sábado, 16 de agosto de 2014

Na vida, o único caminho é para frente


São duas as missões existenciais prioritárias: autoconhecimento e aceitação. Delas dependem não somente as nossas chances de felicidade, passando pela elevação do nosso nível de consciência, mas também as nossas chances de contribuirmos com a felicidade das outras pessoas com as quais convivemos. Relações de causa e efeito afetam todas as áreas da nossa vida, e elas não são simples. Não é que para cada causa haja um efeito e vice-versa. Múltiplas causas podem determinar um único efeito e uma única causa pode implicar em milhares de efeitos. A vida não é tão simples como as equações de Física que aprendemos para o vestibular. Na vida, todas as coisas estão ocorrendo ao mesmo tempo e não podemos desconsiderar o efeito de todas as forças atuantes para “simplificar o cálculo”. Afetamos a tudo e por tudo somos, de alguma forma, afetados. Diante dos desafios de autoconhecimento e aceitação, o mais difícil envolve enfrentar o inevitável. Há decisões inevitáveis, atitudes inevitáveis, problemas inevitáveis e perdas inevitáveis. Sem que haja redundância, é preciso lembrar que algumas coisas são inevitáveis porque não podemos evitá-las, ou seja, nossos esforços não podem mudá-las, não temos nenhum controle sobre elas. Por isso, o conhecimento da prece da serenidade é de tamanha importância. Sua origem é atribuída ao teólogo Reinhold Niebuhr (1892 – 1971) e enunciava: “Senhor, concedei-nos a serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar; a coragem para modificar aquelas que podemos; e a sabedoria para distinguirmos umas das outras.” Há coisas sobre as quais temos controle (podemos agir diretamente), outras sobre as quais temos influência (podemos agir indiretamente) e outras sobre as quais não temos nem controle, nem influência: para com estas é necessário exercer a aceitação. A aceitação é um estado de resignação interior frente ao inevitável, e só será plena quando excluirmos de dentro de nós qualquer possibilidade de revolta. Diante de situações inevitáveis, talvez seja impossível evitar a tristeza, mas é possível evitar a mágoa. Talvez não possamos evitar a indignação, mas podemos evitar o ódio e o revide. A prece da serenidade nos convida à ação consciente e aceitação consciente, compreendendo que nos casos em não podemos mudar as circunstâncias da vida, ainda assim, podemos mudar nossa maneira de reagir a elas. A dor de perdas tão tristes como estas dos acidentes aéreos que temos presenciado é inevitável. A todos nós, nestas situações, resta a aceitação e a resignação, duas forças gigantes da alma. Na vida, o único caminho é para frente. E nestes momentos, é preciso muita força, coragem e apoio. Diante do inevitável, se você crê em Deus, não atribua a Ele a responsabilidade pelo ocorrido. A responsabilidade é sempre da humanidade. Nós colocamos em ação a lei de causa e efeito muitas vezes sem compreender de onde vêm as causas e, tantas outras, sem saber quais serão os efeitos. Seres humanos também erram por irresponsabilidade e negligência. Se você crê em Deus, não abale sua fé diante do inevitável enfrentamento dos fatos sobre os quais não tem nenhum controle ou influência. Busque forças para não focar indefinidamente nas perdas. Agradeça pelo tempo e oportunidade que lhe foram concedidas antes da separação. Não foque os momentos que não terá mais, preencha a memória, tanto quanto possível, de gratidão pelos momentos vividos. A morte é inevitável e sempre traz uma “desculpa” (o modo pelo qual a vida se encerra). As razões por trás desta despedida dependem de uma extensa rede de relacionamentos e interrelacionamentos, de causas e efeitos colocados em movimento. A nós, resta o desafio de buscar o autoconhecimento para chegarmos ao nível de consciência necessário para a aceitação e resignação diante daquilo que não podemos evitar. Se você não crê em Deus, igualmente não se torne amargo pelo confronto com as situações inexoráveis da condição humana; aceite e siga, ainda há muito por fazer, descobrir e compreender. O autoconhecimento e a aceitação são duas missões existenciais prioritárias que cada um de nós, independentemente de suas crenças e valores, precisa realizar, progressivamente, para encontrar o equilíbrio na vida. Que a nossa humildade e capacidade de amar nos direcionem sempre rumo ao autoconhecimento e a aceitação necessária ao desafio de viver e encontrar momentos e situações inevitáveis pelo caminho. A tarefa está longe de ser fácil, mas é, também, inevitável. Escolha ser forte e adquira condições de reagir com paz e resignação em todas as situações da vida, afinal esta é a única maneira de seguir pelo único caminho que possuímos: para frente.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

“Meu avô morreu quando eu tinha oito anos.


