segunda-feira, 20 de maio de 2013
domingo, 19 de maio de 2013
Mas a mentira soa tão bem
Eu sou a promessa que não se realizou? Promessas, nem lembro quantas fiz, quem dirá se as cumpri. Seria a ânsia de enganar a mim mesmo ou apenas um apoio visto como facilitador das conquistas?
Cresci sobre a sombra do homem pregado na cruz, vendo o sacrifício como salvação. Para se ter a dádiva, eram necessárias promessas: “Prometo me comportar mais se conseguir passar de ano. Prometo me comportar se ganhar o videogame. Prometo comer vegetais se puder dormir mais tarde”.
Sob a lei da promessa crescemos, mas como já sabemos promessas – pelo menos a maioria delas – não são cumpridas. Acostumamo-nos logo ao descarrego das palavras, à leviandade do dizer. Então, o que eram ritos de promessa tornam-se mentiras.
E logo nos adaptamos, pois, sendo falhos, tudo que zombe da natureza correta nos atrai. Honra, gratidão, dever, consciência... Tudo passa a sofrer sobre a influência da máxima: “a verdade dele pode não ser a minha”. Assim tentamos apaziguar nosso já tão pesado espírito, sobrecarregado pelas promessas não cumpridas.
Veja com que normalidade olhamos aos olhos de outro e dizemos: “prometo te amar pela vida toda”. De onde vem tal promessa senão das entranhas da mentira? Que pecado é esse senão aquele que nos é ensinado em cada etapa da dita educação?
Somos falhos, mas covardes demais para admitir. E quando quem achamos amar nos questiona “duraremos para sempre, amor?”, naturalmente nossa resposta se carrega de certeza e surge o sim arrebatador. Um peso a ser carregado pelo resto de nossos dias, a lembrança das promessas não cumpridas, as quais tanto ainda teremos de repetir.
Analgésicos para mentes inquietas. Será tanto o amanhã uma busca de alívio ao amanhã que não existe? Veja, somos mais repletos de morte do que propriamente de vida. Tudo nos acorrenta, nos entristece, traz medo. E assim aprendemos logo cedo a nos blindarmos de promessas, como uma oração que implora pelo dia seguinte.
E o que era para ser nosso mais digno bem entra na roda dos falsos agrados. Quem de nós nunca prometeu algo a Deus caso Ele nos ajudasse a botar algum dinheiro no banco? “Irei a pé para Caravaggio”.
Uma doença é um castigo? Uma fatalidade é a vida ensinando? Sofrer em 2013 é pagar o erro do pai em 1977? E eu, o que sou? O fracasso da promessa que não se realizou? E você, aquele que tem o que não merece, ou não tem por não merecer?
Quanto vale a promessa de um tirano que promete poupar vidas? E as tuas? Quanta vida cabe em tuas palavras mais sinceras? São essas realmente dignas ou se perderam no tempo junto de ti?
Tudo bem, em essência não nascemos para a felicidade. Somos conflitantes, seres da guerra, aflitos, imediatistas e sofremos por pensar no que poderá ocorrer antes mesmo que ocorra.
Sofremos por medo da morte, medo da perda, medo de demonstrar medo e, claro, medo da vida. Fazemos promessa como se essas nos dessem o amanhã. Somos dotados a ver as tragédias e lamentar muito mais do que agradecer e entender o divino de cada respiração.
Acaloramo-nos no sol, mas procuramos a sombra. Adoramos sentir o vento, mas fechamos a janela. Sentimos paz na chuva, mas corremos dela. O que faremos quando dermos nossa promessa a alguém?
Tanta aflição talvez seja isso: o peso de sermos a promessa que não se realizou.
Felipe Sandrin
sábado, 18 de maio de 2013
Nasce o sol em nossa alegria.
Os Raios Alcançam O Mar Em Cor E Magia...
Um Sorriso Se Dá Em Rostos No Nascer De Novo Dia...
