima alternativa para um café da manhã muito nutritivo e saudável. Além disso, sua versão cozida possui somente 80 calorias, um valor ínfimo considerando todos os nutrientes que ele contém. O ovo pode aumentar os níveis de colesterol bom, e seu consumo está associado a uma redução do risco de doenças cardíacas e derrames. Com tantos benefícios, parece estranho que o ovo ainda seja considerado um “vilão” por muitas pessoas. Vamos explicar porque isso ocorre e esclarecer definitivamente esse mito.

domingo, 3 de junho de 2018

Qual é o limite máximo e o mínimo para os batimentos cardíacos?


O coração de um jovem saudável, entre 15 e 20 anos, costuma bater no mínimo 60 e no máximo 90 vezes por minuto. Mas se esporadicamente sua frequência cardíaca ultrapassa ou cai abaixo de tal faixa, isso não quer dizer que você tem algum tipo de doença. “O coração está ligado ao cérebro e ao corpo por estímulos nervosos e são eles que dizem o quanto ele precisa trabalhar”, afirma o cardiologista Antônio Carlos Carvalho, da Unifesp. Em algumas pessoas, o nervo simpático (que libera adrenalina) atua com mais força, fazendo com que o indivíduo perceba mais facilmente quando o coração acelera. Em outras pessoas, a atuação do nervo vago (que breca os batimentos) é mais percebida. Basta uma situação que estimule um dos dois nervos e pronto. Quando você está malhando, por exemplo, sua frequência cardíaca pode chegar a 150 ou 160 bpm (batimentos por minuto) sem que isso represente uma ameaça à saúde. Agora imagine que você está no milésimo sono. Deitadão na cama, sem se mexer ou fazer qualquer esforço, seu metabolismo é muito menos intenso e seu cérebro praticamente desliga. Por que seu coração iria disparar? Enquanto dormimos, é normal nossa frequência cardíaca chegar aos 40 bpm, também sem causar nenhum problema. Afinal você sempre acorda bem no dia seguinte, não? Outro fator que influencia muito a frequência cardíaca é a idade. Um recém-nascido tem entre 120 e 140 bpm, pois seus sistemas de regulação do sistema circulatório ainda não estão bem desenvolvidos. A frequência cardíaca maior ajuda a fornecer mais oxigênio ao coração dos bebês. Conforme eles crescem, os batimentos vão diminuindo. Décadas mais tarde, na velhice, os batimentos provavelmente serão mais espaçados ainda, numa faixa entre 50 e 80 bpm. Motor desregulado Cada coração tem sua cadência, mas alterações bruscas podem levar à morte Com o pé no freio Uma frequência cardíaca muito baixa faz com que menos oxigênio circule pelo corpo. Com você deitado e quieto, ou mesmo dormindo, é provável que não haja nenhum problema se seu coração estiver com apenas 30 bpm. Mas essa frequência com você desperto, em pé, pode provocar desmaios e, em casos extremos, levar à morte Limite ideal Para um jovem saudável, a frequência normal fica entre 60 e 90 bpm. Mas um atleta, por exemplo, pode ter uma frequência de 40 bpm e isso ser absolutamente normal. É que o coração dele é muito eficiente: cada bombeada entrega ao corpo bem mais sangue que o normal, por isso ele precisa bater menos vezes Excesso de velocidade O coração tem dois movimentos: a diástole (quando o órgão se enche de sangue) e a sístole (quando o sangue é bombeado para o corpo). Quando o coração acelera, ele encurta a diástole. Assim, o órgão envia menos sangue para o corpo, causando cansaço e desmaios. Uma frequência cardíaca perto dos 180 bpm é sinal de alerta total e perigo de morte CONSULTORIA Marcelo Bertolami, cardiologista do Instituto Dante Pazzanese (SP)

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Infecção urinária: sintomas, tratamentos e causas


O que é Infecção urinária? A Infecção do Trato Urinário (ITU), conhecida popularmente como infecção urinária, é um quadro infeccioso que pode ocorrer em qualquer parte do sistema urinário, como rins, bexiga, uretra e ureteres. Esse tipo de infecção é mais comum na parte inferior do trato urinário, do qual fazem parte a bexiga e a uretra. Cerca de 30% das mulheres vão apresentar infecção urinária leve ou grave em algum momento da vida. A mulher tem 50 vezes mais chance de ter o problema do que o homem. Entre os principais sintomas estão: ardência ao urinar, urgência miccional, ou seja, a mulher vai várias vezes ao banheiro fazer xixi, urina avermelhada (com sangue) e dores no “pé da barriga”. (1) Infecção urinária x gravidez A frequência em mulheres grávidas é aproximadamente a mesma que em mulheres não grávidas, no entanto, infecções recorrentes são mais comuns durante a gravidez. Adicionalmente, a ocorrência da pielonefrite (infecção renal) é mais elevada durante a gestação do que na população em geral, provavelmente como um resultado de alterações fisiológicas das vias urinárias no período. A bacteriúria assintomática, ou seja, quando são detectadas bactérias no exame de urina sem que a gestante apresente sintomas, ocorre em 2 a 7% das mulheres grávidas. Geralmente ocorre durante a gravidez inicial, com apenas cerca de um quarto dos casos identificados nos segundo e terceiro trimestres. Fatores que têm sido associados a um maior risco de bacteriúria incluem história de infecção urinária prévia, diabetes mellitus e gestações anteriores. Os sintomas de infecções urinárias na gestante incluem dor em baixo ventre, acompanhada ou não de sintomas típicos como dor para urinar. Outras complicações de pielonefrite incluem anemia, sepse e dificuldade respiratória. Para o tratamento, o médico obstetra avaliará a necessidade de antibióticos seguros para gestantes. Em casos mais graves pode ser necessário mais exames e até a internação da paciente. (2) Tipos Os tipos, causas e sintomas das infecções urinárias variam de acordo com o local onde há infecção. A infecção é dividida em diferentes tipos, que são: Cistite A cistite é uma infecção bacteriana na bexiga ou no trato urinário inferior. Ela é, na maioria das vezes, causada por um tipo de bactéria proveniente do trato gastrointestinal, chamada Escherichia coli. A relação sexual também pode levar à cistite, mas você não precisa ser sexualmente ativo para desenvolvê-la. Todas as mulheres estão em risco de cistite por causa de sua anatomia - especificamente, a curta distância da uretra ao ânus e a abertura uretral à bexiga Uretrite A uretrite consiste na inflamação ou infecção da uretra, o canal que transporta a urina da bexiga para fora do corpo. As uretrites são decorrentes de bactérias provenientes do trato gastrointestinal, mas pelo fato da uretra nas mulheres estar mais próxima da vagina, algumas infecções como herpes, gonorreia e infecção por clamídia podem levar à uretrite. Pielonefrite A infecção renal (pielonefrite) é um tipo de infecção do trato urinário (UTI) que geralmente começa em sua uretra ou bexiga e viaja para um ou ambos os rim (3). Se não for tratado adequadamente, uma infecção renal pode prejudicar permanentemente seus rins ou a bactéria pode se espalhar para a corrente sanguínea e causar uma infecção potencialmente fatal. Infecção nos ureteres A infecção nos ureteres nada mais é do que a infecção dos canais que levam a urina dos rins até a bexiga. Causas As infecções urinárias geralmente ocorrem quando as bactérias entram no trato urinário através da uretra e começam a se multiplicar na bexiga. Embora o sistema urinário tenha sido projetado para manter esses invasores microscópicos, essas defesas às vezes falham. Quando isso acontece, as bactérias podem se apoderar e se transformar em uma infecção completa no trato urinário. Fatores de risco Alguns fatores são considerados de risco para contrair infecção urinária, confira: Infecções urinárias são mais comuns em pessoas cuja uretra é menor, como no caso do sistema reprodutor feminino, ou seja, o caminho que a bactéria precisa percorrer para chegar até a bexiga é menor Ter vida sexualmente ativa facilita a infecção urinária, especialmente as vaginais O uso de alguns tipos de contraceptivos, como espermicidas, também pode ser considerado um fator de risco Após a menopausa, as infecções urinárias podem acontecer com mais frequência do que antes, uma vez que a baixa quantidade de estrogênio causa mudanças no trato urinário de modo a deixá-lo mais vulnerável à ação de bactérias Apresentar algum tipo de bloqueio no trato urinário, como pedra nos rins e aumento da próstata, também são fatores de risco Ter o sistema imunológico suprimido impede que as defesas do corpo atuem propriamente, facilitando a entrada de bactérias que causam infecções O uso de cateter para urinar também aumenta os riscos de infecção. Sintomas de Infecção urinária Nem sempre uma pessoa com infecção urinária apresenta sintomas, mas quando surgem, os mais comuns são: Ardência forte ao urinar Forte necessidade de urinar, mesmo tendo acabado de voltar do banheiro Urina escura Urina acompanhada de sangue Urina com cheiro muito forte Dor pélvica Dor no reto Aumento da frequência de micções Incontinência urinária. Os sintomas variam de acordo com o tipo de infecção. Buscando ajuda médica Caso você apresente ardência ao urinar, dor pélvica, urina acompanhada de sangue e vontade frequente de urinar procure um clínico geral ou ginecologista imediatamente. http://www.minhavida.com.br

