Nascido em Ribeirão do Pinhal/PR, em 09 de dezembro de 1949, Barnabé tem o dom de fazer rir. Ele é quieto e sério, porém quando está diante do seu público, surge uma força que o transforma num caipira típico brasileiro: observador, debochado, alegre e cheio de sabedoria interiorana.
O nome é uma herança do irmão mais velho: Barnabé- que gravou quatro LPs (1965/66/67/68).
Infelizmente sua carreira foi curta, pois faleceu durante a produção do último disco. Então, Barnabé-2 resolveu dar seqüência à vida do personagem adotando a mesma linha caipira com música e piadas. A partir de agora, ele responde a algumas perguntas sobre sua história e trajetória.
Como surgiu o personagem Barnabé?
Bom, meu irmão cantava, tocava violão e contava piadas. O forte dele eram as piadas. Um dia ele criou um personagem chamado Nhô Fugêncio e saiu da cidade onde a gente morava pra viajar com um parque de diversões. Nessas andanças, ele conheceu a dupla Tonico & Tinoco que o levou pra São Paulo. Foi lá que surgiu o nome Barnabé. Não sei dizer se foi uma sugestão do Tonico ou um apelido que deram pra ele. Só sei que na época era apelido pra funcionário público (os barnabés).Mas não era o caso dele. O importante é que em 1958 - quando isso aconteceu - não existia esse nome no mercado de humoristas e o nome pegou.
Por que você quis continuar a carreira dele?
Eu era muito influenciado por meu irmão. Quando ele faleceu eu estava no Paraná. Também gostava de contar piadas, compor e cantar algumas músicas. Depois de um ano sem ele, senti muita saudade e vontade de dar continuidade ao personagem. Então, no final de 1968, fui para São Paulo. Fiz um trabalho e mandei para a gravadora Continental. Eles me contrataram em 1970, ano em que lancei meu primeiro disco "Show de Graça Barnabé II" (gravado no Clube Internacional de Franca - SP). Foi um sucesso e acabei gravando dez discos pela Continental (1970-1990). A cada dois anos eu lançava um disco.
E depois de 1990?
Aí eu vim para o interior fazer programas de rádio e resolvi dar um tempo para preparar um novo repertório de piadas. Comprei uma casa em Indaiatuba - SP e comecei a dedicar mais tempo à família, cuidar dos filhos, etc. Fiquei parado por dez anos. Só voltei a gravar agora, em 2000.
Como são seus shows?
Eu faço tudo sozinho. Seja em praça pública, teatro, circo, clubes e em convenções. O povo gosta bastante, principalmente as crianças. Os pais compram os discos para eles, pois meu tipo de humor não as fere. Quando a piadinha é marota, a gente deixa a parte forte subentendida. Um show dura cerca de uma hora e meia. Tem piadas, modinhas, causos caipiras, poemas. Meu show atual chama-se "De volta para o passado" onde eu mostro muita coisa que se usava antes e que os adolescentes de hoje não conhecem. A lamparina de querosene, por exemplo.
O Mazzaropi fez o filme "O Lamparina", você assistiu?
Eu assisti sim. Todos os humoristas caipiras se inspiraram no Mazzaropi. O estilo dele é clássico. Seus filmes caipiras enalteciam o Jeca. Esse também é meu estilo: roupa caipira, botinão, bigodinho, chapéu. Quando a gente coloca o roupa do caipira é como se estivesse invocando um espírito. O jeito de falar, a maneira de contar as histórias...
Você tem empresário?
Não, não tenho. Eu mesmo é que toco o negócio.
Além dos discos, qual veículo você usou, tevê, rádio?
Apareci muito na televisão. De 1987 a 1988 fiz um programa no SBT, o "Especial Chitãozinho & Xororó", todos os domingos - eu contava piadas. Fiz o programa "Barros de Alencar" na Rede Record - fazia papel de jurado caipira e na hora da nota eu contava uma piadinha. Também fiz o programa "Flávio Cavalcanti" (1971) durante seis meses. Participei do programa do Wilton Franco. Atualmente tenho participado da Rede família e SBT e outras tevês do interior.
E nas rádios?
Agora, com a minha volta, o pessoal tem me prestigiado bastante tocando meus CDs. Senti que tenho um nome e que pode ficar mais forte se eu correr atrás.
Como você inventa uma piada?
Quando eu viajo, conheço pessoas. Vou muito pra roça, visito fazendas e nesses encontros sempre surgem piadas no meio da conversa. Às vezes paro o carro na estrada e vou lá no meio do cafezal conversar com o pessoal. Então surgem histórias que eu adapto para piadas. Às vezes, o causo é cumprido, então dou uma lapidada pra transformá-lo numa piada curtinha.
Quantas piadas você já inventou?
Bom, eu criei mais de cem, mas devo ter gravado uma média de 400 piadas.
Quem na sua família tinha o dom da graça?
Meu pai era violeiro, fazia composição com assuntos engraçados. A gente morava em fazenda e ele trabalhava de colono. Era nesse ambiente que as piadas e modinhas surgiam e eu peguei o jeito.
Qual é seu projeto atual?
Agora vou lançar uma revista pela Editora Escala na qual conto coisas da minha vida. A revista vai sair com o CD "O jeito simples de fazer rir".
Qual seu conselho para quem quer seguir a carreira de humorista caipira? DISCOGRAFIA
Nasci no interior e minha vida é a do caipira, do caboclo. Até os 18 anos vivi trabalhando na roça. Acho que a gente deve fazer o que gosta, sem passar por cima dos outros nem sentir inveja. Fazer rir é muito mais difícil do que fazer chorar. Mas quem tem o dom de ver graça nas coisas, deve ser persistente e se dedicar a isso sem parar. Eu parei dez anos e foi ruim pra minha profissão. Mas aí vai um conselho: "Não esqueçam de agradar as crianças!".