A Cor Do Amor Nos Liberta Para A Vida... A Luz Do Amor Nos Leva A Uma Terra Sentida... o Azul Em Nós A Esperança De Surgir... Em Uma Hora Sentida E Sempre A sentir... Que Somos parte Das Suas Águas A Sorrir... No Encontro Em Emancipação Do Ser... No gesto De Ternura Que Brota Em saber... Na sabedoria das Notas Escritas Em Emoção... Um Olhar Dos Campos Sonhos Em Perfeição... Que A Evoluir Em cada Dia Gera Novo Coração... Poder Acordar Em Olhar Ser parte Em Paixão... Dos Lábios Que Olham Céus E Pedem Perdão... E Pedir mais sabedoria Em Poder da Compreensão... Soltos os Desejos De Mais Poder Ver A Razão... Porque existir... Fazer Parte Do Dia Desta Geração... A Evoluir Vai Corpo Em Luz De Amor... Em Entender A Vontade Da Alma No Esplendor... Raios De Sol Sentem-se Pelo Nosso Interior... A Força Que Procuramos Está na Luz Do Senhor... Ser Nobre na Imensidão Dos Sentimentos... Poder Os Raios Do Sol Partilhar Em Todos Os Momentos... Assim Em Força na sabedoria Dos Ventos... Possamos Transportar A Luz Em Raios De Amar... Em Ondas De Luz Reflexos Olhados No Mar... Assim Poder Dizer Em Tom Palavras Movidas... Numa Boca Aberta Em Falas De Outras Vidas... Eis A Forma De Querer Ser Livre Em Flor... A Vontade De Ser Parte Em Perfume De Amor... A Luz Do Dia Nos Leva Em campos a Meditar... Que Mais Umas Horas Temos para Sonhar... Para Sentirmos Que Somos Parte De Um Tempo Sem Parar... Como É Belo Termos Olhos para Podermos Olhar... Em Luz Do Dia saibamos Nos Aceitar... Porque Somos parte da Luz Que Sempre Quer Brilhar... Nos Mostra A Luz Como Bela É A Terra De Nosso Lugar... Como Belo Tudo Se Torna Em Gestos Pequenos... Em Sons Dos cantos das Aves De Tons Plenos... Em Rostos As Vontades Dos Sons Amenos... Liberdade Em Dia... Liberdade Em Crescer... Na Luz Do Amor Um Novo Dia A Nos Envolver... Não Precisamos De Muito Para sentir E Viver... Apenas os Raios Do Sol Pele Manhã Nos Levam A Crer... Que É Possível Com Pouco A Vida Acontecer... Em cada Momento Acontece Uma Flor A Nascer... Porque Está Em Nós A Vontade De Voar... Ir Nas Asas De Uma Borboleta E sentir O Ar... Em Nós A Emoção De Podermos Caminhar... Nos Raios Do Sol Pela manhã A Nos Acariciar...
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Fofocar
quinta-feira, 16 de maio de 2013
IGNORÂNCIA SIGNIFICADO:
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Índice de mortes por acidentes de carro no Brasil é 4 vezes o dos EUA
Um levantamento de dados feito pela agência de notícias AP aponta que os acidentes de carros no Brasil geram taxa de mortes quatro vezes maior que nos Estados Unidos. De acordo com dados do Ministério da Saúde de 2010, 9.059 pessoas morreram em acidentes deste tipo no Brasil, enquanto no mesmo ano os Estados Unidos registraram 12.435 mortes por batidas de carro. No entanto, a frota de automóveis americana é cinco vezes maior que a brasileira.
De acordo com especialistas, os motivos para os altos índices brasileiros são os carros brasileiros mais frágeis do que os vendidos em outros países, além das más condições das vias. "Os carros de entrada no Brasil são extremamente perigosos, isso não pode ser negado. A taxa de mortes em acidentes é muito alta", diz Maria Inês Dolci, da Proteste Associação de Consumidores. Em 2010, a associação já havia apontado falhas de segurança nos carros brasileiros.
"Os fabricantes fazem isso porque os carros se tornam mais baratos de fazer e as exigências dos consumidores brasileiros são menores; seu conhecimento dos problemas de segurança são menores do que na Europa e nos Estados Unidos", acrescenta Dolci. Segundo a consultoria IHS Automotive, as fabricantes tem 10% de lucro sobre carros fabricados no Brasil, enquanto nos Estados Unidos este número é de 3% e a média global de 5%.