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Vasectomia


A vasectomia é a cirurgia recomendada para homens que não querem mais ter filhos. É uma intervenção cirúrgica simples feita por um urologista no consultório médico que dura cerca de 20 minutos. Na vasectomia, o médico corta, no escroto, os canais deferentes que conduzem os espermatozoides dos testículos até o pênis. Desta forma, os espermatozoides não são liberados durante a ejaculação e, por isso, o óvulo não pode ser fecundado, evitando a gravidez. 1. Pode ser feita pelo SUS? A vasectomia, assim como a laqueadura das trompas, é um dos procedimentos cirúrgicos que pode ser feito gratuitamente através do SUS, no entanto, é preciso ter dois requisitos mínimos que incluem idade superior a 35 anos e, pelo menos, dois filhos. No entanto, esta cirurgia também pode ser feita no particular por qualquer homem que não deseje ter mais filhos, sendo que o seu preço varia de R$ 500 a R$3000, dependendo da clínica e do médico selecionado. 2. A recuperação é dolorosa? A cirurgia de vasectomia é bastante simples, no entanto, o corte feito nos canais deferentes pode provocar inflamação, deixando o escroto mais sensível, o que pode provocar uma sensação dolorosa ao caminhar ou sentar, nos primeiros dias. Porém, a dor vai diminuindo ao longo do tempo, sendo possível voltar a dirigir e fazer quase todas as atividades diárias depois de 2 a 3 dias da cirurgia. Já o contato íntimo só deve ser iniciado após 1 semana para permitir a cicatrização adequada. 3. Quanto tempo demora para fazer efeito? É aconselhado utilizar outros métodos contraceptivos, como o preservativo, até 3 meses depois da cirurgia, pois, embora os efeitos da vasectomia sejam imediatos, impedindo os espermatozoides de chegar até ao pênis, ainda podem restar alguns espermatozoides dentro dos canais, possibilitando uma gravidez. Em média são necessárias até 20 ejaculações para eliminar todos os espermatozoides que restaram nos canais. Em caso de dúvida, uma boa dica consiste em fazer um exame de contagem de espermatozoides para garantir que já foram completamente eliminados. 4. O homem deixa de produzir esperma? O esperma é um líquido constituido por esperamtozoides e outros fluidos, produzidos na próstata e na vesícula seminal, que ajudam os espermatozoides a se mover. Assim, uma vez que a próstata e a vesícula seminal continuam funcionando e liberando seus fluídos normalmente, o homem continua produzindo esperma. Porém, esse esperma não contém espermatozoides, o que impede a gravidez. 5. É possível reverter a vasectomia e voltar a ter filhos? Em alguns casos a vasectomia pode ser revertida através da ligação dos canais deferentes, porém as chances de sucesso variam de acordo com o tempo que passou desde a cirurgia. Isto porque, com o tempo, o corpo deixa de produzir espermatozoides e começa a produzir anti-corpos que eliminam os espermatozoides produzidos. Assim, após vários anos, mesmo que o corpo volte a produzir espermatozoides, podem não ser férteis, dificultando a gravidez. Por esta razão, a vasectomia deve ser um procedimento utilizado apenas quando o casal tem a certeza que não pretende ter mais filhos, pois poderá não ser reversível. 6. Existe risco de ficar com impotência? O risco de ficar com impotência é muito baixo, pois a cirurgia apenas é feita nos canais deferentes que estão dentro do escroto, não afetando o pênis. No entanto, alguns homens podem sofrer com ansiedade, o que dificulta a ereção, especialmente durante as primeiras semanas, enquanto a região gental ainda está dolorida, por exemplo. 7. Pode diminuir o prazer? A vasectomia não provoca qualquer alteração no prazer sexual do homem, pois não causa alterações sensoriais no pênis. Além disso, o homem também continua produzindo testosterona normalmente, o hormônio responsável por aumentar a libido. Vantagens e desvantagem da vasectomia A principal vantagem do homem realizar a vasectomia é o maior controle sobre a gravidez da mulher, porque depois de cerca de 6 meses desse procedimento, a mulher não precisará usar métodos anticoncepcionais, como a pílula ou as injeções, por exemplo. No entanto, uma das desvantagens é que a vasectomia não protege contra as doenças sexualmente transmissíveis e por isso para se prevenir de doenças como HIV, sífilis, HPV e gonorreia, ainda será preciso usar camisinha em toda relação sexual, principalmente se tiver mais que uma parceira sexual.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

O que é laqueadura?


