As camisas de futebol são verdadeiros mantos sagrados para torcedores de vários times, além de serem objetos de encanto para colecionadores em todo o mundo. Que as indumentárias futebolísticas não são nada baratas, todo mundo sabe... mas a verdade é que se você for brasileiro, o drama econômico é ainda maior!
Em matéria publicada pelo site ‘Mantos do Futebol’, foram listados os preços que fãs de países como Brasil, Argentina, México, Inglaterra, Portugal, França, Alemanha e outros pagam para comprar uma camisa de futebol.
Na conversão para o Real, as peças mostram preços incrivelmente parecidos, variando de R$ 236 até R$ 300. O detalhe é que, considerando a conversão das moedas, as camisas vendidas no Brasil têm o segundo menor preço – R$249, menos apenas à média do México. Portugal, França e Itália são os países que vendem pelo maior preço: R$ 300 na conversão.
Só que a questão que atrapalha o brasileiro na hora de adquirir o produto está no poder de compra. A pesquisa comparou os valores das peças com os vencimentos médios recebidos por cada país, e o resultado não deixa dúvidas: o brasileiro compra as camisas de futebol mais caras do mundo.
Uma única camisa de futebol equivale a 11.87% do rendimento mensal [R$2.105/mês, segundo a pesquisa]. O México vem logo atrás, com 10.57%, seguido por Argentina [9.42%], Portugal [6.91%], Espanha [3.60%], Itália [3.16%], França [2.71%], Reino Unido [2.51%], EUA [2.31%], Alemanha [2.05%].
A tragédia na cidade mineira de Janaúba - quando o segurança de uma creche ateou fogo em crianças – deixou sete mortos e 43 feridos. Os pacientes mais graves são 13 e foram todos encaminhados para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, referência em queimaduras no estado.
Outras vítimas foram transferidadas para Montes Claros e 13 permanecem no município. As informações foram divulgadas hoje (6) em entrevista coletiva que reuniu autoridades na prefeitura da cidade.
O governador Fernando Pimentel esteve em Janaúba nesta quinta-feira (5) para acompanhar os trabalhos de assistência aos feridos e aos familiares das vítimas
Na manhã de ontem (5), o vigia Damião Soares dos Santos, de 50 anos, entrou na escola na qual trabalhava e ateou fogo nas crianças e em si mesmo. O vigia foi uma das vítimas fatais. Também morreu a professora Helley Abreu Batista, de 43 anos, que chegou a tentar impedí-lo fisicamente, e que ajudou no resgate de crianças.
A creche Gente Inocente, do Centro Municipal de Educação Infantil (CEMEI), localizada no bairro Rio Novo, é pública e recebe crianças de zero a seis anos. Além do vigia e da professora, morreram Ana Clara Ferreira Silva, 4 anos; Luiz Davi Carlos Rodrigues, 4 anos; Juan Pablo Cruz dos Santos, 4 anos; Juan Miguel Soares Silva, 4 anos; Renan Nicolas Santos, 4 anos.
O médico responsável pela equipe médica que atendeu as vítimas, Helvécio Albuquerque, disse que graças à "atuação conjunta de polícias, Corpo de Bombeiros, profissionais da saúde e,de voluntários, além da sociedade civil, foi possível fazer todos os atendimentos e encaminhamentos necessários".
Segundo Albuquerque, além do atendimento imediato, as vítimas vão precisar de uma série de cuidados, devido às queimaduras, e de acompanhamento psicológico, tanto para as vítimas quanto para as famílias. Segundo Albuquerque, quatro pessoas estão com 80% ou mais do corpo queimado, sendo que queimaduras que atingem acima de 70% do corpo são consideradas gravíssimas.
A prefeitura reforçou a necessidade de doações, que servirão tanto para questões imediatas quanto para garantir a qualidade do acompanhamento futuro das vítimas e famílias. Até o momento, foram arrecadados R$ 177 mil. A prestação de contas deverá ser feita mensalmente ao Ministério Público.
Entre tantas religiões existentes, eu vou mostrar uma que pelo menos pra mim é diferente, eu não conhecia.
A Igreja Messiânica Mundial foi fundada no Japão em 1º de janeiro de 1935 por Mokiti Okada, chamado pelos messiânicos Meishu-Sama, que, em português, significa “Senhor da Luz”. No Brasil, a Igreja foi introduzida em junho de 1955 e, atualmente, possui 509 unidades denominadas Johrei Centers, com cerca de dois milhões e meio de messiânicos entre ministrantes de Johrei e simpatizantes, e filiais em mais de 70 países.
O objetivo principal da Igreja Messiânica é a construção do Paraíso Terrestre – um mundo isento de doença, miséria e conflito – criando e difundindo uma civilização religiosa que se desenvolva lado a lado com o progresso material. Tem no Johrei o seu principal instrumento de difusão religiosa e atua em áreas distintas como arte, educação, cultura e meio ambiente.
Para a concretização do Mundo Ideal, onde haja Verdade-Bem-Belo, os messiânicos se empenham para fazer sempre o melhor, difundindo e trabalhando incansavelmente na busca do equilíbrio de cada indivíduo, por meio do Johrei, cultos, palestras e trabalhos voluntários.
Mais do que uma simples religião, a Igreja Messiânica acredita no seu papel de ultrarreligião devido às suas várias atividades realizadas em parcerias com instituições que desenvolvem trabalhos embasados nos ensinamentos de Meishu-Sama. São eles: Fundação Mokiti Okada; Centro de Pesquisa Mokiti Okada; Ikebana Sanguetsu; Faculdade Messiânica; Korin Agropecuária Ltda.; Korin Meio Ambiente; Korin Construtora Novo Mundo e Korin Alimentação.
