quarta-feira, 24 de março de 2010

No 3º dia, testemunhas do casal Nardoni são liberadas; júri entra em fase decisiva


Na quinta, mãe de Isabella pode passar por acareação com os acusados.

Perita diz que manchas de sangue no apartamento eram da menina.
Do G1, em São Paulo
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Três testemunhas foram ouvidas no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, nesta quarta-feira (24), terceiro dia de julgamento do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados da morte de Isabella em março de 2008. O dia foi marcado pela dispensa de oito das dez testemunhas de defesa do casal e pela possibilidade de Alexandre e Anna Carolina serem colocados frente a frente com a mãe de Isabella.  

 

Por volta das 19h, o julgamento foi interrompido pelo juiz Maurício Fossen, que, após negar, voltou atrás e deixou aberta a possibilidade de que seja feita uma acareação entre o casal e Ana Carolina Oliveira, a mãe de Isabella.


 O terceiro dia do julgamento também foi marcado pelo depoimento de mais de cinco horas da perita criminal Rosângela Monteiro. Ela afirmou que as marcas da rede de proteção na camiseta de Nardoni evidenciam que foi ele quem atirou a menina pela janela.

Segundo a perita, seria impossível as marcas na camisa serem feitas de outra forma que não seja segurando um peso de 25 kg, com os braços estendidos para fora da janela. A perita também afirmou que o sangue encontrado no apartamento era da menina morta.

Alexandre Nardoni vestia camisa verde e calça jeans e Anna Jatobá, camisa rosa e calça preta. Alexandre demonstrou contrariedade em alguns momentos e em apenas duas horas de depoimento chamou seus advogados sete vezes para fazer comentários.  
Mais uma vez, a avó de Isabella, Rosa Oliveira, não suportou a descrição das condições da morte da menina e deixou o plenário.

Do lado de fora, um princípio de tumulto entre pessoas que aguardavam na fila em frente ao fórum para assistir ao julgamento do casal obrigou a Polícia Militar a agir rapidamente para controlar a situação.

Primeiro depoimento

  • Aspas
    Não basta encostar na tela. Ele precisa jogar o peso dele sobre ela. Não tem outra hipótese"
A primeira testemunha a depor nesta quarta-feira (24), no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, foi a perita criminal Rosângela Monteiro. Ela foi a responsável pela elaboração dos laudos sobre a morte da menina Isabella Nardoni em 2008. O depoimento de Rosângela começou às 10h25 e terminou às 16h50, sendo permeado por um intervalo para almoço.

Rosângela foi arrolada como testemunha tanto pela defesa quanto pela acusação de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Ela disse que a menina foi ferida antes de entrar no apartamento do casal Nardoni e que já entrou sangrando. A perita afirmou ainda que o sangue encontrado no apartamento era da menina morta.

A perita afirmou também que as marcas da rede de proteção na camiseta de Nardoni evidenciam que foi ele quem atirou a menina pela janela. Para marcar a camiseta daquela forma, disse ela, a pessoa precisaria estar com os dois braços para fora da janela, segurando um peso de 25 kg. “Não basta encostar na tela. Ele precisa jogar o peso dele sobre ela. Não tem outra hipótese”, afirmou a perita.

Alexandre Nardoni alega que a camiseta ficou marcada quando ele se apoiou na tela para olhar para baixo.

Segundo o depoimento da perita, uma mancha de sangue encontrada na porta do quarto de Isabella pode indicar a presença dos irmãos da menina no apartamento no momento em que ela foi morta.

A mancha de sangue foi feita com as pontas do dedo, a uma altura abaixo da maçaneta da porta do quarto. “Posso concluir, portanto, pela altura, que se trata de mãos de criança”, disse a perita.

Segundo ela, não foi possível a identificação de a quem pertencia o sangue, mas a teoria é que um dos irmãos de Isabella tenha entrado em contato com algum respingo de sangue da menina no apartamento.

Alexandre e Anna Jatobá permaneceram impassíveis durante todo o testemunho; ele, no entanto, demonstrou mais atenção às explicações da perita do que ela.

Pai de madrasta de Isabella afirma que casal é inocente

‘Um dias as coisas vão se esclarecer’, declarou Alexandre Jatobá.
Ele assiste ao julgamento com um terço na mão esquerda.
Luciana BonadioDo G1, em São Paulo
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O pai de Anna Carolina Jatobá, Alexandre Jatobá, afirmou no início da noite desta quarta-feira (24), ao deixar o Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, que a filha dele e Alexandre Nardoni são inocentes. Ainda no plenário do júri, ele acenou para a filha e ficou com os olhos cheios de lágrimas.


Quem chamou a atenção da ré par a pai dela na plateia foi a irmã de Alexandre, Cristiane. Jatobá falou sobre a dificuldade de só poder ver a filha à distância. “É só no olhar, no coração”, disse.