Em 2014, o Brasil passa a exigir a utilização de airbags frontais e sistema de freios ABS a todos os carros novos. No entanto, segundo a AP, as autoridades brasileiras ainda não possuem laboratórios para realizar testes de colisão e verificar a eficácia de proteção dos veículos. Assim, as pesquisas referentes aos carros do país ficam a cargo da Latin NCAP, braço para a América Latina da organização europeia que promove testes independentes de segurança com carros ao redor do mundo.
Segundo a AP, com base em informações obtidas com engenheiros e especialistas dentro da indústria, estas fragilidades dos carros brasileiros são ocasionadas por soldas fracas na estrutura, dispositivos de segurança escassos e materiais de qualidade inferior, em comparação com modelos similares fabricados para os EUA e Europa.
Carros brasileiros mais frágeis
Testes de veículos vendidos no Brasil realizados recentemente pela Latin NCAP mostram notas baixas para a segurança. Além disso, as colisões mostraram diferenças entre os mesmos modelos em outros países. O Nissan March vendido na América Latina, produzido no México, recebeu classificação de duas estrelas, contra quatro estrelas de sua versão europeia chamado de Micra.
mais no: http://g1.globo.com/carros/noticia/2013/05/indice-de-mortes-por-acidentes-de-carro-no-brasil-e-4-vezes-o-dos-eua.html
terça-feira, 14 de maio de 2013
criança esperança
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Bandidos que assaltam carros

domingo, 12 de maio de 2013
COISAS DE MÃE
PARA MINHA MÃE
Perdão por eu não ter sido sempre um bom filho,
por eu ter me zangado
e reclamado contigo tantas vezes,
por eu ter batido o pé,
ter batido a porta,
por eu ter fechado a cara...
Perdão por eu ter dado tanto trabalho,
tanta dor de cabeça,
por eu ter sido tão tolo.
Mas, sobretudo, muito obrigado.
Obrigado por ter cuidado de mim
com tanto carinho,
por ter dedicado teu tempo e teu esforço
para educar-me,
por sempre ter dito
o que seria melhor pra mim,
como ter que acordar cedo para ir estudar,
a dar valor ao que temos,
a insistir, a perseverar,
e até mesmo muito obrigado pelas vezes
em que você “se meteu em minha vida”
só para o meu bem...
- Tudo bem, eu posso não ter aprendido muitas coisas, ainda,
mas eu vou tentando...
Obrigado por ter segurado a minha mão
em meus primeiros passos.
Obrigado por ter me abraçado
quando eu tive medo.
Obrigado por ter me colocado no colo
quando eu estava triste,
ou por simplesmente ter chorado comigo
quando o mundo inteiro parecia
uma nuvem de lágrimas...
Eu sei que muitas vezes eu te deixei aflita.
Eu sei que muitas vezes eu te deixei triste.
Mas eu espero que você saiba
que o teu sorriso de satisfação
é o que eu mais gosto de ver
quando eu consigo fazer
algo de bom em minha vida.
E aconteça o que acontecer,
eu sempre lembrarei
de quem cantava para eu dormir,
de quem aturava minhas travessuras e brincadeiras,
de quem nunca se importou
se o carinho que eu pedia era demais
- para você, nunca era demais!
E por tamanho amor e dedicação tua,
hoje eu sigo forte em minha vida.
Talvez não tão feliz quanto você queria.
Talvez não tão bom quanto você merecia.
Talvez não tão vitorioso quanto você sonhou.
Mas ainda lutando bastante,
como você me ensinou.
É... às vezes dizemos as coisas mais cruéis
para as pessoas que mais amamos,
mas isso é só por que somos estúpidos,
e sabemos que podemos contar com o perdão depois,
pois a verdade é que sempre pediremos perdão depois.
Mas neste momento eu quero, especialmente,
te dizer muito obrigado
por ser minha mãe,
e quero te dizer que eu sempre,
sempre, sempre
amarei você.