Meishu-Sama, seguindo o exemplo da natureza, em que tudo se desenvolve a partir de uma pequena forma ou de um pequeno modelo, iniciou, em 1945, no Japão, a construção de protótipos do Paraíso Terrestre os quais chamou de Solos Sagrados. No Brasil, possuímos um Solo Sagrado localizado em São Paulo, às margens da represa de Guarapiranga (www.solosagrado.org.br). Inaugurado em 1995, é considerado um dos maiores e mais belos parques de contemplação da natureza existentes no País, sendo frequentado por pessoas de diversas instituições públicas, privadas e religiosas.
http://www.messianica.org.br
Uma jovem filipina apanhou um táxi, mas acabou por ser ela própria a conduzir o carro até ao destino, enquanto o taxista dormia no banco de trás.
Cristina Tan vinha a conversar com taxista, ainda no início da viagem, esta sexta-feira, e ficou a saber que ele tinha 70 anos e tinha que continuar a trabalhar para ajudar as filhas.
A dado momento, ainda longe do destino, o taxista pediu a Cristina para sair e apanhar outro táxi, uma vez que estava com muito sono e poderia causar um acidente.
Sensibilizada com a idade e história do condutor e sem saber se conseguiria outro táxi naquele local, Cristina ofereceu-se para conduzir. Surpreendido pela proposta, o idoso resistiu, embaraçado, contou a jovem no Facebook. Mas acabou por aceitar e ceder o lugar ao volante. Pouco depois de sentar-se atrás, o homem adormeceu profundamente "e até ressonou"!
http://www.jn.pt
O jornalista Marcelo Rezende, apresentador do Cidade alerta, da Record, faleceu às 17h da tarde deste sábado (16), aos 65 anos. Rezende lutava contra um câncer no pâncreas e no fígado. A informação foi confirmada oficialmente após a circulação de notícias, desde a última quinta-feira, de uma falência de múltiplos órgãos.
O velório de Rezende acontecerá neste domingo (17), a partir das 10h, na Assembleia Legislativa de São Paulo. A cerimônia será aberta ao público geral, onde os fãs, amigos e familiares poderão se despedir do apresentador e realizar as últimas homenagens.
Desde maio, quando foi anunciada, a doença de Rezende tem comovido fãs. Famoso pelo bordão "corta pra mim", ele foi internado em uma segunda-feira (11) e, durante toda a semana, a emissora manteve em sigilo as causas do atendimento hospitalar. Ao fim da semana, no programa Domingo espetacular, foi exibida uma entrevista exclusiva sobre a condição dele.
"Eu não posso mentir, fazer cara de sofrimento. Vocês não vão me ver chorando, triste, desesperado. Saio daqui para fazer quimioterapia. Estou com cara de desesperado? Não. Por uma razão: desde que eu sou criança, eu tenho uma absoluta confiança e conhecimento de Deus", contou o jornalista.
Algumas semanas depois, entretanto, o carioca optou por encerrar o tratamento médico tradicional, baseado em medicamentos, e iniciou um método espiritual em Minas Gerais "por ordem de Deus", segundo ele. "Não adianta curar o físico e não ter a frente o espiritual", defendeu. A escolha pela terapia alternativa foi criticada por fãs, razão pela qual ele gravou vídeos para esclarecer a decisão.
"Uma das coisas que me deixaram triste foi quando eu desisti da medicina tradicional e algumas pessoas - ainda bem que foram poucas - me chamaram de covarde. Mas como posso ser covarde, se cada passo que eu dou é orientado pelo meu pai? Portanto, eu quero dizer uma coisa: foi a melhor decisão que eu tomei. E não tomei porque eu quis. Eu tomei porque Deus, soberano, mandou. E olha eu aqui, mais uma vez mostrando que eu estou me recuperando e que a cura está cada vez mais perto. E eu dependo cada vez mais da sua oração. Que Deus nos proteja e nos abençoe", desabafou ele, em vídeo.
No último dia 12 de maio, Rezende apresentou pela última vez o seu programa Cidade Alerta, na Record. Pouco tempo depois, o jornalista foi afastado da emissora por conta do severo tratamento contra o câncer. A notícia da morte foi veículada com muita emoção pelos seus colegas de trabalho, que falavam direto do Hospital Moriah, onde o apresentador estava internado nos últimos dias. Desde às 18h, fãs se aglomeram em frente ao local para prestar homenagens e solidariedade ao apresentador, seus familiares e amigos.
No dia 4 de setembro, um vídeo - vários foram publicados por ele no decorrer do processo - preocupou ainda mais o público. Com aparência extremamente debilitada, ele comentou a "montanha-russa" a caminho da cura à qual estava submetido. "Olha, muita gente vive de boato e no meu caso eu até entendo, não é toda hora que tem uma informação. Mas devemos esquecer os boatos. Eu tenho câncer, tem altos e baixos, é como uma montanha russa. Tem hora que eu estou lá em cima e tem hora que eu estou em baixo, mas importante é que eu estou firme e estar firme é aqui, onde a mente funciona. Eu estou firme pra enfrentar os baixos, até chegar o momento em que o alto vai deslizar e aí a cura vai chegar. E eu tenho certeza disso porque Deus está comigo, Deus está contigo", comentou.