BARNABÉ
Contato:
contato@caipirabarnabe.com.br
caipirabarnabe@gmail.com
Site Oficial: http://caipirabarnabe.com.br/
uma produçao:
desmanipulador.blogspot.com.br
segunda-feira, 7 de agosto de 2017
BARNABÉ
Nascido em Ribeirão do Pinhal/PR, em 09 de dezembro de 1949, Barnabé tem o dom de fazer rir. Ele é quieto e sério, porém quando está diante do seu público, surge uma força que o transforma num caipira típico brasileiro: observador, debochado, alegre e cheio de sabedoria interiorana.
O nome é uma herança do irmão mais velho: Barnabé- que gravou quatro LPs (1965/66/67/68).
Infelizmente sua carreira foi curta, pois faleceu durante a produção do último disco. Então, Barnabé-2 resolveu dar seqüência à vida do personagem adotando a mesma linha caipira com música e piadas. A partir de agora, ele responde a algumas perguntas sobre sua história e trajetória.
Como surgiu o personagem Barnabé?
Bom, meu irmão cantava, tocava violão e contava piadas. O forte dele eram as piadas. Um dia ele criou um personagem chamado Nhô Fugêncio e saiu da cidade onde a gente morava pra viajar com um parque de diversões. Nessas andanças, ele conheceu a dupla Tonico & Tinoco que o levou pra São Paulo. Foi lá que surgiu o nome Barnabé. Não sei dizer se foi uma sugestão do Tonico ou um apelido que deram pra ele. Só sei que na época era apelido pra funcionário público (os barnabés).Mas não era o caso dele. O importante é que em 1958 - quando isso aconteceu - não existia esse nome no mercado de humoristas e o nome pegou.
Por que você quis continuar a carreira dele?
Eu era muito influenciado por meu irmão. Quando ele faleceu eu estava no Paraná. Também gostava de contar piadas, compor e cantar algumas músicas. Depois de um ano sem ele, senti muita saudade e vontade de dar continuidade ao personagem. Então, no final de 1968, fui para São Paulo. Fiz um trabalho e mandei para a gravadora Continental. Eles me contrataram em 1970, ano em que lancei meu primeiro disco "Show de Graça Barnabé II" (gravado no Clube Internacional de Franca - SP). Foi um sucesso e acabei gravando dez discos pela Continental (1970-1990). A cada dois anos eu lançava um disco.
E depois de 1990?
Aí eu vim para o interior fazer programas de rádio e resolvi dar um tempo para preparar um novo repertório de piadas. Comprei uma casa em Indaiatuba - SP e comecei a dedicar mais tempo à família, cuidar dos filhos, etc. Fiquei parado por dez anos. Só voltei a gravar agora, em 2000.
Como são seus shows?
Eu faço tudo sozinho. Seja em praça pública, teatro, circo, clubes e em convenções. O povo gosta bastante, principalmente as crianças. Os pais compram os discos para eles, pois meu tipo de humor não as fere. Quando a piadinha é marota, a gente deixa a parte forte subentendida. Um show dura cerca de uma hora e meia. Tem piadas, modinhas, causos caipiras, poemas. Meu show atual chama-se "De volta para o passado" onde eu mostro muita coisa que se usava antes e que os adolescentes de hoje não conhecem. A lamparina de querosene, por exemplo.
O Mazzaropi fez o filme "O Lamparina", você assistiu?
Eu assisti sim. Todos os humoristas caipiras se inspiraram no Mazzaropi. O estilo dele é clássico. Seus filmes caipiras enalteciam o Jeca. Esse também é meu estilo: roupa caipira, botinão, bigodinho, chapéu. Quando a gente coloca o roupa do caipira é como se estivesse invocando um espírito. O jeito de falar, a maneira de contar as histórias...
Você tem empresário?
Não, não tenho. Eu mesmo é que toco o negócio.
Além dos discos, qual veículo você usou, tevê, rádio?
Apareci muito na televisão. De 1987 a 1988 fiz um programa no SBT, o "Especial Chitãozinho & Xororó", todos os domingos - eu contava piadas. Fiz o programa "Barros de Alencar" na Rede Record - fazia papel de jurado caipira e na hora da nota eu contava uma piadinha. Também fiz o programa "Flávio Cavalcanti" (1971) durante seis meses. Participei do programa do Wilton Franco. Atualmente tenho participado da Rede família e SBT e outras tevês do interior.
E nas rádios?
Agora, com a minha volta, o pessoal tem me prestigiado bastante tocando meus CDs. Senti que tenho um nome e que pode ficar mais forte se eu correr atrás.
Como você inventa uma piada?
Quando eu viajo, conheço pessoas. Vou muito pra roça, visito fazendas e nesses encontros sempre surgem piadas no meio da conversa. Às vezes paro o carro na estrada e vou lá no meio do cafezal conversar com o pessoal. Então surgem histórias que eu adapto para piadas. Às vezes, o causo é cumprido, então dou uma lapidada pra transformá-lo numa piada curtinha.
Quantas piadas você já inventou?
Bom, eu criei mais de cem, mas devo ter gravado uma média de 400 piadas.
Quem na sua família tinha o dom da graça?
Meu pai era violeiro, fazia composição com assuntos engraçados. A gente morava em fazenda e ele trabalhava de colono. Era nesse ambiente que as piadas e modinhas surgiam e eu peguei o jeito.
Qual é seu projeto atual?
Agora vou lançar uma revista pela Editora Escala na qual conto coisas da minha vida. A revista vai sair com o CD "O jeito simples de fazer rir".