Desde então, nada de interessante aconteceu na minha vida”. Esta é a frase mais famosa do Nobel de Literatura Gabriel García Márquez, ou simplesmente Gabo, como era chamado pelos amigos. O avô lhe contava histórias do povoado de Aracataca, criado pela United Fruit, na zona bananeira da Colômbia. Aracataca conheceu seu apogeu e, depois que a empresa foi embora, ficou abandonada à miséria e ao esquecimento, como tantos povoados da América Latina. As histórias narradas pelo avô seriam a matéria para uma obra reconhecida pelo público e pela crítica como uma das mais criativas da história da literatura castelhana. As experiências da infância que moldam a vida e a obra são relatadas por vários escritores. Manuel Bandeira, em seu ITINERÁRIO DE PASÁRGADA, lembra que suas experiências até os seis anos de idade constituíram a matéria de toda a sua poesia. E Simone de Beauvoir afirma, em suas MEMÓRIAS DE UMA MOÇA BEM COMPORTADA: “Prometi para mim mesma nunca esquecer que com cinco anos somos um indivíduo completo”. Aracataca está situada na Costa do Caribe e é uma das regiões mais multiculturais do planeta, tendo atraído imigrantes de todas as partes do mundo. O próprio García Márquez recordaria, muitos anos depois, ao visitar Angola, que não encontrara novidade alguma, que a África estava toda no Caribe. “No Mar das Antilhas, ao qual pertenço, misturou-se a imaginação transbordante dos escravos negros africanos com a dos nativos pré-colombianos e depois com a fantasia dos andaluzes e com o culto dos galegos pelo sobrenatural. Essa aptidão para ver a realidade de certa maneira mágica é própria do Mar das Antilhas e do Brasil”. O povoado em que passou a infância se tornou, assim, o grande cenário de seus contos e romances. A transfiguração mais conhecida é Macondo, a Aracataca de CEM ANOS DE SOLIDÃO e mais meia dúzia de outras narrativas. O REALISMO MÁGICO COMO INVENÇÃO LATINO-AMERICANA Esse mundo pobre, modorrento e sequestrado economicamente por várias companhias norte-americanas, no processo criativo do escritor, se abriu para a imaginação e, aos elementos da realidade concreta, vieram somar-se os voos livres da inventividade. Importante lembrar que García Márquez sempre insistiu na imaginação, porém como elemento transfigurador calcado na realidade. A imaginação, na sua concepção, é apenas um instrumento de elaboração da realidade. “Não há uma linha em toda a minha obra que não se fundamente na realidade”, costumava dizer. Dessa tensão entre a realidade e a imaginação nasceu o chamado realismo mágico, criação original da literatura latino-americana e que representou o chamado “boom” dos escritores hispânicos nos anos 50-60, projetando as letras da América Latina no cenário mundial. García Márquez, Júlio Cortázar, Jorge Luis Borges e tantos outros garantiram um lugar definitivo para a literatura hispânica no século XX, arrancando-a da condição de uma literatura periférica. O realismo mágico é mais que invenção. É uma expressão que exterioriza e problematiza a própria realidade da América Latina. Nas entrevistas concedidas a Plinio Apuleyo Mendoza e reunidas no volume CHEIRO DE GOIABA, o escritor colombiano cita o explorador norte-americano F. W. Up. de Graff, que, percorrendo a Amazônia no final do século XIX, registrou coisas inusitadas, como um arroio de água fervente e “um lugar onde a voz humana provocava chuvas torrenciais”. Registra também que em Comodoro Rivadavia, no extremo sul da Argentina, os ventos carregaram um circo inteiro e no dia seguinte pescadores retiraram de suas redes leões e girafas. Nessa ordem de ideias, as experiências incríveis vividas pelos personagens de CEM ANOS DE SOLIDÃO não se afiguram como necessariamente da ordem da ficção. O realismo mágico é, na verdade, uma categoria mais ampla para retratar a América Latina. Mais ampla em relação a quê? Ao cartesianismo europeu imposto pelo colonizador e que procura elencar e explicar a realidade concreta nos moldes da Enciclopédia de Diderot e d’Alembert ou da tabela periódica de Linus Pauling. Aliás, no romance experimental CATATAU, o escritor Paulo Leminski problematiza muito bem os limites da racionalidade europeia. Nele, acompanhamos o desconcerto do filósofo francês Renés Descartes (pai do cartesianismo), jogado em pleno Recife da invasão holandesa. As classificações (zoológicas, botânicas e minerais), as categorizações, as certezas do cogito vão caindo por terra uma a uma. A começar pela própria exuberância da fauna e flora tropicais, que parecem desafiar qualquer possibilidade de submetê-las à análise racional, bem como de estarem ao alcance de uma humana compreensão. Em outras palavras, a natureza domina o homem e apresenta fenômenos que desafiam a ciência. Essa questão também é abordada num grande filme peruano intitulado MARIPOSA NEGRA. A imaginação se torna, assim, um complemento de uma realidade extremamente complexa, não apenas em termos de natureza, mas também em sua significação alegórica, das particularidades e complexidades políticas do continente. A título ilustrativo, enumeremos alguns dados reais mas que parecem tirados da mais pura ficção. A América Latina é um continente no qual se exterminou sistematicamente quase todos os índios. Na Argentina, por exemplo, na segunda metade do XIX, acreditando-se na melhoria da “raça” por meio de um progressivo branqueamento da população, o governo organizou caravanas que se espalharam por todo o país encarregadas de exterminar, a tiros certeiros de rifles, toda a população indígena, objetivo alcançado com sucesso. Na Bolívia existe a mina de Potosí, explorada há quatrocentos anos. Hoje explora-se estanho e outros minérios; no passado, explorou-se a prata. Considerando-se a quantidade de prata extraída da mina, seria possível, segundo estatísticas, construir uma ponte de prata ligando Potosí à Espanha. Mais: o número de mineiros mortos em acidentes na mina ao longo desses quatro séculos permitiria que seus ossos, enfileirados, também estendessem uma ponte entre a Bolívia e a Europa. E o que dizer do Brasil, um país cuja história econômica se construiu com o transplante de milhões de negros do continente africano para servirem de mão-de-obra nas lavouras e minas? O realismo mágico apoia-se, portanto, na realidade concreta e não deve ser confundido com fantasia, isto é, a invenção pura e simples, à la Walt Disney, que é uma bobagem artificial sem qualquer vínculo com a realidade. Aliás, qualquer criança, quando se torna mais consciente e começa a aguçar sua percepção artística, não consegue se interessar pelo mundo boboca de Walt Disney. ESCRITOR DE UM ÚNICO TEMA A obra de Gabo é, numa primeira mirada, polivalente. Há os grandes romances, como CEM ANOS DE SOLIDÃO, O OUTONO DO PATRIARCA e O AMOR NOS TEMPOS DO CÓLERA. Há os contos que esbanjam imaginação, como os de A INCRÍVEL E TRISTE HISTÓRIA DA CÂNDIDA ERÊNDIRA E SUA AVÓ DESALMADA. Existem os relatos-reportagem baseados em fatos reais e que prendem o leitor da primeira à última palavra do texto, como o RELATO DE UM NÁUFRAGO, a CRÔNICA DE UMA MORTE ANUNCIADA ou A AVENTURA DE MIGUEL LITTÍN CLANDESTINO NO CHILE. Some-se a isso a riquíssima obra jornalística e a espetacular autobiografia VIVER PARA CONTAR, da qual o leitor não consegue desprender-se até chegar à derradeira página. Em meio à diversidade, um denominador comum. O escritor colombiano insistia que, no fundo, todo escritor escreve um único livro. Por trás do luxo da variedade dos gêneros e das formas, da diferença dos enredos e dos personagens, bem como dos pontos de vista dos diferentes narradores, haveria, sempre, em última instância, um tema maior. A obra seria, então, uma variação sobre o mesmo tema. Alguns casos clássicos na história da literatura a ilustrarem essa tese são, por exemplo, o tema da memória em Proust, o do tempo em Virginia Woolf, o do que poderíamos chamar de um manifesto contra a estupidez humana em Machado de Assis, a criação de mundos fictícios capazes de criar uma realidade mais real que a estreita e mesquinha realidade que nos circunda, como encontramos em Cervantes e Flaubert. E qual seria o tema subjacente à obra de García Márquez? A solidão. Em CEM ANOS DE SOLIDÃO, os personagens entregam-se a todo tipo de experiências. Úrsula come terra (criação inspirada numa irmã do escritor que, de fato, quando criança, comia terra), os ciganos ganham dinheiro apresentando aos estupefatos moradores de Macondo o gelo e o imã, os Buendía comem com requintes pantagruélicos e reproduzem-se desenfreadamente, tudo acontece de modo superlativo. Mas, curiosamente, os seres que habitam Macondo parecem incapazes de amar. Dessa ausência de amor e solidariedade nasce a solidão que paira sobre tudo e todos. - See more at: http://cpv.com.br/blog/index.php/uma-rosa-amarela-para-gabo-gabriel-garcia-marquez/#sthash.3YTaGXtY.dpuf