Também conhecida como ligadura tubária ou de trompas, a laqueadura é um procedimento voluntário de esterilização definitiva da mulher. Trata-se de uma cirurgia simples, realizada por ginecologistas, que promove a obstrução das tubas uterinas, impedindo o processo de fecundação. Suas técnicas de realização variam conforme a localização do corte e o material utilizado. De acordo com a lei brasileira, a laqueadura pode ser feita em qualquer mulher com mais de 25 anos ou que tenha pelo menos dois filhos vivos. Porém, sua principal indicação é em mulheres que podem apresentar risco de saúde, tanto para ela quanto para o bebê, caso engravidem. A ligadura de trompas é o método contraceptivo mais eficaz conhecido, embora ainda haja uma pequena chance da mulher engravidar. Quando a gestação ocorre, há uma grande probabilidade de que seja uma gravidez ectópica (fora do útero). Além dessa complicação, existe a possibilidade de arrependimento devido à incapacidade de gerar filhos, resultando assim em um quadro de depressão. Como a laqueadura é feita? O procedimento é indolor e pode ser feito por ginecologistas, com duração média de 40 minutos. Inicialmente, o paciente é anestesiado por meio de inalação ou injeção. O médico então promove incisões para, em seguida, inserir um pequeno dispositivo, que ajudará a localizar as trompas. Após amarrar, cortar ou apertar as tubas uterinas, o corte é fechado com pequenos pontos. Geralmente, a mulher é liberada algumas horas depois da cirurgia. Tipos de laqueadura Existe mais de uma maneira de realizar a operação. Entretanto, todas seguem o princípio básico da laqueadura, que é impedir a passagem do ovócito e dos espermatozoides pelas trompas, evitando a fecundação. Basicamente, as laqueaduras são classificadas de acordo com a maneira como o corte é feito e suas vias de acesso, sendo os principais tipos a abdominal e a vaginal. Além disso, existem diversas maneiras de romper efetivamente as trompas, incluindo: Anéis de plástico; Clipes de titânio (cirúrgicos); Cauterização; Fio de sutura. Para escolher o procedimento ideal para cada mulher, é preciso levar em consideração fatores como a preferência, aderência e cicatriz, além da presença de endometriose ou mioma. Laqueadura abdominal Laparotomia A laqueadura por laparotomia é o método mais comum utilizado no SUS, em que um corte horizontal semelhante a um corte de cesariana é feito na barriga. Devido ao tamanho do corte, trata-se de uma operação mais invasiva, com maior risco de infecção e dor no pós-operatório. Minilaparotomia Assim como na laparotomia, a laqueadura é feita por meio de um corte abdominal, acima da púbis. Entretanto, no caso da minilaparotomia esse corte é bem menor. Esse tipo de cirurgia normalmente é feito em no máximo até dois dias após o parto, momento em que há um aumento do volume do útero, o que facilita a operação. Normalmente, a laqueadura não pode ser realizada durante ou nos próximos 42 dias após um parto ou aborto, devido à fragilidade emocional em que a mulher se encontra. Mas quando é comprovada a necessidade do procedimento, a cirurgia indicada é a minilaparotomia. Laparoscopia (videolaparoscopia) Esse procedimento se baseia na inserção de uma minicâmera em pequenos furos realizados na região do abdômen. Para o cirurgião, esta maneira de realizar a laqueadura é melhor pelo fato da câmera permitir uma visão mais detalhada dos órgãos e tecidos internos. Por ser menos invasiva, possui menor risco de infecção, cicatrização menos aparente, maior chance de eficácia e recuperação mais rápida com relação à laparotomia. Laqueadura vaginal Colpotomia Assim como a videolaparoscopia, é menos invasiva e, por isso, apresenta menor perda sanguínea, menor dor no pós-operatório e menor tempo de internação. Ela é feita por meio de uma incisão pelo fundo-de-saco posterior da vagina (espaço ao redor do colo uterino, na região posterior), a partir de onde as trompas são alcançadas. Entretanto, apresenta maior risco de infecção. Histeroscopia A laqueadura histeroscópica consiste na inserção de um histeroscópio (aparelho endoscópico de tubo ótico com sistema de iluminação) na vagina. Nesse procedimento não é realizado corte algum e, dentre todas as formas de realizar a laqueadura, essa é a única que dispensa centro cirúrgico. Durante o processo, o histeroscópio acessa as trompas por meio da cavidade endometrial (mucosa que recobre a face interna do útero). Ao chegar nas trompas, o aparelho insere uma pequena mola de aço inoxidável de 4 cm, chamada de stent tubário, que causa uma inflamação local. Assim, ocorre uma reação do sistema imunológico que leva ao crescimento de tecido cicatricial, provocando o fechamento das trompas. Por depender do processo de cicatrização, esse método leva cerca de 3 meses para ser concluído. Após esse período, a mulher passa por uma radiografia do sistema reprodutor feminino, a fim de comprovar ou não a obstrução completa da tuba uterina. Atenção! Em fevereiro de 2017, a Anvisa determinou a suspensão da importação, distribuição, venda e uso do stent tubário Essure, classificando-o como risco máximo. De acordo com o órgão, a implementação do dispositivo pode provocar gravidez indesejada, dor crônica, perfuração, alterações no sangramento menstrual, alergia e migração do aparelho. Quem pode fazer a laqueadura? O método pode ser feito por mulheres que não desejam mais ter filhos por opção própria, mas como é definitivo, só é permitido por lei em mulheres maiores de 25 anos ou com pelo menos dois filhos vivos, diminuindo a chance de se arrependerem. Sendo assim, uma mulher de 30 anos que não possui filhos pode realizar a laqueadura, e o mesmo é possível em uma mulher de 20 anos que já tem, pelo menos, 2 filhos. Entretanto, mesmo quando a mulher já é mãe pela segunda vez, existem outras circunstâncias que podem gerar arrependimento, como quando ela perda de um filho, troca de parceiro ou melhora sua condição financeira. Por isso, é necessário que se cumpra o prazo mínimo de 60 dias entre a manifestação da vontade de realizar a laqueadura e a efetivação do processo cirúrgico, período em que deve ser oferecido à mulher o serviço de regulação da fecundidade e um aconselhamento por equipe multidisciplinar, visando desencorajar a esterilização precoce. Existe ainda a possibilidade da cirurgia ser realizada em mulheres com risco de saúde e até mesmo de morte, em casos de concepção. Entretanto, nessas situações, a laqueadura só pode ser realizada mediante um laudo testemunhado em relatório e assinado por dois médicos. Como é o pré e o pós-operatório? A cirurgia de laqueadura exige alguns cuidados antes e depois de ser realizada. Entenda: a operação pela ANVISA. É possível reverter o método? É possível reverter a laqueadura por meio do método de laparoscopia, mas o processo possui muitos riscos e não é realizado pela maioria dos ginecologistas. Por isso, comumente a cirurgia é considerada irreversível. Entretanto, quando a laqueadura foi feita utilizando clipes ou anéis, a reversão é possível em 80% dos casos. Para que possa ser realizada, é preciso que o final das tubas uterinas tenha sido preservado e que não haja dilatação. Esse processo chama-se anastomose, em que a tuba cortada é religada e suturada novamente.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Hipotireoidismo e hipertireoidismo


Você sabe qual a diferença entre hipotireoidismo e hipertireoidismo? Enquanto as pessoas que sofrem de hipertireoidismo tendem a perder peso e costumam suar excessivamente, os que têm hipotireoidismo podem ganhar ou perder peso e sentir mais frio.  Hipotireoidismo e hipertireoidismo são as duas condições capazes de afetar a glândula da tireoide, que atua como um verdadeiro centro de controle do organismo. Ela é responsável por liberar hormônios que mantêm as atividades do cérebro, coração, músculos e outros órgãos funcionando corretamente, além de ajudar o corpo a usar energia da melhor forma possível. Estamos acostumados a ouvir falar sobre esses dois nomes, mas você sabe exatamente qual a diferença entre hipotireoidismo e hipertireoidismo? Neste artigo, iremos responder esta pergunta e falar sobre as características e particularidades das duas condições. Elas afetam muito mais as mulheres do que os homens, por isso precisamos ficar atentas aos seus sintomas e diagnosticá-las o antes possível.   Hipertireoidismo Como o próprio nome diz, o hipertireoidismo é caracterizado por uma tireoide hiperativa, que produz mais hormônios do que o necessário para manter o organismo funcionando em sua normalidade. A quantidade extra de hormônios faz com que o metabolismo se mantenha constantemente acelerado, e pode surgir também uma protuberância ou inchaço na parte da frente do pescoço, devido ao aumento do tamanho da glândula. Ele ocorre em aproximadamente 1% da população, sendo que as mais afetadas costumam ser mulheres entre 30 e 40 anos. Os sintomas, inicialmente, são difíceis de identificar, mas ao longo do tempo podem ficar mais fortes. Os principais deles são os seguintes: Batimento cardíaco irregular Perda de peso e aumento do apetite Suor excessivo Intolerância ao calor Irregularidade nos ciclos menstruais Perturbações emocionais Inchaço na região do pescoço Distúrbios do sono Ansiedade e irritabilidade Fraqueza muscular Se você estiver experimentando alguns destes sintomas de forma recorrente, consulte um médico. Ele poderá indicar exames capazes de identificar esta condição e dar início ao tratamento, que inclui o uso contínuo de medicação e, em alguns casos mais graves, procedimentos cirúrgicos para remover parte da tireoide. Além disso, a ingestão de alguns alimentos específicos pode ajudar a regular a sua função, reduzindo seus níveis de atividade a patamares mais normais. Eles não irão resolver o problema sozinhos, mas podem ser combinados com outras formas de tratamento para obter melhores resultados. No caso do hipertireoidismo, é importante consumir bastante proteína vinda de carnes magras, laticínios e, principalmente, da soja. Acrescente na dieta vegetais crucíferos como a couve manteiga, couve-flor, espinafre e brócolis. É fundamental reduzir a ingestão de alimentos que possam estimular ainda mais a ação da glândula, sendo que a principal substância capaz e fazer isso é o iodo. Por isso evite peixes, frutos do mar e algas marinhas. Hipotireoidismo O hipotireoidismo, por outro lado, é caracterizado por uma tireoide “deficiente”, que produz menos hormônios do que o necessário para que o organismo funcione corretamente. Esta condição é um pouco mais comum do que o hipertireoidismo, afetando cerca de 3% da população. Ela também ocorre com mais frequência em mulheres, principalmente nas que têm mais de 50 anos. Muitas mulheres podem sofrer com o hipotireoidismo também no período do pós-parto. O hipotireoidismo desacelera o metabolismo, afetando assim diferentes funções do organismo. Os sintomas também começam de forma tímida, por isso pode ser difícil perceber que há um problema com a tireoide. Fique atento se estiver experimentando os seguintes sintomas: Falta de apetite Ganho de peso constante, mesmo sem exagerar no consumo de alimentos Depressão Intolerância ao tempo frio Redução dos batimentos cardíacos Fadiga Prisão de ventre Dificuldade de raciocinar de forma clara Retenção de líquidos Pele pálida ou amarelada Consulte um médico para obter um diagnóstico mais preciso e dar início ao tratamento o antes possível. Os medicamentos utilizados irão fornecer os hormônios que a tireoide não está conseguindo produzir sozinha, por isso, infelizmente, pacientes com hipotireoidismo podem precisar fazer uso de medicação específica para o resto da vida. Também é possível combinar os remédios com hábitos alimentares saudáveis, incluindo alimentos capazes de estimular a tireoide. O principal deles é o iodo, precursor da produção hormonal da glândula, por isso aumente o consumo de peixes, frutos do mar e alga marinha, também conhecida como nori e muito usada na culinária japonesa. É importante também evitar a ingestão de soja, já que ela contém um tipo de isoflavona capaz de inibir as funções da tireoide, exatamente o oposto do que precisam as pessoas que sofrem com o hipotireoidismo.