Qual seu conselho para quem quer seguir a carreira de humorista caipira? DISCOGRAFIA
Nasci no interior e minha vida é a do caipira, do caboclo. Até os 18 anos vivi trabalhando na roça. Acho que a gente deve fazer o que gosta, sem passar por cima dos outros nem sentir inveja. Fazer rir é muito mais difícil do que fazer chorar. Mas quem tem o dom de ver graça nas coisas, deve ser persistente e se dedicar a isso sem parar. Eu parei dez anos e foi ruim pra minha profissão. Mas aí vai um conselho: "Não esqueçam de agradar as crianças!".
BARNABÉ
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quarta-feira, 26 de julho de 2017
O adeus a Valdir Peres
Waldir Peres sofre infarto e morre aos 66 anos (Foto: infoesporte)
Morreu neste domingo um dos maiores goleiros da história do futebol brasileiro: Waldir Peres, ídolo do São Paulo, com passagem pelo Corinthians e titular da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1982. Ele tinha 66 anos e sofreu um infarto fulminante durante um almoço com a família, na cidade de Mogi Mirim, no interior paulista.
– Nós viemos passear na casa de uns amigos numa festa de aniversário em Mogi Mirim. Ele passou mal depois do almoço, nós o levamos a uma farmácia e lá ele desmaiou. Depois levamos para o hospital, mas infelizmente ele não resistiu. Foi fulminante – afirmou a irmã Isabel por telefone ao GloboEsporte.com.
Waldir Peres se sentiu mal e teve um infarto por volta das 14h. Foi levado por familiares ao hospital 22 de Outubro, em Mogi Mirim, mas não resistiu e teve a morte decretada por volta de 15h30. O ex-goleiro deixa dois filhos, que moravam em São Paulo, e uma filha, que está na Malásia. Ele não era casado, mas estava acompanhado da noiva.
O corpo do Waldir sairá de Mogi Mirim nesta segunda-feira, às 17h, e virá pra São Paulo. O velório será a partir de terça e o enterro, só na quarta (às 9h) – para aguardar a filha que vem do exterior –, no Cemitério Gethsêmani, no Morumbi.
A carreira
Nascido em Garça, interior de São Paulo, no dia 2 de janeiro de 1951, Waldir Peres começou a carreira na Ponte Preta, que o revelou em 1970. Três anos depois, se transferiu para o São Paulo, onde se tornou um dos maiores goleiros da história. Entre 1973 e 1984, fez 617 partidas (só perde para Rogério Ceni em presenças) e ganhou o Brasileiro de 1977 (onde teve papel decisivo nas cobranças de pênalti) e os Paulistas de 75, 80 e 81.
No Morumbi, ganhou destaque a ponto de ser presença constante nas convocações da Seleção. Como reserva, foi às Copas do Mundo de 1974 e 78, mas teve a chance de ser titular em 1982, na equipe que marcou época apesar de não ter sido campeã. O goleiro fez 39 partidas com a camisa amarelinha, a última na derrota por 3 a 2 para a Itália.
quarta-feira, 19 de julho de 2017
Moacyr Franco
Moacyr descobriu cedo sua vocação artística. Assim que terminou o Ensino Fundamental, em Uberlândia, foi contratado em uma oficina de pintura, que produzia cartazes e letreiros por encomenda. Um belo dia, o maestro da Orquestra de Tapajós precisou dos serviços e chamou o rapaz para dar um jeito nas estantes do teatro onde ensaiavam. Moacyr Franco ficou encantado com a música. “Fiz um negócio com o maestro: eu pintaria as estantes, ele deixava eu cantar com a orquestra. Ele topou! Por aí é que eu virei cantor, aprendi música, violão e piano”, contou ele.
Aos 17 anos ganhou um concurso de melhor cantor na Rádio Difusora de Uberlândia, ao cantar no programa de calouros "Astros e Estrelas do Amanhã". Três anos depois, mudou-se com a família para Ribeirão Preto, onde conseguiu um emprego na Rádio Clube Ribeirão Preto. Foi lá que conheceu Aloisio Silva Araújo, grande redator de humorismo, que era amigo de Manuel de Nóbrega.
Em 1959, no programa Praça da Alegria, interpretou o personagem "Mendigo". Quando o programa passou a ser gravado na TV Rio, o artista e seu personagem ficaram ainda mais conhecidos: seu bordão que divertia a plateia no auditório foi transformado em marchinha de carnaval. Nascia ali "Me Dá Um Dinheiro Aí".Estourou com outras músicas, como Suave é a Noite (versão de Tender is the Night), "Pelé agradece", "E tu te vais", "Pedagio" e Eu Nunca Mais Vou Te Esquecer. Sofreu um sério acidente automobilístico nos anos 70 e após isso um AVC, o que lhe prejudicou a carreira. Depois do sucesso que vivenciara na primeira metade da década de 70, nunca recuperou a imensa popularidade que tinha.
Desde então lançou vários discos (fez muito sucesso com a canção Balada número sete, homenagem ao grande jogador de futebol Mané Garrincha) e ganhou 42 discos de ouro, além de trabalhar nas principais emissoras do país apresentando, produzindo, escrevendo e atuando em diversos programas. Continua a seguir paralelamente a carreira de cantor, apresentando-se por todo o Brasil.
Em 1978 explodiu em todo o país com o sucesso "Turbilhão" (A nossa vida é um carnaval...), música mais tocada no carnaval daquele ano.
Nas décadas de 80 e 90 compôs várias músicas no gênero sertanejo, que alcançaram os primeiros lugares nas paradas, tais como: "Dia de Formatura", com Nalva Aguiar, "Seu amor ainda é tudo", "Ainda Ontem Chorei de Saudade" e "Se eu não puder te esquecer", com João Mineiro & Marciano.
Em 1996 gravou, recitando em 18 fitas cassete, todo o Novo Testamento.
Em 1998, teve a música "Seu amor ainda é tudo", gravada pela cantora Roberta Miranda, no CD "Paixão", lançado pela Polygram.
