quarta-feira, 21 de abril de 2010

Alvo de protestos, novo governador desiste de festa de Brasília


Rogério Rosso (PMDB) teve carro cercado por manifestantes durante evento.
Segundo PM, 850 mil pessoas passaram pela Esplanada até as 17h30.

Robson Bonin e Débora SantosDo G1, em Brasília
aniversario de brasilia 50 anosO novo governador do DF, Rogério Rosso (PMDB)
pela manhã, durante hasteamento da bandeira
do Brasil (Foto: Nathalia Passarinho)
O novo governador do Distrito Federal, Rogério Rosso (PMDB), deveria assistir aos shows do aniversário de 50 anos da capital no camarote do governo que foi montado ao lado do palco, na Esplanada dos Ministérios. O confronto com manifestantes em um dos eventos desta quarta-feira (21), no entanto, fez Rosso desistir.
Seria a primeira aparição do governador, eleito para o mandato-tampão de oito meses, em um evento de massa no DF. Pela manhã, Rosso teve o carro cercado por manifestantes contrários ao escândalo do mensalão do DEM de Brasília, que marca o DF desde novembro de 2009, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Caixa de Pandora.
O cerimonial e a segurança do governador do DF chegaram a fazer uma varredura no camarote para preparar a chegada de Rosso, prevista para as 19h. Por volta de 20h30, no entanto, os agentes que aguardavam o governador foram comunicados de que ele havia desistido de comparecer. Apenas um dos filhos da vice-governadora, Ivelise Longhi, apareceu no camarote. “Os manifestantes fizeram com que ele [o governador] desse uma acalmada na agenda”, disse ao G1, um dos seguranças de Rosso.
Apesar de todo o procedimento adotado para esperar Rosso, a assessoria disse que o governador não esteve na Esplanada porque queria "se preservar". A assessoria disse ainda que Rosso avaliou “que não era importante aparecer na festa”, que ele “não queria aparecer em palco” e que “seu objetivo era trabalhar”.

Festa
Segundo estimativa da Polícia Militar, até 17h30 cerca de 850 mil pessoas já haviam passado pela Esplanada. Artistas nacionais comandaram a festa. A dupla sertaneja Pedro Paulo e Matheus abriu as apresentações por volta de 16h30. A banda Paralamas do Sucesso deu continuidade ao evento, que teve ainda Nando Reis, Daniela Mercury e Zélia Duncan. O cantor Milton Nascimento será a última apresentação. A celebração do aniversário de Brasília vai ser encerrada por volta de 1h desta quinta-feira (22), quando será realizada uma queima de fogos de 30 minutos de duração.
Ainda de acordo com a Polícia Militar, foram registradas ocorrências de arrombamentos de carros, brigas, desaparecimento de pessoas, perda de documentos, apreensão de facas, e embriaguez. O balanço com os números finais da festa deve ser divulgado no final do evento.
‘Esforço para a festa acontecer’
Ao longo de todo o dia, integrantes da organização da festa já comemoravam o sucesso do evento. Havia o temor de que o escândalo político no DF e a ameaça de uma intervenção federal pudessem prejudicar a festa. A cantora Daniela Mercury comemorou. “Fizemos muito esforço para esta festa acontecer. Me emocionei muito o tempo todo. É uma festa para Brasília reconhecer a si mesma. Brasília merece.”
http://g1.globo.com

Comemoração diferente

Na partida entre NK Zadar e Inter Zapresic, em Zadar, pela primeira divisão do campeonato croata, no último fim de semana.
Tomislav Bosec, do Inter, fez o gol e resolveu ir para a galera, só que com a do adversário. Se ele não sabia, um torcedor do Zadar tratou de lembrá-lo com um tapa da orelha.
Tem cada jogador viu?

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Nova nuvem de cinzas chega à Grã-Bretanha, dizem autoridades


Erupção de vulcão na Islândia teria se intensificado.
Europa enfrentou quinto dia de caos aéreo nesta segunda-feira (19).