terça-feira, 8 de maio de 2018

Mioma


O que é Mioma uterino? Miomas uterinos são tumores não cancerosos do útero, que muitas vezes aparecem durante a idade fértil. Os miomas uterinos não estão associados a um risco aumentado de câncer de útero e quase nunca se transformam em câncer. Esse tumor benigno atinge cerca de 50% das mulheres na faixa etária dos 30 aos 50 anos. Também chamado de fibroide uterino, o mioma se desenvolve a partir do tecido muscular liso do útero (miométrio). Uma única célula se divide repetidamente e desenfreadamente, até criar uma massa distinta dos tecidos próximos. Os padrões de crescimento de miomas uterinos variam, podendo se desenvolver de forma lenta, rapidamente ou permanecer do mesmo tamanho. Alguns miomas passam por surtos de crescimento, e alguns podem encolher por conta própria. Inclusive, muitos miomas que acontecem durante a gravidez tendem a encolher ou desaparecer após o parto Os miomas não são indetectáveis pelo olho humano, mas suas massas volumosas podem distorcer ou ampliar o útero. Eles podem ser únicos ou múltiplos, e em casos extremos a expansão do útero é tamanha que atinge a caixa torácica. Tipos Os miomas uterinos se separam em três tipos a depender de sua localização na parede do útero: Miomas subserosos: localizam-se na porção mais externa do útero e geralmente crescem para fora. Este tipo de mioma não costuma afetar o fluxo menstrual, porém, pode tornar-se desconfortável pelo seu tamanho e pressão sobre outros órgãos da pelve Miomas pediculados: são ligados à superfície uterina por uma ponte fibromuscular e por onde vem também sua circulação. Normalmente assintomáticos, o seu crescimento ao longo do tempo pode predispor à torção de seu pedículo, sendo causa de dor aguda o que pode levar à necessidade de cirurgia de urgência para sua retirada Miomas intramurais: crescem no interior da parede uterina e se expandem, fazendo com que o útero aumente seu tamanho. São os tipos de miomas mais comuns e geralmente provocam um intenso fluxo menstrual, dor pélvica ou sensação de peso Miomas submucosos: ficam na parte mais profunda da do útero, bem por abaixo da capa que reveste a cavidade uterina. São os miomas menos comuns e provocam intensos e prolongados períodos menstruais Miomas intracavitários: se localizam totalmente dentro da cavidade uterina. Eles costumam causar sangramento entre os períodos e, muitas vezes, causar cólicas. Mioma uterino REVISADO POR Dr. Jurandir Piassi Passos GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA - CRM 60633/SP ESPECIALISTA MINHA VIDA

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Coma alcoólico


Enquanto muita gente acha graça em beber até cair, o assunto é sério: o coma alcoólico é o resultado dos excessos e pode matar. Entenda neste texto o que é e o que fazer em casos de coma alcoólico. É importante que você entenda o processo do álcool no organismo. O fígado é o órgão responsável por metabolizar a ingestão da bebida alcoólica. Em média, é preciso de uma hora para cada dose, podendo variar este tempo conforme o peso, altura, tipo físico e gênero (mulheres levam mais tempo). Se há a ingestão rápida e contínua de bebidas alcoólicas, o fígado não aguenta metabolizar o álcool. Aí, então, é questão de tempo para entrar em coma alcoólico. No coma alcoólico, a pessoa perde os sentidos, ficando com a consciência mais lenta e com dificuldade para respirar. Por isso, pode ocorrer a parada respiratória e/ou cardíaca. Outra perigosa consequência é a sufocação pelo vômito, pois, para defender-se, o próprio organismo provoca o vômito e, por a pessoa estar inconsciente, ela pode aspirar o líquido e o mesmo parar nos pulmões. Para evitar a morte ou sequelas, é importante que a pessoa seja rapidamente socorrida. No atendimento hospitalar há hidratação intensa para que o fígado consiga voltar ao seu funcionamento, o uso de glicose para normalizar a queda de açúcar no sangue e o monitoramento do quadro clínico do paciente (pressão arterial, batimentos cardíacos, etc). Como socorrer? O primeiro passo é ligar para o SAMU através do telefone 192 ou ambulância local. Enquanto aguarda, deixe a pessoa deitada de lado. Isso evita a asfixia por vômito. Não faça a pessoa ingerir algum alimento ou medicação. Aguarde o socorro médico. Afrouxe as roupas e deixe a vítima confortável. Se a vítima tiver uma parada cardíaca, aplicar a respiração boca a boca e massagem cardíaca até a chegada dos socorristas. fonte:alcoolismo.com.br

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Cefaléia Orgásmica


Como tratar a Dor de Cabeça depois da Relação Sexual Colocar uma toalhinha molhada em água fria na nuca e deitar confortavelmente na cama são estratégias naturais que ajudam a combater a dor de cabeça causada pelo sexo. A dor de cabeça que surge durante a relação sexual, é chamada de cefaleia orgástica, e embora afete mais os homens que já sofrem com enxaquecas, as mulheres também podem ser afetadas. Ainda não se sabe exatamente porque essa dor aparece mas a teoria mais aceite é que isso aconteça porque durante o contato íntimo os músculos se contraem e a energia liberada durante o ato sexual aumenta a largura dos vasos sanguíneos dentro do cérebro, o que pode causar alterações graves como aneurisma ou AVC, por exemplo. Como reconhecer os sintomas A dor de cabeça orgásmica surge especialmente durante o orgasmo, mas também pode surgir alguns instantes antes ou depois do clímax. A dor surge de forma repentina e afeta principalmente a parte de trás da cabeça e a nuca, com uma sensação de peso. Algumas pessoas relatam que sentem muito sono quando esta dor aparece. Como é feito o tratamento O tratamento para dor de cabeça que surge depois do sexo é feito com o uso de analgésicos como o Paracetamol mas dormir num local escuro também ajuda a descansar e ter um sono mais profundo e restaurador, e a pessoa acorda bem e sem dores. Uma compressa fria na nuca também costuma ser eficiente para aliviar o desconforto. A cefaléia orgásmica é uma doença rara e até mesmo as pessoas afetadas apresentam esse quadro, apenas tem 1 ou 2 vezes na vida. No entanto, há relatos de pessoas que apresentam esse tipo de dor de cabeça em praticamente todas as relações sexuais, e nesse caso deve-se buscar ajuda médica para iniciar o tratamento com uso de remédios. Quando ir ao médico A dor de cabeça que surge durante ou logo após o sexo geralmente passa em poucos minutos ou algumas horas, mas pode ser indicado buscar ajuda médica quando: A dor de cabeça é muito intensa ou surge de forma frequente; A dor de cabeça não cessa com analgésicos, e não melhora com uma boa noite de sono; A dor de cabeça acaba gerando uma enxaqueca, que se manifesta com dor intensa localizada numa outra parte da cabeça que não seja a nuca. Nesse caso o médico pode pedir exames como a tomografia cerebral para verificar se os vasos sanguíneos do cérebro encontram-se normais ou se pode haver o rompimento de um aneurisma ou AVC hemorrágico, por exemplo. Como evitar a cefaleia causada pelo orgasmo Para quem sofre com esse tipo de dor de cabeça de forma frequente, a melhor forma de evitar esse tipo de desconforto é não ter relações sexuais, mas como isso pode não ser uma opção, o neurologista poderá receitar remédios usados contra enxaqueca para prevenir o surgimento da dor. Esses remédios podem ter que ser tomados diariamente por aproximadamente 1 mês para depois avaliar se teve o efeito esperado ou se é preciso substituir os remédios por outros. Outras estratégias que também contribuem para o sucesso do tratamento, e cura da cefaleia orgástica, são bons hábitos de vida como dormir e descansar de forma adequada, fazer exercícios de forma regular e se alimentar bem, comendo carnes magras, ovos, laticínios, legumes, verduras, grãos e cereais, diminuindo o consumo de alimentos industrializados, processados, ricos em gordura, açúcar e aditivos alimentares.