Em 2004, teve a sua composição "Tudo Vira Bosta" gravada por Rita Lee. Esta música integrou a trilha sonora da novela "Senhora do Destino", exibida no mesmo ano, pela Rede Globo de Televisão.
Em 1959, Manoel da Nóbrega dá uma oportunidade ao artista, que vai para a TV Rio atuar em “Rio Te Adoro” e Praça da Alegria, onde interpretou o personagem "Mendigo", que alcançou muita popularidade.
Nos anos 1960, ainda na TV Rio, trabalhou ao lado de Chico Anysio e Hilton Franco, e tocou programas de grande sucesso de audiência, como O Riso É O Limite e Show Doçura.
Ainda na década de 60 se transferiu para a TV Tupi, onde fundou, junto com Boni, o TeleCentro, que era um centro de produções com objetivo de lançar novos talentos no mercado.
Em 1971 se transferiu para a TV Globo. Seu primeiro programa na emissora foi Moacyr Franco Especial, um programa de variedades com números musicais, entrevistas, quadros humorísticos e brincadeiras. No ano seguinte, o programa passou por reformulações e tornou-se semanal: entrava no ar o Moacyr Franco Show, que, a partir de 1973, foi transmitido a cores, com a introdução de mudanças na estética e na forma de apresentação. Neste programa, revelou vários artistas como: Isabela Garcia, Guto Franco, Carla Daniel, Nizo Neto, Rosana Garcia, sua afilhada de batismo, entre outros. Outra curiosidade sobre o Moacyr Franco Show, foi que ele foi o primeiro programa a fazer merchandising fora dos comerciais. O produto em questão era o filtro de papel Mellita.
Em 1976, passou a apresentar o Moacyr TV. Com participação de Pepita Rodrigues, o programa recebia no auditório desconhecidos, em busca de uma oportunidade para brilhar na televisão. O show de talentos tinha como promessa um carro zero quilômetro e um contrato com a TV Globo. Nesta brincadeira, anônimos reinterpretavam cenas de novelas, com a ajuda de atores famosos.
“Eu considero aquele programa um marco. Teve ótimos índices de audiência na Globo. O pulo do gato ali era o humor, a sátira, que dava audiência. Foi o primeiro programa no Brasil que teve um telão no meio do auditório, onde se reproduziam as cenas que estavam sendo teatralizadas.”
Moacyr Franco, sobre o programa Moacyr TV, em depoimento concedido ao Memória Globo em 11/06/2014
Em 1977, Moacyr Franco interrompeu sua carreira, devido a problemas de saúde. Teve um aneurisma cerebral enquanto fazia A Praça da Alegria, apresentado por Luís Carlos Mieli.
Em 1980, Moacyr trabalhou na TV Bandeirantes, onde fez o programa humorístico As Caveirinhas e depois O Burro do Homem, que conquistou, na época, o prêmio de melhor programa humorístico da televisão brasileira.
Em 97 resolveu aceitar um convite de Silvio Santos para apresentar o programa “Concurso de Paródias” e não saiu mais do SBT. De novo com Guto, escreveu e interpretou seriados de enorme sucesso como Ô… Coitado! com Gorete Milagres e Meu Cunhado com Ronald Golias e Guilhermina Guinle. Em 1998 assume o cargo de Diretor de Criação do SBT.
Em 2005, aceita o convite de Carlos Alberto de Nóbrega e volta à A Praça é Nossa, onde interpreta o homossexual caipira Jeca Gay. Outra vez vira sucesso nacional com o bordão “Chic no Urtimo!”
Moacyr é torcedor do Palmeiras, tendo, inclusive, feito uma canção dedicada ao clube, "O Amor é Verde".
Moacyr é pai de 7 filhos, a saber: Moacyr Franco Jr., Guto Franco, Maria Cecília, Johnny Franco, e dos gêmeos Ana Helena e Domenico.
Em 1966, Moacyr ficou viúvo de sua primeira esposa, Vitória, com quem teve os dois primeiros filhos (Moacyr Franco Junior e Guto Franco). Os outros 5 filhos são frutos de seu casamento com Daniela Franco, que chegou ao fim no início de 2010.
Em 2013, começou um relacionamento com sua namorada atual, Pamela Noronha, 56 anos mais jovem que ele.
Sobre seus filhos:
Moacyr Franco Jr. - Seu filho mais velho é comandante dos aviões da TAM e faz voos internacionais.
Johnny Franco - nome artístico de João Vitor. Fez programa de televisão ainda novo assim como Guto, participando do programa Meu Cunhado. Já como "Johnny Franco", é vocalista da banda The Moondogs, que participou do programa SuperStar, da Tv Globo.
Origem: Wikipédia
quarta-feira, 12 de julho de 2017
Tireoide
Nada nem ninguém gerou tanto bafafá no último Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia, recém-ocorrido na Costa do Sauípe, na Bahia, quanto a tireoide. A glândula localizada no pescoço e que regula o ritmo de funcionamento de todo o organismo foi o tema central de 12 mesas-redondas, conferências e aulas – a título de comparação, a obesidade, outra estrela do evento científico, esteve presente em 11 palestras. Dá pra entender o porquê: novos estudos estão mudando pra valer a maneira como os médicos (e os pacientes) devem encarar e remediar os descompassos tireoidianos.
A primeira grande notícia é a reclassificação de um tipo de câncer relativamente comum na glândula. Seu nome é complicado: variante folicular do carcinoma papilífero não invasivo encapsulado (ou EFVPTC, na sigla em inglês). Há seis meses, ele era considerado maligno e exigia um contra-ataque pesado, com cirurgia e boas doses de radiação.