Da AFP, em Londres
A erupção do vulcão da Islândia intensificou-se nesta segunda-feira (19), com uma nova nuvem de cinzas deslocando-se para a Grã-Bretanha, anunciaram à noite as autoridades aéreas britânicas.
A Europa enfrentou nesta segunda-feira o quinto dia de caos aéreo por conta das cinzas. As autoridades informaram que, na terça, as restrições a voos seriam parcialmente levantadas.
"A erupção vulcânica na Islândia se intensificou e uma nova nuvem de cinzas está se deslocando para o sul e o leste em direção a Grã-Bretanha", afirmou o serviço de controle do tráfego aéreo britânico (Nats).
"A última informação do Met Office (o serviço de meteorologia) mostra que a situação está piorando em algumas áreas", afirmou o Nats em um comunicado.
Os aeroportos escoceses devem seguir em funcionamento a partir das 6h GMT (3h de Brasília), assim como foi anunciado anteriormente, mas o Nats não tinha informações sobre a situação dos aeroportos da Irlanda do Norte.
Outros aeroportos ingleses podem começar a funcionar a partir das 12h GMT (9h de Brasília), ainda que não seja esperado que os principais aeroportos de Londres reabram, segundo o Nats, que acrescentou que "a situação provavelmente mudará durante a noite".
O serviço de controle de tráfego afirmou mais cedo que a Grã-Bretanha iniciaria na terça-feira a retirada das restrições aéreas, impostas desde a última semana.
A Grã-Bretanha foi um dos primeiros países a fechar seu espaço aéreo devido à nuvem de cinzas provocada pela erupção do vulcão Eyjafjoll na última quinta-feira.
Cinzas e vapor erguem-se do vulcão na geleira Eyjafjallajokull nesta segunda-feira (19) na Islândia.Cinzas e vapor erguem-se do vulcão na geleira Eyjafjallajokull nesta segunda-feira (19) na Islândia. (Foto: Reuters)

domingo, 18 de abril de 2010

Fãs prestam solidariedade a Roberto Carlos por morte de Lady Laura


Admiradores do cantor se reuniram em frente à casa dele, no Rio.
Mãe de Roberto Carlos morreu no sábado (17), aos 96 anos.

Do G1, com informações do Fantástico
A casa na Urca, onde o cantor Roberto Carlos vivia com a mãe, Laura Moreira Braga, de 96 anos atraiu fãs de todo o Brasil. Um grupo do Recife aproveitou o passeio pelo Rio de Janeiro para ser solidário com o cantor.
"Eu sinto como se ele fosse da minha família", disse uma fã. A mãe de Roberto Carlos morreu na noite de sábado (17), de insuficiência respiratória decorrente de uma pneumonia.
A música “Lady Laura”, escrita em 1976 com o parceiro Erasmo Carlos, foi cantada em frente ao prédio como uma homenagem ao ídolo.
Laura Moreira Braga nasceu em Mimoso (MG). Já casada com o marido, Robertino, se mudou para Cachoeiro do Itapemirim.
Ela sonhava que Roberto Carlos tivesse um diploma de médico, mas foi pelas mãos dela que ele se encantou com a música. Com Lady Laura, aprendeu os primeiros acordes de violão.
Quando Roberto Carlos cantou pela primeira vez no rádio, ainda pequeno, encontrou na mãe uma grande incentivadora. Ao longo de toda a vida, ela sempre esteve perto do filho, como na homenagem que a escola de samba Unidos do Cabuçu fez a Roberto.
  O cantor sempre retribuiu tamanha dedicação. Para desbravar o mar, uma de suas grandes paixões, ele teve barcos sempre com o mesmo nome: Lady Laura.

A mãe de Roberto Carlos ficou 18 dias internada num hospital particular da Zona Sul do Rio. Durante esse período, ela apresentou melhoras. Por causa disso, o cantor decidiu viajar e cumprir a turnê nos Estados Unidos que já tinha sido adiada por causa da saúde da mãe.
O médico que a acompanhou nos últimos 20 anos testemunhou várias vezes a forte ligação entre mãe e filho. “Ele sempre pedia a benção da mãe antes dos shows. Era uma ligação muito forte”, conta o médico Milton Kazuo Yoshino. O cantor soube da notícia da morte da mãe durante um show em Nova York, no Radio City Music Hall.
Pouco antes de entrar no palco, ele soube que a saúde da mãe havia piorado e desabafou com a maquiadora Neide de Paula: "Quando a gente estava se arrumando, ele falou que estava muito preocupado com a mãe porque tinha tido a notícia de que ela estava sedada e que tinha piorado um pouquinho. Estava triste, muito preocupado. Já estava prevendo alguma coisa, mas não esperava que fosse tão rápido."
No palco, Roberto Carlos cantou antigos sucessos e a música "Lady Laura". Nos bastidores, a equipe já sabia que a mãe do cantor havia morrido. "Sabíamos que havia acontecido", disse a maquiadora. Segundo ela, foi uma tentativa de poupar o cantor. "Para não haver qualquer problema pra ele, ele só soube quando terminou o show".
Roberto Carlos se despediu do público e seguiu para os bastidores, onde soube da notícia. No palco, o maestro avisou a plateia. Os fãs então se concentraram na saída do teatro e tentaram animar o ídolo. O cantor acenou e partiu em silêncio. "Ele chorou muito, ficou muito desesperado, muito triste de não estar do lado dela na hora", contou a maquiadora Neide de Paula.