domingo, 29 de abril de 2018

Vírus influenza (vacina contra gripe)


Segundo um balanço preliminar divulgado nesta sexta, 29,59 milhões de pessoas dos grupos prioritários receberam a dose, o que equivale a 94,53% da meta, que era vacinar 31,3 milhões. O público-alvo é formado por idosos com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a 2 anos, gestantes, doentes crônicos — diabéticos, por exemplo — indígenas, presidiários e profissionais de saúde. A meta estabelecida pelo Ministério corresponde a 80% do público-alvo total. A campanha teve início em 15 de abril e, segundo a previsão inicial, deveria ter terminado em 26 de abril. No entanto, o Ministério da Saúde optou pela prorrogação para aumentar a imunização, já que a procura tinha ficado bem abaixo da meta. De acordo com os números divulgados nesta sexta-feira, dez estados já atingiram a meta de cobrir pelo menos 80% do público-alvo: Alagoas, Amapá, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina – que atingiu a maior cobertura do país, com 90,79% do público-alvo imunizado. Nos demais estados, o Ministério da Saúde recomenda que as secretarias locais estendam mais uma vez a campanha até que a meta seja atingida — Mato Grosso do Sul, Pernambuco e São Paulo já anunciaram a medida. Vírus influenza A imunização protege contra os três subtipos do vírus influenza que mais circularam no inverno passado: A (H1N1) – conhecido popularmente como gripe suína –, A (H3N2) e B. Foram distribuídas, neste ano, 43 milhões de doses da vacina para 65 mil postos de saúde, segundo a pasta. Em 2012, 26 milhões de pessoas foram imunizadas, número equivalente a 86,3% do público-alvo naquele ano. O índice superou a meta prevista, de 80% do público. O objetivo deste ano era de atingir cerca de 80% do público-alvo da ação, que inclui idosos com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a 2 anos, gestantes, indígenas, presidiários e profissionais de saúde. Doentes crônicos e mulheres no período até 45 dias depois do parto também devem receber a vacina. “A vacinação é segura e feita com o objetivo de diminuir o risco de ter doença grave e evitar o óbito. Ao mesmo tempo, as pessoas que apresentarem os sintomas de gripe devem procurar o posto de saúde, porque tem tratamento”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em nota oficial divulgada pelo ministério. Reduzir internações O principal objetivo da campanha é ajudar a reduzir as complicações, internações e mortes decorrentes da gripe. A meta é reforçar o atendimento às pessoas com doenças crônicas, independentemente da faixa etária. Isso inclui quem tem problemas cardíacos, pulmonares, transplante de rim, obesidade, deficiência mental e pacientes que usam medicamentos imunossupressores, entre outros. A novidade de 2013 foi que os doentes crônicos tiveram acesso ampliado a todos os postos de saúde, e não apenas aos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (Cries). Para isso, é preciso apresentar apenas a prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes já cadastrados em programas de controle de doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) devem procurar os postos em que estão inscritos. Caso a unidade de saúde que oferece atendimento regular não tenha um posto de vacinação, a pessoa deve solicitar uma prescrição médica. Os pacientes da rede privada ou conveniada também devem ter prescrição médica e apresentá-la nos postos durante a campanha. Vírus inativo O vírus usado na vacina é inativo e, por isso, não causa gripe. Porém, ao se vacinar, a pessoa pode pegar outros tipos de vírus capazes de provocar um resfriado ou uma gripe mais fraca. Existe, ainda, a possibilidade de o indivíduo se vacinar no momento em que já se contaminou com o vírus. Nesse caso, a dose não terá efeito. Dúvidas mais comuns Veja as perguntas mais comuns sobre a vacina e sobre a gripe. As informações são do Ministério da Saúde e da diretora de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Helena Sato. 1) Por que o Ministério da Saúde priorizou esses público-alvo? Estudos indicam que alguns grupos da população, principalmente idosos, grávidas e crianças pequenas, correm mais risco de ter complicações em decorrência da gripe, como pneumonia, e morrer pela doença. 2) Quem se vacinou no ano passado precisa tomar a dose novamente? Sim, já que a imunidade contra a gripe dura até um ano após a aplicação da vacina. E também porque sua composição é feita conforme os vírus que mais circularam no ano anterior. 3) O que é influenza? A influenza é o nome científico do vírus da gripe. É uma infecção viral aguda que atinge o sistema respiratório. É de alta transmissão, com tendência a se disseminar facilmente em epidemias sazonais, comuns no outono e no inverno. 4) Gripe e resfriado são a mesma coisa? Não. A gripe é uma doença grave, contagiosa, causada pelos vírus influenza (A, B ou C). O resfriado é menos agressivo e de menor duração, causado por um rinovírus (com seus vários tipos). Os sintomas da gripe muitas vezes são semelhantes aos do resfriado, que se caracterizam pelo comprometimento das vias aéreas superiores (congestão nasal e coriza), tosse, rouquidão, febre, mal-estar, dor de cabeça e no corpo. Mas, enquanto a gripe pode deixar a pessoa de cama, o resfriado geralmente não passa de tosse e coriza. 5) Quais os meios de transmissão dos vírus da gripe e do resfriado? A transmissão ocorre quando as secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada são transmitidas para outra por meio da fala, da tosse, do espirro ou pelo toque, levando o agente infeccioso direto à boca, olhos e nariz do receptor. 6) A vacina contra a gripe imuniza contra o resfriado? Não. A vacina contra a gripe protege apenas contra os três principais vírus influenza que estão circulando no país. 7) A dose tem alguma contraindicação? A vacina não é recomendada para quem tem alergia à proteína do ovo, isto é, entre aqueles que já apresentaram forte reação alérgica pelo menos duas horas depois de comer ovo. Esse tipo de alergia é bastante rara. A vacina também é contraindicada a quem já teve reações adversas a doses anteriores a um dos componentes da vacina. Nestas situações recomenda-se passar por avaliação médica para saber se pode ou não tomar a vacina. 8) Posso ficar gripado(a) após me vacinar? Não, isso é um mito. A vacina contra influenza contém vírus mortos ou apenas pedaços dele que não conseguem causar gripe. Na época em que a vacina é aplicada, circulam vários vírus respiratórios, que podem não ser o da gripe em questão, e as pessoas podem ser infectadas por eles. Além disso, é possível pegar um resfriado. 9) Quanto tempo leva para a vacina fazer efeito? Em adultos saudáveis, a detecção de anticorpos protetores se dá entre duas a três semanas após a vacinação e apresenta, geralmente, duração de 6 a 12 meses. 10) Fora do período da campanha é possível me vacinar? Não pelo SUS. Depois da campanha, só serão vacinados os presidiários e indivíduos que apresentem problemas de saúde específicos. Clínicas as privadas poderão oferecer a vacina a toda população – inclusive para quem não faz parte do grupo prioritário – desde que as doses compradas estejam registradas na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 11) A vacina contra a gripe tem o mesmo efeito de um antigripal? Não. A vacina previne contra a gripe, e o antigripal é um medicamento usado para reduzir os efeitos causados pela doença. 12) Pessoas com doenças crônicas podem se vacinar? Sim, mas com apresentação de receita médica. Em alguns casos, como os de pacientes com doenças neurológicas, é aconselhável passar por uma avaliação médica antes da vacinação. 13) É obrigatório apresentar a caderneta de vacinação? Não, mas o documento é necessário para atualizar outras vacinas do calendário anual. Para quem não apresentar a caderneta no momento da aplicação da dose, será feito outro cartão para o registro, que deve ser guardado para comprovar o histórico vacinal. 14) Pessoas que tomam corticoide podem ser vacinadas? Sim, o uso não impede a imunização. 15) Quanto tempo após a vacinação eu posso doar sangue? Uma portaria do Ministério da Saúde publicada em 2011 declarou que o doador fica inapto para doar sangue pelo período de um mês a partir da data em que foi vacinado contra o vírus da gripe. Depois desse prazo, está liberado. Fonte: G1.com

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Auto Hemoterapia Funciona? O que é, para que serve e Riscos