Nascido no Rio de Janeiro em 12 de novembro de 1951, Marcelo Rezende começou a carreira na comunicação no Jornal dos Sports, na capital carioca, aos 17 anos. Ele passou pela Rádio Globo, pelo jornal O Globo e pela revista Placar, especializada no segmento esportivo. Rezende ingressou em 1987 na Rede Globo, na qual estreou como apresentador, à frente do Linha direta, em 1999. Antes de se consagrar como apresentador do Cidade alerta, a partir de 2012, ele comandou o programa entre 2004 e 2005 e foi repórter do Domingo espetacular e do Repórter Record.
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Não é novidade para ninguém que o corpo humano é a mais perfeita máquina que já existiu, trabalhando de modo totalmente interligado. Por isso mesmo, os sinais que ele nos transmite nem sempre são fáceis de identificar, uma vez que podem estar associados a diversas questões. Exemplo disso é que, não raro, estamos no meio da escovação dental diária quando, de repente – surpresa! –, verificamos que há sangue na espuma que descartamos.
Seria esta uma “mensagem” do nosso organismo?…
O sangramento gengival é um problema com o qual algumas pessoas convivem por anos sem se incomodar ou sem considerar que isto possa ser o indício de algo mais sério, embora, na verdade, ele seja um grande sinal de alerta de que alguma coisa não está funcionando perfeitamente bem.
Em suma, a gengiva é responsável por proteger os dentes e a estrutura óssea contra as bactérias, corpos estranhos e, até mesmo, de alimentos que possam danificá-los de alguma maneira. A sua aparência normal deve ser rosada, justa aos dentes, e, exceto em ocasiões nas quais ocorra um incidente – como, por exemplo, quando o fio dental a “corta” –, deve ser capaz de aguentar traumas como a mastigação e a escovação sem desencadear qualquer sinal de sangue.
Na maioria dos casos, quando esses ferimentos espontâneos surgem com o mais leve contato, isto costuma acontecer em decorrência de hábitos de higiene incorretos. Isto porque, com a limpeza inadequada da boca, a placa bacteriana se acumula e se calcifica, causando o tártaro, uma crosta tão dura que apenas um cirurgião-dentista consegue removê-la.
E, nos casos em que essa remoção não é realizada, as bactérias presentes nessa substância começam a liberar toxinas que inflamam a gengiva, causando, assim, sangramento e inchaço, haja vista que a região se torna altamente vascularizada – uma forma de combater os “intrusos”.
Como os sintomas são pequenos e considerados sem importância, é comum que os pacientes levem décadas até procurar uma orientação profissional. Todavia, existem casos nos quais essa intervenção pode vir “tarde demais”.
Enquanto os elementos bacterianos se encontram apenas na gengiva, o tratamento é relativamente simples, sem que exista um comprometimento da saúde dental, ao passo que, na periodontite – “estágio avançado” da gengivite –, o problema já chegou ao osso e aos ligamentos, com a alteração das estruturas que sustentam os dentes (estas ficam moles).
Conquanto muitas vezes o sangramento gengival possa significar uma deficiência em outras áreas do organismo, a carência de vitamina K, leucemia, alterações hormonais, diabetes, queda de resistência e desordem hemorrágica também podem ser outros possíveis diagnósticos.
Sem sombra de dúvida, o que se sabe é que o fato de a gengiva sangrar se trata de uma maneira de o corpo denunciar que alguma “peça” da sua perfeita “engrenagem” está pedindo atenção.
Mais do que um simples incômodo, esses pequenos ferimentos são uma porta aberta para microrganismos perigosos, que podem atingir a corrente sanguínea e agravar doenças cardíacas e/ou respiratórias crônicas, inclusive levando o paciente a óbito por infecção.
Estimativas ainda apontam que cerca de 18% dos partos prematuros (bebês nascidos antes da 36ª semana ou pesando menos de 2.500 g) poderiam ser evitados se as mães tivessem tratado a doença periodontal corretamente. Um alto número de bactérias tem sido encontrado no líquido amniótico dessas gestações, e acredita-se que boa parte dele corresponda a germes bucais. No mais, o risco de morte fetal/neonatal e de sequelas neurológicas ou motoras é muito grande nesses casos.
Assim, o sangramento gengival é um assunto a ser observado de perto – literalmente! Problemas na gengiva podem significar desde o comprometimento dos dentes até doenças muito mais sérias, que podem ser até mesmo fatais. Logo, a saúde bucal não pode ser deixada para segundo plano, e é centrado nesse pensamento que o SPA Odontológico Luposeli se firmou como uma das mais respeitadas clínicas especializadas em São Paulo, na qual os interessados em tratar este e outros problemas relacionados à saúde e à estética do próprio sorriso poderão agendar a sua consulta e contar com a segurança e a qualidade de uma equipe altamente capacitada, instalada numa infraestrutura única para atender a todas as necessidades de cada paciente.
http://www.luposeli.com.br
Eurípedes Waldick Soriano (Caetité, 13 de maio de 1933 — Rio de Janeiro, 4 de setembro de 2008) foi um cantor e compositor brasileiro, ícone da música classificada como brega .
Em 2007, Patrícia Pillar dirigiu um documentário sobre o cantor, Waldick, Sempre no Meu Coração.
Nascido em Caetité - Bahia, filho de Manuel Sebastião Soriano, comerciante de ametistas no distrito de Brejinho das Ametistas, em sua cidade natal. Fato marcante de sua infância foi o abandono do lar pela mãe, a quem era muito apegado.