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

O que é um planejamento familiar?


Planejamento familiar é o controle do número de filhos e intervalos entre gestações. Tem como objetivo o bem estar da criança e do casal, pois podem escolher o momento propício para a chegada dos filhos. Para casais que não conseguem ter filhos, o ideal é se programar para métodos como a fertilização in vitro, a inseminação artificial ou a adoção de crianças. Esse planejamento, entre outras coisas, é importante para aproveitar melhor esse momento tão especial que é conceber uma nova vida. É preciso estar bem preparado para assumir tamanha responsabilidade. O planejamento familiar, o pré-natal, o parto e o controle de doenças sexualmente transmissíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é direito de todo cidadão segundo a lei N°9263 de 12 de janeiro de 1996. Preparação Prever as futuras despesas que terão com os filhos faz parte do planejamento familiar. Esses gastos vão desde o pré-natal até a educação escolar da criança. É por esta razão que muitos casais têm postergado a chegada do primeiro filho, preferem ter plenas condições de criá-lo e é por isso também que o número de filhos por casal tem diminuído nos últimos tempos. Nos anos 70 os casais tinham em média 5 filhos, hoje essa média caiu para 2. A falta de planejamento pode gerar problemas sociais, pois pessoas sem condições de criar os filhos muitas vezes recorrem às instituições de adoção, ao aborto, ou simplesmente os abandonam nas ruas. Famílias muito pobres acabam ficando ainda mais pobres quando tem muitos filhos, não tendo o que comer e nem o que vestir. A taxa de natalidade nas classes menos favorecidas é consideravelmente maior e é causada pela falta de prevenção e informação. A educação também é um dos fatores. Uma mulher com curso superior tem em média dois filhos, enquanto uma analfabeta tem em média cinco. Pesquisas mostram que, quanto menor o tempo de estudo da mulher mais filhos ela tende a ter. Esses fatores são agravantes da desigualdade social. Apoio O governo tem tomado providências quanto ao controle de natalidade, disponibilizando métodos anticoncepcionais gratuitamente nos postos de saúde, mas essas providências não tem sido suficientes e a taxa de natalidade continua alta. O planejamento familiar não deve ser privilégio de classes sociais mais altas, mas sim de todas as pessoas, basta que tenham informação e conscientização da importância desse ato. Nesse site você encontrará informações sobre planejamento familiar, concepção, pré-natal, gravidez na adolescência, doenças sexualmente transmissíveis e todos os tipos de métodos contraceptivos. Lembre-se, o planejamento é a melhor forma de garantir a qualidade de vida de sua família.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