A cada novo dia surgem depoimentos de pessoas dizendo que foram curadas ou tiveram os sintomas de suas doenças diminuídos através dessa terapia. Assim, surgem dúvidas do tipo “O que é Auto Hemoterapia?” ou “Para que Serve a Hemoterapia?”. Nesse artigo você poderá tirar suas dúvidas uma vez por todas! O que é Auto Hemoterapia? A Auto Hemoterapia é tratamento o qual primeiro é removido o sangue do paciente a partir de suas veias, posteriormente voltando a injeta-lo de volta ao corpo, dentro do tecido muscular, geralmente no braço, pernas ou nádegas. Segundo pessoas que defendem o tratamento, tal prática estimula a proliferação de Macrófagos, células que entram reações defensivas no corpo, circulando constantemente em todos os órgãos com o único objetivo – para encontrar e remover elementos indesejados de nosso organismo. Auto Hemoterapia, ou terapia auto-sangue, foi descrita pela primeira vez pelo médico francês Paul Ravaut em 1913 e tem sido empregado em uma ampla gama de condições de doenças crônicas. Para que Serve a Hemoterapia? Pessoas que fazem uso da Hemoterapia defendem que a terapia é capaz de curar diversas doenças. Como o aumento do poder do sistema imunológico, é defendido por tais pessoas que a Auto Hemoterapia participa da Destruição e inibição do crescimento de bactérias, fungos, vírus e na corrente sanguínea assim como pode ajudar no aumento da tolerância do corpo no sentido de radiação ou quimioterapia. As pessoas buscam a terapia para combater sintomas de doenças como: Acne, Furunculose, Eczema Depressão, Alergias em Geral, Psoríase, Doenças Respiratórias, Esclerodermia, Asma Brônquica, Psoríase, Doença De Crohn, Artrite, Rinite, Entre outras… Quais os Riscos e Efeitos Colaterais? A auto hemoterapia não é aprovada pelos conselhos médicos e a ANVISA, assim sendo, não pode ser praticada por médicos e profissionais da área. Jamais deve-se deixar de lado qualquer tratamento médico para iniciar terapias, quais quer que seja. Por que pessoas busca de auto-hemoterapia? Realizamos algumas pesquisas na internet em busca de depoimentos de pessoas que disseram ter tido problemas através do tratamento e realmente é difícil de encontrar. A maioria absoluta dos testemunhos de pessoas que realizaram o tratamento são a favor dos resultados obtidos. Além disso, talvez outro motivo da busca das pessoas pela Hemoterapia seja o fato de que é muito mais barato do que o tratamento convencional. Em grupos e sites, onde quer que você olhe, há apenas pessoas dizendo como auto-hemoterapia fez por eles o que a medicina convencional não podia. A História desse tipo de Terapia vida como nós a compreendemos certamente não poderia ter evoluído, não fosse pela habilidade, mesmo tendência, de seres vivos se recuperar de lesões e doenças. De alguma forma, mesmo que as primeiras linhas de defesa corporal possam ser violadas por algum agente estrangeiro, o invasor tende a ser identificado, isolado, resistido, repelido e / ou conquistado, ou pelo menos suficientemente restringido. No entanto, quando isso não ocorre, o ser vivo pode ser condenado, consumido pelo inimigo microbiano dentro. Durante a primeira metade do século XX, desenvolveram-se dois tipos principais de terapias que englobavam a remoção de um invasor de um “refúgio seguro” no ser e a sua reinjeção em tecidos onde uma resposta adequada poderia ser obtida – auto-hemoterapia e vacinas autógenas. Desde o início do século XX, tanto a auto-hemoterapia como a terapia de vacina autógena (esta última muitas vezes associada à remoção de focos orais infectados) foram relatadas como úteis em uma vasta e comum gama de condições de doença. Tratamento através de sangue… Cerca de meados do século 20, em grande parte na sequência da era da droga-droga-mania que se seguiram à Segunda Guerra Mundial, ambos caíram um pouco fora de moda, embora elementos essenciais de ambos são encontrados em práticas médicas contínuas. O procedimento evoluiu em parte da tradição de “terapia sérica” ​​de Kitasato e von Behring, que envolveu soro “imunizado” injetado intravenosamente e uma presumível transferência passiva de imunidade ao paciente. Ao longo do caminho, alguém tentou o soro de uma mãe, e outros, incluindo Spiethoff, usaram o próprio soro do paciente. Assim, enquanto a auto-hemoterapia, desde o início, foi agrupada com “soroterapia”. Benefício da auto-hemoterapia O benefício da auto-hemoterapia não depende de fornecer certos elementos faltos, mas de um princípio mais amplo que inclui o soro do indivíduo . Tal “princípio mais amplo” poderia logicamente abarcar o que está subjacente à ação da terapia vacinal autógena. Enquanto a auto-hemoterapia como uma entidade distinta desfrutou de um período bem documentado de popularidade durante a primeira metade do século XX, período esse que é particularmente enfatizado aqui, também representa a culminação de um fio fundamental de tecelagem através das artes de cura por pelo menos alguns milênios.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

ATM


O movimento de abrir e fechar a boca é uma das dinâmicas mais presentes na nossa rotina, fazemos isso o tempo todo para falar, comer e às vezes até mesmo respirar. Mas e se esse movimento simples se tornasse complicado ou doloroso? É o que vivencia que sofre com disfunções da ATM, a articulação temporomandibular que controla o movimento da mandíbula. Nesses casos, podem ocorrer diversos problemas na hora de movimentar a boca, como dores, estalos e até inchaço. "Muitas vezes isso gera desconforto para o paciente e até mesmo o convívio social prejudicado, porque o quadro causa dores fortes, mesmo para se alimentar e para falar, e as dores se agudizam. Portanto é preciso buscar tratamento, já que os sintomas tendem a se agravar", considera a odontologista Fabíola Lanfredi, especialista em ortopedia funcional dos maxilares (SP). As disfunções da ATM podem ter diversas causas. Entre elas, fatores emocionais, como estresse, tensão e ansiedade, até mesmo por questões físicas, como alguma batida ou deslocamento ou mesmo um hábito errado, tais quais roer as unhas ou usar um lado mais do que o outro. Além disso, o problema pode ser tanto muscular quanto algum deslocamento na articulação, seja do disco de cartilagem que a protege ou mesmo do osso. "Os tratamentos variam conforme o problema. Têm muitas técnicas modernas, como toxina botulínica quando há problemas musculares, placas de acetado em casos como o bruxismo ou a cirurgia em último caso, quando há deslocamento do disco ou necessidade de lubrificação", enumera a cirurgiã bucomaxilofacial Katyuscia Lurentt, membro do Hospital Adventista Silvestre (RJ). Apenas um odontologista especializado no assunto pode descobrir o que está causando o problema. Para ajudar, listamos os principais sintomas das disfunções da ATM. Ao aparecimento de qualquer um deles, melhor procurar ajuda! 1. Dor no rosto e de cabeça A dor é um sintoma muito comum das disfunções da ATM, mas pode ser um sintoma mais tardio. Essa dor, no entanto, não tem um local específico da face para aparecer. "Na maioria das vezes ela aparece próxima ao ouvido, no local onde fica a ATM, mas também pode ser nas têmporas ou parte frontal da testa", descreve a odontologista Deborah Lee, responsável técnica da Odontoclinic Vila Mariana (SP). De acordo com a odontologista Nathalia Moraes, essas dores estão intimamente ligadas ao bruxismo e ocorrem devido ao desgaste muscular que esse movimento repetitivo ocasiona. É a musculatura que também causa a dor de cabeça. "A dor lateral está ligada a um dos músculos responsáveis pelo fechamento da boca, que se estende até essa região", ressalta a cirurgiã bucomaxilofacial Katyuscia Lurentt, membro do Hospital Adventista Silvestre (RJ).As dores de cabeça são comumente confundidas com enxaquecas, até por costumar aparecer em pontadas. Por isso, vale a pena consultar um odontologista se a causa do problema não for encontrada por um neurologista. 2. Dor no pescoço e ombros A dor das disfunções da ATM também pode se irradiar para o pescoço e ombros. Isso ocorre devido à proximidade que os músculos ligados à ATM estão dessas regiões. "Os músculos do corpo interagem entre si, o que irradia a dor, principalmente a causa por tensão muscular", explica Deborah. No entanto, Nathalia alerta que essa relação é um pouco menos comum, mas pode ocorrer, ainda mais quando essas dores estão associadas a dores de cabeça. 3. Maxilar travado O maxilar travado é um sintoma clássico das disfunções de ATM. "Nesses casos, quando o paciente abre a boca para comer, a cabeça da mandíbula sai da posição e não volta mais", explica Nathalia Moraes. Normalmente é preciso ir no odontologista ou a um hospital para que um especialista consiga colocar a articulação de volta ao lugar. Para tanto, o especialista faz uma pressão para baixo e para trás com força, o que costuma causar dor no momento. No entanto, é importante que o travamento do maxilar normalmente causa dor naturalmente e impede a execução perfeita de uma série de ações importantes do dia a dia, como comer e falar. Podem ocorrer travamentos temporários também, de acordo com a odontologista Fabíola Lanfredi. Nesses casos, o paciente costuma ignorar o problema, já que ele se resolveu sozinho, mas ainda assim é importante investigar a causa. Depois de reposta no lugar, é importante que o paciente investigue melhor a causa do problema. Se esse travamento do maxilar se torna algo recorrente, a única solução é se submeter a uma cirurgia para correção do problema. 4. Mordida incomoda Um sintoma comum das disfunções da ATM é a dificuldade em mastigar. "Normalmente a mastigação ocorre sempre no mesmo ponto dos dentes, mas quando a pessoa tem uma disfunção da ATM, as mordidas nunca ocorrem no mesmo lugar, o que é desconfortável", contextualiza a odontologista Deborah Lee. Isso pode ocorrer até mesmo por um desencaixe entre a arcada superior e inferior. Mesmo que a mordida não doa, o paciente pode começar a sentir estalos e até mesmo chiados ao abrir a boca. Nem sempre estes estalos ou chiados doem, mas eles podem ser bem incômodos quando escutados a todo instante.Normalmente isto está ligado a disfunções do disco de cartilagem da ATM. "Entre a cabeça e a mandíbula há um disco de proteção, um tecido mole feito de cartilagem. Esse disco pode ser deslocado ou desgastado, e aí o encontro dos ossos gera estalos", descreve Deborah Lee. Ou seja, com o tempo, isso pode causar ainda mais problemas na região, portanto é importante procurar um especialista assim que problema aparece. 5. Sons de estalo ou chiado ao abrir a boca Mesmo que a mordida não doa, o paciente pode começar a sentir estalos e até mesmo chiados ao abrir a boca. Nem sempre estes estalos ou chiados doem, mas eles podem ser bem incômodos quando escutados a todo instante. Normalmente isto está ligado a disfunções do disco de cartilagem da ATM. "Entre a cabeça e a mandíbula há um disco de proteção, um tecido mole feito de cartilagem. Esse disco pode ser deslocado ou desgastado, e aí o encontro dos ossos gera estalos", descreve Deborah Lee. Ou seja, com o tempo, isso pode causar ainda mais problemas na região, portanto é importante procurar um especialista assim que problema aparece. 6. Inchaço na lateral da face Um sintoma pouco comum, mas bem característico das disfunções de ATM é o inchaço do rosto. "Esse sintoma costuma ser o músculo hipertrofiado e fica bem evidente quanto afeta o músculo masseter, que encobre a lateral da mandíbula e as bochechas, devido a sua extensão, ele pode até mesmo deixar um dos lados do rosto mais quadrado", explica Katyuscia Lurentt. Normalmente o inchaço relacionado aos músculos da ATM aparece sem motivo, não ocorre trauma nem nada que o justifique, e está ligado a dores ao mastigar ou abrir a boca. 7. Zumbido no ouvido Um sintoma pouco comum, mas muito relacionado às disfunções da ATM, é o zumbido no ouvido. "Há uma proximidade muito grande entre o ouvido e os dentes, então quando a oclusão não é perfeita, isso pode gerar um problema mandibular que se reflete no ouvido", considera Nathalia Moraes. De modo geral, quando o otorrinolaringologista não consegue encontrar uma causa para o zumbido, ele envia o paciente ao odontologista para descarte dessa hipótese. Normalmente as disfunções da ATM causam zumbido quando há algum problema no líquido ou no disco da articulação. Nathalie Ayres Redação Minha Vida Em 19/1/2015