Em Caetité viveu sua juventude, sempre boêmia, até um incidente num clube local, que o fez buscar o destino fora da cidade. Desde muito novo era um inveterado namorador e aventureiro e, seguindo o caminho de muitos sertanejos, foi tentar a vida em São Paulo.
Antes de ingressar na carreira artística, trabalhou como lavrador, engraxate e garimpeiro. Apesar das dificuldades, conseguiu se tornar conhecido nos anos 50 com a música "Quem és tu?".
Ele se destacava por suas canções sobre dor-de-cotovelo e seu visual revolucionário para a época: sempre usava roupas negras e óculos escuros.
Seu maior sucesso foi "Eu não sou cachorro não", que foi regravada em inglês macarrônico por Falcão. Também se tornaram conhecidas outras músicas suas, tais como "Paixão de um Homem", "A Carta", "A Dama de Vermelho" e "Se Eu Morresse Amanhã".
O "fenômeno" Waldick Soriano
A posição quase marginal que o ritmo "cafona" ocupou mereceu uma análise mais acurada e científica, já na 5ª edição, pelo historiador e jornalista Paulo Cesar de Araújo.
Intitulado "Eu não sou cachorro, não - Música popular cafona e ditadura militar", a obra traz, já em seu título, uma referência a este cantor e sua música de maior sucesso. Ali o autor contesta, de forma veemente, o papel de adesista ao regime de exceção implantado a ferro e fogo no Brasil pelos militares, por parte dos músicos "bregas". Waldick, segundo ele, é um dos exemplos, tendo sua música "Tortura de Amor" censurada em 1974, quando foi por ele reeditada. Apesar de ser uma composição de 1962, o regime não tolerava que se falasse a palavra "tortura"...
A revista "Nossa História", de dezembro de 2005, refere-se ao cantor como "o mais folclórico dos cafonas" (ano 3, nº26, ed. Vera Cruz).
Num dos programas do apresentador Jô Soares, o músico Ubirajara Penacho dos Reis - Bira - declarou que nos anos 60 tocava apenas os sucessos de Waldick.
Na sua cidade natal, Waldick sempre foi tratado com certo menosprezo. Aristocrática, Caetité mantinha apenas nas camadas mais populares uma fiel admiração. Ali teve dois de seus filhos, gêmeos, de forma quase despercebida, em 1966. Em meados da década de 1990, porém, a cidade teve num político o resgate do filho ilustre. O vereador Edilson Batista protagonizou uma grande homenagem, que nomeou uma das principais avenidas com o nome de Waldick. Pouco tempo depois, o SBT realizava ali um documentário, encenado por moradores locais, retratando a juventude de Waldick, sua paixão pela professora Zilmar Moura, a mudança para o sul.
Silvio Santos aliás, protagonizou com Waldick uma das mais inusitadas cenas da televisão brasileira: no abraço que deram, foram perdendo o equilíbrio até ambos caírem, abraçados, no chão. Ali, então, simularam um affair, provocando risos. No início dos anos 90, mudou-se para a cidade de Teresina onde iniciou uma parceria com o violonista Fernando Fonseca, com quem fez shows pelo país inteiro naquela que seria sua última incursão pelos palcos da vida. Dois anos depois mudou-se para Fortaleza. Na capital cearense, ao lado do pianista Oliveira Junior continuou fazendo pequenas apresentações até ter diagnosticada a doença que o levaria embora. Por tudo isto, Waldick Soriano faz-se símbolo, no Brasil inteiro, de um estilo, de uma classe social, e da sua manifestação cultural, pulsante e criativa.
Doença
Waldick teve diagnosticado um câncer de próstata em 2006. Em 2 de julho de 2008 foi divulgado que seu estado de saúde era grave, pois já ocorrera metástase da doença. Veio a falecer em 4 de setembro no Instituto Nacional do Câncer (Inca), em Vila Isabel, zona norte do Rio de Janeiro.
veja o filme paixão de um homem, pra recordar.
Em 1979, eu tinha 15 anos ja queria ver o que se passava por ai, ia no cinema numa dessas noites e la no cine São Bernardo passava o filme o caso Claudia, hoje estamos vivendo tudo aquilo que acontecia naquela época abertamente, veja o filme e a verdadeira historia.
A HISTÓRIA
Cláudia Lessin Rodrigues morreu no Rio de Janeiro, em 23 de julho de 1977, aos 21 anos. Seu corpo foi encontrado dois dias depois, nas pedras do Chapéu dos Pescadores, na Avenida Niemeyer. Ela estava nua e tinha um saco cheio de pedras amarrado ao pescoço. Logo, a polícia chegou aos nomes de dois suspeitos que estavam com ela em uma festa na noite de seu desaparecimento: George Khour e Michel Frank.
Frank tinha dupla nacionalidade, fugiu para a Suíça e escapou da justiça brasileira. O julgamento do caso ocorreu em 1980, três anos após a morte de Cláudia, e durou cinco dias, um dos mais longos do Tribunal do Júri no Brasil. Ao final, George Khour foi condenado por ocultação de cadáver e cumpriu pena de três anos e quatro meses. O júri concluiu que ele não era o autor da morte de Cláudia Lessin. Michel Frank não foi julgado e morreu assassinado em Zurique, em setembro de 1989.
veja o filme e entenda melhor.