Alvo de racismo, Daniel Alves ignora ofensas no estádio do Espanyol


‘O futebol é muito maravilhoso para dar importância a este tipo de coisa’, disse o lateral do Barcelona
GLOBOESPORTE.COMBarcelona
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Expulso no segundo tempo do empate sem gols entre Barcelona e Espanyol, o lateral-direito Daniel Alves foi alvo de ofensas racistas no estádio Cornellá El Prat neste sábado. Após o jogo, o brasileiro preferiu ignorar os torcedores que cantavam os insultos.

- O futebol é muito maravilhoso para dar importância a este tipo de coisa - disse o atleta, segundo o jornal “Mundo Deportivo”.

O site do diário “Sport” mostrou-se indignado com a atitude do árbitro Undiano Mallenco, que nada fez para parar os gritos contra Daniel Alves. De acordo com o jornal, dava para ouvir pela transmissão de rádio e televisão torcedores imitando macacos quando o brasileiro tocava na bola: “A única maneira de não escutar no campo era ser surdo”.

- Esta é uma pergunta para o senhor Pochettino (técnico do Espanyol), porque ele conhece melhor sua torcida - afirmou Pep Guardiola ao ser questionado, após a partida, sobre o incidente.

Sobre a expulsão, aos 16 minutos da etapa final, Daniel disse que não merecia receber o segundo cartão amarelo.

- Sou um dos jogadores que menos fazem faltas e no final fui o primeiro a sair.


Agência/AFP

Daniel Alves foi expulso no segundo tempo do clássico catalão

Zagueiro palmeirense afirma que errou ao cuspir e chamar rival de 'macaco' e vê time paranaense querendo criar clima hostil para jogo na Arena
Julyana TravagliaSão Paulo
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Depois de ficar por mais de duas horas prestando esclarecimentos no 23º Distrito Policial, o zagueiro palmeirense Danilo apareceu na Academia de Futebol para, pela primeira vez, dar a sua versão do episódio envolvendo o zagueiro Manoel, do Atlético-PR. Antes de iniciar a entrevista coletiva, o atleta pediu a palavra para se desculpar com o rival do time paranaense.

- Estou aqui para responder tudo, mas, principalmente, para pedir desculpas ao Manoel, que é um profissional. Estou arrependido. Não se cospe na cara de um homem, e não gostaria que fosse comigo. Aquele jogador de ontem, as pessoas que acompanham o Palmeiras e convivem comigo no futebol sabem que não é o Danilo. As pessoas me conhecem. Estou arrependido e peço desculpas a todos que me conhecem. Isso não vai mais acontecer – disse o camisa 23 palmeirense.


 
A vitória do Alviverde sobre o Atlético-PR por 1 a 0, pela primeira disputa das oitavas de final da Copa do Brasil, perdeu os holofotes e acabou terminando na delegacia. Ainda no primeiro tempo da disputa, Danilo e Manoel se estranharam na pequena área palmeirense. As imagens da transmissão da partida mostram uma cabeçada do jogador do time paranaense no palmeirense, que revidou com uma cusparada. No lance, Danilo ainda ofendeu Manoel, que foi chamado de “macaco do c**” e registrou boletim de ocorrência.

Ao zagueiro rival, Danilo pediu desculpas. Ao Atlético-PR, porém, o atleta palmeirense disparou duras acusações, afirmando que foi usado pelo clube paranaense para criar um clima ruim para a próxima partida, marcada para quarta-feira, na Arena da Baixada.