RESSACA


A ressaca é resultado de um consumo excessivo de álcool que intoxica o organismo, e se caracteriza por uma combinação de sintomas desagradáveis. Estes resultam do próprio efeito fisiológico do álcool no cérebro e nos outros órgãos do corpo; e do efeito tóxico de outros componentes presentes nas bebidas alcoólicas, especialmente o metanol. O surgimento de um ou mais destes sintomas e sua intensidade irá variar de pessoa para pessoa e de acordo com a quantidade de álcool ingerida, da ocasião e do estado geral de saúde e mental da pessoa. Os sintomas descritos acima têm origens diversas: Desidratação: o consumo de álcool pode induzir a pessoa a urinar em demasia, vomitar e ter diarréia. Estes sintomas são responsáveis por uma perda excessiva de liquido, podendo provocar desidratação. Esta está associada a dor de cabeça e sede. Irritação gastrointestinal: o álcool irrita diretamente o estomago e o intestino; e aumenta a produção de sucos gástricos e secreções do pâncreas e do intestino. Qualquer um destes ou todos estes fatores podem resultar em dor abdominal, náusea e vômitos, que são sintomas da ressaca. Hipoglicemia: o consumo excessivo de álcool também pode resultar em uma baixa dos níveis de açúcar no sangue (hipoglicemia) contribuindo para diversos sintomas da ressaca, como: cansaço, fraqueza e alteração do humor. Alterações do sono: o álcool também atrapalha o sono normal, provoca relaxamento dos músculos da garganta podendo provocar ronco e apneia (parada respiratória temporária). Intoxicação por outros componentes além do álcool: a maioria das bebidas alcoólicas é composta por outros componentes biológicos ativos (como o metanol) que influenciam o sabor, o cheiro e a aparência da bebida, e podem também contribuir para os sintomas da ressaca. Site Álcool e Drogas sem Distorção (www.einstein.br/alcooledrogas) / NEAD - Núcleo Einstein de Álcool e Drogas do Hospital Israelita Albert Einstein Atenciosamente Equipe Álcool e Drogas sem Distorção

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Luana Piovani sendo importunada por Vesgo


O Pânico tem diversos méritos e sua espécie de cruzada contra os famosos, em geral, faz muito sentido. A questão é que o programa e seus integrantes simplesmente não sabem quando parar. O caso clássico foi o da invasão do velório da AMY WINEHOUSE, quando surgiu uma gritaria gigantesca antes da exibição da "brincadeira". Isso fez com que a edição mudasse os rumos da matéria, dando a entender que seria uma homenagem à cantora. Neste domingo foram ao ar duas reportagens que mostram bem que o pessoal da atração não tem limites e o que importa mesmo é FAZER BARULHO. Os casos aqui são os de Felipão e de Luana Piovani. Começamos com o da atriz. Na semana que passou, Luana e seu marido colocaram nas REDES SOCIAIS FOTOS de uma comemoração qualquer e que mostram a atriz toda sensual numa banheira. No programa de ontem, Vesgo vai atrás de Luana e seu marido na praia com a desculpa de oferecer flores para "apimentar a relação do casal". Obviamente que a atriz pediu que o repórter se retirasse, afinal foi lá única e exclusivamente para encher a paciência, sem motivo nenhum. O discurso de Vesgo é o seguinte: "Luana, você coloca aquele tipo de foto na internet e quer privacidade?". É o equivalente a justificar um estupro porque a mulher estava com roupa curta ou bêbada. Não tem diferença nenhuma. Só porque Luana coloca uma foto sensual nas redes sociais, não significa que alguém tenha o direito de vê-la nua na rua ou algo do tipo. E antes que alguém pergunte, não sou fã de Luana e não tenho nenhum motivo para defendê-la. Vesgo foi até a atriz com a única intenção de provocá-la. Certamente ele estava torcendo para que ela se levantasse e o agredisse, porque aí a coisa ficaria ainda melhor para o Pânico. O caso de Felipão é exatamente a mesma coisa, a mesma invasão sem graça e que não provoca risos em ninguém. O repórter do Pânico conseguiu um assento ao lado do ex-TÉCNICO da seleção brasileira para tentar entrevistá-lo DE QUALQUER MANEIRA. Isso porque o programa, através de Alfinete, já havia caçado Felipão, há alguns dias. A encheção do programa foi tamanha, que o técnico teve de entrar no banheiro do avião e, depois, ficar lá nos fundos para tentar não ser importunado. Isso tudo após diversas vezes dizer que não queria dar entrevistas. O Pânico sabe fazer humor, sabe entreter, mas esses dois casos são exemplos de "BRINCADEIRAS" que ninguém mais vê graça. http://varela.vn/jbbx/

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Você acha justo que o tigre pague por um erro do menino e do pai?


Eu acho que tem muita gente seria, e tempessoas que sempre vao querer aparecer, veja só esse caso, que pessoas que deveria cuidar da segurança nao estavam no lugar onde deveriam os que la estavam foram incapazes de verem o perigo, agora querem sacrificar o animal? olha o texto do André Linhares Sim, eu também fiquei indignado com o caso do menino que perdeu o braço no Zoológico, quem não ficou? Mas o que mais me indignou foi um PAI não ver o perigo que o seu filho corria. O animal da história era o pai ou o tigre? O pior de tudo é ver que muitas pessoas pedem para que sacrifiquem o tigre. Que culpa ele tem? O menino estava trepando nas grades, puxando o rabo dele, estava em uma zona proibida e querem me dizer que o errado é o Tigre? Eu sempre defendo aquilo em que eu acredito que seja justo. E eu não vejo justiça deixando o tigre preso, isolado de todos por tempo indeterminado. Ou pior, sem saber se vão ou não sacrifica-lo. NÃO permita que o https://secure.avaaz.org/po/petition/IBAMA_NAO_permita_que_o_tigre_HU_do_ZOOLOGICO_de_Cascavel_seja_SACRIFICADO/?dqiiwdb Espero que alguns de vocês tenham o mesmo pensamento que o meu, não achar justo que o tigre pague por um erro do menino e do pai. Obrigado pela atenção!