Leia também: Mamografia não causa câncer de tireoide
Pois um convênio de cientistas do mundo inteiro capitaneado pela Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, decidiu alterar radicalmente o caráter desse tumor. “Partimos da observação de que, na maioria dos casos, ele evoluía muito bem, sem sinal de proliferação, mesmo quando não se faziam intervenções”, relata o patologista Venancio Alves, da Universidade de São Paulo e do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP), único brasileiro a fazer parte da investigação.
Por isso, a partir deste ano, o que era um câncer passa a ser visto como nódulo benigno, que não carece necessariamente de bisturi ou bombardeios de iodoterapia. “Alguns colegas dizem que este foi o primeiro recall da história da medicina”, brinca a endocrinologista Patrícia Teixeira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Estima-se que o EFVPTC represente 20% do total de tumores de tireoide. A expectativa é que essa decisão reduza gastos com a saúde e o uso de tratamentos supérfluos, além de minimizar a ansiedade das pessoas diagnosticadas.
A reclassificação é apenas um exemplo de uma série de transformações pelas quais a abordagem dos nódulos tireoidianos está passando. Todas as etapas de diagnóstico e tratamento são revistas atualmente e geram acalorados debates. Isso começou quando os experts perceberam que, nos últimos 25 anos, houve um aumento de três vezes no número de episódios, embora a taxa de mortalidade continuasse a mesma.
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MEDICINA
Pequenas variações na tireoide já são perigosas para o coração
query_builder21 mar 2017 - 17h03
A principal explicação para o fenômeno está na prescrição indiscriminada do ultrassom de pescoço, que vasculha a glândula à caça de tumores. A tecnologia progrediu tanto que essas máquinas são capazes hoje de apontar massas cada vez menores e indolentes.
“Exames realizados com sujeitos de mais de 50 anos detectam lesões incidentais, sem grande significado para a saúde, em quase 60% das circunstâncias“, calcula o endocrinologista Hans Graf, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). E 100% daqueles que alcançaram as oito décadas de vida apresentam um caroço na região. Ou seja: flagrar um nódulo com características perigosas é um tanto quanto mais raro.
Portanto, não se recomenda fazer o ultrassom de rotina, como acontece com a mamografia na prevenção do câncer de mama após os 45 anos. “Esse teste só está indicado como checkup quando há histórico familiar da doença ou suspeitas na palpação do pescoço no consultório”, afirma Graf. Aliás, 7% das malformações são perceptíveis no exame clínico, em que o médico palpa o pescoço do paciente
Se alguma bolota esquisita é encontrada no ultrassom, a próxima fase envolve determinar se ela é tranquila ou agressiva. Isso é possível por meio da biópsia, em que uma agulha fina é inserida na região da garganta e aspira um pedacinho defeituoso da glândula para análise em laboratório.
E não é que esse procedimento também é alvo de reformas? A Associação Americana de Tireoide – que admite uma certa epidemia artificial do problema – atualizou suas diretrizes sobre o assunto e aconselha que nódulos com menos de 1 centímetro não sejam avaliados por uma punção. Isso vale até para aqueles que aparentam ser do mal: basta monitorar seu crescimento de tempos em tempos. Essa conduta, por enquanto, ainda não é a realidade nas clínicas e nos hospitais brasileiros.
Nada de precipitações com o câncer
Mas, ok, vamos supor que o médico pediu ultrassom e biópsia e os laudos mostram que se trata de um tumor maligno. Pois senta que lá vem novidade: há situações em que o melhor é nem intervir. Estudiosos do Hospital Kuma, no Japão, seguiram 340 pessoas com microcarcinoma papilífero – o câncer de tireoide mais prevalente – durante dez anos, sem recorrer a qualquer ação. Nesse período, 15% tiveram uma ampliação da massa cancerosa superior a 3 milímetros e apenas 3% sofreram metástase, ou seja, as células malignas se espalharam por outras áreas.
A lição nipônica é que, na maior parte das vezes, o indivíduo morre com o nódulo, mas não em decorrência dele. Essa é a típica ocasião em que a terapia se torna mais prejudicial do que a enfermidade em si.
Isso abre a perspectiva de se tomar alguma atitude só no momento em que existe uma ameaça à saúde. “O tema é bastante controverso e o nosso desafio está em selecionar os casos em que uma operação não é mesmo necessária”, raciocina o cirurgião de cabeça e pescoço Erivelto Volpi, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Que fique claro: uma estratégia dessas é válida somente se o tumor é pequeno, não está num local complicado nem tem capacidade de se dispersar pela circulação ou sistema linfático. Aliás, uma discussão similar vem ocorrendo com o câncer de próstata.
A própria cirurgia, aliás, já não é a mesma. Os cortes ganharam precisão, e as cicatrizes estão quase imperceptíveis. Os riscos se mostram modestos e, mais importante, a palavra de ordem é preservar sempre que possível.
“Hoje em dia, dá para retirar metade da glândula e conservar a porção saudável”, conta o médico Antonio Bertelli, do Hospital Samaritano de São Paulo. A parcela sadia consegue até produzir o T3 e o T4 normalmente, sem precisar de reposição hormonal por meio de comprimidos diários.
Por André Biernath*
http://saude.abril.com.br
quarta-feira, 5 de julho de 2017
O que é menstruação?
A menstruação é a prova de que o ciclo fértil de uma mulher está chegando ao fim. Além de na maioria dos casos confirmar a inexistência de uma gestação, ela ainda pode mostrar muito sobre a saúde do corpo feminino. Por isso, é muito importante estar sempre atenta a cada característica do sangue que, normal ou não, nos diz muito.
No início do ciclo reprodutivo feminino - que dura, em média, 28 dias -, o útero se prepara para receber o óvulo fecundado produzindo o endométrio, um revestimento que fica na parede interna do órgão e é altamente vascularizado e rico em nutrientes.
