1 – Amarás os pés sobre todas as coisas
2 – Desejarás os pés mais que qualquer outra parte do corpo
3 – Nunca rejeitaras um pé
4 – Não maltratarás um pé a não ser que seja um pedido
5 – Beije um pé como se fosse o último
6 – Cobiçarás o pé da próxima.
7 – Roubarás as sandálias alheias
8 – Serás devoto de unhas bem pintadas
9 – Chulezinho também é bem vindo
10 – Rejeitarás aquelas que não cuidam de seus pés —
domingo, 10 de março de 2013
Os 10 mandamentos de um Podólatra
1 – Amarás os pés sobre todas as coisas
2 – Desejarás os pés mais que qualquer outra parte do corpo
3 – Nunca rejeitaras um pé
4 – Não maltratarás um pé a não ser que seja um pedido
5 – Beije um pé como se fosse o último
6 – Cobiçarás o pé da próxima.
7 – Roubarás as sandálias alheias
8 – Serás devoto de unhas bem pintadas
9 – Chulezinho também é bem vindo
10 – Rejeitarás aquelas que não cuidam de seus pés —
sábado, 9 de março de 2013
Sangue no esperma assusta
sexta-feira, 8 de março de 2013
MULHER, MULHER...
Kathrine Switzer entrou para a história das corridas de rua ao se tornar a primeira mulher a participar oficialmente da Maratona de Boston – a mais famosa e tradicional prova de longa distância realizada anualmente em todo o mundo. Como naquela época a maratona era exclusivamente para homens, Kathrine se inscreveu com o nome de ‘K. V. Switzer’ para receber um número oficial.
Durante a corrida, um dos organizadores tentou tirá-la da pista, mas foi impedido por outros corredores que a escoltaram até a linha de chegada. Kathrine completou os 42,195 km de prova em 4 horas e 20 minutos. Hoje, ela corre 10 km por dia e já participou de 35 maratonas.
Emily Lima é a primeira mulher a chegar ao cargo de treinadora de um time da CBF. Emily foi convocada em 2013 para comandar a seleção feminina sub-17 como t
reinadora, na qual já foi jogadora.
A primeira mulher a usar minissaia na TV foi Elis Regina, nos anos 60. Na verdade, o vestido curto foi um erro de corte do estilista dela e a peça virou tendência.
Parte dos moradores do Atol de Bikini foram encaminhados para as ilhas no Sul do Pacífico quando os militares americanos os expulsaram de suas terras para construírem um espaço de testes de bombas nucleares. A população sofreu os efeitos colaterais destes testes e precisaram ser examinados por médicos americanos, porém as pessoas estavam nuas, já que a radiação destruiu suas roupas. Foi então que os militares usaram folhas velhas do jornal The New York Times para os cobrir.
No mesmo período, corria na França a notícia sobre a série de detonações nucleares no Atol e sobre a lenda do jornal-lingerie no Pacífico. Foi então que o estilista Jacques Heim desenhou quatro triângulos em uma folha de papel e os costurou em fino algodão, criando assim um novo traje de banho. Louis Réard se inspirou na idéia de Heim, rasgou o maiô no meio e costurou um novo traje de banho: Bikini. | Na foto Micheline Bernardini, a primeira modelo a desfilar o traje.
A mais antiga cultura conhecida em que as mulheres usavam minissaias era a Duan Qun Miao, que literalmente significa "saia curta Miao" em chinês. Isso foi em referência às saias curtas "que mal cobrem as nádegas" usada por mulheres da tribo, e que eram "provavelmente chocantes" para os observadores do povo han durante a Idade Média e Idade Moderna
quinta-feira, 7 de março de 2013
A morte de Chávez causa enorme dor à sua família, a seus amigos e a milhões de venezuelanos — mas ele não fará falta a seu país nem ao cenário conturbado da América Latina.
Como ocorre nas tiranias, o povo venezuelano passou meses a fio sem ter uma única informação minimamente confiável e verossímil sobre a saúde do coronel Hugo Chávez, sendo desrespeitado no direito fundamental de inteirar-se do que se passa com quem o governa.
Até que, agora há pouco, não foi mais possível disfarçar nem mentir: Chávez está morto.
Daqui por diante, qualquer previsão sobre o que ocorrerá na Venezuela transformaria um jornalista em adivinho.
O chavismo, há 14 longos anos no poder, alterou a seu bel-prazer todas as instituições da Venezuela e transformou o grande país latino-americano, um dos maiores produtores de petróleo do mundo, num feudo para experiências exóticas e autoritárias, enfeixadas num delírio a que se denominou “bolivarianismo”, e que influenciou — inclusive com dinheiro — o surgimento de alter-egos do coronel em países como o Equador e a Bolívia.