domingo, 10 de agosto de 2014

Meu grande exemplo,meu Pai


Quem disse que por de trás daquela barba que nos arranha o rosto não tem um coração moleque querendo brincar? Quem disse que por detrás daquela voz grossa não tem um menino criativo querendo falar? Quem foi que falou que aquelas mãos grandes não sabem fazer carinho se o filho chorar? Quem foi que pensou, que aqueles pés enormes, não deslizam suaves na calada da noite, para o sono do filho velar? Quem é que achou que no fundo do peito largo e viril não tem um coração de pudim, quando o filho amado, com um sorriso largo se põe a chamar? Quem foi que determinou que aquele coroa, de cabelos brancos não sabe da vida para querer me ensinar? Pai, você me escolheu filho, eu te fiz exemplo! Feliz Dia dos Pais, meu pai. onde quer que vc esteja

sábado, 9 de agosto de 2014

Renata Seja Feliz Sempre


Eu tenho muitos motivos para ser feliz, mas um dos maiores é porque tenho uma sobrinha MARAVILHOSA que é você Renata. Quando amamos alguém queremos ver esse alguém muito bem, alegre, feliz. Quero ter a certeza de que é assim que têm sido os seus dias inclusive o de hoje o aniversário da minha sobrinha querida. Peço ao Papai do céu pra lhe dar muita saúde, esperança e felicidade. Para que a medida que foi crescendo consiga uma vida tranquila, tranquila de paz e harmonia, com a certeza do meu amor por vc querida Renata os meus parabéns pelo seu aniversário em um dia muito feliz. Muitas FELICIDADES. Seja FELIZ sempre.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

DIA04\08 DIA DO PADRE


Dia do Padre Ser padre é ser "pai" de uma comunidade inteira. Como tal, ele é o homem da Palavra de Deus, da Eucaristia, do perdão e da bênção, exemplo de humildade, penitência e tolerância, o pregador e conversor da fé cristã. Enfim, é um comunicador e entusiasta da Igreja, que luta por uma vivência cristã mais perfeita. O Dia do Padre é celebrado oficialmente a 4 de agosto, data da Festa de São João Maria Vianney, desde 1929, quando o papa Pio XI o proclamou "homem extraordinário e todo apostólico, padroeiro celeste de todos os párocos de Roma e do mundo católico". Padroeiro é o representante de uma categoria de pessoas, cuja vida e santidade comprovadas estimulam a uma vida de fé em comunhão com a vontade de Deus. João Maria Vianney, nasceu na França, em 1786. Depois de passar por muitas dificuldades por causa de suas poucas habilidades, foi ordenado sacerdote. O bispo que o ordenou acreditou que o seu ministério não seria o do confessionário, pois achava que sua capacidade intelectual era muito limitada para dar conselhos. Ele foi enviado para a pequenina Ars, no interior da França, como auxiliar do padre Balley, o mesmo que vislumbrou, por santa inspiração, seu dom e, confiando nele, o preparou para o sacerdócio. Padre Balley, outra vez inspirado, acreditou que o dom de seu auxiliar era justamente o do conselho e o colocou a serviço do confessionário. Assim, padre João Maria Vianney, homem justo, bom, extremado penitente e caridoso, converteu e uniu toda Ars. Amado e respeitado por todos os fiéis e pelo clero, sua fama de conselheiro correu por todo o mundo cristão. Assim, ele se tornou um dos mais famosos confessores da história da Igreja. Conhecido também como o Cura d'Ars, mais tarde, foi o pároco da cidade onde morreu, em 1859. São João Maria Vianney, canonizado por Pio XI em 1925, é o melhor exemplo das palavras profetizadas pelo apóstolo Paulo: "Deus escolheu o que no mundo não tem nome nem prestígio, aquilo que é nada, para assim mostrar a nulidade dos que são alguma coisa" (1Cor 1,28) . O padre entende o chamado para ser um servo de Deus, um sacerdote, um "pai" (padre) à semelhança de Cristo, que amou e deu sua vida ao povo pobre, simples e marginalizado. Nunca hesita, tudo aceita, confia e acredita em Deus e na sua Providência, e caminha seguro para a missão que lhe é designada. A vida simples e a simplicidade dos ensinamentos de Jesus Cristo são o fundamento do seu ministério, único parâmetro e exemplo a seguir. A sua tarefa é continuar a missão de Jesus Cristo, o único e eterno sacerdote. É o padre que, por meio do Evangelho, leva os seres humanos a Deus, pela conversão da fé em Cristo. Por isso, é pessoa que nasce com esse dom e logo cedo, ou no momento oportuno, ouve o chamado do Pai para se consagrar a servir à comunidade, nos assuntos que se referem a Deus. Ser padre é ser "pai" de uma comunidade inteira. Como tal, ele é o homem da Palavra de Deus, da Eucaristia, do perdão e da bênção, exemplo de humildade, penitência e tolerância, o pregador e conversor da fé cristã. Enfim, é um comunicador e entusiasta da Igreja, que luta por uma vivência cristã mais perfeita, dessa Igreja missionária, que não sobreviveria sem o sacerdote, como afirmou o próprio Jesus Cristo, seu fundador pela Paixão por nós. Sua missão é construir comunidades, entender a alma humana e perdoar os pecados, evangelizar, unir e alimentar a comunidade por meio da Eucaristia. Confia nas palavras de Lucas 21,15 "(....) eu vos darei palavras tão acertadas que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater - e é verdadeira testemunha da fé, por sua oração, sacrifício e coragem cristã.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Templo de Salomão" inaugurado em São Paulo,