- Augusto Branco -
Augusto Branco é autor do livro 'VIDA: Já perdoei erros quase imperdoáveis', entre outros.
sábado, 11 de maio de 2013
BRASIL CARINHOSO
A professora Martha de Freitas Azevedo Pannunzio, de 74 anos, é de Uberlância. Ela escreveu uma carta para a presidente Dilma que foi entregue em mãos. Vale a pena ler. É a voz de quem não se cala e não consente.
BRASIL CARINHOSO
Bom dia, dona Dilma!
Eu também assisti ao seu pronunciamento risonho e maternal na véspera do Dia das Mães. Como cidadã da classe média, mãe, avó e bisavó, pagadora de impostos escorchantes descontados na fonte no meu contracheque de professora aposentada da rede pública mineira e em cada Nota Fiscal Avulsa de Produtora Rural, fiquei preocupada com o anúncio do BRASIL CARINHOSO.
Brincando de mamãe Noel, dona Dilma? Em ano de eleição municipalista? Faça-me o favor, senhora presidentA! É preciso que o Brasil crie um mecanismo bastante severo de controle dos impulsos eleitoreiros dos seus executivos (presidente da república, governador e prefeito) para que as matracas de fazer voto sejam banidas da História do Brasil.
Setenta reais per capita para as famílias miseráveis que têm filhos entre 0 a 06 anos foi um gesto bastante generoso que vai estimular o convívio familiar destas pessoas, porque elas irão, com certeza, reunir sob o mesmo teto o maior número de dependentes para engordar sua renda. Por outro lado mulheres e homens miseráveis irão correndo para a cama produzir filhos de cinco em cinco anos. Este é, sem dúvida, um plano quinquenal engenhoso de estímulo à vagabundagem, claramente expresso nas diversas bolsas-esmola do governo do PT.
É muito fácil dar bom dia com chapéu alheio. É muito fácil fazer gracinha, jogar para a plateia. É fácil e é um sintoma evidente de que se trabalha (que se governa, no seu caso) irresponsavelmente.
Não falo pelos outros, dona Dilma. Falo por mim. Não votei na senhora. Sou bastante madura, bastante politizada, sobrevivente da ditadura militar e radicalmente nacionalista. Eu jamais votei nem votarei num petista, simplesmente porque a cartilha doutrinária do PT é raivosa e burra. E o governo é paternalista, provedor, pragmático no mau sentido, e delirante. Vocês são adeptos do quanto pior, melhor. São discricionários, praticantes do bullying mais indecente da História do Brasil.
Em 1988 a Assembleia Nacional Constituinte, numa queda-de-braço espetacular, legou ao Brasil uma Carta Magna bastante democrática e moderna. No seu Art. 5º está escrito que todos são iguais perante a lei*. Aí, quando o PT foi ao paraíso, ele completou esta disposição,
enfiando goela abaixo das camadas sociais pagadoras de imposto seu modus governandi a partir do qual todos são iguais perante a lei, menos os que são diferentes: os beneficiários das cotas e das bolsas-esmola.
A partir de vocês. Sr. Luís Inácio e dona Dilma, negro é negro, pobre é pobre e miserável é miserável. E a Constituição que vá para a pqp.
Vocês selecionaram estes brasileiros e brasileiras, colocaram-nos no tronco, como eu faço com o meu gado, e os marcaram com ferro quente, para não deixar dúvida d e que são mal-nascidos. Não fizeram propriamente uma exclusão, mas fizeram, com certeza, publicamente, uma apartação étnica e social. E o PROUNI se transformou num balcão de empréstimo pró escolas superiores particulares de qualidade bem duvidosa, convalidadas pelo Ministério de Educação.
Faculdades capengas, que estavam na UTI financeira e deveriam ter sido fechadas a bem da moralidade, da ética e da saúde intelectual, empresarial, cultural e política do País. A Câmara Federal endoidou?
O Senado endoidou? O STJ endoidou? O ex-presidente e a atual presidentA endoidaram? Na década de 60 e 70 a gente lutou por uma escola de qualidade, laica, gratuita e democrática. A senhora disse que estava lá, nesta trincheira, se esqueceu disto, dona Dilma?