Mais do que tudo, edificou-se sobre um único pilar: Chávez, com suas idiossincrasias, sua demagogia, sua hostilidade ao Ocidente, seu afã de calar a oposição e a imprensa livre. Ele queria ser, e foi, adorado como um deus por muitos, e adulado e bajulado por grande número de políticos e dirigentes que, numa democracia real, seriam apenas seguidores.
Como será a Venezuela sem Chávez é uma grande interrogação — com um leque de possibilidades que vai do caos à restauração de uma democracia de verdade, passando pela óbvia tentativa de herdeiros de continuarem encastelados no Palácio Miraflores.
O grande teste para ver se os chavistas no poder estão minimamente dispostos a praticar a democracia será a eleição presidencial que deverá realizar-se dentro de 30 dias. Segundo o artigo 233 da Constituição da República Bolivariana de Venezuela, a “falta absoluta” do presidente nos primeiros 4 dos 6 anos de mandato obriga à realização de novas eleições.
Aos mortos deve-se respeito. Aos líderes políticos é necessário dar o tratamento crítico adequado, mesmo em momentos como este.
A morte de Chávez causa enorme dor à sua família, a seus amigos e a milhões de venezuelanos — mas ele não fará falta a seu país nem ao cenário conturbado da América Latina.
Coluna do
Ricardo Setti
http://veja.abril.com.br
quarta-feira, 6 de março de 2013
Lavar antes de usar!
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terça-feira, 5 de março de 2013
ELEFANTES BRANCOS
segunda-feira, 4 de março de 2013
O FIM DO MUNDO E DESASTRES APOCALÍPTICOS
Não queria voltar sobre esse tema que está fora do espirito do blog que é SOL e Mudanças climáticas, mas os muitos email que recebi na minha posta particular, me faz retornar sobre estas lendas sobre o próximo fim do mundo.
Entre as lendas que circulam, mais ridículas são aqueles do fim do mundo, que regularmente se repetem e regularmente são refutadas pelo facto de que isso não acontece.
São sistematicamente feitos livros, artigos, documentários e conferências por estudiosos que tomam a “evidência” do fim do mundo para um determinado ano, e sempre sistematicamente nunca é algo tão alegando que “ainda não estávamos prontos”, você encontra uma nova data para o fim do mundo e você começa a partir da cabeça. Enquanto isso, muitas pessoas ficam ricas à custa do crédulo. Como sempre, os búfalos são um negócio muito rentável.
No entanto, é incrível como as pessoas têm memória curta e esquecem os inúmeros boatos sobre as muitas coisas sensacionais que estavam para acontecer e que não aconteceu, como tudo girava em torno do ano de 2000 em que, por estudiosos de todos tipos, muitas coisas foram escritas sobre as catástrofes, fim do mundo, mudanças importantes que estavam por vir, eventos religiosos / paranormais fatos excepcionais positivos e negativos, etc.
Nada aconteceu em 2000 do que era previsto! E o mesmo vale para outras previsões semelhantes sobre outras datas …. Enquanto isso, no entanto, muitos têm sido capazes de fazer dinheiro com estes idiotas previsões, e continuará a fazê-lo para o inevitável búfalo previsões futuro.
Ah, sim, as pessoas têm memória muito curta …
domingo, 3 de março de 2013
Domingo no Parque
Podemos dizer que Sílvio Santos é um apresentador completo. Ele não depende do tipo de público, do formato do programa, nem muito menos dependeu da época em que o programa foi ao ar para se dar bem no comando de uma atração. Silvio Santos se sente à vontade apresentando qualquer programa, e com o público infantil (público esse mais exigente que o comum), não foi diferente. Sílvio Santos esteve por 18 anos à frente de um dos maiores sucessos da Tv brasileira, o Domingo no Parque. Quantas crianças que assistiram ao Domingo no Parque tornaram-se adultas durante o período em que o infantil esteve presente em nossa tevê?
A atração infantil surgiu na Tv Tupi em 1968 quando o programa dominical de Silvio Santos foi rebatizado de Domingo no Parque e passou a ter 6 horas. Na época séries como Mulher Elétrica e Garota Dínamo, Ark II, Joe 90 e desenhos como Super Presidente, eram exibidos durante o programa. Em 1978 Gugu Liberato que tinha sido contratado por Sílvio Santos como assistente de produção chegava a direção do programa. Quando a Tv Tupi fechou em 1979 o infantil transferiu-se para Record, vindo em seguida para a TVS onde ficou até 1986.
sábado, 2 de março de 2013
Dominguinhos
Dois meses após ser internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, o sanfoneiro Dominguinhos segue na semi-UTI (unidade de terapia intensiva). Segundo o filho do músico, Mauro, o quadro de saúde do músico é estável, e os batimentos cardíacos e o funcionamento dos rins "estão perfeitos".