Vamos entender o que é o templo de salomão, cuidados com os falsosprofetas... Só para esclarecer aos católicos, a respeito desse "templo de Salomão" inaugurado em São Paulo, mais uma farsa religiosa do nosso tempo e mais uma punhalada no cristianismo, já tão deturpado pelas seitas... 1. Não existe nem poderá existir "Templo de Salomão" algum desde 587 aC, quando o Templo do Senhor, construído pelo Rei Salomão, foi incendiado pelos babilônios. Este era o chamado Primeiro Templo dos judeus. 2. Nem mesmo no tempo de Jesus havia um "Templo de Salomão". Havia sim, o Segundo Templo, construído pelos judeus que voltaram do Exílio de Babilônia entre 537-515 aC. Foi nesse Templo, reformado, ampliado e embelezado por Herodes Magno, que Jesus nosso Senhor pregou. Foi sobre esse Templo que Ele afirmou tratar-se de uma imagem Dele próprio, morto e ressuscitado: "Destruí este Templo e em três dias Eu o edificarei!". 3. O Templo de Salomão em si não tem significado algum para o cristianismo. Também não pode ser reconstruído, pois já não seria o Templo "de Salomão", mas de outra qualquer pessoa! O que se construiu em São Paulo foi um "Edifício do Edir Macedo", nem mais nem menos... 4. Quanto ao Templo dos judeus, somente pode ser construído sobre o Monte do Templo, chamado Monte Moriá, em Jerusalém. Os judeus nunca reconstruíram o seu Templo por isso: porque ali já estão erguidas duas mesquitas muçulmanas... 5. Os cristãos jamais poderão ou deverão reconstruir Templo judaico algum! Isto é negar Nosso Senhor Jesus Cristo, é voltar ao Antigo Testamento! O Segundo Templo era imagem do Corpo do Senhor. Ele mesmo o declarou. Aqui coloco de modo explicado o que Jesus quis dizer: "Vós estais destruindo este Templo! Podeis destruí-lo; ele já cumpriu sua função de figura, de lugar de encontro de Deus com os homens! O verdadeiro Templo é Meu corpo imolado e ressuscitado! Vós destruireis o Meu corpo como estais destruindo este Templo! Mas, dentro de três dias Eu o ressuscitarei, edificando o verdadeiro Templo, lugar de encontro entre Deus e o homem: o Meu corpo, que é a Igreja!" 6. Arca, sacrifícios antigos, utensílios do antigo Templo, já não têm sentido algum no cristianismo. Mais ainda: não passam de pura e vazia falsificação que ofendem a resta consciência cristã e desrespeitam os judeus, imitando de modo grosseiro e falseando de modo superficial o real significado dos seus símbolos religiosos. Conclusão: É uma pena ver como o charlatanismo, a ignorância, o grotesco prosperam em certas expressões heterodoxas de cristianismo... E tudo por conta do tripudio sobre a ignorância e falta de bom senso de toda uma população insensata. Só isto. Dom Henrique Soares da Costa Colunista do Blog Evangelizando (+ artigos) Bispo da Diocese de Palmares-PE Blog: Visão Cristã, Facebook

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Crise de riso


Não são poucos os casos de gargalhadas inesperadas, inclusive com apresentadores de TV. Reveja as mais famosas você sabe o que acontece quando não consegue parar de rir? A equação que representa as risadas desenfreadas é injusta com quem está no meio da crise. Pois quanto mais você ri, mais você quer rir, explica o professor Doutor em Neurologia e pós-Doutor em Neurociências Hebert Cabral. Principalmente se alguém que está do lado cai na risada, também. "Do ponto de vista cerebral, quando você começa a rir e visualiza outra pessoa rindo, você ativa uma região cerebral chamada Núcleo Acubens. Uma vez ativado esse núcleo, você tem a sensação de prazer, pois ativa também o circuito de recompensa". Essa área do cérebro é a mesma atingida por drogas como a maconha e a cocaína, com a diferença que a sensação de prazer é provocada por fatores externos, enquanto a crise de riso ativa o prazer de forma natural. "É uma sensação prazerosa imensa. Se te dá prazer, você não para. Funciona como um vício. Você ri, vê o outro rindo, sente prazer e continua rindo. Qual é a recompensa disso? Prazer e felicidade, que são conceitos do riso". Motivos Podemos encontrar motivos para rir de qualquer coisa ou por qualquer motivo. Mas geralmente a causa das crises está diretamente ligada a assuntos de cunho agressivo ou sexual. Curiosamente esses são os principais temas de piadas e peças de stand up comedy, que arrancam gargalhadas do público com uma facilidade incrível. Sátiras a outras pessoas, pequenos acidentes domésticos sem feridos e piadas sobre sexo são mestres em causar risadas sem fim, adianta o neurologista.  "A gente só ri, normalmente, de coisas que são agressivas ou com contextos sexuais embutidos. É só parar pra pensar. Isso acontece, do ponto de vista cerebral, como forma de manifestar a agressividade e a sexualidade do próprio indivíduo. Como esses vão fatores que você guarda e que geralmente não manifesta em público, alguns psicólogos entendem que isso seja uma manifestação retraída da sua sexualidade e da agressividade". Mas isso não significa que seja preciso correr atrás de tratamento médico, tranquiliza o especialista. Se você tem constantes crises de riso, mas isso não influencia na sua vida e não causa nenhum tipo de limitação no convívio com as pessoas, não há problema a ser resolvido. "Nesse caso não pode ser visto como uma doença. Só a partir do momento que incomoda as pessoas em volta ou quando passa a ser preocupante para você. Aí pode ser um surto", resume. Tem controle? Tudo bem que ter um surto é demais para a maioria das pessoas. Mas estar sujeito a ter uma crise de riso em um lugar indesejável não é tão difícil assim. O problema é: como controlar? Aliás, existe algum jeito de interromper uma recompensa que o seu cérebro te dá? Bom, você pode tentar. "O maior segredo é tentar sair de perto do fator que te causa a crise. Melhor que isso, é mudar a atenção para uma outra coisa. Isso se for possível, claro. Desviar a sua atenção para outra coisa, de preferência mais séria, é a melhor e provavelmente a única saída".