- Meu ato foi errado, mas não sou bandido. Eles acharam um bode expiatório e eu caí de gaiato. Dei brecha. Estou aqui de cara limpa para assumir que errei. Vou para lá (Curitiba) e quero jogar para ajudar o Palmeiras. Vou ser xingado e isso é coisa do futebol. Não vai ser um jogo normal por tudo o que foi criado, e o Atlético-PR é especialista nisso, em criar um clima hostil em decisões. Mas esse foi um ato do Danilo e não vai acovardar o Palmeiras – continuou o camisa 23 do Alviverde.
Confira os principais trechos da entrevista: 
“Macaco do c**”

- A palavra macaco foi errada da minha parte. Eu deveria ter caído (depois da cabeçada de Manoel). Mas não justifica o macaco. De repente poderia xingar a mãe dele, como ele xingou a minha. Macaco era impróprio no momento. Deveria ter sangue frio e pensar mais. Mas não aconteceu...
Lembrança do episódio entre Zago e Jeovânio, em 2006 
- O que aconteceu com o Antônio Carlos é problema dele. Ele tem de se defender. Vou falar por mim. O Manoel tinha dito que era coisa do jogo, tanto que no segundo tempo teve outros empurrões. O que guardo dele (Manoel) é que é um baita jogador, de futuro imenso. Ele foi mal assessorado pelo Atlético-PR porque conheço as pessoas lá. Não guardo mágoa do que falou porque tem razão. Eu o hostilizei, mas não vai acontecer. Vamos esperar que tenha futebol na quarta que vem.
‘Não sou branquinho. Não sou racista’ 
- Fiquei surpreso (com a repercussão) porque sou jogador. Na delegacia, ouvi que eles tinham de prender bandido. (Macaco) Foi uma palavra e não uma ideia minha. Não sou branquinho. Na minha família mesmo, minha esposa é descendente de indígenas, e isso gera uma situação complicada. Não sou racista e polêmico, como estão falando.
Problemas no jogo na Arena da Baixada 
- É uma situação criada por mim e por dirigentes do Atlético-PR. Vou ser hostilizado, pois essa situação quem criou fui eu e não o Palmeiras. Vou pagar por isso.
Denúncia na Justiça Comum 
- Ainda está recente. Não parei para descansar, não consegui dormir. Vamos deixar as coisas rolarem para ter uma posição melhor.
Possibilidade de pegar um gancho pesado 
- É complicado porque acho que o Palmeiras tem chances de chegar na final. Não fizemos um jogo brilhante, mas de superação. Entramos com espírito que o torcedor queria. Vou pagar pelo meu erro, é natural tomar um gancho e vou respeitar.

outro assunto aqui que vou abordar éo arbitro do jogo Santos e São Paulo nesse domingo.
José Henrique de Carvalho foi punido com 30 dias de gancho por ter errado na partida Atlético-MG e Chapecoense, pela Copa do Brasil
GLOBOESPORTE.COMSão Paulo
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O paulista José Henrique de Carvalho, de 36 anos, será o árbitro da segunda semifinal do Campeonato Paulista, entre Santos e São Paulo, que será realizada no próximo domingo, na Vila Belmiro, a partir das 16h. Ele foi o escolhido no sorteio realizado na sede da Federação Paulista de Futebol na tarde desta quinta-feira e será auxiliado por Celso Barbosa de Oliveira e Giovanni Cesar Canzian.


O curioso é que o juiz está suspenso por 30 dias pela Comissão de Arbitragem da CBF. A punição aconteceu pelo erro cometido na partida Atlético-MG 6 x 0 Chapecoense, pela Copa do Brasil, realizada no dia 1º de abril. Ele não pode apitar partidas de campeonatos organizados pela entidade. Isso, no entanto, não se aplica ao Paulistão, que é de responsabilidade da Federação Paulista de Futebol.

Na ocasião, o zagueiro Rodrigo, do time catarinense, acertou o atacante atleticano Obina no primeiro minuto de jogo. O juiz sequer advertiu o infrator. O atacante, com ruptura dos ligamentos laterais, precisou ser operado e só retornará ao futebol dentro de três meses 
(Reveja o lance acima)

Em Santo André
No duelo entre Santo André e Grêmio Prudente, que será realizado no estádio Bruno José Daniel, no ABC, o árbitro será Rodrigo Braghetto, que será auxiliado por Rafael Ferreira da Silva e Leonardo Ferreira Alves.