"Ele está há dois meses entubado e até hoje não acordou. Meu pai está em um sono profundo só dele", disse o filho nesta segunda-feira (18) em entrevista ao UOL. A sedação do cantor foi suspensa no dia 2 de janeiro.
Durante todo o período de internação, Dominguinhos é acompanhado por seus filhos, Mauro e Liv Moraes, e sua ex-mulher Guadalupe Mendonça. "Meu pai não pode receber visitas por ser um quadro complicado. Então, nós nos revezamos aqui no hospital", disse Mauro.
Na último terça (12), o cantor fez 72 anos e sua família organizou uma missa no bairro da Várzea, em São Paulo.
Entenda o quadro de saúde
Dominguinhos deu entrada no hospital Hospital Santa Joana, em Recife, no dia 17 de dezembro, com arritmia cardíaca e infecção respiratória. No dia 22 daquele mês, o músico precisou passar por uma cirurgia para a colocação de um marca-passo cardíaco temporário por conta da arritmia.
Neste período, o cantor foi submetido a uma traqueostomia e hemodiálise. Dominguinhos ficou sem sedação e, mesmo assim, não se comunicava com a família e médicos. No dia 8 de janeiro, ele sofreu uma parada cardíaca no hospital, que foi revertida.
A pedidos dos familiares, no dia 13 de janeiro, Dominguinhos foi transferido para o Hospital Sírio-Libanês em São Paulo. Segundo o último boletim médico divulgado no dia 14 do mesmo mês, o músico respondia de forma satisfatória ao tratamento médico e apresentava melhora no padrão hemodinâmico e respiratório.
Dominguinhos continua com o marca-passo temporário e tomando medicações para controlar a arritmia.
Câncer
Diagnosticado com câncer de pulmão há seis anos, Dominguinhos sofreu um princípio de infarto no início de 2011, quando foi internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Ele foi submetido a um cateterismo e a uma angioplastia. Por conta de seu estado de saúde, cancelou dois shows no final de 2011.
sexta-feira, 1 de março de 2013
aborto 2
ABORTO
Desde que a pessoa tenha dinheiro para pagar, o aborto é permitido no Brasil. Se a mulher for pobre, porém, precisa provar que foi estuprada ou estar à beira da morte para ter acesso a ele. Como consequência, milhões de adolescentes e mães de família que engravidaram sem querer recorrem ao abortamento clandestino, anualmente.
A técnica desses abortamentos geralmente se baseia no princípio da infecção: a curiosa introduz uma sonda de plástico ou agulha de tricô através do orifício existente no colo do útero e fura a bolsa de líquido na qual se acha imerso o embrião. Pelo orifício, as bactérias da vagina invadem rapidamente o embrião desprotegido. A infecção faz o útero contrair e eliminar seu conteúdo.
O procedimento é doloroso e sujeito a complicações sérias, porque nem sempre o útero consegue livrar-se de todos os tecidos embrionários. As membranas que revestem a bolsa líquida são especialmente difíceis de eliminar. Sua persistência na cavidade uterina serve de caldo de cultura para as bactérias que subiram pela vagina, provoca hemorragia, febre e toxemia.
A natureza clandestina do procedimento dificulta a procura por socorro médico, logo que a febre se instala. Nessa situação, a insegurança da paciente em relação à atitude da família, o medo das perguntas no hospital, dos comentários da vizinhança e a própria ignorância a respeito da gravidade do quadro colaboram para que o tratamento não seja instituído com a urgência que o caso requer.
A septicemia resultante da presença de restos infectados na cavidade uterina é causa de morte frequente entre as mulheres brasileiras em idade fértil. Para ter ideia, embora os números sejam difíceis de estimar, se contarmos apenas os casos de adolescentes atendidas pelo SUS para tratamento das complicações de abortamentos no período de 1993 a 1998, o número ultrapassou 50 mil. Entre elas, 3.000 meninas de dez a quatorze anos.
Embora cada um de nós tenha posição pessoal a respeito do aborto, é possível caracterizar três linhas mestras do pensamento coletivo em relação ao tema.