Oi, por favor, alguém pare o trem que eu quero descer!
Uma escola pública decente, realista, sintonizada com um País empreendedor, com uma grade curricular objetiva, com professores bem remunerados, bem preparados, orgulhosos da carreira, felizes, é disto que o Brasil precisa. Para ontem. De ensino técnico, profissionalizante.
Para ontem. Nossa grade curricular é tão superficial e supérflua, que o aluno chega ao final do ensino médio incapaz de conjugar um verbo, incapaz de localizar a oração principal de um período composto por coordenação. Não sabe tabuada. Não sabe regra de três. Não sabe calcular juros. Não sabe o nome dos Estados nem de suas capitais.
Em casa não sabe consertar o ferro de passar roupa. Não é capaz de fritar um ovo. O estudante e a estudantA brasileiros só servem para prestar vestibular, para mais nada. E tomar bomba, o que é mais triste.
Nossos meninos e jovens leem (quando leem), mas não compreendem o que leram. Estamos na rabeira do mundo, dona Dilma. Acorde! Digo isto com conhecimento de causa porque domino o assunto. Fui a vida toda professora regente da escola pública mineira, por opção política e ideológica, apesar da humilhação a que Minas submete seus professores. A educação de Minas é uma vergonha, a senhora é mineira (é?), sabe disto tanto quanto eu. Meu contracheque confirma o que estou informando.
Seu presente para as mães miseráveis seria muito mais aplaudido se anunciasse apenas duas decisões: um programa nacional de planejamento familiar a partir do seu exemplo, como mãe de uma única filha, e uma escola de um turno só, de doze horas. Não sabe como fazer isto? Eu ajudo. Releia Josué de Castro, A GEOGRAFIA DA FOME. Releia Anísio Teixeira. Releia tudo de Darcy Ribeiro. Revisite os governos gaúcho e fluminense de seu meio-conterrâneo e companheiro de PDT, Leonel Brizola. Convide o senador Cristovam Buarque para um café-amigo, mesmo que a Casa Civil torça o nariz. Ele tem o mapa da mina.
A senhora se lembra dos CIEPs? É disto que o Brasil precisa. De escola em tempo integral, igual para as crianças e adolescentes de todas as camadas, miseráveis ou milionárias. Escola com quatro refeições diárias, escova de dente e banho. E aulas objetivas, evidentemente.
Com biblioteca, auditório e natação. Com um jardim bem cuidado, sombreado, prazeroso. Com uma baita horta, para aprendizado dos alunos e abastecimento da cantina. Escola adequada para os de zero a seis, para estudantes de ensino fundamental e para os de ensino médio, em instalações individuais para um máximo de quinhentos alunos por prédio. Escola no bairro, virando a esquina
de casa. De zero a dezessete anos. Dê um pulinho na Finlândia, dona Dilma. No aerolula dá pra chegar num piscar de olhos. Vá até lá ver como se gerencia a educação pública com responsabilidade e resultado. Enquanto os finlandeses amam a escola, os brasileiros a depredam. Lá eles permanecem. Aqui a evasão é exorbitante.
Educação custa caro? Depende do ponto de vista de quem analisa.
Só que educação não é despesa. É investimento. E tem que ser feita por qualquer gestor minimamente sério e minimamente inteligente.
Povo educado ganha mais, consome mais, come mais corretamente, adoece menos e recolhe mais imposto para as burras dos governos.
Vale à pena investir mais em educação do que em caridade, pelo menos assim penso eu, materialista convicta.
Antes que eu me esqueça e para ser bem clara: planejamento familiar não tem nada a ver com controle de natalidade. Aliás, é a única medida capaz de evitar a legalização do controle de natalidade, que é uma medida indesejável, apesar de alguns países precisarem recorrer a ela. Uberlândia, inspirada na lei de Cascavel, Paraná, aprovou, em novembro de 1992, a lei do planejamento familiar. Nossa cidade foi a segunda do Brasil a tomar esta iniciativa, antecipando-se ao SUS. Eu, vereadora à época, fui a autora da mesma e declaro isto sem nenhuma vaidade, apenas para a senhora saber com quem
está falando.