Pesquisadores compararam materiais coletados antes e depois do desastre ambiental envolvendo a Samarco. Depois da lama, a diversidade de espécies de zooplânctons ficou 40% menor
Vista da Foz do Rio Doce, localizada em Regência, Linhares (Foto: Secundo Rezende/ Arquivo Pessoal)
O material coletado por pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) para fazer análises antes de a lama da Samarco atingir o Rio Doce, em novembro de 2015, está sendo usado para comparar a situação ambiental daquele ecossistema atualmente. Foi constatado que, hoje, já há o dobro de ferro, quatro vezes mais alumínio e três vezes mais manganês.
No dia 5 de novembro de 2015, a barragem de Fundão da Samarco, cujas donas são a Vale e a BHP Billiton, se rompeu. A enxurrada de rejeitos de mineração devastou o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), e desceu pelo Rio Doce até chegar ao mar, em Regência (ES). Um ano depois, ainda havia muitas dúvidas sobre o impacto desses rejeitos no meio ambiente e na vida das pessoas.
Os estudos da Ufes uniram informações que podem ser fonte de comparação para saber como era a região antes ou depois da lama. Os pesquisadores esperaram mais de um ano após o desastre para fazer essa comparação.
Eles acreditam que, assim, o estudo fica mais correto, porque não estão analisando um momento determinado de quando o rio poderia estar mais cheio ou mais seco. Eles conseguiram estabelecer uma média das oito vezes em que coletaram material e analisaram, e agora podem afirmar com mais convicção como a lama está alterando a foz.
“É interessante que todas as campanhas que foram feitas pós-desastre quando comparadas com as campanhas que foram feitas antes do desastre, em 2013 e 2014, os resultados são sempre diferentes”, afirmou o geólogo Alex Bastos, professor e pesquisador da Ufes.
Comparando o antes e o depois da lama, a quantidade de metais depositados no fundo do mar da praia de Regência subiu muito. Há o dobro de ferro, quatro vezes mais alumínio e três vezes mais manganês. Isso pode ter interferido nos micro-organismos que estão na base da cadeia alimentar dos peixes. Depois da lama, a diversidade de espécies de zooplânctons ficou 40% menor.
“A gente está avaliando o ecossistema. Então isso pode com certeza ter desdobramentos para o resto da cadeia alimentar”, falou o geólogo.
Cerca de 30 pesquisadores, geólogos, físicos, biólogos, oceanógrafos e químicos fizeram as análises que estão neste relatório de 260 páginas. Ele vai ser entregue aos órgãos ambientais. São informações que podem direcionar as ações de recuperação e monitoramento da área afetada.
“E acrescentar algumas outras análises. Por exemplo, a análise nas praias, nos manguezais, nos peixes. Isso tudo também precisa ter o mínimo de diagnóstico a partir de agora”, disse Bastos.
Publicado em 6 de nov de 2015
Barragens se rompem e enxurrada de lama destrói distrito de Mariana
Acidente foi em Bento Rodrigues e bombeiros confirmam uma morte.
Localidade está sendo esvaziada; MP vai investigar causa do acidente.
05/11/2015 17h14 - Atualizado em 06/11/2015 01h25
Barragens se rompem e enxurrada de lama destrói distrito de Mariana
Acidente foi em Bento Rodrigues e bombeiros confirmam uma morte.
Localidade está sendo esvaziada; MP vai investigar causa do acidente.
Do G1 MG
FACEBOOK
O rompimento de duas barragens de rejeitos da mineradora Samarco causou uma enxurrada de lama que inundou várias casas no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, na tarde desta quinta-feira (5).
O Corpo de Bombeiros de Ouro Preto, que tem equipes no local, confirmou uma morte e 15 desaparecidos até o momento. A vítima seria um homem que teve um mal súbito quando houve o rompimento. A identidade dele ainda não foi divulgada.
O diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Extração de Ferro e Metais Básicos de Mariana (Metabase), Valério Vieira dos Santos, afirma que entre 15 e 16 pessoas teriam morrido e 45 estão desaparecidas, mas ainda não há números oficiais de vítimas.
Um dos sobreviventes da tragédia, Andrew Oliveira, que trabalha como sinaleiro na empresa Integral, uma terceirizada da Samarco, disse que, na hora do almoço, houve “um abalo”, mas os empregados continuaram trabalhando normalmente.
"Começou a praticamente ter um terremoto", disse sobre o momento que as barragens se romperam.
Feridos
Quatro feridos foram levados para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, referência em atendimento de urgência. De acordo com a Fhemig, três delas foram levadas de helicóptero e uma de ambulância.
Dentre os feridos está uma criança de 3 anos. Não se sabe se estes feridos estavam internados no hospital de Mariana e foram transferidos. Nesta unidade, quatro feridos tinham sido atendidos.
Mais de 200 pessoas da Guarda Municipal, dos bombeiros, das polícias Civil e Militar, da Defesa Civil e da mineradora trabalham nas buscas.
O secretário de Defesa Social de Mariana, Brás Azevedo, disse que a situação no local é muito grave e há riscos de mais desmoronamentos. A orientação para os moradores que deixam Bento Rodigues é que sigam para o distrito de Camargos, que é mais alto e mais seguro.
Empresa
O diretor-presidente da Samarco, Ricardo Vescovi, em comunicado divulgado no perfil da empresa no Facebook por volta das 23h desta quinta, afirmou que o rompimento ocorreu em duas barragens – e não em uma, como informava nota divulgada pela mineradora no fim da tarde.
Segundo Vescovi, romperam-se as barragens de Fundão e Santarém, na unidade industrial de Germano, localizada entre os municípios de Mariana e Ouro Preto – a cerca de 100 km de Belo Horizonte.