Caso a fecundação não aconteça, antes de iniciar o próximo ciclo, o corpo, através da suspensão da produção de determinados hormônios, elimina o óvulo anteriormente liberado e, junto com o ele, o endométrio. O resultado é a menstruação.
Composição
Fruto do descolamento do endométrio, a menstruação é composta por, além do tecido, que é altamente vascularizado, sangue, muco e secreções vaginais.
Cor
Sua cor varia de acordo com cada fase do período menstrual – entre marrom borra de café, passando por vermelho vivo até chegar em quase vinho.
Cheiro
O sangue em si não tem cheiro forte. No entanto, como ele passa por todo o canal vaginal, se mistura com bactérias e fungos naturais à flora da região e, dessa forma, começa a envelhecer.
Por isso, a menstruação tem um cheiro específico - que para as pessoas com o olfato mais sensível pode ser forte. Mas ele não é fétido ou desagradável, apenas característico. Em casos anormais, é importante procurar um médico para investigar possíveis infecções.
Durante todo o período, os especialistas calculam que uma mulher libere entre 30 e 50 ml de sangue. Como medir é quase impossível, a ginecologista Dra. Patricia Rossi, do Conjunto Hospitalar do Mandaqui, São Paulo, estipula alguns sinais que caracterizam a normalidade. A duração deve ser de três a oito dias, com um sangue sem muitos coágulos e com o uso de até seis absorventes por dia.
Como o que dá origem à menstruação é o descolamento do endométrio, um tecido que é criado na parede interna do útero, de acordo com o ginecologista Dr. Celso Luiz Borrelli, do Hospital do Coração de São Paulo (HCor), é normal que em determinados momentos a mulher perceba que alguns pedacinhos saem junto com o sangue. Eles, portanto, são partículas maiores desse tecido. A quantidade expelida varia de acordo com a liberação hormonal de cada mulher.
Outra característica muito comum da menstruação são os coágulos. De acordo com o médico, eles surgem porque durante a descida e dependendo da posição em que a mulher fica, o sangue pode acumular na cavidade do canal vaginal e, por um processo natural do organismo, o que era líquido é transformado em coágulo. Geralmente, mulheres que possuem fluxos mais intensos notam os episódios com mais frequência.
É importante, no entanto, que cada mulher conheça seu ciclo. Embora normal, os coágulos, quando aparecem repentina ou excessivamente, podem indicar o surgimento de algumas doenças do aparelho reprodutor feminino.
O que determina o fluxo menstrual, como explica a médica do Hospital Mandaqui, é a quantidade de hormônio produzida enquanto o útero se prepara para receber o óvulo fecundado produzindo o endométrio. No começo e no fim da idade reprodutiva, é normal que a menstruação seja intensa devido aos ajustes hormonais que estão acontecendo. Na idade adulta, a tendência é que a quantidade seja normalizada.
Dr. Borelli, no entanto, lembra que embora não seja comum, mulheres com alterações hematológicas perdem muito sangue (a menstruação dura mais de oito dias e o fluxo é muito intenso) e, por isso, podem sofrer com anemia. Nesses casos, ao notar qualquer alteração, é importante procurar um especialista.
Além das alterações hormonais comum na puberdade e no início da menopausa que podem aumentar ou diminuir o fluxo, o uso de anticoncepcionais também contribui para que a menstruação diminua. Como explica o ginecologista do HCor, a ingestão do hormônio sintético afina o endométrio e, por isso, a quantidade de sangramento reduz.
ESCRITO POR
BEATRIZ HELENA
saiba mais:
http://www.vix.com
quarta-feira, 28 de junho de 2017
A vida sabe ser safada
Demi Moore linda. Sedutora. E banguela. Quem imagina? Estresse na carreira. Separação de Ashton Kutner. Quem não tem seus sofrimentos? A vida sabe ser safada. Desfia a alma da gente. Com todos. Sem distinção de cor ou classe social. Ninguém está livre.
Há um ano de estado de calamidade, os funcionários do Rio de Janeiro estão sem o décimo terceiro e sem três meses de salário. Se Demi está banguela, os funcionários do estado do Rio de Janeiro já devem estar na fase de dentadura.
Largados à míngua. Abandonados à própria sorte. Endividados. Desabrigados. Famintos. Obrigados a viver de favores de parentes e amigos. Não podem nem morrer. Falta dinheiro para o velório.
Crescem os casos de suicídio entre os servidores do estado. Muitos adoeceram sob tamanha pressão. Deprimiram. Como viver sem salário? Sem prazo? Sem previsão?
Pezão não fala de prazos. R$ 700,00 foi o que o governo pagou. Não pagou. Deu de esmola. Quase com nojo. Como quem joga moeda à mendigo sem nem olhar a cara. Com nojo. Sem interesse que não seja se livrar do pedinte.
Agora fala em liberar mais R$300,00. Nossa! Tão bonzinho. Que legal. Olha lá, governador. Tem certeza que não vai fazer falta? Está achando que a conta da gente é cofrinho, governador?
Estamos completamente à deriva. Falta verba. Só para a gente, né? Já viu político ter salário parcelado? Atrasado? Ter seus privilégios e luxos diminuídos?
Falta nada nunca para o salário dos deputados. Nem o do governador, claro. Nunca para interromper os descontos fiscais e benefícios das grandes empresas.
E os cargos comissionados e as secretarias? Não podem diminuir? E o dinheiro gasto com cabides de emprego? Com ajudas de custo que nos custam tanto? Para esbanjar não falta.
O povo desesperado e Pezão sempre risonho. Será que ri da gente? Parece achar bem normal a miséria em que jogou seus funcionários. Está certo em rir. O dele está em dia.
Falta verba? Falta tudo. Saúde, segurança, educação. Os serviços caem de podre sem manutenção. As pessoas não têm nem como pagar a passagem. Imagine a aflição dos aposentados que gastam fortunas com medicação.