Senhora PresidentA, mesmo não tendo votado na senhora, torço pelo sucesso do seu governo como mulher e como cidadã. Mas a maior torcida é para que não lhe falte discernimento, saúde nem coragem para empunhar o chicote e bater forte, se for preciso.
A primeira chibatada é o seu veto a este Código Florestal, que ainda está muito ruim, precisado de muito amadurecimento e aprendizado.
O planeta terra é muito mais importante do que o lucro do agronegócio e a histeria da reforma agrária fajuta que vocês estão promovendo.
Sou fazendeira e ao mesmo tempo educadora ambiental. Exatamente por isto não perco a sensatez. Deixe o Congresso pensar um pouco mais, afinal, pensar não dói e eles estão em Brasília, bem instalados e bem remunerados, para isto mesmo. E acautele-se durante o processo eleitoral que se aproxima. Pega mal quando um político usa a máquina para beneficiar seu partido e sua base aliada.
Outros usaram? E daí? A senhora não é os outros. A senhora á a senhora, eleita pelo povo brasileiro para ser a presidentA do Brasil, e não a presidentA de um partidinho de aluguel, qualquer.
Se conselho fosse bom a gente não dava, vendia. Sei disto, é claro.
Assim mesmo vou aconselhá-la a pedir desculpas às outras mães excluídas do seu presente: as mães da classe média baixa, da classe média média, da classe média alta, e da classe dominante, sabe por quê? Porque somos nós, com marido ou sem marido, que, junto com os homens produtivos, geradores de empregos, pagadores
de impostos, sustentamos a carruagem milionária e a corte
perdulária do seu governo tendencioso, refém do PT e da base aliada oportunista e voraz.
A senhora, confinada no seu palácio, conhece ao vivo os beneficiários da Bolsa-família? Os muitos que eu conheço se recusam a aceitar qualquer trabalho de carteira assinada, por medo de perder o benefício.
Estou firmemente convencida de que este novo programa, BRASIL CARINHOSO, além de não solucionar o problema de ninguém, ainda tem o condão de produzir uma casta inoperante, parasita social, sem qualificação profissional, que não levará nosso País a lugar nenhum. E, o que é mais grave, com o excesso de propaganda institucional feita incessantemente pelo governo petista na última década, o Brasil está na mira dos desempregados do mundo inteiro,
a maioria qualificada, que entrarão por todas as portas e ocuparão todos os empregos disponíveis, se contentando até mesmo com a informalidade. E aí os brasileiros e brasileira vão ficar chupando prego, entregues ao deus-dará, na ociosidade que os levará à delinquência e às drogas.
Quem cala, consente. Eu não me calo. Aos setenta e quatro anos, o que eu mais queria era poder envelhecer despreocupada, apesar da pancadaria de 1964. Isto não está sendo possível. Apesar de ter lutado a vida toda para criar meus cinco filhos, de ter educado milhares de alunos na rede pública, o País que eu vou legar aos meus descendentes ainda está na estaca zero, com uma legislação que deu a todos a obrigação de votar e o direito de votar e ser votado, mas gostou da sacanagem de manter a maioria silenciosa no ostracismo social, alienada e desinteressada de enfrentar o desafio de lutar por um lugar ao sol, de ganhar o pão com o suor do seu rosto. Sem dignidade, mas com um título de eleitor na mão, pronto para depositar um voto na urna, a favor do político
paizão/mãezona que lhe dá alguma coisa. Dar o peixe, ao invés de ensinar a pescar, esta foi a escolha de vocês.
A senhora não pediu minha opinião, mas vai mandar a fatura para eu pagar. Vai. Tomou esta decisão sem me consultar. Num país com taxa de crescimento industrial abaixo de zero, eu, agropecuarista, burro-de-carga brasileiro, me dou o direito de pensar em voz alta e o dever de me colocar publicamente contra este cafuné na cabeça dos miseráveis. Vocês não chegaram ao poder agora. Já faz nove anos, pense bem! Torraram uma grana preta com o FOME ZERO, o bolsa-escola, o bolsa-família, o vale-gás, as ONGs fajutas e outras esmolas que tais.