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Campanhas eleitorais vão custar até três Copas do Mundo


Você que foi contra a copado mundo aqui no Brasil devia se ligar nisso aqui. No que depender dos partidos políticos, as campanhas eleitorais serão mais caras em 2014, na comparação com o pleito de 2010. Segundo dados divulgados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a soma do limite de gastos das campanhas de todos os candidatos já registrados na Justiça Eleitoral será de R$ 73,9 bilhões. Há quatro anos, a soma dos tetos de despesa foi de R$ 48,4 bilhões. O montante equivale ao orçamento de 2014 do Estado do Rio de Janeiro (R$ 75,9 bilhões), o terceiro maior do país, atrás dos orçamentos da União e do Estado de São Paulo. O dinheiro seria suficiente para organizar três Copas do Mundo, pois o Mundial deste ano teve um custo total de R$ 25,8 bilhões, considerando os gastos nas três esferas (União, Estados e municípios). A diferença é que a Copa do Mundo foi custeada, sobretudo, com dinheiro público, enquanto as campanhas são bancadas majoritariamente por meio de doações feitas por empresas.  O limite de gastos é o valor total que o candidato prevê arrecadar ao longo da campanha. Até agora, o TSE divulgou informações de 25.381 candidatos. O número não é definitivo, mas representa quase a totalidade das candidaturas. Considerando as disputas para todos os cargos (presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual), o limite médio de gastos com campanha é de R$ 2,9 milhões por candidato. Em 2010, a média por candidato foi de R$ 2,1 milhões. Descontada a inflação do período (27,4%, segundo o IPCA), as campanhas ficaram, em média, 6,8% mais caras. A campanha mais barata é a de deputado estadual, com limite médio de gastos de R$ 2,4 milhões, seguida da de deputado federal (R$ 3,6 milhões), deputado distrital (R$ 5,4 milhões) e senador (R$ 5,6 milhões). O gasto das campanhas majoritárias é bem superior. Em média, uma campanha para governador tem o limite de R$ 14,6 milhões. Para presidente, o valor sobe para R$ 83,4 milhões. As três campanhas mais caras do país são para a Presidência. Dilma Rousseff (PT) prevê gastar até R$ 298 milhões; Aécio Neves (PSDB), R$ 290 milhões; e Eduardo Campos (PSB), R$ 150 milhões. DEM lidera gasto médio Com 657 candidaturas já registradas, o DEM é o partido que prevê mais gastos por candidato, com limite médio de R$ 7,7 milhões por campanha. Na sequência aparecem PT do B (R$ 5,5 milhões), PSD (R$ 4,3 milhões), PSDB (R$ 3,9 milhões), PMDB (R$ 3,8 milhões) e PT (R$ 3,8 milhões). "A indicação de gastos de um candidato a deputado federal ou estadual é iniciativa dele. Mas o limite de gastos não passa de estimativa, não é definitivo", afirmou o senador Agripino Maia, presidente nacional do DEM. Quanto ao gasto total por partido, o PT, legenda com maior número de candidatos (1.334), lidera com R$ 5,04 bilhões, seguido pelo DEM (R$ 5,03 bilhões), PMDB (R$ 4,8 bilhões), PT do B (R$ 4,4 bilhões) e PSDB (R$ 4,3 bilhões). Corrida pelo dinheiro Para Mauro Macedo Campos, professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense  (Uenf) e autor de um estudo sobre os custos do sistema partidário no Brasil, o volume de recursos para campanha cresce a cada eleição porque os pleitos tornaram-se mais competitivos. "Os custos das campanhas entraram em outro patamar a partir 2002, quando as eleições ficaram mais competitivas. A lógica é: se meu adversário vai gastar X, tenho que me antecipar e gastar mais do que ele. Quanto mais gastar, mais chance de ser eleito", disse. Campos explica que o aumento do custo das campanhas gera um circulo vicioso porque inflaciona cada vez mais os preços das peças publicitárias. Quanto às doações, de acordo com o professor, não há critério ideológico. "Não existe preferencia em termos de ideologia. Elas doam sempre para quem tem capacidade de ganhar. Qual é o propósito disso? É sempre aquela lógica de se receber alguma compensação pela doação. Ou então é aquilo: eu doo e você não mexe comigo; Até o senso comum sabe disso, mas não difícil de comprovar na prática", afirmou.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Com fortuna de R$ 2 bilhões, Edir Macedo é o pastor evangélico mais rico do Brasil, diz revista