O diretor-presidente da empresa diz que o rompimento foi identificado na tarde desta quinta e, imediatamente, foi acionado o plano de ação emergencial de barragens para priorizar o atendimento das pessoas que trabalham no local ou que vivem próximo às barragens.
Publicado em 23 de out de 2016
Um ano após a tragédia ambiental que devastou Mariana (MG), o Domingo Espetacular revelou como está o local e trouxe novidades sobre a investigação do acidente que matou 19 pessoas e espalhou lama pela região. Veja!:
Ao menos 11 pessoas foram detidas em flagrante por saquearem contêineres que caíram de um navio na barra de Santos, no litoral de São Paulo, nesta sexta-feira (11). Entre os produtos recuperados, estão eletrônicos, eletrodomésticos, pneus de bicicleta e vestuário.
A Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) informou que a queda de 45 contêineres do navio Log In Pantanal ocorreu entre 1h30 e 3h, enquanto a embarcação estava fundeada a aproximadamente quatro quilômetros da costa. O cargueiro aguardava para realizar a manobra de entrada no Porto de Santos.
As causas do acidente ainda são desconhecidas, mas já são alvo de um inquérito da autoridade marítima. Não há informações de feridos. Suspeita-se, inicialmente, que ondas de pouco mais de três metros, provenientes de uma ressaca marítima, tenham contribuído para a queda.
Imagens flagraram quando moradores da região saquearam os contêineres que boiam entre Santos e Guarujá desde o início da manhã. Para chegarem às caixas metálicas, eles utilizaram pequenas embarcações, onde dezenas de produtos foram embarcados clandestinamente.
Equipes do Patrulhamento Marítimo da Polícia Militar Ambiental e do Núcleo Marítimo da Polícia Federal detiveram pessoas a bordo de embarcações no entorno do Canal do Estuário, que serve de acesso ao cais santista. Algumas pessoas alegaram que "pegaram as peças boiando no mar".
A maior parte dos flagrantes ocorreu com ocupantes de embarcações nas proximidades da comunidade de Santa Cruz dos Navegantes. Outro grupo foi detido ao desembarcar na Praia do Guaiúba, ambos em Guarujá. O policiamento também monitora a orla das demais cidades da região.
Nove pessoas detidas foram encaminhadas à Delegacia Sede de Guarujá e duas para a Delegacia da Polícia Federal em Santos, para apreciação da autoridade policial, segundo balanço prévio divulgado até às 17h. As equipes continuam monitorando a área para tentar localizar mais suspeitos.
O acidente
Aparelhos de ar-condicionado, mochilas, material hospitalar, pneus, toalhas e tapetes estão entre as cargas armazenadas nos contêineres que caíram do navio no mar durante a madrugada. Autoridades tentam coibir a ação de saqueadores, mas os produtos já se espalharam pela área costeira.
Algumas caixas metálicas se romperam e parte da carga se espalhou entre a barra de Santos e a região costeira de Guarujá. Testemunhas afirmaram que alguns produtos já eram vistos próximos à Praia do Guaiúba, onde, por volta do meio-dia, estavam dez contêineres boiando.
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) foi notificada sobre a ocorrência e monitora junto com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) os procedimentos adotados para retirar os contêineres da água. O Ibama ainda não se pronunciou sobre o ocorrido.
A Codesp confirmou que o acidente ocorreu durante a madrugada, no Fundeadouro 3, fora do cais. Ainda em nota, a estatal disse que a autoridade marítima, com o apoio da Praticagem de São Paulo, faz o levantamento para identificar a área onde os contêineres se espalharam.
Imagens obtidas pelo G1 mostram o local do acidente após ocorrido. Segundo testemunhas, alguns compartimentos abriram no impacto com água e a carga se espalhou. Conforme a autoridade marítima, o canal de navegação precisou ser fechado por pelo menos cinco horas, por segurança.
O navio operou no Terminal Embraport, na Margem Esquerda do cais, na quinta-feira (10). Segundo a empresa, 341 contêineres foram carregados e outros 248 descarregados. Após a operação, ele foi manobrado para a barra para aguardar atracação no terminal da BTP, na Margem Direita do cais.
A Log-In, responsável pelo navio, informou que o mau tempo ocasionou o desprendimento das caixas. Por nota, a empresa informou que "não havia contêineres que caíram no mar com cargas declaradas como perigosas, de acordo com critérios da Organização Marítima Internacional".
Durante a tarde, o navio recebeu autorizaração para realizar a atracação no terminal de contêineres. A manobra de entrada no cais santista foi acompanhada pela autoridade marítima, uma vez que parte dos contêineres a bordo também estava tombada.
Fonte: G1
Um furúnculo já incomodou você? Este problema é mais comum do que se imagina. Parecido com uma espinha, o furúnculo é uma inflamação na pele causada por uma bactéria e pode acarretar muito desconforto.
As lesões podem surgir em diferentes locais do corpo e, dolorosas, afetam a disposição e até o humor do paciente. Além disso, podem deixar marcas e cicatrizes na pele.
Conheça abaixo quais são as causas, os tratamentos e o mais importante: saiba como evitá-lo.
O que causa o furúnculo?
Segundo explica a dermatologista Helena Zantut, o furúnculo é uma infecção causada por uma bactéria da própria pele, que atinge o folículo piloso (por onde cresce o pelo), a glândula sebácea e o tecido subcutâneo que fica próximo a ele.
Em geral, a infecção é causada pela bactéria Staphylococcus aureus, mas pode ser também por outras bactérias ou fungos encontrados na superfície da pele.