Há os que são contra a interrupção da gravidez em qualquer fase, porque imaginam que a alma se instale no momento em que o espermatozoide penetrou no óvulo. Segundo eles, a partir desse estágio microscópico, o produto conceptual deve ser sagrado. Interromper seu desenvolvimento aos dez dias da concepção constituiria crime tão grave quanto tirar a vida de alguém aos 30 anos depois do nascimento. Para os que pensam assim, a mulher grávida é responsável pelo estado em que se encontra e deve arcar com as consequências de trazer o filho ao mundo, não importa em que circunstâncias.
No segundo grupo, predomina o raciocínio biológico segundo o qual o feto, até a 12ª semana de gestação, é portador de um sistema nervoso tão primitivo que não existe possibilidade de apresentar o mínimo resquício de atividade mental ou consciência. Para eles, abortamentos praticados até os três meses de gravidez deveriam ser autorizados, pela mesma razão que as leis permitem a retirada do coração de um doador acidentado cujo cérebro se tornou incapaz de recuperar a consciência.
Finalmente, o terceiro grupo atribui à fragilidade da condição humana e à habilidade da natureza em esconder das mulheres o momento da ovulação, a necessidade de adotar uma atitude pragmática: se os abortamentos acontecerão de qualquer maneira, proibidos ou não, melhor que sejam realizados por médicos, bem no início da gravidez.
Conciliar posições díspares como essas é tarefa impossível. A simples menção do assunto provoca reações tão emocionais quanto imobilizantes. Então, alheios à tragédia das mulheres que morrem no campo e nas periferias das cidades brasileiras, optamos por deixar tudo como está. E não se fala mais no assunto.
A questão do aborto está mal posta. Não é verdade que alguns sejam a favor e outros contrários a ele. Todos são contra esse tipo de solução, principalmente os milhões de mulheres que se submetem a ela anualmente por não enxergarem alternativa. É lógico que o ideal seria instruí-las para jamais engravidarem sem desejá-lo, mas a natureza humana é mais complexa: até médicas ginecologistas ficam grávidas sem querer.
Não há princípios morais ou filosóficos que justifiquem o sofrimento e morte de tantas meninas e mães de famílias de baixa renda no Brasil. É fácil proibir o abortamento, enquanto esperamos o consenso de todos os brasileiros a respeito do instante em que a alma se instala num agrupamento de células embrionárias, quando quem está morrendo são as filhas dos outros. Os legisladores precisam abandonar a imobilidade e encarar o aborto como um problema grave de saúde pública, que exige solução urgente.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
TOC – TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Menor assume ter disparado sinalizador que matou boliviano
O Fantástico localizou o torcedor corintiano que teria detonado o sinalizador naval responsável pela morte do torcedor boliviano. Ele será apresentado nesta segunda-feira à Justiça por orientação do advogado da torcida organizada Gaviões da Fiel.
Sempre ao lado da mãe, o jovem falou com exclusividade ao repórter Valmir Salaro.
Ele tem 17 anos, é o terceiro dos seis filhos de uma família humilde. Quase quatro dias depois da tragédia na Bolívia, o garoto está novamente ao lado da mãe. Ele decidiu contar a versão dele para o que aconteceu na noite da última quarta-feira. Como é menor de idade, não pode mostrar o rosto.
Repórter: O que aconteceu?
Jovem: Bom, naquele exato momento lá que o sinalizador disparou, nós estávamos comemorando o gol. Eu trouxe o sinalizador na minha mochila, estava dentro de uma sacola, eu fui acender, para mim, era como se fosse um igual aos outros. Eu tirei a tampinha em cima, puxei a cordinha embaixo e não aconteceu nada. No momento que eu fui puxar de novo, eu estava manuseando, não sabia como manusear, puxei pela segunda vez e disparou, foi para a torcida boliviana.
Repórter: Você fez mira pra atingir a torcida?
Jovem: Não, não fiz nenhum tipo de mira. Estava apoiado na minha mão assim. Para mim só ia acender e pronto, não sabia que o negócio ia sair voando assim ou algo parecido.
Repórter: Você viu quando acertou no menino?
Jovem: Não, não. No intervalo do jogo, eu perguntei para os policiais lá se tinha machucado alguém, os policiais falaram que estava tudo bem.
Mas a torcida adversária indicava que algo grave tinha acontecido.
Jovem: Começaram a gritar assassino, falou que nós íamos morrer. Eu perguntei para o policial lá, ele falou: ‘Não, está tudo bem e o menino está bem’.
O adolescente conta que esperou a partida terminar.