Ele segura durante todo o tempo na mão esquerda um terço, que segundo ele é de Santa Rita, comprado na Itália. “Às vezes, as pessoas acham que estamos tentando construir a inocência deles. Eu creio em Deus e um dia as coisas vão se esclarecer”, declarou.

Segundo o pai, a última vez que esteve com a filha no presídio feminino de Tremembé, no Vale do Paraíba, foi na última sexta-feira (19). Segundo ele, a filha estava apreensiva em relação ao julgamento. “O desejo dela é que a verdade apareça”, disse o pai, reafirmando que não foram os dois que mataram Isabella Nardoni.

O pai afirmou que os encontros dos pais com os netos nos presídios são maravilhosos. “É uma forma de amenizar os sofrimentos dos meus netos. Eles não deixam de ser vítimas”, concluiu.

No final da sessão desta quarta-feira, ao deixar o plenário Alexandre Nardoni virou para trás e acenou para a família. A irmã, Cristiane, chorou emocionada
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terça-feira, 23 de março de 2010

Defesa quer explorar contradições


Roberto Podval vai se concentrar em depoimento de perita nesta quarta.
Ele pediu para delegada ouvida nesta terça permanecer no julgamento.
Roney DomingosDo G1, em São Paulo
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O advogado de defesa do casal Nardoni, Roberto Podval, deixou claro nesta terça-feira (23) que vai explorar supostas contradições entre o trabalho apresentado pela delegada Renata Pontes, ouvida nesta terça-feira, e o trabalho da perita Rosângela Monteiro, que será ouvida nesta quarta (24).

"O relatório dela (delegada) ela justifica com a perícia. Quando eu pergunto o que ela pôs no relatório que estava na perícia, ela diz "eu copiei e colei". Amanhã (quarta, 24) nós vamos ouvir a perita para ver o que ela colocou no laudo. E aí nós vamos de repente comprovar que o que a delegada usou no relatório não são as mesmas conclusões que a perita usou no laudo", afirmou o advogado.

Podval questiona por que a polícia não pediu a perícia da chave do apartamento que supostamente provocou o ferimento na testa de Isabella Nardoni.  "A história da chave é patética. Tem um filme mostrando que a Anna teria agredido a menina com a chave. A delegada pega essa chave, não manda para a perícia e diz que não porque nem haja provável que isso tenha acontecido com a chave. Há coisas estranhas nessa investigação", afirmou.


Podval, que não contesta a hipótese de a menina ter se ferido de morte  ainda no apartamento, antes da queda do sexto andar, o fato de Isabella apresentar sequelas mais graves pelos ferimentos domésticos do que na queda não significa imediatamente que os pai e a madrasta são os assassinos.

"Temos uma queda possível, temos uma asfixia possível. Mas daí a ter autoria, vai uma grande distância. Eu não vi nada até agora que levasse à autoria. Ninguém prova quem fez, quem são os autores. "  O promotor Francisco Cembranelli deixou claro que para a acusação o suposto ferimento provocado pela chave é um elemento secundário da investigação. 

Veja vídeos sobre o julgamento do Caso Isabella



Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá vão a júri popular.
Eles são suspeitos de terem matado a menina Isabella em 2008.
Do G1, em São Paulo
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Relembre o caso Isabella Nardoni

O caso mobilizou a polícia e a população, dois anos atrás. O pai e a madrasta da menina são acusados de jogar Isabella da janela do prédio onde moravam. Veja as versões da promotoria e da defesa.




Mãe de Isabella Nardoni chega ao Fórum de Santana 
O julgamento está marcado para começar às 13h. A movimentação é intensa na região. Dezesseis testemunhas já estão no local. O casal Nardoni chegou no mesmo comboio, mas em carros separados.



Advogados visitam prédio onde morava o casal Nardoni

Eles estavam acompanhados do pai de Alexandre Nardoni. Eles estiveram no quarto de onde Isabella Nardoni teria caído.

Julgamento do casal Nardoni deve começar às 13h 
Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá são acusados da morte de Isabella Nardoni, em março de 2008. Eles já estão no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, esperando o julgamento.

Casal Nardoni chega ao Fórum de Santana
22/03/2010


Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá chegam ao Fórum de Santana, onde serão julgados pela morte da menina Isabella Nardoni, morta em março de 2008. O crime causou comoção no país.

Casal Nardoni é levado para o julgamento em São Paulo
22/03/2010

Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá estão em um comboio e vão em carros separados para o julgamento no Fórum de Santana, na Zona Norte da capital paulista.


Julgamento do Caso Isabella começa nesta segunda-feira (22)
22/03/2010

Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá devem enfrentar um júri popular que decidirá que eles mataram ou não a pequena Isabella. O caso chocou o Brasil.


veja mais no brincadeira de criança
brincadeira64.wordpress.com

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