Como ele se manifesta?
A principal característica do furúnculo é a formação de um abscesso, ou seja, um nódulo muito doloroso, inchado e avermelhado com uma área amarelada na parte central, que indica a presença de pus. O tamanho pode variar de acordo com a área infectada.
As lesões são mais comuns em regiões do corpo onde há pelos, e também aquelas mais expostas à umidade, atrito, ou substâncias gordurosas, que facilitam a obstrução dos folículos pilosos. Rosto, pescoço, axilas, coxas e nádegas são as áreas mais comuns.
Em geral, o diagnóstico é simples e pode ser feito por um exame dermatológico clínico. Apenas em alguns casos pode ser necessário recorrer a exames laboratoriais.
Tratamento
Na hora de tratar o problema, a primeira recomendação importante é: nunca se deve espremer um furúnculo. Isso pode fazer com que as bactérias causadoras da infecção se espalhem ainda mais, causando novas inflamações.
Na maioria dos casos, a lesão pode se curar sozinha, pois se rompe espontaneamente e não há necessidade de drenagem por um médico. Uma compressa úmida e morna pode ajudar a acelerar o processo de drenagem espontânea e agilizar a secagem do furúnculo. Além disso, é importante manter o local afetado sempre limpo e lavar bem as mãos depois de tocá-lo.
Se o furúnculo durar muitos dias ou vier acompanhado de febre, é imprescindível procurar um médico dermatologista, já que alguns casos exigem tratamentos com medicamentos antibióticos orais e tópicos (cremes e pomadas). A persistência dos sintomas pode indicar que a infecção se espalhou ou que há alguma complicação.
Segundo a Dra. Zantut, algumas pessoas são mais propensas a sofrer com o aparecimento de furúnculos. Se o problema for recorrente, também é importante consultar um profissional para descobrir o que está favorecendo o surgimento das lesões e a melhor forma de tratamento.
Como evitar
Confira abaixo as dicas da Dra. Helena Zantut para evitar o aparecimento de furúnculos:
- Mantenha as mãos sempre limpas (após ir ao banheiro, pegar coisas sujas, ao chegar em casa da rua, etc). Bons hábitos de higiene são essenciais para prevenir a manifestação de furúnculos.
- As unhas também devem estar sempre aparadas e limpas.
- Procure manter secas as áreas de dobras no corpo, como axilas e virilhas.
- Evite roupas muito justas e de tecido sintético. Elas dificultam a evaporação do suor, entram em atrito com a pele e favorecem a ocorrência de lesões.
- Troque as roupas de uso pessoal, cama e banho regularmente. Elas podem ser veículos de transmissão da infecção.
- Não coce nem esprema o local do furúnculo. Assim, não corre o risco de espalhar a infecção para outras áreas do corpo.
Fonte: Dicas de Mulher
Nascido em Ribeirão do Pinhal/PR, em 09 de dezembro de 1949, Barnabé tem o dom de fazer rir. Ele é quieto e sério, porém quando está diante do seu público, surge uma força que o transforma num caipira típico brasileiro: observador, debochado, alegre e cheio de sabedoria interiorana.
O nome é uma herança do irmão mais velho: Barnabé- que gravou quatro LPs (1965/66/67/68).
Infelizmente sua carreira foi curta, pois faleceu durante a produção do último disco. Então, Barnabé-2 resolveu dar seqüência à vida do personagem adotando a mesma linha caipira com música e piadas. A partir de agora, ele responde a algumas perguntas sobre sua história e trajetória.
Como surgiu o personagem Barnabé?
Bom, meu irmão cantava, tocava violão e contava piadas. O forte dele eram as piadas. Um dia ele criou um personagem chamado Nhô Fugêncio e saiu da cidade onde a gente morava pra viajar com um parque de diversões. Nessas andanças, ele conheceu a dupla Tonico & Tinoco que o levou pra São Paulo. Foi lá que surgiu o nome Barnabé. Não sei dizer se foi uma sugestão do Tonico ou um apelido que deram pra ele. Só sei que na época era apelido pra funcionário público (os barnabés).Mas não era o caso dele. O importante é que em 1958 - quando isso aconteceu - não existia esse nome no mercado de humoristas e o nome pegou.
Por que você quis continuar a carreira dele?
Eu era muito influenciado por meu irmão. Quando ele faleceu eu estava no Paraná. Também gostava de contar piadas, compor e cantar algumas músicas. Depois de um ano sem ele, senti muita saudade e vontade de dar continuidade ao personagem. Então, no final de 1968, fui para São Paulo. Fiz um trabalho e mandei para a gravadora Continental. Eles me contrataram em 1970, ano em que lancei meu primeiro disco "Show de Graça Barnabé II" (gravado no Clube Internacional de Franca - SP). Foi um sucesso e acabei gravando dez discos pela Continental (1970-1990). A cada dois anos eu lançava um disco.
E depois de 1990?
Aí eu vim para o interior fazer programas de rádio e resolvi dar um tempo para preparar um novo repertório de piadas. Comprei uma casa em Indaiatuba - SP e comecei a dedicar mais tempo à família, cuidar dos filhos, etc. Fiquei parado por dez anos. Só voltei a gravar agora, em 2000.
Como são seus shows?