Jovem: Quando acabou o jogo, nós fomos embora. Nós fomos lá para fora do estádio, esperamos nosso ônibus chegar e embarcamos no ônibus. Só fui ter certeza que ele morreu no ônibus mesmo, só na volta mesmo, que mostraram lá para mim, começaram a falar, entraram na internet. Depois daquele momento, eu falei: ‘minha vida acabou, o que eu vou fazer?’ Eu matei uma criança de 14 anos de idade.
Logo depois do jogo, 12 torcedores brasileiros foram detidos. Mas o jovem que assume ter feito o disparo não estava entre eles.
Jovem: Eu fiquei sentado e os policiais começaram a prender o pessoal que estava lá, mas eles não vieram em mim.
Repórter: E você também não se apresentou como sendo o torcedor que fez o disparo?
Jovem: Não, não porque eu fiquei com medo na hora mesmo de alguma coisa, eu fiquei com medo, não sabia o que fazer, para mim o garoto não tinha morrido, eu pensei que os meninos iam ser soltos no final do jogo.
Ele diz que foi orientado por integrantes da Gaviões da Fiel a não procurar a polícia, na Bolívia.
Jovem: Eu perguntei opinião se eu podia me entregar lá para o pessoal no lugar dos meninos. O pessoal me recomendou: ‘Não, é melhor não se entregar porque nós estamos na Bolívia, você veio com a gente, você é nossa responsabilidade’.
Repórter: Você está confessando que fez o disparo do sinalizador porque realmente você fez isso ou para proteger alguém da torcida?
Jovem: Não, não protegi ninguém não. Eu só quero assumir meu erro mesmo. Porque não é certo as pessoas pagarem por uma coisa que não fizeram, se eu tivesse no lugar delas, também não queria pagar com uma coisa que eu não fiz, ficar preso injustamente.
O adolescente contou que faz parte da torcida organizada há dois anos e que não conhecia os torcedores que ficaram presos.
Jovem: Eu conheço eles de vista.
O jovem diz que comprou o sinalizador naval na Rua 25 de março, área de comércio popular em São Paulo.
Jovem: Fui comprar uns jogos do videogame lá, eu vi um cara vendendo, eu falei: ‘vou comprar um sinalizador para levar para o jogo’.
Para ele, o sinalizador seria usado para chamar a atenção dos outros torcedores da Gaviões.
Jovem: Quis buscar um espaço, quis mostrar que eu que fiz aquilo lá, quis fazer uma festa para o Corinthians. Eu amo o Corinthians.
O advogado da torcida organizada Gaviões da Fiel diz que o adolescente vai ser encaminhado à Justiça na tarde de segunda. “Ele vai ser apresentado juntamente com a mãe dele, mas o juiz da vara Da Infância e Juventude provavelmente aplicará algum tipo de medida sócio-educativa, nesse primeiro momento, e entregará a guarda desse menor à mãe, que responsável e representante legal dele”, afirmou o advogado Ricardo Cabral.
Segundo a especialista em direito internacional Maristela Basso, os dois países têm acordo de extradição, mas isso não se aplica a menores porque Brasil e Bolívia seguem a convenção da ONU sobre os direitos da criança e do adolescente.
“Se trata de uma criança, um menor para não dizer uma criança, e, portanto, ele é submetido a uma legislação especial, tanto aqui quanto na Bolívia, muito semelhante a legislação, protetiva da criança”, ressalta Basso.
O jovem brasileiro pode ter que prestar serviços comunitários ou ficar apreendido por no máximo três anos.
Repórter: O que você diria pra família do garoto?
Jovem: Primeiramente, perdão mesmo. Não só para a família do Kevin, mas para a família dos meninos que estão presos lá também.
A mãe do jovem diz que, se o filho não se apresentasse como autor do disparo, ela mesma o entregaria à polícia.
Mãe do jovem: Ele sabe, ele me conhece, ele sabe que eu entregaria ele.
Repórter: Se a senhora pudesse ter contato com a família desse garoto, o que a senhora diria para a família?
Mãe do jovem: Eu pediria perdão à mãe, eu sei a dor que ela está sentindo. Eu sei que jamais, é uma coisa que mãe nenhuma perdoa, mas eu pediria.
Repórter: A senhora perdoaria se a situação fosse ao contrário?
Mãe do jovem: Eu acho que não.
Repórter: Como você se sente agora?
Jovem: Eu me sinto a pior pessoa do mundo. Não sei mais o que fazer da minha vida. Me arrependo amargamente.
'Olha uma coisa chama-se perdão, perdão de um erro inrreparavel por que se trata de uma morte, a outra coisa chama se responsabilidade, coisas que a gente não vê principalmente por esses torcedores, a gente sabe tambem que estam em jogo muitos interesses, e sabemos que aqui no Brasil nem sempre se faz justiça.
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