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Arquivo para freio curto


E agora, quando operar a fimose ? Posted in dica with tags cabresto, causas, circuncisão, consequências, excesso, fimose, freio curto, glande, operação, parafimose, pênis, pele on maio 21, 2008 by dr.lichtenstein Fimose, ao contrário do que muitos dizem e pensam, é estritamente a incapacidade de expor completamente a glande (cabeça do pênis). Expor a glande significa poder “descobrir” a “cabeça” do pênis, espontaneamente ou manualmente, com o pênis flácido ou ereto. A não exposição da glande dá-se por aderência desta ao prepúcio (pele que recobre a cabeça do pênis) ou por estreitamento do orifício prepucial. Na prática, em linguagem popular, fimose é quando você não consegue “abrir” o pênis, ou seja, puxar a pele para trás e descobrir a “cabeça”. Causas A origem é congênita ou adquirida e atinge tanto crianças quanto adultos. É importante lembrar que 90% dos meninos nascem com o prepúcio aderido à glande, com a finalidade de proteger tanto ela quanto o meato uretral, abertura da uretra por onde passam a urina, a ejaculação e líquidos parietais. Aos seis anos de idade, a maioria dos meninos já terá sua glande naturalmente descolada do prepúcio. Conseqüências O não tratamento da fimose pode trazer complicações locais do tipo PARAFIMOSE, que é o estrangulamento da glande pelo prepúcio de orifício estreito. A fimose não tratada também dificulta a higiene local, favorece o aparecimento de infecções e é altamente relacionada com o desenvolvimento de câncer do pênis. A presença da fimose não altera o desenvolvimento do pênis. Freqüentemente se confunde a fimose com o excesso de pele ou o encurtamento do freio (cabresto) do pênis. Aliás, o cabresto ou freio do pênis é uma estrutura normal, presente em todos os homens, que liga a glande ao prepúcio e tem a função de limitar os movimentos do prepúcio durante o coito. Não é obrigado que se rompa na primeira relação como muitos pensam; o normal é que ele nunca se rompa. O excesso de pele prepucial só deve ser operado (retirado) se traumas ou infecções freqüentes se desenvolvem durante ou logo após o coito. O mesmo se aplica ao freio do pênis. O tratamento da fimose é sempre cirúrgico. No adulto, a cirurgia (postectomia ou circuncisão) é feita ambulatorialmente, sob anestesia local (injeção na base do pênis) e dura cerca de 30 minutos. Depois da cirurgia, o repouso relativo deve ser de um à três dias e relações sexuais após 30 dias. Os pontos rompem-se espontaneamente em cerca de 15 dias. Recentemente, surgiram alguns estudos sugerindo uma alternativa para o tratamento da fimose na criança; em vez da cirurgia, empregar-se-ia um creme à base de corticóides, diretamente sobre o prepúcio, durante algumas semanas. Os resultados preliminares sugerem uma significativa taxa de sucesso. É claro que nem todos os pacientes serão candidatos ao tratamento tópico. Tratamento inadequado pode piorar quadro clínico Na criança, é comum a indicação da prática de “exercícios” nos quais os pais puxam o prepúcio sobre a glande, numa tentativa de romper as aderências. Tal prática deve ser evitada visto, que causa roturas no prepúcio, agravando a condição. O correto é levar a criança ao urologista para que este decida entre esperar a resolução espontânea das aderências ou indicar o tratamento adequado. Se você acha que seu prepúcio ou freio do pênis tem alguma alteração ou o atrapalha sexualmente de alguma forma, o correto é ser examinado por um urologista. espacovital.wordpress.com