Eu faço tudo sozinho. Seja em praça pública, teatro, circo, clubes e em convenções. O povo gosta bastante, principalmente as crianças. Os pais compram os discos para eles, pois meu tipo de humor não as fere. Quando a piadinha é marota, a gente deixa a parte forte subentendida. Um show dura cerca de uma hora e meia. Tem piadas, modinhas, causos caipiras, poemas. Meu show atual chama-se "De volta para o passado" onde eu mostro muita coisa que se usava antes e que os adolescentes de hoje não conhecem. A lamparina de querosene, por exemplo.
O Mazzaropi fez o filme "O Lamparina", você assistiu?
Eu assisti sim. Todos os humoristas caipiras se inspiraram no Mazzaropi. O estilo dele é clássico. Seus filmes caipiras enalteciam o Jeca. Esse também é meu estilo: roupa caipira, botinão, bigodinho, chapéu. Quando a gente coloca o roupa do caipira é como se estivesse invocando um espírito. O jeito de falar, a maneira de contar as histórias...
Você tem empresário?
Não, não tenho. Eu mesmo é que toco o negócio.
Além dos discos, qual veículo você usou, tevê, rádio?
Apareci muito na televisão. De 1987 a 1988 fiz um programa no SBT, o "Especial Chitãozinho & Xororó", todos os domingos - eu contava piadas. Fiz o programa "Barros de Alencar" na Rede Record - fazia papel de jurado caipira e na hora da nota eu contava uma piadinha. Também fiz o programa "Flávio Cavalcanti" (1971) durante seis meses. Participei do programa do Wilton Franco. Atualmente tenho participado da Rede família e SBT e outras tevês do interior.
E nas rádios?
Agora, com a minha volta, o pessoal tem me prestigiado bastante tocando meus CDs. Senti que tenho um nome e que pode ficar mais forte se eu correr atrás.
Como você inventa uma piada?
Quando eu viajo, conheço pessoas. Vou muito pra roça, visito fazendas e nesses encontros sempre surgem piadas no meio da conversa. Às vezes paro o carro na estrada e vou lá no meio do cafezal conversar com o pessoal. Então surgem histórias que eu adapto para piadas. Às vezes, o causo é cumprido, então dou uma lapidada pra transformá-lo numa piada curtinha.
Quantas piadas você já inventou?
Bom, eu criei mais de cem, mas devo ter gravado uma média de 400 piadas.
Quem na sua família tinha o dom da graça?
Meu pai era violeiro, fazia composição com assuntos engraçados. A gente morava em fazenda e ele trabalhava de colono. Era nesse ambiente que as piadas e modinhas surgiam e eu peguei o jeito.
Qual é seu projeto atual?
Agora vou lançar uma revista pela Editora Escala na qual conto coisas da minha vida. A revista vai sair com o CD "O jeito simples de fazer rir".
Qual seu conselho para quem quer seguir a carreira de humorista caipira? DISCOGRAFIA
Nasci no interior e minha vida é a do caipira, do caboclo. Até os 18 anos vivi trabalhando na roça. Acho que a gente deve fazer o que gosta, sem passar por cima dos outros nem sentir inveja. Fazer rir é muito mais difícil do que fazer chorar. Mas quem tem o dom de ver graça nas coisas, deve ser persistente e se dedicar a isso sem parar. Eu parei dez anos e foi ruim pra minha profissão. Mas aí vai um conselho: "Não esqueçam de agradar as crianças!".
BARNABÉ
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Waldir Peres sofre infarto e morre aos 66 anos (Foto: infoesporte)
Morreu neste domingo um dos maiores goleiros da história do futebol brasileiro: Waldir Peres, ídolo do São Paulo, com passagem pelo Corinthians e titular da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1982. Ele tinha 66 anos e sofreu um infarto fulminante durante um almoço com a família, na cidade de Mogi Mirim, no interior paulista.
– Nós viemos passear na casa de uns amigos numa festa de aniversário em Mogi Mirim. Ele passou mal depois do almoço, nós o levamos a uma farmácia e lá ele desmaiou. Depois levamos para o hospital, mas infelizmente ele não resistiu. Foi fulminante – afirmou a irmã Isabel por telefone ao GloboEsporte.com.
Waldir Peres se sentiu mal e teve um infarto por volta das 14h. Foi levado por familiares ao hospital 22 de Outubro, em Mogi Mirim, mas não resistiu e teve a morte decretada por volta de 15h30. O ex-goleiro deixa dois filhos, que moravam em São Paulo, e uma filha, que está na Malásia. Ele não era casado, mas estava acompanhado da noiva.
O corpo do Waldir sairá de Mogi Mirim nesta segunda-feira, às 17h, e virá pra São Paulo. O velório será a partir de terça e o enterro, só na quarta (às 9h) – para aguardar a filha que vem do exterior –, no Cemitério Gethsêmani, no Morumbi.
A carreira
Nascido em Garça, interior de São Paulo, no dia 2 de janeiro de 1951, Waldir Peres começou a carreira na Ponte Preta, que o revelou em 1970. Três anos depois, se transferiu para o São Paulo, onde se tornou um dos maiores goleiros da história. Entre 1973 e 1984, fez 617 partidas (só perde para Rogério Ceni em presenças) e ganhou o Brasileiro de 1977 (onde teve papel decisivo nas cobranças de pênalti) e os Paulistas de 75, 80 e 81.
No Morumbi, ganhou destaque a ponto de ser presença constante nas convocações da Seleção. Como reserva, foi às Copas do Mundo de 1974 e 78, mas teve a chance de ser titular em 1982, na equipe que marcou época apesar de não ter sido campeã. O goleiro fez 39 partidas com a camisa amarelinha, a última na derrota por 3 a 2 para a Itália.