O corpo envelhece. Começa a enguiçar. Haja remédio para o açúcar, a pressão, o ácido úrico, o coração que descompassa, a vitamina que está baixa. Isso torcendo para não ter nada extra.
O SUS não fornece toda medicação. A que fornece nem sempre tem. Nem sempre de boa qualidade. Já houve casos de remédios que, quando analisados, não tinham as substâncias necessárias. Isso é grave.
Há os que chegam a tomar vinte remédios ao dia. Com despesas que chegam à R$ 3.000,00.
- Calma. Sempre pode parcelar.
Mas de que adianta parcelar se não tem salário? Como bancar esse custo sem salário? Como se alimentar? E condomínio? Água. Luz, gás, telefone? Plano de saúde?
As dívidas crescem. Pessoas perderam suas casas, seus carros, sua saúde. Já há funcionário que virou camelô. Mas os enfermos? Como podem sobreviver? Os cansados pelo tempo, já sem condição de voltar ao mercado de trabalho?
Negar salário ao trabalhador é um atentado à vida. É violação dos direitos humanos. Negar salário aos aposentados fere o Estatuto do idoso. Que estado é esse que impede um envelhecimento minimamente digno?
E onde está a justiça? A defensoria? O legislativo? Onde está o Ministério Público que não se levanta contra esse crime? Todos calados com seus salários no bolso.
Os que julgam. Os que batem. Os que controlam e ameaçam. A esses o salário não pode faltar. E aos amigos. Aos igualmente poderosos. Aos ricos cheios de benefícios.
Numa esperteza histórica, os senhores feudais dividem os escravos. Beneficiam uns, em detrimento de outros. Os beneficiados, tranquilos, se aquietam. Assim é o funcionalismo no estado do Rio de Janeiro, dividido em facções. Para dissolver a revolta da multidão.
Uns estão sem salários desde abril. Isso fora o décimo terceiro de 2016. Outros recebem. E, aliviados, se calam. Fazem ouvido de mercador. Surdos à dor dos outros.
Se os sem-salário vão às ruas reclamar seus direitos são açoitados com cassetetes, gás e balas de borracha. Tratados como bandidos. Enxotados das ruas por seus colegas também do estado.
Sabe o que mais dói? Dói ver as pessoas lutando pela continuação dos seus empregos. Pelo bem estar das pessoas que deles dependem. Mesmo no sufoco. Sem apoio. Desamparadas, não desamparam.
Na UERJ, professores dão aulas. No Hospital Pedro Ernesto, médicos atendem. Essas pessoas mereciam o mesmo respeito de volta. Não têm.
Pezão estava ligado à Sergio Cabral. Sempre. Não é ao menos suspeito? De Cabral, onde está nosso dinheiro que não volta? Enquanto Adriana Ancelmo gasta um milhão e duzentos mil para as despesinhas da casa, os funcionários morrem à míngua.
O povo do Rio de Janeiro vota mal. Isso é fato. Vota em governantes sórdidos que lhe tratam como lixo.
- Bem feito?
Votar mal é um erro grave. Mas ninguém merece ser punido tanto assim.
Será que a Senhora Justiça poderia tirar a venda, o tampão dos ouvidos e escutar o sofrimento de seu povo? Dê uma calibrada na balança que anda desregulada.
Aproveite a ocasião e bata com a balança nessa gente. Dê uma balançada neles. Ameace com sua espada. Cara, sei lá. Faz alguma coisa!
Mostre que a Justiça tarda, mas não falha. E que o povo merece é respeito, reconhecimento e consideração.
Como disse Bertolt Brecht, há muitas maneiras de matar. Podem enfiar-te uma faca na barriga, arrancar-te o pão, não te curar de uma enfermidade, meter-te numa casa sem condições, torturar-te até a morte por meio de um trabalho.
Somente o punhal o estado ainda não tentou com a gente.
Senhora Justiça, o povo do Rio de Janeiro desesperado e banguela e ameaçado de morte, pede socorro.
Mônica é carioca, professora e psicóloga clínica. Especialista em atendimento a crianças, adolescentes, adultos, casais e famílias.
Escreva contando sua história. Mande sua sugestão para elbayehmonic@yahoo.com.br
Se quiser conhecer meus livros
quarta-feira, 21 de junho de 2017
O ponto de ônibus mais antigo de São Paulo
Em pleno bairro da Lapa, na Praça Cel. Cipriano de Morais, existem um ponto de ônibus da década de 60 que é o último sobrevivente de sua geração.
Construído pela extinta CMTC, o abrigo é uma robusta construção de ferro, fixada na calçada com concreto. Estes pontos de ônibus com abrigos de ferro eram muito comuns especialmente em praças e grandes locais abertos, como no Vale do Anhangabaú. A imagem abaixo, dos anos 60, mostra vários destes abrigos instalados no que hoje é um grande boulevard sem acesso para ônibus e automóveis.
Estes pontos foram desaparecendo da cidade a partir de meados da década de 70, mas por alguma razão este da Lapa foi preservado e está nesta praça até os dias de hoje. Apesar de antigo, encontra-se em boas condições e bem preservado, servindo de abrigo a passageiros que esperam sua condução no local.
Em seu interior, em uma das laterais, é possível observar uma placa da CMTC atestando não só a construção e a antiguidade do abrigo, como mostra a fotografia a seguir.
Uma peculiaridade, e que dá ainda mais charme ao antigo e curioso ponto de ônibus é o fato de que alguém com bastante criatividade resolveu colocar na parte interior do teto do abrigo um papel de parede decorativo, que dá a impressão de que você está sob o teto de uma capela ou algo do gênero, veja:
Como recentemente a Prefeitura de São Paulo começou a substituir os abrigos de ônibus por outros mais modernos, fica a questão no ar: Será que o ponto da Praça Cel. Cipriano de Morais será mantido ? Este abrigo de passageiros não é apenas mais um. É um sobrevivente vivo e funcional da história do transporte coletivo em nossa cidade. Faço um apelo para nossas autoridades: Vamos não só manter o abrigo como tombá-lo como parte da memória paulistana e da história da saudosa CMTC.