quinta-feira, 21 de março de 2013

Síndrome de Down

Em 1866, John Langdon Down notou que havia nítidas semelhanças fisionômicas entre certas crianças com atraso mental. Utilizou-se o termo “mongolismo” para descrever a sua aparência. Segundo o Dr. John, os mongois eram considerados seres inferiores. O número de cromossomos presente nas células de uma pessoa é 46 (23 do pai e 23 da mãe), dispondo em pares, somando 23 pares. Em 1958, o geneticista Jérôme Lejeune verificou que no caso da Síndrome de Down há um erro na distribuição e, ao invés de 46, as células recebem 47 cromossomos e este cromossomo a mais se ligava ao par 21. Então surgiu o termo Trissomia do 21 que é o resultado da não disjunção primária, que pode ocorrer em ambas as divisões meióticas e em ambos os pais. O processo que ocorre na célula é identificado por um não pareamento dos cromossomos de forma apropriadas para os pólos na fase denominada anáfase, por isso um dos gametas receberá dois cromossomos 21 e o outro nenhum. Como forma de homenagear o Dr. John, o Dr. Jérôme batizou a anomalia com o nome de Síndrome de Down. Registros Antropológicos mostram que o caso mais antigo da Síndrome de Down data do século VII, um crânio saxônico apresentando modificações estruturais vistas com freqüência em crianças com Síndrome de Down. Algumas pessoas acreditam que a Síndrome de Down tenha sido representada no passado em esculturas e pictografias. Os traços faciais de estatuetas esculpidas pela cultura Olmec há quase 3.000 anos foram considerados semelhantes aos de pessoas com Síndrome de Down. Nenhum relatório bem documentado sobre pessoas com Síndrome de Down foi publicado antes do século XIX. Tipos de Trissomia do 21 ou Síndrome de Down Há 3 tipos principais de anomalias cromossômicas ou variantes, na sindroma de Down. • trissomia simples (padrão): a pessoa possui 47 cromossomos em todas as células (ocorre em cerca de 95% dos casos de Síndrome de Down). A causa da trissomia simples do cromossomo 21 é a não disjunção cromossômica. • translocação: o cromossomo extra do par 21 fica "grudado" em outro cromossomo. Nese caso embora indivíduo tenha 46 cromossomos, ele é portador da Síndrome de Down (cerca de 3% dos casos de Síndrome de Down). Os casos de mosaicismo podem originar-se da não disjunção mitótica nas primeiras divisões de um zigoto normal. • mosáico: a alteração genética compromete apenas parte das células, ou seja, algumas células têm 47 e outras 46 cromossomos (ocorre em cerca de 2% dos casos de Síndrome de Down). Os casos de mosaicismo podem originar-se da não disjunção mitótica nas primeiras divisões de um zigoto normal. É importante saber, que no caso da Síndrome de Down por translocação, os pais devem submeter-se a um exame genético, pois eles podem ser portadores da translocação e têm grandes chances de ter outro filho com Síndrome de Down. Características dos Portadores O portador da Síndrome pode apresentar várias: • A cabeça é um pouco que o normal. A parte posterior da cabeça é levemente achatada (braquicefalia) na maioria das crianças, o que dá uma aparência arredondada à cabeça. As moleiras (fontanela) são, muitas vezes, maiores e demoram mais para se fechar. Na linha média onde os ossos do crânio se encontram (linha de sutura), há muitas vezes, uma moleira adicional (fontanela falsa). Cabelo liso e fino, em algumas crianças, pode haver áreas com falhas de cabelo (alopecia parcial), ou, em casos raros, todo o cabelo pode ter caído (alopecia total). • Rosto tem um contorno achatado, devido, principalmente, aos ossos faciais pouco desenvolvidos e nariz pequeno. Osso nasal geralmente afundado. Em muitas crianças, passagens nasais estreitadas. Olhos tem uma inclinação lateral para cima e a prega epicântica (uma prega na qual a pálpebra superior é deslocada para o canto interno), semelhante aos orientais. Pálpebras estreitas e levemente oblíquas. Orelhas pequenas e de implantação baixa, a borda superior da orelha ( hélix ) é muitas vezes dobrada. A estrutura da orelha é ocasionalmente, alterada. Os canais do ouvido são estreitos. • A boca é pequena. Algumas crianças mantêm a boca aberta e a língua pode projetar-se um pouco. À medida que a criança com síndrome de Down fica mais velha, a língua pode ficar com estrias. No inverno, os lábios tornam-se rachados. O céu da boca (palato) é mais estreito do que na criança "normal". A erupção dos dentes de leite é geralmente atrasada. Às vezes um ou mais dentes estão ausentes e alguns dentes podem ter um formato um pouco diferente. Mandíbulas pequenas, o que leva, muitas vezes, a sobreposição dos dentes. A cárie dentária é observada com menor comparada com crianças “normais”. • Pescoço de aparência larga e grossa com pele redundante na nuca No bebê, dobras soltas de pele são observadas, muitas vezes, em ambos os lados da parte posterior do pescoço, os quais se tornam menos evidentes, podendo desaparecer, à medida que a criança cresce. • O abdômen costuma ser saliente e o tecido adiposo é abundante. Tórax com formato estranho, sendo que a criança pode apresentar um osso peitoral afundado (tórax afunilado) ou o osso peitoral pode estar projetado (peito de pomba). Na criança cujo coração é aumentado devido à doença cardíaca congênita, o peito pode parecer mais globoso do lado do coração. Em conseqüência das anomalias cardíacas e de uma baixa resistência às infecções, a longevidade dos mongolóides costuma ser reduzida. • As mãos e os pés tendem a ser pequenos e grossos, dedos dos pés geralmente curtos e o quinto dedo muitas vezes levemente curvado para dentro, falta de uma falange no dedo mínimo. Prega única nas palmas (prega simiesca). Na maioria das crianças, há um espaço grande entre o dedão e o segundo dedo, com uma dobra entre eles na sola do pé, enfraquecimento geral dos ligamentos articulares. • Genitália desenvolvida; nos homens o pênis é pequeno e há criptorquidismo, nas mulheres os lábios e o clitóris são pouco desenvolvidos. Os meninos são estéreis, e as meninas ovulam, embora os períodos não sejam regulares. É preciso enfatizar que nem toda criança com síndrome de Down exibe todas as características anteriormente citadas. Além disso, algumas características são mais acentuadas em algumas crianças do que em outras. Causas Um dado que levanta a suspeita é a idade materna, 60% dos casos são originados de mulheres com mais de 30 anos. Casos com mulheres de menos de 30 anos é de aproximadamente 1:3000; em mulheres entre 30 e 35 anos o risco aumenta para 1:600, em mulheres com mais de 45 anos, até 1:50. Uma explicação do efeito da idade ocorre na ovogênese: na época do nascimento de uma criança, os ovócitos encontram-se na prófase I e, logo após o nascimento, interrompem a meiose por um período que dura de 12 a 50 anos (da menarca à menopausa). Quanto mais longo for esse período, por mais tempo permanecem interrompidas as meioses dos ovócitos e mais influências ambientais (radiações, medicamentos, infecções) podem alterar a segregação dos cromossomos originando, em conseqüência, maior número de óvulos aneuplóides Um fator independente da idade e que possivelmente aumenta a ocorrência de zigotos aneuplóides é que, ao ser lançado na tuba, o ovócito encontra um meio diferente daquele em que permaneceu vários anos; desse modo, ele fica exposto à ação de fatores ambientais, tornando-se mais vulnerável à ocorrência de não-segregações. Dados revelam que 20% dos casos de trissomia do 21 derivada falta de segregação ocorrida na gametogênese paterna. Nesse casos, o aumento da idade paterna também acarreta aumento na ocorrência das aneuploidias, porém esse efeito só é constatado claramente em pais com idade superior a 55 anos; como a paternidade nessa idade é relativamente rara, esse fato não foi percebido com a mesma facilidade como nas mulheres com mais de 35 anos. Métodos de Diagnose O diagnóstico é feito através do cariótopo, que é a representação do conjunto de cromossomos de uma célula. O cariótipo é, geralmente, realizado a partir do exame dos leucócitos obtidos de uma pequena amostra de sangue periférico. Somente este exame é que realmente comprova o cromossoma extra com um número total de 47, como resultante de uma trissomia do cromossomo 21. Também é possível realizá-lo, antes do nascimento, depois da décima primeira semana de vida intra-uterina, utilizando-se tecido fetal. No entanto as características fenotípicas, citadas anteriormente podem apresentar um forte indicio da doença ,sem o uso do teste. Rastreio pré-natal • Amniocentese É o método mais usado na detecção de trissomia 21 nas gravidezes de “alto risco”. É feito retirando-se uma pequena quantidade de líquido que envolve o bebê no útero, durante a gravidez. • Amostra de vilosidades coriônicas. Trata-se duma biópsia transvaginal às 10-12 semanas de gestação. Relativamente à amniocentese, tem como vantagem a detecção mais precoce das anomalias cromossómicas , mas está associada a uma taxa maior de abortos (2-5%). Pensa-se que esteja associada a defeitos nos membros e das mandíbulas do feto, embora os estudos não sejam muito conclusivos. • Ecografia Algumas características fetais podem ser indicadores de T21, como, por exemplo, o tamanho da fossa posterior, a espessura das pregas cutâneas da nuca, as posturas da mão e o comprimento dos ossos. Embora esta técnica seja promissora, ainda não oferece garantias. • Cariótipo das células fetais na circulação materna. Outra técnica que promete ter futuro. Leonardo Leite