Olha os falços profetas estao por todos os lugares, é preciso abrir bem os olhos, veja isso aqui em janeiro do ano passado e pense no que foi feito depois, o imperio dele é grande muito grande, mas dessa forma mim desculpe nao pra engolir. "Religião sempre foi um negócio lucrativo." Assim começa uma reportagem da revista americana "Forbes" sobre os milionários bispos fundadores das maiores igrejas evangélicas do Brasil. A revista fez um ranking com os líderes mais ricos. No topo da lista, está o bispo Edir Macedo, que tem uma fortuna estimada em R$ 2 bilhões, segundo a revista. Em seguida, vem Valdemiro Santiago, com R$ 400 milhões; Silas Malafaia, com R$ 300 milhões; R. R. Soares, com R$ 250 milhões; e Estevan Hernandes Filho e a bispa Sônia, com R$ 120 milhões juntos. Edir Macedo, fundador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, além de ser o pastor mais rico do Brasil, possui templos até nos Estados e um jato bimotor particular, de modelo Bombardier Global Express XRS, estimado em R$ 90 milhões. Macedo tem 10 milhões de livros vendidos, alguns deles extremamente críticos à Igreja Católica e a algumas religiões africanas. Seu maior movimento aconteceu na década de 1980, quando adquiriu a rede Record, a segunda maior emissora do Brasil. Além disso, é dono do jornal "Folha Universal", que tem uma circulação de 2,5 milhões de exemplares, e do canal de notícias Record News. Seguindo os passos de Macedo, Valdemiro Santiago é ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus. Após se desentender com o chefe, ele fundou sua própria igreja: a Igreja Mundial do Poder de Deus, que tem 900 mil seguidores e mais de 4.000 templos, muitos deles adornados com imagens dele. Sua fortuna é estimada em R$ 400 milhões. Silas Malafaia é líder da Assembleia de Deus, a maior igreja pentecostal brasileira. Entre os pastores, ele é o mais polêmico, e se envolve frequentemente em controvérsias com a comunidade gay do Brasil, já que declara ser o maior opositor ao casamento gay. Ele também é uma figura proeminente no Twitter, onde possui mais de 440 mil seguidores. Em 2011, Malafaia, cuja fortuna é estimada em R$ 300 milhões, lançou uma campanha a fim de arrecadar R$ 1 bilhão para a sua igreja, com o intuito de criar uma emissora de televisão global, que seria transmitida em 137 países. Os interessados podem contribuir com somas a partir de R$ 1.000, e em troca receberão um livro. Já o cantor, compositor e televangelista Romildo Ribeiro Soares, conhecido como R. R. Soares, é possivelmente o mais multimídia entre os pastores brasileiros. Fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus, R. R. Soares é uma das faces mais regulares da TV brasileira. Ele também é ex-membro da Igreja Universal do Reino de Deus, além de ser cunhado de Macedo. Autointitulado "missionário", tem uma fortuna estimada em R$ 250 milhões. Sua aeronave particular, de modelo King Air 350, custa "apenas" R$ 10 milhões. Fundadores da Renascer em Cristo, o "apóstolo" Estevam Hernandes Filho e sua mulher, a "bispa" Sônia, possuem mais de mil igrejas no Brasil e no exterior – várias delas na Flórida, nos Estados Unidos. Com uma fortuna estimada em R$ 120 milhões, o casal foi manchete dos jornais internacionais em 2007,quando foram presos em Miami sob a acusação de levarem consigo mais de R$ 100 mil não–declarados. Algumas notas estavam escondidas em meio às páginas da Bíblia, segundo agentes norte-americanos. Eles voltaram ao Brasil um ano depois, onde respondem por outros crimes, entre eles a queda do teto de um de seus templos, que deixou nove pessoas mortas em 2009. Entre seus ex-fiéis mais conhecidos, está o jogador de futebol Kaká, que doou mais de R$ 2 milhões no período em que frequentou a igreja. Ele deixou a instituição após as denúncias de fraude envolvendo o casal Hernandes. Ser um pastor evangélico no Brasil é o sonho de muitas pessoas, de acordo com a Forbes. Diferente de muitas igrejas protestantes, que requerem que seus pastores tenham uma graduação, as igrejas neopentecostais brasileiras oferecem cursos intensivos para "criar" pastores com um custo de R$ 700, para poucos dias de aula. Não é apenas uma questão de dinheiro – Malafaia, por exemplo, chega a pagar salários de R$ 20 mil a seus pastores mais talentosos – mas também de poder, segundo a reportagem. Muitos pastores brasileiros conseguiram passaportes diplomáticos nos últimos anos. Alguns, especialmente os mais ricos, são cortejados por políticos em época de eleições. Para finalizar, igrejas são imunes a impostos. Crescimento dos evangélicos A Forbes também destaca o crescimento dos evangélicos no Brasil --de 15,4% para 22,2% da população na última década--, em detrimento dos católicos. Hoje, os católicos romanos somam 64,6% da população, ou 123 milhões de brasileiros. Os evangélicos, por sua vez, já somam 42 milhões, em uma população total de 191 milhões de pessoas. Para a revista, um dos motivos do crescimento de religiões evangélicas se dá graças à teologia da prosperidade, segundo a qual o progresso material é resultado dos favores de Deus. Enquanto o catolicismo ainda prega um olhar conservador sobre o além-vida, os evangélicos --sobretudo os neopentecostais-- são ensinados a ter prosperidade nesta vida. A fórmula parece estar funcionando. De acordo com a revista, os evangélicos formam uma parte da nova classe média brasileira, conhecida como classe C. Enquanto isso, os mais ricos e os mais pobres permanecem católicos. Os evangélicos não só usufruem de seus bens como doam uma parte de sua renda à igreja – prática conhecida como "dízimo" e que também está presente em outras religiões cristãs. Isto faz com que certas igrejas pentecostais sejam negócios altamente lucrativos, e seus líderes, milionários. É a chamada "indústria da fé". Outro lado O pastor Silas Malafaia afirmou, por sua vez, que sua renda pessoal não é a informada pela revista Forbes. "Se juntarmos a receita da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que não é minha, mais a renda da Associação Vitória em Cristo, que não é minha, mais o faturamento da Editora Central Gospel, que é de minha propriedade, mais as ofertas voluntárias que recebo pelas palestras ministradas, chegaremos aproximadamente à metade do que foi anunciado pela Forbes como minha renda pessoal anual", disse, em uma nota. "Tudo o que tenho está declarado na Receita Federal. Não devo e não temo a nada", continuou. Malafaia ainda destacou que "o que está em jogo é uma mensagem para criar na sociedade preconceito contra pastores e igrejas evangélicas". Ele reiterou que não recebe "salário de igreja nenhuma" e informou que a Forbes "será inquirida judicialmente".