Esta sangria nos cofres públicos não salvou ninguém? Não refrescou niente? Gostaria que a senhora me mandasse o mapeamento do Brasil miserável e uma cópia dos estudos feitos para avaliar o quantitativo de miseráveis apurado pelo Palácio do Planalto antes do anúncio do BRASIL CARINHOSO. Quero fazer uma continha de multiplicar e outra de dividir, só para saber qual a parte que me toca nesta chamada de capital. Democracia é isto, minha cara. Transparência. Não ofende. Não dói.
Ah, antes que eu me esqueça, a palavra certa é PRESIDENTE.
Não sou impertinente nem desrespeitosa, sou apenas professora de latim, francês e português. Por favor, corrija esta informação.
Se eu mandar esta correspondência pelo correio, talvez ela pare na Casa Civil ou nas mãos de algum assessor censor e a senhora nunca saberá que desagradou alguém em algum lugar. Então vai pela internet. Com pessoas públicas a gente fala publicamente para que alguém, ciente, discorde ou concorde.
O contraditório é muito saudável.
Não gostei e desaprovo o BRASIL CARINHOSO. Até o nome me incomoda. R$2,00 (dois reais) por dia para cada familiar de quem tem em casa uma criança de zero a seis anos, é uma esmolinha bem insignificante, bem insultuosa, não é não, dona Dilma?
Carinho de presidentA da república do Brasil neste Momento, no meu conceito, é uma campanha institucional a favor da vasectomia e da laqueadura em quem já produziu dois filhos. É mais creche institucional e laica. Mais escola pública e laica em tempo integral com quatro refeições diárias. É professor dentro da sala de aula,
do laboratório, competente e bem remunerado. É ensino
profissionalizante e gente capacitada para o mercado de trabalho.
Eu podia vociferar contra os descalabros do poder público, fazer da corrupção escandalosa o meu assunto para esta catilinária.
Mas não. Prefiro me ocupar de algo mais grave, muitíssimo mais grave, que é um desvio de conduta de líderes políticos desonestos, chamado populismo, utilizado para destruir a dignidade da massa ignara. Aliciar as classes sociais menos favorecidas é indecente e profundamente desonesto. Eles são ingênuos, pobres de espírito, analfabetos, excluídos? Os miseráveis são. Mas votam, como qualquer cidadão produtivo, pagador de impostos.
Esta é a jogada. Suja.
A televisão mostra ininterruptamente imagens de Desespero social.
Neste momento em todos os países, pobres, emergentes ou ricos, a população luta, grita, protesta, mata, morre, reivindicando oportunidade de trabalho. Enquanto isto, aqui no País das Maravilhas, a presidente risonha e ricamente produzida anuncia um programa de estímulo à vagabundagem. Estamos na contramão da História, dona Dilma!
Pode ter certeza de que a senhora conseguiu agredir a inteligência da minoria de brasileiros e brasileiras que mourejam dia após dia para sustentar a máquina extraviada do governo petista.
Último lembrete: a pobreza é uma consequência da esmola. Corta a esmola que a pobreza acaba, como dois mais dois são quatro.
Não me leve a mal por este protesto público. Tenho obrigação de protestar, sabe por quê? Porque, de cada delírio seu, quem paga a conta sou eu.
Atenciosamente,
Martha de Freitas Azevedo Pannunzio
Fazenda Água Limpa, Uberlândia, em 16-05-2012
sexta-feira, 10 de maio de 2013
SOMOS DO TAMANHO DE NOSSOS SONHOS
Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
(Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão!)
Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu...
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é! Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és...
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão!
Fonte: armazemgeralpensamentos.blogspot.com.br/
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Alerta para malefícios do narguilé
O MITO DO NARGUILÉ Existem muitos jovens fumando narguilé devido ao seu "baixo" maleficio á saúde. Este é um mito que precisa ser explicado e esclarecido. Segue o link do site do INCA (Instituto Nacional do Câncer). Quem puder ler é bem interessante.
http://www2.inca.gov.br/wps/
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