Atualização: 16/03/2015
Demorou um pouco, mas finalmente a recuperação do ponto de ônibus mais antigo de São Paulo chegou.
pós a veiculação inicial desta reportagem em 2013, o até então desconhecido ponto da Praça Coronel Cipriano transformou-se em centro de atenções, e sua preservação, já defendida por nós desde o princípio passou a ser prioridade, unindo inclusive moradores do bairro.
No início de 2015 a Prefeitura do Município de São Paulo providenciou a recuperação do ponto de ônibus, realizando trabalho que contou com a preparação e posterior pintura, deixando-o impecável e com uma pintura similar a quando estes pontos estavam em plena utilização em toda a cidade.
Douglas Nascimento
Jornalista, fotógrafo e pesquisador independente, edita o site São Paulo Antiga e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). Também edita o blog Human Street View, focado em comparações fotográficas entre a atualidade e o passado.
http://www.saopauloantiga.com.br
quarta-feira, 14 de junho de 2017
FORA CRACOLÃNDIA
O ator Fábio Assunção está tentando criar um grupo composto por artistas e ativistas para levar críticas ao prefeito João Doria (PSDB-SP) por conta das atitudes do governo municipal na região da Cracolândia. As informações são da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.
"Se a gente só polarizar com ele, não vamos conseguir nada", contou Fábio à coluna, ressaltando a necessidade de estar aberto ao diálogo para tentar contornar a situação.
O ator chegou a ter problemas com a dependência de drogas no passado, que o levaram a ficar sete anos afastado do mundo das novelas. Hoje em dia, porém, considera o assunto encerrado.
Atualmente, a região chamada de Cracolândia em São Paulo vem chamando atenção por conta de ações realizadas pela Prefeitura para tentar combater o tráfico e consumo de drogas na região. Algumas das medidas fizeram com que o Ministério Público Estadual (MPE) e a Defensoria Pública destacassem o risco de uma "caçada humana".
As polícias Civil e Militar realizaram por volta das 6h30 deste domingo (21) uma grande operação na região da Cracolândia, no Centro de São Paulo. O objetivo da ação é identificar pontos de venda de drogas, apreender entorpecentes e localizar e prender traficantes. A intenção da prefeitura e do governo estadual é limpar e revitalizar a Cracolândia, inclusive com a instalação de habitações populares.
Mais de 500 policiais participam da operação, que começou a ser organizada nesta madrugada. Dois helicópteros das polícias
OPINIÃO:
DA PRA ENTENDER QUE AS PESSOAS QUE JA SE ENVOLVERAM OU AINDA SE ENVOLVE COM DROGAS VÃO SEMPRE DEFENDER, SABEMOS QUE VARIAS PESSOAS GANHAM MUITO COM DEPENDENTE DE DROGAS, TEM QUE ACABAR COM ISSO PRA MIM A CRACOLANDIA E O MUNDO SUJO E DEMOROU PRA QUE SE TOMASSE UMA ATITUTE AI VEM OS BONITINHOS DEFENDER TRAFICANTE USUARIOS DE DROGAS, E POR ISSO QUE NAO VAMOS PRA FRENTE.
O Jornal da Record registrou a ousadia dos traficantes na Cracolândia, centro de São Paulo. Para não perder a venda, eles usam uma espécie de 'vale-crack'; um papel, comprado de um intermediário, que pode suar usado na troca pela pedra ou cachimbo. Além disso, como forma de pagamento, os criminosos aceitam até cartão de débito.
quarta-feira, 7 de junho de 2017
Morre o radialista Barros de Alencar
O cantor, compositor e radialista Barros de Alencar (Maurício Barbieri/Estadão Conteúdo)
Morreu nesta segunda-feira, aos 84 anos, o cantor, compositor e radialista Cristóvão Barros de Alencar. Sucesso nas rádios a partir dos anos 1960, o músico estava internado em um hospital na Mooca, São Paulo. O enterro será nesta segunda-feira, 13h30, no Cemitério Jardim Primavera, em Guarulhos.
Nascido na Paraíba, Barros de Alencar veio para São Paulo e fez carreira no rádio, passando pela Tupi, Record e América. Em 1966, lançou seu primeiro disco. Em 1975, gravou uma versão em português de Emmanuelle, música-tema do filme francês de mesmo nome, um fenômeno na época por seu erotismo. Ao longo dos anos, intercalou a carreira musical com seu reconhecido trabalho nas rádios.
quarta-feira, 31 de maio de 2017
Pra que fumar
quarta-feira, 24 de maio de 2017
Vencedora do "BBB 17"
Vencedora do "BBB 17", Emilly Araújo vai ter sua grande oportunidade como atriz. A gaúcha de 20 anos está gravando uma participação no novo humorístico da TV Globo, "Os trapalhões".
Emilly começou a gravar o programa há duas semanas, no Projac, nos estúdios da TV Globo. Nesta quarta-feira, ela mostrou que já está integrada com o elenco ao almoçar com parte dele, como Mussunzinho e Nego do Borel.
A ex-BBB também fez graça com Renato Aragão, que interpreta Didi, o protagonista do seriado, que terá ainda Dedé Santana, Bruno Gissoni, Lucas Veloso e Gui Santana. A irmã gêmea de Emilly, Mayla, também fará uma ponta no seriado.
extra.globo.com/famosos
quarta-feira, 17 de maio de 2017
Sou Flamengo e tenho uma nega chamada Tereza
quarta-feira, 10 de maio de 2017
DIA DAS MÃES
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